Alimentação

Pesquisa científica mostra os efeitos nocivos do excesso de frutose – um dos adoçantes mais comuns em nossa alimentação – no funcionamento do cérebro e na saúde.

Em uma pesquisa reveladora, cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles mostraram os perigos do consumo exagerado de frutose – um tipo bastante comum de açúcar (veja no quadro abaixo). De acordo com os cientistas, muita frutose na dieta aumenta os riscos de uma série de doenças no corpo todo, ao modificar a expressão de genes no cérebro.

Em outras palavras: frutose demais na alimentação faz com que milhares de genes sejam ‘ligados’ ou ‘desligados’ de maneira anormal no cérebro. Boa parte desses genes estão ativos em áreas cerebrais que controlam nosso metabolismo e estão intimamente relacionadas à alimentação e à formação e retenção de memórias, como veremos adiante.

Entre as doenças mencionadas no estudo estão o diabetes, doenças cardiovasculares, Parkinson, depressão, transtornos bipolares e até mesmo problemas de memória.

Além de alertar sobre o consumo de frutose, o trabalho científico, publicado no periódico EBioMedicine, também traz uma boa notícia: ingerir ômega-3 parece ‘proteger’ os genes contra os efeitos nocivos do excesso de frutose na dieta.

 

FRUTOSE EM EXCESSO, CÉREBRO AFETADO

Além de apresentarem problemas de memória, os ratos que ingeriram frutose em excesso estavam com taxas altíssimas de açúcar, triglicérides e insulina no sangue – o que é péssimo para a saúde

No estudo, os cientistas estudaram a expressão de mais de 20 mil genes no cérebro de ratos. Parte dos animais estudados havia ingerido, durante seis semanas, uma dieta riquíssima em frutose – sua alimentação era tão ‘doce’ que eles estavam bebendo o equivalente a 1L de refrigerante todos os dias. Outros animais observados no estudo haviam ingerido uma dieta rica em frutose e, ao mesmo tempo, rica também em um ácido graxo conhecido como DHA, da ‘família’ do ômega-3.

Dos 20 mil genes, os cientistas identificaram mais de 700 no hipotálamo (o principal centro de controle do metabolismo) e 200 no hipocampo (que ajuda a regular a memória e o aprendizado) que haviam sido modificados pela dieta rica em frutose. Esses genes mostraram um padrão de expressão anormal, influenciando o funcionamento de todo o organismo.

Dos cerca de 900 genes identificados, a grande maioria possui correlação com genes encontrados também no cérebro humano. Estudos anteriores já haviam vinculado a expressão anormal deles com as doenças mencionadas no segundo parágrafo deste texto.

 

A FRUTOSE EM NOSSA ALIMENTAÇÃO

excesso de açúcar nas sobremesas
A frutose pode ser encontrada em sua forma ‘pura’, concentrada, ou então como componente de açúcares mais complexos, como o açúcar de cana.

A frutose é um açúcar simples, presente naturalmente em frutas (por isso seu nome) e demais vegetais. Ele é encontrado de forma concentrada, em altíssimas quantidades, no xarope de milho, um adoçante barato muito utilizado pela indústria alimentícia, especialmente nos Estados Unidos (onde o estudo foi conduzido).

Aqui no Brasil, muitos produtos industrializados são adoçados com xarope de milho e, portanto, possuem altas quantidades de frutose. Entre eles, destacam-se os refrigerantes e os molhos prontos, como o catchup.

Além disso, vale lembrar: quando o açúcar mais popular aqui no Brasil – o açúcar de cana – é ingerido, nosso corpo quebra-o em glicose e frutose. Ou seja, ingerimos frutose em praticamente todos os doces que comemos.

 

ÔMEGA-3 PROTETOR

Salmon and vegetables on white plate
O salmão é um dos peixes com maior quantidade de ômega-3 (e DHA)

Uma boa notícia: os animais que ingeriram bastante DHA (o ácido graxo ‘do bem’) mostraram taxas normais de expressão gênica, e também não apresentaram problemas de memória em testes. Com isso, os cientistas acreditam que uma alimentação com bastante DHA pode ser uma maneira efetiva de combater os malefício do excesso de frutose.

“O cérebro e o corpo possuem uma maquinaria deficiente para produzir DHA; (ele) deve vir através da alimentação”, explicou Fernando Gomez-Pinilla, professor de Neurocirurgia e Biologia e Fisiologia Integrativa na Universidade UCLA, co-autor do trabalho científico.

O DHA (docosahexaenoico) é encontrado principalmente em peixes, como o salmão e a sardinha. Em menores quantidades, ele pode ser obtido em vegetais, frutas e sementes. Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o DHA é um poderoso antioxidante, fortalece as sinapses cerebrais e melhora o aprendizado e a memória.

 

 

A partir dos dados do estudo, Fernando recomenda que as pessoas evitem tomar refrigerantes, diminuam a quantidade de sobremesas e, no geral, consumam menos açúcar e gorduras saturadas. “Os alimentos são como compostos farmacêuticos que afetam o cérebro”, afirmou o pesquisador. Por isso, cuidar com carinho do que comemos – e, em especial, evitar a tentação do açúcar – é um passo primordial para aumentar a qualidade de vida e conquistar uma saúde forte e duradoura.

 

Para saber mais: Qingying Meng et al. Systems Nutrigenomics Reveals Brain Gene Networks Linking Metabolic and Brain Disorders, EBioMedicine (2016). DOI: 10.1016/j.ebiom.2016.04.008

 

Pesquisa mostra que as fotos dos bolos de caixinha induzem a servir porções maiores e ‘mais gordas’.

bolo industrializado - informações da embalagem

Sabe aquela fatia gigantesca, linda e com cobertura, que aparece na parte da frente da caixinha de bolo pronto? Ela pode ser um dos motivos pelos quais comemos demais, indica um novo estudo.

“Quando vemos, na foto da caixinha de bolos prontos, uma fatia grande com bastante cobertura, nós achamos que aquele pedaço é o tamanho normal de se comer”, afirma o pesquisador John Brand, principal autor do trabalho. “Mas esse pedaço não é o que está presente nas recomendações nutricionais do rótulo”, explica.

Isso porque as imagens que ilustram as embalagens de alimentos industrializados não representam o que está anotado na parte de trás, nas informações nutricionais do rótulo.

No geral, na parte da frente das embalagens, encontramos a foto de um pedaço grande de bolo, recheado e com cobertura. Porém, as informações nutricionais costumam representar os nutrientes em uma fatia pequena, sem recheio e sem cobertura. Após prepararmos o bolo, na hora de comer, inconscientemente cortamos um pedaço do tamanho daquele da foto da embalagem. E, com isso, ingerimos muito mais calorias do que o previsto.

Estas informações vêm de um estudo científico conduzido por pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e publicados este mês na revista científica Public Health Nutrition.

 

NA HORA DE COMER, SEGUIMOS O QUE VEMOS

bolo de caixinha - uma delícia que exige cuidados
Bolo de caixinha – uma delícia que exige cuidados.

