Câncer

Em prol dos pacientes com dificuldades de engolir, hospital inova e transforma a tradicional comida de hospital em alimentos com jeito de "comida de verdade".

chef criativo comida de hospital

Estar doente já não é fácil, e pior ainda é ter que se alimentar de comida de hospital. Dependendo do tratamento que o paciente recebe, mastigar pode se tornar um problema. Nestes casos, são servidos pratos à base de purês (comida processada), garantindo nutrientes e fácil deglutição.

O problema é que estas papinhas não são nem um pouco apetitosas! Apesar de fazerem bem para o corpo, para muitos é difícil sentir-se atraído por um purê verde de ervilhas ou pela papa de carne processada.

bife e cenouras de hospital pure
Pacientes com disfagia ou que estão passando pelo tratamento de câncer e precisam comer alimentos molinhos poderão se beneficiar com pratos mais atraentes e super nutritivos. Imagem: Herald Sun

Como garantir que os pacientes ingiram os nutrientes presentes nas papinhas, mas ainda assim sintam prazer ao comer?

Uma boa idéia é o que o hospital Peter MacCallum, na Austrália, está fazendo. O chef do hospital, Saeje Henshall, utiliza fôrmas de silicone para “dar forma” aos alimentos processados, tornando-os o mais parecidos com o alimento “de verdade”.

pure de comida de hospital em formato real
Os alimentos são moldados em fôrmas de silicone. Imagem: Herald Sun.

Algumas das obras do chef podem ser vistas nas imagens que ilustram a matéria. A carne processada ganhou o formato de um bife, cenouras ficaram compridinhas e até mesmo o purê de ervilhas foi moldado como pequenas bolinhas.

“Se o prato se parece com comida “real”, então os pacientes muito provavelmente vão querer comer”, disse a nutricionista do hospital.

A cozinha criativa do hospital ainda está longe de criar pratos realmente apetitosos. Mas, para pacientes que precisam de energia, proteínas e vitaminas, estes alimentos processados e com formato são uma ótima opção.

Os pratos exibidos nas imagens acima são visualmente parecidos com a comida produzida em impressoras 3D, uma novidade já apresentada aqui no SobrePeso.

 

Veja abaixo um exemplo de como é possível dar forma a um purê através de fôrmas de silicone, similar à técnica utilizada no hospital.

Pesquisa analisou hábitos alimentares de centenas de milhares de pessoas. Quem comia mais temperos – especialmente a pimenta – esbanjou saúde.

Um estudo feito com quase meio milhão de chineses sugere que comer temperos e especiarias é associado à melhora da saúde, a anos a mais de vida e proteção contra várias doenças.

Os autores do trabalho, liderados por cientistas da Academia Chinesa de Ciências Médicas, deixam bem claro que os dados não garantem certezas definitivas, mas todas as evidências indicam que temperar bem os alimentos – especialmente com pimenta! – pode ser uma ótima e saudável opção para quem quer se alimentar melhor.

As conclusões do estudo foram publicadas no The BMJ, um dos mais antigos e respeitados periódicos médicos do mundo.

COMO FOI FEITO O EXPERIMENTO?
the bmj pimenta saude
Capa do respeitado periódico científico The BMJ: destaque para as propriedades da pimenta.

Dados de saúde e de hábitos de vida de mais de 487 mil chineses vem sendo coletados desde 2004, através de questionários mensais que os próprios voluntários respondem, em um projeto chamado Kadoorie Biobank. A idéia é acompanhar a evolução da saúde destas pessoas e, conforme o tempo passa, correlacionar os parâmetros obtidos no questionário com riscos de doenças e a mortalidade.

Participam homens e mulheres de 30 a 79 anos. Os parâmetros estudados incluem saúde geral, medidas físicas, tipos de alimentos consumidos e bebidas. Para este estudo em específico, foram excluídos os voluntários com histórico de câncer, doenças do coração e derrames. Fatores como idade, estado civil, nível educacional e prática de atividades físicas foram levados em consideração.

 

Consumo de pimenta foi associado a maior sobrevida

Comparando os dados de saúde e as taxas de falecimentos entre os voluntários do estudo, os pesquisadores perceberam que quem comeu condimentos e especiarias toda semana, na maioria das refeições, tinha riscos 14% menores de morrer.

O resultado positivo foi igual para homens e mulheres. Além de chances menores de falecer, o consumo de comidas bem temperadinhas foi associado a menos mortes por doenças cardíacas, do aparelho respiratório e diversos tipos de câncer.

 

QUAIS SÃO ESTES CONDIMENTOS BONS PARA A SAÚDE?

Apesar de ter sido realizado na China, o tempero mais utilizado por quem participou do estudo é bem conhecido aqui no Brasil: a pimenta.

Não é a primeira vez que a capsaicina, composto presente nas pimentas, é relacionado à boa saúde. Pesquisas anteriores encontraram propriedade anti-obesidade, anti-inflamação e anticâncer nesta molécula natural.

Pimenta fresca ou seca foi utilizada na maior parte das refeições dos chineses. Uma análise detalhada dos dados revelou que o uso de pimenta fresca pode ser correlacionado à proteção contra doenças como o câncer, enfarto e diabetes.

O efeito protetor, afirmam os pesquisadores, provavelmente é decorrente de compostos químicos presentes em altas quantidade na pimenta fresca, como a capsaicina e a vitamina C.

salada de beringela light saudavel
Receita de Salada de Beringela Lighjt – receita tem toque marcante da pimenta (link)

 

NA DÚVIDA, VALE A PENA APIMENTAR AS REFEIÇÕES?

A revista The BMJ comentou a descoberta dos pesquisadores chineses. Em um editorial acompanhando o artigo científico, a publicação lembra que é difícil tirar conclusões a partir de estudos nos quais os próprios participantes fornecem as informações sobre os hábitos de alimentação (afinal, como garantir que as respostas dos questionários são sempre sinceras?!). Então, mais estudos são necessários a fim de comprovar a eficácia da pimenta e de demais temperos na manutenção da boa saúde.

Porém, como lembra a editorialista, enquanto ainda não temos certezas…porque não caprichar no preparo dos alimentos adicionando, de bom grado, uma deliciosa pimentinha?

 

HORA DA RECEITA! MOUSSE DE CHOCOLATE COM PIMENTA

receita mousse de chocolate com pimenta saudavel

A receita a seguir rende oito porções, de apenas 158kcal cada.

INGREDIENTES
  • 1 colher (chá) de gelatina sem sabor
  • 4 colheres (sopa) de água
  • 2/3 xícara (chá) de cacau em pó não adoçado
  • ¼ xícara (chá) de açúcar cristal
  • 2 olheres (chá) de pimenta chili em pó
  • 1 colher (chá) de pó de café instanâneo
  • ½ olher (chá) de sal
  • 1 ovo grande
  • ¾ xícara (chá) de leite desnatado
  • 60