No estudo, os cientistas acompanharam os hábitos alimentares de cerca de 120 voluntários. Cada um deles tinha que se servir de um pedaço de bolo industrializado, após observarem a embalagem original da mistura pronta.

Caso a embalagem mostrasse pedaços grandes e com cobertura, as pessoas costumavam cortar pedaços também grandes. Isso representou, em média, consumir 135% mais calorias do que o recomendado no rótulo.

Todavia, quando a embalagem ganhava um aviso “Cobertura não incluída nas informações nutricionais”, tal alerta fazia o consumo de calorias ser reduzido significativamente.

“Sem dúvida nenhuma, as empresas não estão querendo nos enganar quando incluem coberturas (e outros ‘adicionais’) nas fotos das embalagens. Porém, esses elementos, aparentemente pequenos, podem ter um efeito (psicológico) gigante”, escreve Brian Wansink, diretor do Laboratório de Alimentos e Marcas da Universidade de Cornell e um dos coautores do estudo.

“Felizmente, se as pessoas forem alertadas de que os ‘extras’ presentes na imagem da embalagem não estão incluídos na contagem de calorias do rótulo, elas reduzem o quanto acham que é apropriado comer”, escreveram os pesquisadores no estudo.

 

POR QUE É TÃO IMPORTANTE LER OS RÓTULOS

A pesquisa demonstra a importância de prestarmos muita atenção às informações presentes no rótulo dos alimentos. Como sempre mencionamos aqui no SobrePeso, uma das partes mais importantes é atentar ao tamanho da porção. No Brasil, as empresas fabricantes de alimentos são orientadas e deixar bem claro no rótulo qual quantidade (em medidas compreensíveis) deve ser ingerida para obter os valores mencionados nas informações nutricionais.

Os autores do estudo ainda fazem um alerta: “Apesar de sido demonstrada apenas no contexto de cobertura de bolos, esta técnica de apresentar calorias a mais na imagem da embalagem é relevante, também, para molhos, coberturas diversas e outros ‘extras’ alimentares. Para serem menos ‘enganadores’ e ajudar os consumidores a fazer decisões mais bem informadas na hora de montar um prato, os fabricantes devem explicitamente mostrar o que está incluído nas informações nutricionais”.

No mês em que propagandas de refrigerantes para crianças foram banidas no Brasil, entenda as origens da ‘guerra’ contra estas populares bebidas.

bomba de açúcar - o perigo dos refrigerantes

Mudanças à vista. Há poucas semanas, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas – entidade que reúne as maiores marcas do mercado, como Ambev, Pepsi e Coca-Cola – tomou duas atitudes históricas.

Em primeiro lugar, os fabricantes de refrigerantes decidiram parar de fazer publicidade para crianças. Com isso, qualquer programa de TV que tenha um público infantil menor de 12 anos não terá mais propagandas de refri e de outras bebidas açucaradas durante os intervalos comerciais.

A segunda atitude foi discutir a retirada dessas bebidas das cantinas das escolas em todo o país.

As medidas são uma resposta a questionamentos da sociedade, de governos, da comunidade médica e científica sobre os malefícios à saúde do consumo constante de refrigerantes, sucos e chás industrializados. Mas por que motivo este tipo de bebida é tão mal visto? Será que há razão para tantas proibições?

 

A CADA ANO QUE PASSA, MAIS PESSOAS ACIMA DO PESO…DE QUEM É A CULPA?
exercicio fisico e boa alimentação contra o sobrepeso
Exercicio fisico e boa alimentação continuam sendo armas eficientes contra o sobrepeso.

Conforme a epidemia global de obesidade e sobrepeso avança, a sociedade apressa-se em encontrar maneiras de reverter essa preocupante tendência.

Hoje, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 40% da população mundial está acima do peso. O sobrepeso aumenta o risco para uma série de doenças perigosas, como o diabetes tipo 2 e a hipertensão. Apesar disso, o número de pessoas com sobrepeso e obesidade aumenta a cada ano.

O que pode ser feito para incentivar as pessoas a manter o peso sob controle? Duas estratégias são comumente usadas: incentivar a prática de atividades físicas e ensinar às pessoas o que é uma alimentação saudável.

Campanhas de incentivo à prática de esportes existem há anos, porém os resultados, infelizmente, nem sempre são bons. O modo de vida moderno, pra lá de sedentário, faz com que nos movimentemos pouco ao longo do dia. Além disso, para muitas pessoas que moram longe de parques públicos ou áreas seguras, é difícil voltar do trabalho à noite e sair de casa para praticar um esporte ou correr.

Assim, muitos acreditam que uma estratégia mais efetiva é educar as pessoas sobre a alimentação. O que faz bem? O que faz mal? Quais são os malefícios à saúde de alguns alimentos? Nesse cenário educativo, é bom destacar o papel dos refrigerantes em nossa alimentação. Segundo estudos científicos, eles são alguns dos maiores vilões do controle do peso, conforme veremos a seguir.

 

POR QUE MOTIVO OS REFRIGERANTES FAZEM TÃO MAL?

o-hábito-de-tomar-refrigerantes-vem-de-cedo
Muitas vezes, o hábito de tomar refrigerantes vem desde cedo.

Em termos simples, por dois motivos: o primeiro é que os refrigerantes costumam conter quantidades assustadoramente altas de açúcar – veja mais logo abaixo –, e o segundo é que praticamente não há nutrientes que poderiam ser benéficos ao corpo em sua composição

Assim, beber um copo de refrigerante dificilmente trará algo de bom para o organismo – apenas muito, muito, muito açúcar. Isso é diferente de beber um suco natural de frutas, por exemplo. Apesar de também conter açúcar, o suco natural possui vitaminas e demais nutrientes que ajudam o corpo a funcionar bem.

O excesso de açúcar na dieta está relacionado a um número grande de problemas de saúde, desde o aumento de peso a riscos maiores de doenças cardiovasculares (como derrames e enfartos), hipertensão e diabetes. E isto ocorre não apenas entre os mais gordinhos. Em uma pesquisa publicada na revista científica Obesity em 2014, cientistas da Escola de Medicina da Universidade Tufts, nos EUA, mostram que adultos – tanto os magros quantos os acima do peso – que tomavam um copo de bebidas industrializadas por dia tinham duas vezes mais chances de apresentar problemas em seus níveis de colesterol, triglicérides, resistência à insulina, pressão sanguínea e demais parâmetros quando comparados com quem se abstinha desse tipo de bebida.

Ou seja, o excesso de açúcar e a falta de nutrientes são uma verdadeira “bomba” para nosso organismo, que não é adaptado a processar tanta energia de uma só vez. Some isso ao fato de que quem toma refrigerante costuma beber mais de um copo por dia, e temos a fórmula perfeita para uma saúde debilitada.

 

POPULAÇÃO SE UNE NA LUTA CONTRA OS REFRIGERANTES

Tomar refrigerante durante as refeições já é uma tradição nas mais diversas famílias, pouco importa o país em que se vive. O consumo destas bebidas é alto – só nos Estados Unidos, por exemplo, vende-se o equivalente a 320 milhões de latinhas todos os dias. E há países nos quais o consumo é ainda maior…

Sabendo disso, diversos trabalhos científicos concluíram que o consumo exagerado de refrigerantes é uma das principais causas do aumento de peso – e de suas consequências – registrado pelo mundo. No ano passado, um estudo conduzido por nutricionistas da Universidade Tufts, nos EUA, concluiu que bebidas açucaradas (como refris e sucos industrializados) são diretamente responsáveis por 184 mil mortes todos os anos, no mundo inteiro, por causa do diabetes, das doenças cardíacas e de cânceres relacionados à obesidade que elas induzem.

Sendo assim, se pudéssemos educar as pessoas a beber menos refrigerantes, isso já representaria uma grande melhora neste problema global do sobrepeso…mas como fazer isso?

 

‘IMPOSTOS DO AÇÚCAR’ E OUTRAS ARMAS CONTRA O EXCESSO

Uma das estratégias mais empregadas recentemente é obrigar os governos a definir um “imposto do açúcar”. Isto é, qualquer produto industrializado que leve quantidades altas de açúcar seria sobretaxado, aumentando seu preço nas prateleiras. Com isso, espera-se, o consumo cairá.

Outra estratégia é pressionar os fabricantes a mudar a formulação de seus produtos e adicionar menos açúcar nas bebidas. As empresas têm reagido a este tipo de ação. A Coca-Cola anunciou recentemente a criação da linha Coca Cola Life’, trocando o tradicional vermelho das embalagens por verde e diminuindo em 40% o total de calorias. Além disso, a empresa começou a vender os refris em embalagens menores (de 200mL), estimulando as pessoas a beber menos.

Ainda, campanhas de conscientização não param de sair na mídia. Anúncios e reportagens na TV, em revistas e na internet alertam sobre os malefícios do consumo diário de refrigerantes e de outras bebidas processadas.

Estas estratégias parecem surtir efeito. Em todo o mundo, o consumo de refrigerantes tem caído consideravelmente nos últimos anos. Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados ano passado, os brasileiros consomem, hoje, 20% menos refrigerantes do que há 6 anos.

 

REFRIGERANTES SÃO SOBREMESA LÍQUIDA

brigadeiro foto do docinho

Quando pensamos em doces ou sobremesas, geralmente um alimento sólido vem à cabeça, não é mesmo? Balas, bombons, bolos, tortas…todos alimentos repletos de açúcar.

Todo mundo sabe que não é bom comê-los em demasia. Porém, quase ninguém leva este conselho em consideração quando o assunto é refrigerante – bebida às vezes mais doce do que muitos sólidos.

De acordo com um estudo do National Cancer Institute, dos EUA, publicado em 2010, os refrigerantes são a maior fonte de calorias na dieta de crianças entre 14 e 18 anos. Elas consomem 4x mais calorias a partir das bebidas do que dos doces sólidos que ingerem.

“Bebidas adoçadas com açúcar podem bem ser “a tempestade perfeita” de efeitos nocivos: uma dose grande de carboidratos refinados, digestão muito rápida e habilidade menor de compensação pelas calorias extra” – Dariush Mozaffarian, presidente da Escola Friedman de Nutrição.

Imagine comer 4 brigadeiros todos os dias, durante as refeições. Ninguém acredita que conseguiria manter o peso e a saúde através dessa dieta. Mas poucos parecem se importar quando o doce em questão é líquido. Um copo de 350mL de refrigerante de cola possui tanto açúcar (ou mais) quanto os 4 brigadeiros, mas ninguém acha estranho tomar vários copos do refresco todos os dias.

“Nós não estamos falando de um alimento que as pessoas ingerem apenas às vezes”, diz Christina Economos, nutricionista da Friedman School. “Estamos falando de uma fonte líquida de calorias que as pessoas adicionaram às suas dietas, tomando diariamente ou múltiplas vezes por dia”.

 

QUAL SERÁ O FUTURO DO REFRIGERANTE EM NOSSAS MESAS?

A atitude tomada pelas empresas fabricantes de refrigerante esta semana é uma ótima notícia. Parar de fazer propagandas para as crianças indica que elas estão ouvindo os apelos crescentes de uma sociedade cada vez mais saturada de açúcar. Crianças, por serem mais sugestionáveis e ainda não possuírem conhecimento sobre a boa alimentação, eram as vítimas perfeitas para quem vendia ‘sobremesas líquidas’ repletas de açúcar e de sabor – mas nutricionalmente vazias.

refrigerantes-e-bebidas-açucaradas-são-um-perigo-à-saúdeTomar refrigerantes, por si só, não precisa ser uma atividade proibida. Afinal, estamos falando de bebidas gostosas, que trazem uma sensação de refrescância sem igual. Porém, estes prazeres têm um custo. As quantidades de açúcar exigem que a ingestão seja feita com muito bom senso, preferencialmente não todos os dias.

Nutricionistas defendem que devemos pensar nos refrigerantes da mesma maneira como pensamos em docinhos (brigadeiros, bolos, tortas…): são uma delícia, mas não dá para comer todo dia, muito menos o dia inteiro. Outros defendem, ainda, que cortemos por completo o consumo de refrigerantes – só isso já ajudaria a bloquear o avanço da epidemia de obesidade, garantem.

No final das contas, a equação prática de atividades físicas + boa alimentação = saúde continua verdadeira. Precisamos, para isso, nos conscientizar cada vez mais sobre o que é essa tal de boa alimentação. E trazer para o nosso lado nossos amigos e familiares, pessoas que ainda acreditam que tomar um copo de refrigerante todas as refeições é uma boa ideia!

 

Reportagem da revista Veja São Paulo traz novidades que pais e mestres têm utilizado para melhorar a qualidade nutricional das lancheiras dos pequenos. Acompanhe.

escolas reforçando a merenda saudavel
Camila Delouya, Helena Gonçalves e Luiza Souza no bufê do Oswald de Andrade: pressão por mudanças (Foto: Fernando Moraes)

Durante uma aula de culinária realizada há pouco tempo no Colégio Vértice, no Campo Belo, garotos de 6 anos fizeram uma descoberta surpreendente. Não só observaram uma batata in natura pela primeira vez na vida como foram informados de que o tubérculo amarelado é a matéria-prima das adoradas fritas. “Vários deles não tinham a menor ideia disso”, lembra a professora Nazareth Marques. O episódio, ocorrido em uma das melhores escolas da capital, é um triste reflexo dos hábitos alimentares de nossas crianças. Para muitas delas, as frituras fazem parte do dia a dia, e qualquer coisa mais natural parece algo de outro planeta. O resultado disso: quase um terço dos paulistanos entre 2 e 6 anos de idade está acima do peso, segundo um levantamento feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em 2013. “Trata-se de um número muito preocupante, principalmente porque não para de crescer”, afirma o pediatra Mauro Fisberg, especialista em nutrição infantil e autor do estudo. Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou outro dado aterrador: entre os bebês com até 24 meses, um terço conhece refrigerante e 60% deles já comeram bolachas recheadas.

Em cantinas de colégio, o pedido mais comum no balcão é o clássico “Tio, me vê uma coxinha e um guaraná?”. Algumas instituições de ensino resolveram tentar mudar esse hábito. Desde o início do ano, o Vértice permite a venda na lanchonete de apenas versões orgânicas de refrigerante e salgados assados, além de incluir opções de fruta, chás gelados e doces naturais. A unidade de ensino infantil do Colégio Oswald de Andrade, na Vila Madalena, tomou atitude mais radical, com o fechamento da lanchonete no primeiro semestre e a contratação da Nutrical, empresa que elabora cardápios saudáveis em cerca de trinta escolas, atendendo 15 000 alunos. “Profissionalizamos o negócio, tentando não perder o caráter caseiro”, diz a nutricionista Denise Vilella. Agora, em vez das frituras e dos doces, um bufê no intervalo oferece pães integrais, frios (blanquet de peru e queijo fresco), três opções de fruta e sucos. “Atendemos ao pedido dos pais por mudança”, explica a diretora Maria Antonieta Giovedi.

aula especial de nutricao na escola
Aula de Culinária no Palmares: a escola lançou um cartão pré-pago para que os pais possam bloquear a compra de alguns alimentos e bebidas (Foto: Fernando Moraes)

Já na unidade do Alto da Lapa, onde funcionam o ensino fundamental II e o médio, as novidades foram motivadas, quem diria, pelos alunos. Em março de 2014, o grêmio estudantil reuniu-se para reivindicar melhorias na cantina e conquistou o apoio de representantes de classe. “A comida era gordurosa e cara”, conta Camilla Delouya, de 17 anos, do 3º ano do ensino médio. A pressão deu resultado e, no início deste ano, a empresa Cantinatural assumiu os refeitórios e implementou um menu light. “As folhas e os legumes são orgânicos, temos opções vegetarianas e cortamos o refrigerante da cantina”, descreve o dono, André Saad.

dica de lancheira para as criancas 1
Bolinho industrializado (141 calorias), bolachas recheadas (56 calorias), pão branco (128 calorias), embutido (108 calorias), salgadinho industrializado (145 calorias), refrigerante em lata (106 calorias), cereal industrializado (109 calorias) e queijo do tipo petit suisse (50 calorias) (Foto: Fernando Moraes)

As iniciativas não se restringem a mudanças no cardápio. Para aumentar o controle dos pais, o Colégio Palmares, em Pinheiros, adotou há um mês um cartão pré-pago para uso na lanchonete. Com ele, é possível fiscalizar os gastos e também bloquear um produto que não deve ser consumido pelo filho. “Se os pais decidirem que a criança não pode comer determinado salgado, o caixa será impedido de realizar a venda”, explica Francisco Guido, responsável pela cozinha.

A escola passou a oferecer mais opções de suco, pães  integrais, verduras e filetes de cenoura e pepino. O desafio de reverter os maus hábitos alimentares de adolescentes é tão complexo que até mesmo pequenas conquistas são celebradas. “Em dez anos, baixamos a venda de refrigerantes de 200 latas diárias para cinquenta”, afirma Guido. O colégio também alterou o currículo das aulas de culinária, e receitas pesadas como massas deram lugar a saladas e cereais. As trocas colaboraram para mudar a rotina de estudantes como Pedro Pinto, de 9 anos, do 4º ano do ensino fundamental I, que abusava de chocolates e frituras. A conduta reprovável acabou levando a mãe, Wilma Clemente, a ser chamada à diretoria, em maio. “Elaboramos em conjunto um programa de reeducação alimentar e, em três meses, ele perdeu 3 quilos”, comemora.

Outras escolas registraram conquistas curiosas entre seus alunos. Há três anos, a PlayPen Escola Cidade Jardim investiu 200 000 reais na compra de um forno a vapor, que evita a perda de nutrientes, na contratação de uma nutricionista e na reforma do cardápio e da cozinha. No almoço, a lanchonete, proibida de vender refrigerantes e frituras, fica fechada. Os estudantes comem no bufê, que oferece arroz, feijão, saladas variadas, frutas e bolos caseiros. Ali, Sofia, de 8 anos, do 3º ano do ensino fundamental I, teve a oportunidade de experimentar alface pela primeira vez. “Ela sempre foi resistente a legumes, verduras e frutas”, conta sua mãe, a advogada Lisa Alves Lima. “Foi maravilhoso: Sofia chegou em casa toda animada.

“Cola do Lanche”

Como evitar os principais erros ao estimular hábitos saudáveis

1. Só frutas: para aumentar a variedade de nutrientes, evite montar a lancheira com apenas um grupo de alimentos

2. Frutas ácidas e doces: a mistura pode retardar a digestão e causar mal-estar gástrico, o que dificulta o desenvolvimento do paladar

3. Sucos de caixinha: as versões tradicionais contêm excesso de açúcar, pouca polpa e quase nenhum nutriente

4. Achocolatados: apesar das vitaminas prometidas, eles têm muito açúcar

5. Adoçantes: nem todo “diet” pode ser consumido por crianças. São preferíveis a stevia e a sucralose em detrimento de aspartame, sacarina e ciclamato

 

”Durante o desenvolvimento infantil, o paladar começa a ser construído logo após a criança provar qualquer alimento diferente do leite materno. Se ela está matriculada na escola, o que aprende lá também modela suas preferências de sabor. De olho nisso, o Colégio AB Sabin, na Vila São Francisco, criou uma horta para ser cultivada pelos alunos do período integral, todos com idade entre 1 e 5 anos. Desde o primeiro semestre, além de regar as mudinhas, eles também se alimentam do que plantam. “A criança colhe, lava e, em aula, come um sanduíche ou uma salada”, conta a professora Adriana Tayar.

Não é apenas no ensino privado que a gastronomia está em pauta. Em 2013, uma medição de peso e altura foi realizada em 123 unidades da rede pública estadual. Cerca de 20% dos jovens registraram sobrepeso. “Com os dados em mãos, começamos um trabalho de conscientização”, conta o cardiologista Carlos Alberto Machado, um dos coordenadores da pesquisa. Entre as mudanças operadas, uma das mais significativas é a alteração dos produtos comprados pelo Departamento de Alimentação e Assistência ao Aluno da Secretaria da Educação estadual. O feijão e a carne deixaram de ser enlatados, e o arroz passou a ter versão integral. Desde 2012, o Fundo Social de Solidariedade, ligado à Secretaria de Governo, também investe no plantio de hortas dentro de 29 instituições na capital, atendendo 12 600 alunos. O espaço é usado durante as aulas de ciências, e os itens colhidos são incluídos na merenda. Na rede municipal, artigos provenientes da agricultura estão sendo priorizados como opção aos industrializados. Somente neste ano, a prefeitura investiu cerca de 25 milhões de reais na compra de orgânicos, dez vezes mais que em 2014. Em contrapartida, bolachas e bolinhos recheados foram excluídos da cesta.

Uma boa alimentação durante os primeiros anos de vida é fundamental para a saúde. Estudos indicam que, além de modelar o paladar, a ingestão de açúcares e gorduras em excesso nessa fase amplia o risco de se desenvolverem doenças cardiovasculares e metabólicas na vida adulta. Um relatório de 2014 da Rede Nacional Primeira Infância mostra que existe relação entre o consumo de bebidas adocicadas (como sucos de caixinha) e o aumento da probabilidade de a pessoa ter sobrepeso. Na batalha contra o cardápio “trash”, especialistas afirmam que não é necessário recorrer a radicalismos. “Não precisa extirpar o chocolate da vida do filho, é só ter bom senso na escolha das refeições”, afirma o pediatra Mauro Fisberg. “Eventualmente, em quantidades moderadas, a criança pode comer bolacha recheada.” Na hora de ir à escola, a regra que vale é a do equilíbrio. “Os pais devem selecionar um item de cada grupo: queijos brancos, carnes magras e frutas são sempre bem-vindos”, explica a nutricionista Dyandra Loureiro, do Centro de Obesidade Infantil do Hospital Sabará.

criancas aprendendo a comer bem na escola
Horta AB Sabin, na Vila São Francisco: plantio e consumo de frutas e legumes (Foto: Fernando Moraes)

As mudanças ocorridas em alguns colégios parecem sugerir que a dupla coxinha e refrigerante está prestes a levar bomba. Na verdade, há ainda muito a avançar nessa área. Para se ter uma ideia do descompasso entre as recomendações de especialistas e a realidade, até dois meses atrás havia um fast-food dentro de uma das melhores escolas de São Paulo. No Colégio Dante Alighieri, nos Jardins, um quiosque do Bob’s vendia refrigerantes e sorvetes desde 2008.

dica de lancheira para as criancas 2
Castanhas (190 calorias), frutas com casca ou desidratadas (70 calorias), pão integral (60 calorias), queijo branco (80 calorias), atum (33 calorias), iogurte semi desnatado (90 calorias), cereal integral (105 calorias), cenouras baby (13 calorias) e tomates-cereja (6 calorias) (Foto: Fernando Moraes)

Ele foi substituído em junho por um que oferece salgados integrais, sucos e frutas, com o objetivo de incentivar a alimentação saudável. Não é sempre que as novidades são bem recebidas. Em muitos locais, há forte resistência dos alunos a abandonar o vale-tudo nas refeições. Na unidade do Morumbi da Escola da Vila, houve até protesto quando o pastel e outras frituras foram abolidos da lanchonete, há alguns anos. Na ocasião, adolescentes perseguiam a nutricionista do colégio pelos corredores entoando “Ol, ol, ol, queremos colesterol!”. E, apesar da preocupação dos pais, a vida corrida de hoje serve de desculpa para as derrapagens no planejamento deum cardápio equilibrado. Afinal, é mais cômodo comprar bolos industrializados e sucos de caixinha do que montar sanduíches naturais.

Para facilitar a vida dos pais, algumas empresas passaram a produzir lancheiras saudáveis. Um dos exemplos é a Meu Lanchinho, inaugurada no início do ano como um serviço de delivery pelas empresárias Priscilla Borges, Larissa Santos e Caroline Kamakura. O cliente faz encomendas mensais, pagando entre160 e 340 reais, de acordo com a quantidade de produtos solicitados. Cada pacote contém uma fruta, um sanduíche pequeno de peito de peru ou de queijo, suco natural e, se o pai permitir, uma bolacha doce caseira. As entregas são realizadas diretamente nas escolas. Por enquanto, o serviço está restrito a alguns bairros da Zona Sul. Uma das freguesas é a analista de sistemas Roberta Morais, mãe de Pedro, de 2 anos, matriculado no maternal do Patoxó, no Brooklin. “Não consigo arranjar tempo para ir ao supermercado nem ao hortifrúti”, justifica. Outro recurso disponível é a consultoria. A engenheira de alimentos Mayra Abucham oferece diversas aulas, como de cozimento de papinhas saudáveis e de elaboração de lancheiras, por valores a partir de 1 250 reais. “Entrego à família um roteiro do que fazer de acordo com os hábitos da criança”, explica.

A Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, em parceria com o OCRC, recebe alunos para aulas práticas e divertidas sobre bons hábitos de vida.

ocrc escolas em limeira

Sexta-feira passada, 04 de setembro, foi um dia de diferentes descobertas e aprendizados para cerca de 90 alunos do ensino fundamental e médio de duas escolas estaduais de Limeira, Paulo Chaves e Arlindo Silvestre. O grupo, acompanhado de três professores e uma coordenadora, foi recebido na FCA para conhecer a Faculdade e realizar, em diferentes laboratórios, oficinas práticas sobre temas relacionados a nutrição e esportes.

Sete professores dos cursos de Ciências do Esporte e Nutrição da Faculdade, auxiliados por mais de 40 graduandos e pós-graduandos da instituição, receberam o grupo com uma palestra inicial e organizaram atividades com temas diversos, como desvendando o corpo humano; avaliação nutricional; orientação nutricional; avaliação funcional; e rotulagem. Os 90 alunos foram dividos em 5 grupos e participaram de práticas em diferentes laboratórios da FCA: laboratório de técnica dietética; bioquímica, morfofisiologia, avaliação nutricional e laboratório dos tatames do curso de Ciências do Esporte.

As atividades de educação e difusão do conhecimento estão ligadas ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (CEPID- OCRC), coordenado pelo Prof. Lício Velloso (Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp) e do qual fazem parte os professores Adriana Torsoni, Dennys Cintra, Eduardo Ropelle, Jose Rodrigo Pauli, Marciane Milanski, Marcio Torsoni e Patricia Prada, todos docentes dos cursos de Nutrição e Ciências do Esporte da FCA.

equipe ocrc fca limeira ocrc nutricao fca limeira palestra ocrc fca

Já pensou fazer dieta através de um treinamento "subconsciente"? É o que mostra nova pesquisa, na qual imagens de alimentos calóricos foram associadas a fotos "nojentas".

dieta do nojinho alimentacao

Para muita gente – em especial quem está lutando para manter o peso –, sentir o cheirinho de doces ou frituras é simplesmente irresistível. Tem como evitar roubar uma batata frita quentinha ou dar uma colherada em um sorvete com calda de chocolate?

Será que há uma maneira de ‘convencer’ o cérebro de que aquele prato de salada é muito mais gostoso que a porção de torresminho?

Tem, sim – o segredo é associar alimentos gordurosos ou açucarados a coisas bem nojentas. Esta é a idéia por trás da pesquisa da psicóloga norte-americana Kristina Legget, da Universidade do Colorado (EUA), que o SobrePeso explica com exclusividade.

 

BARATAS FRITAS?

Experimento associou imagens de alimentos gostosos a coisas como formigas, baratas…

Segundo Kristina, é possível utilizar uma técnica psicológica subconsciente para treinar o cérebro a preferir alimentos saudáveis e sentir uma certa rejeição àqueles que fazem mal à saúde. Em tese, esta seria uma maneira eficiente de ajudar quem deseja perder peso a se alimentar melhor.

A técnica é descrita em um estudo publicado na última edição do periódico médico American Journal of Clinical Nutrition (link abaixo para o artigo).

No artigo, os cientistas descrevem um experimento no qual mostraram a voluntários uma imagem bem atraente de uma comida “gorda” (como batatas fritas). Perguntaram “Quanto você quer comer isto agora?” – e a maioria das pessoas respondeu “Muito!”.

barata no sorvete

Imagens “nojentas” apareciam tão rápido que ninguém percebeu que as viu

Agora vem a parte “nojenta”. Após verem a foto da comida apetitosa, os voluntários observaram por meio segundo uma tela branca. Logo a seguir, a foto da comida voltou a aparecer. Porém, entre a exibição da tela branca e o retorno da foto, os pesquisadores incluíram uma imagem perturbadora (como formigas andando sobre uma pizza, uma barata ou uma perna mutilada!), sendo exibida super rápido (apenas 20 milisegundos).

A foto desagradável passou tão rápido que ninguém percebeu. Isto é, todos viram a imagem, mas não deu tempo para o cérebro “processar” a informação. Porém, foi tempo suficiente para os olhos captarem a foto e ela ser processada por uma região cerebral chamada amígdala, a qual associou a imagem nojenta a sentimentos ruins.

Com isso, quando a imagem da comida deliciosa voltou a aparecer, um número bem menor de voluntários estava disposto a experimentá-la, já que o cérebro estava “ligado” na má impressão causada pela foto anterior.

 

APLICATIVO PODE ESTAR A CAMINHO

“Três a cinco dias depois do experimento, os voluntários mostravam a mesma redução no desejo de comer o alimento hipercalórico”, disse Kristina. Isto mostra que o cérebro associou, de fato, a imagem ruim à comida, e que o efeito pode ser prolongado.

aplicativo para emagrecer

A pesquisadora e sua equipe, em entrevista à mídia internacional, afirmam que já pensaram em desenvolver um aplicativo. Ele treinaria o cérebro para preferir certos tipos de comida através da associação de imagens.

Se você tem dificuldade de parar de comer chocolate, por exemplo, ligaria o aplicativo e ele associaria fotos de chocolate a imagens desagradáveis (que seriam exibidas tão rápido que apenas seu inconsciente teria ciência delas!), reduzindo os impulsos de fome.

 

 

SERÁ QUE DÁ PARA USAR A TÉCNICA PARA PERDER PESO?

Nem a própria autora do estudo acha que a técnica ajudará as pessoas a perder peso. Segundo ela, tal estratégia só funciona com um alimento de cada vez – então não funcionaria para quem gosta de comer vários tipos diferentes de doces! Além disso, se a pessoa souber que está participando de um “experimento subconsciente”, é provável que o resultado final não seja tão positivo.

exercicio para perder pesoMas o motivo principal para a técnica não dar certo é este: comidas repletas de açúcares e gorduras possuem um poder atrativo enorme sobre as pessoas, muito maior do que qualquer efeito repulsivo subconsciente jamais será.

“Existe esta batalha acontecendo no seu cérebro, de um lado o efeito fraquinho da sugestão subconsciente versus o efeito forte da comida em si”, afirmou Kristina. “Estas são forças poderosas que você precisa lutar contra”.

No final das contas, parece que a boa e velha força de vontade ainda é a arma mais eficaz para evitar alimentos que não fazem bem ao corpo. Saber o motivo pelo qual comer batatinhas não faz bem, e por quê ingerir alimentos naturais faz bem, é uma maneira “natural” de se convencer a comer direito.

Conte com o SobrePeso para fornecer as melhores dicas nutricionais para sua saúde!

 

Trabalho Científico: Kristina T Legget, Marc-Andre Cornier, Donald C Rojas, Benjamin Lawful, and Jason R Tregellas. Harnessing the power of disgust: a randomized trial to reduce high-calorie food appeal through implicit primingAmerican Journal of Clinical Nutrition    Clique aqui para baixar

Estudo da Universidade de Oxford mostra que, quanto mais pesado o talher, melhor o gosto da comida. Descoberta traz implicações para a perda de peso. Entenda.

talheres influenciam comida

Cientistas descobriram uma nova maneira de fazer as pessoas comerem bem: caprichar no garfo e na faca. É isto mesmo: a idéia é investir em talheres especialmente feitos para induzir hábitos saudáveis de alimentação.

Quanto mais pesado o talher, mais uma pessoa pagaria pela comida

Segundo uma pesquisa da Universidade de Oxford, os talheres têm grande influência na maneira como percebemos os alimentos. Dependendo do talher, um prato fica mais ou menos gostoso, dá mais ou menos vontade de comer.

Sendo assim, porque não criar talheres que, por exemplos, fizessem as comidas cheias de açúcar não serem tão atrativas? Ou então induzir-nos a comer menos gorduras? Para tanto, não é necessário nenhum “ingrediente” secreto nos talheres: basta que eles sejam do formato e peso corretos.

 

PESO DO TALHER MUDA A PERCEPÇÃO DA COMIDA

talheres certos para a refeicao
Os talheres certos podem tornar qualquer comida mais gostosa, sugere estudo.

A novidade foi publicada no periódico científico Flavour e se baseou em um estudo sobre como o peso dos talheres muda a maneira de perceber os alimentos.

Participaram do experimento 130 “sortudos”, que ganharam uma refeição no restaurante de um hotel. Todos comeram exatamente o mesmo prato: truta com purê de batata, espinafre e alcaparras, acompanhada de camarões na manteiga. A diferença: metade deles comeu com talheres pesados, a outra metade com talheres simples, que pesavam três vezes menos.

A percepção da qualidade da comida por quem usou os talheres pesados foi muito melhor. Quando perguntados quanto teriam pagado pelo prato, estes voluntários disseram preços 15% maiores do que quem utilizou os garfos e facas normais, indicando que apreciaram mais o que comeram.

Os usuários dos talheres pesados, além disso, afirmaram que a comida tinha gosto melhor e tinha apresentação mais bonita.

 

UMA EXPLICAÇÃO SUBCONSCIENTE

“É provável que os valores positivos e negativos que atribuímos aos talheres seja “transferido” para a maneira como julgamos a comida”, explicou Charles Michel, cozinheiro-chefe no Laboratório de Pesquisas Crossmodal da Universidade de Oxford e principal autor do estudo.

copo grande de cerveja
Não só garfo e faca mudam a maneira como ingerimos alimentos. Copos grandes, por exemplo, estimulam maior consumo de bebidas.

Este fenômeno é conhecido como “transferência de sensação“. Segundo Charles, manejar garfos pesados pode fazer a pessoa prestar mais atenção ao próprio ato de comer, aproveitando, assim, a refeição com maior entusiasmo.

Pesquisas como esta são conhecidas pelo apelido de “gastrofísica“, e tentam entender como fenômenos físicos (cor, luz, som etc) modificam nosso jeito de comer.

Algumas revelações da “gastrofísica” são:

  • Experimentos mostraram que a música ambiente tocada em um restaurante pode influenciar a percepção do quão doce, salgado ou azedo é um alimento;
  • Outro estudo mostra que comer em um prato redondo fundo fez as pessoas se sentirem mais saciadas, mesmo tento comido menos!

 

 

DIETA NO FORMATO “DEDO HUMANO”

garfo e faca de dedo
Novos talheres sendo desenvolvidos para dieta terão formato similar a um dedo humano, e poderão ser utilizados como estes de plástico da imagem.

Sabendo disto, Michel acredita que novos experimentos ajudarão a elucidar quais elementos influenciam nossa percepção dos alimentos. Através deste conhecimento, será possível fazer as pessoas comerem menos e melhor.

“O design dos produtos define a maneira como os utilizamos. Copos grandes farão você colocar um monte de bebida, então você bebe mais”, explica o pesquisador. “Se lhe derem uma colher grande para se servir, você colocará mais comida no prato”.

Michel está desenvolvendo, junto a artesãos, novos talheres, pratos e copos moldados para induzir as pessoas a comer melhor. Um primeiro protótipo é uma colher que lembra um dedo humano. Segundo pesquisas, o formato faz com que o usuário sinta um sabor mais doce ou mais salgado nos alimentos, o que poderia ser utilizado, por exemplo, para tornar mais atrativas comidas com pouco açúcar ou pouca gordura.

Seria tão bom se perder peso fosse simplesmente uma questão de escolher o garfo certo, não é mesmo?!

A maioria das pessoas acredita que expressões como ‘dieta balanceada’ e ‘alimentação saudável’ só tem a ver com perder peso, aponta estudo. Elas estão equivocadas – e isto pode ser muito ruim para a saúde.

o que significa alimentacao saudavel

Já reparou que é quase impossível passar um dia sem nos depararmos com expressões como “alimentação saudável“, “comer bem“, “alimentos que fazem bem para a saúde” e similares? Elas estão presentes nos supermercados, nos anúncios de revistas, em embalagens de produtos…mas o que elas querem dizer?

Uma pesquisa descobriu que a maioria das pessoas está confusa em relação a termos como estes. Grande parte não entende o que são estes “hábitos saudáveis” na hora de se alimentar. A pesquisa alerta, ainda, que o uso exagerado e indevido de mensagens sobre o que significa comer da maneira certa – separando alimentos entre os que “fazem mal” e os que “fazem bem” – está gerando dessensibilização e antipatia por parte dos consumidores.

 

O PROBLEMA É A MENSAGEM

Não é segredo que a boa parte da população se alimenta muito mal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, já são mais de 2 bilhões de pessoas, em todo o mundo, que convivem com o excesso de peso. Ainda segundo o órgão, a maior parte delas vive em países nos quais o sobrepeso e a obesidade matam mais do que a desnutrição.

O que fazer para reverter esta tendência? Uma estratégia utilizada há anos é investir em campanhas de conscientização, visando a ensinar às pessoas o que significa comer bem.

Todavia, nem sempre estas campanhas são bem feitas, gerando confusão. Além disso, propagandas de alimentos vendidos como “saudáveis” também complicam a compreensão do que significa, de fato, comer bem.

comer alimentos cheios de gordura e sal
A falta de compreensão sobre o que torna um alimento saudável ou não pode levar a exageros e a uma dieta maléfica à saúde.

“O público está exposto, diariamente, a um grande volume de mensagens relacionadas à comida e à saúde, vindas de múltiplas fontes e com níveis variados de confiabilidade e consistência”, afirmou a dra. Emilie Combet, principal autora do estudo e pesquisadora da Universidade de Glasgow. O trabalho foi publicado na última edição do periódico BMC Public Health. “Nossa pesquisa mostra [que o público tem] uma compreensão limitada destes conceitos e, de maneira alarmante, muito desânimo também”.

Para mais de 90% das mais de 200 pessoas entrevistadas para o estudo, “alimentação saudável” só tem a ver com poucas calorias ou poucas gorduras nos alimentos.

“O termo popular ‘alimentação saudável‘ foi roubado pela indústria de alimentos e é usado para vender produtos com poucas calorias”, acusa o professor Mike Lean, co-autor do estudo. “O termo virou sinônimo de dieta para perda de peso e não carrega mais o sentido de influência de longo-prazo na saúde”.

 

O QUE TODO MUNDO DEVERIA ENTENDER POR ‘ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL’

O estudo aponta que, hoje, a maior parte das pessoas associa termos como “alimentação saudável” a alimentos com poucas calorias ou teor baixo de gordura.

O certo, segundo os pesquisadores, seria transmitir a informação de que “comer bem” significa aproveitar ao máximo os diversos nutrientes presentes nos alimentos, buscando ingerir todos os dias uma quantidade equilibrada de açúcares, fibras, gorduras, vitaminas, proteínas e minerais.

Ou seja, “alimentação saudável” não é dieta para emagrecer (apesar de ajudar a perder peso!). “Alimentação saudável” é aquela que garante os nutrientes necessários à manutenção de uma boa saúde – ajudando, inclusive, a evitar uma série de doenças.

exemplo de alimentos saudaveis e bons para a saude
Alimentar-se bem é aproveitar nas quantidades corretas todos os nutrientes dos alimentos, desde vitaminas até os açúcares, defendem os pesquisadores.

Uma boa maneira de saber quais nutrientes são esses e como adicioná-los à dieta do dia-a-dia é estudar as tabelas nutricionais nas embalagens dos alimentos, que mostram as porcentagens recomendadas de consumo.

“Os seres humanos evoluíram com uma incrível capacidade de sobreviver utilizando as mais diversas fontes alimentares, mas há um limite do que é saudável, e pagamos o preço se vivermos fora deste limite”, escrevem os pesquisadores.

Assim, educar-se é fundamental.  O SobrePeso traz todas as semanas matérias inéditas sobre alimentos com propriedades benéficas à saúde e dicas de como comer bem.

DICAS INFALÍVEIS PARA UMA ALIMENTAÇÃO MAIS EQUILIBRADA

  • Coma muitas frutas e bastante vegetais
  • Coma mais peixe, incluindo pelo menos 1 porção por semana
  • Reduza gorduras saturadas e açúcar (*)
  • Tente ingerir menos sal (*)
  • Seja ativo e busque manter um peso adequado
  • Beba bastante água
  • Não pule o café da manhã

* Cheque sempre o rótulo dos alimentos para saber qual a quantidade de sal e gorduras está presente em uma porção.

 

A Organização Mundial da Saúde afirma que 80% das mortes prematuras por doenças cardiovasculares (como derrames e enfartos, as principais causas de falecimento no mundo) poderiam ser evitadas com alimentação correta, atividades físicas regulares e evitando-se o cigarro.

Pesquisa revela os efeitos trágicos do consumo de refrigerantes, sucos industrializados e outras bebidas cheias de açúcar na saúde e na longevidade.

bebidas acucaradas e mortes

Esta é uma notícia para quem ainda se mantém fiel aos refrigerantes tradicionais, aqueles repletos de açúcares.

Em pesquisa inédita, cientistas calcularam a quantidade de mortes todos os anos causadas pelo consumo de bebidas açucaradas (dentre as quais os refris são destaque), no mundo inteiro. A cifra chegou a 184 mil pessoas.

Os autores do trabalho explicam que refrigerantes e outras bebidas artificialmente açucaradas costumam ser ingeridas em altas quantidades na maior parte dos países, e que o excesso de açúcar presente nestes alimentos causa uma série de problemas graves à saúde.

“Muitos países no mundo têm um número significativo de mortes decorrentes de um único fator na dieta – bebidas açucaradas”, afirmou o médico Dariush Mozaffarian, um dos autores do estudo e docente da Escola Friedman de Ciência e Políticas da Nutrição, na Universidade Tufts, em Boston.

O pesquisador foi categórico: “Deveria ser uma prioridade global reduzir ou eliminar bebidas açucaradas das dietas”.

 

COMO OS PESQUISADORES CHEGARAM A ESTE NÚMERO?

Para chegar ao número de 184 mil mortes anuais devido ao consumo de bebidas açucaradas, os cientistas revisaram mais de 60 amplos estudos científicos anteriores, realizados entre 1980 e 2010, com mais de 600 mil pessoas e abrangendo 51 países.

O estudo atual considerou como “bebida açucarada”: refrigerantes, sucos de fruta industrializados, energéticos e isotônicos, chás gelados adoçados e inclusive bebidas feitas em casa. O critério foi que tivessem pelo menos 50 kcal por 236mL da bebida. 

Com isto, eles tiveram em mãos um rico e detalhado painel global do consumo deste tipo de bebida. A partir daí, os cientistas correlacionaram estes dados com estimativas de danos à saúde provocados pelo excesso de açúcar no corpo.

Em especial, o novo estudo calculou os danos que a ingestão de bebidas açucaradas traz a quem está com diabetes, problemas do coração e câncer, doenças correlacionadas ao sobrepeso.

De acordo com os resultados, estima-se que, em 2010, o consumo de bebidas açucaradas levou à morte 133 mil diabéticos, 45 mil pessoas com doenças cardiovasculares e 6.450 pessoa com câncer.

 

É POSSÍVEL ESCAPAR DAS BEBIDAS AÇUCARADAS?

Mozaffarian explica que não há benefício algum à saúde quando ingerimos bebidas com muito açúcar.

O doutor admite que mudar os hábitos alimentares para a melhor – por exemplo, através de maior consumo de frutas e vegetais – pode ser um desafio, devido a questões de custo, preparo, entre outras. Porém, o pesquisador afirma que as dificuldades valem a pena: uma melhor alimentação representaria salvar dezenas de milhares de vidas, todos os anos.

bebidas com agua refrescantes
Há opções saudáveis e refrescantes – e sem excesso de açúcar! – aos refrigerantes, como esta jarra de água gelada com rodelas de frutas cítricas, melancia e pepinos. O sabor é maravilhoso!

 

Se 184 mil mortes por ano já parece bastante, veja só alguns números de óbitos relacionados à falta de exercícios, ao excesso de peso e à má alimentação, segundo a Organização Mundial da Saúde:

  • 2.7 milhões de pessoas falecem todos os anos devido ao baixo consumo de frutas e vegetais;
  • 2.6 milhões de pessoas falecem todos os anos devido ao sobrepeso e à obesidade;
  • 1.9 milhões de pessoas falecem todos os anos devido à falta de atividades físicas rotineiras.

 

Os principais países com vítimas do consumo de bebidas açucaradas são o México e os Estados Unidos. Não por coincidência, eles são também os campeões em número de obesos na população.

 

Na hora da sede, portanto, vale a pena optar por diversificar. Atualmente, já são encontradas nos mercados opções sem açúcar de muitas marcas de bebidas tradicionais. Além disso, sucos naturais – sem acréscimo industrial de açúcar – continuam sendo uma opção válida, devido à alta quantidade de nutrientes nestas bebidas.

Outra boa opção é seguir a dica da família de Jamie Oliver, comentada nesta matéria do SobrePeso. Na casa de Jamie refrigerantes não entram. Quando querem se refrescar, a família toda opta por sucos naturais ou por água gelada, incrementada com rodelas de frutas. Uma dica simples, prática, barata e com o poder de melhorar consideravelmente a qualidade de vida.

Visando combater obesidade, Jamie Oliver, famoso defensor da boa alimentação, cobrará mais caro de quem quiser tomar refrigerantes.

chef jamie oliver imposto do acucar

O chef Jamie Oliver é um grande defensor de uma alimentação leve, prática e saudável. Há anos, ele luta para convencer as pessoas – em especial os mais novos – a se alimentar bem, trocando o fast food por comida natural e feita em casa. Sua cruzada pela boa saúde continua, e foi parar agora na conta de quem visita seus restaurantes.

Refrigerantes são, de longe, a maior fonte de açúcar entre os jovens, então precisamos começar aí

A partir deste mês, quem fizer uma refeição nos restaurantes de Jamie pagará mais caro se quiser tomar refrigerantes.

O cozinheiro, famoso aqui no Brasil pelos livros de receitas e programas de culinárias transmitidos no canal a cabo GNT, anunciou que adicionará um “imposto do açúcar” em qualquer bebida açucarada que for vendida nos mais de 30 restaurantes  que levam seu nome no Reino Unido, terra natal do chef.

 

AÇÚCAR – INIMIGO PÚBLICO NÚMERO 1

A medida é uma represália contra o governo inglês, que anunciou no início de junho que não irá sobretaxar bebidas açucaradas. A medida havia sido defendida por várias entidades. Segundo elas, refrigerantes mais caros ajudariam a combater as epidemias de sobrepeso e obesidade que acometem boa parte dos países ocidentais.

“Eu tenho visto de perto os terríveis efeitos da má dieta e do excesso de açúcar na saúde e no futuro de nossas crianças”, disse Jamie em entrevista à imprensa britânica.

jamie oliver imposto do acucar

“Crianças novinhas estão tendo que arrancar vários dentes [por causa da má alimentação] e uma em três crianças está deixando de ir à escola por causa do sobrepeso e da obesidade”, relata o chef.

Buscando combater esta tendência, os cardápios dos restaurantes de Jamie conterão um alerta sobre os perigos do consumo de açúcar, além de um acréscimo de R$0.50 no preço de todas as bebidas açucaradas.

O dinheiro arrecadado com o “imposto do açúcar” será revertido para uma ONG que promove boas práticas agrícolas e refeições balanceadas.

familia jamie oliver
Jamie, sua esposa e os quatro filhos: nada de refris em casa

“Eu nasci em meio à indústria dos restaurantes, e realmente acredito que, se nós nos unirmos, vamos não apenas enviar uma mensagem poderosa ao governo, mas também teremos o potencial de deixar um legado duradouro que poderá se espalhar pelo mundo”, profetizou Jamie.

 

O EXEMPLO VEM DE CASA

Jamie jamais deixa seus quatro filhos tomarem refrigerantes. Em sua casa, refresco é sinônimo de água ou suco diluído de frutas.

Mas não pense que as crianças odeiam ter que beber apenas água quando estão com sede. Sendo um chef criativo, Jamie ensinou-as desde cedo a “incrementar” a bebida, acrescentando fatias de limão, laranjas e morango. Adicione um pouquinho mais de gelo e estará pronta uma opção ao refrigerante que é gostosa, refrescante e muito mais saudável, contendo quase nada de açúcar – bem ao gosto da família Oliver.

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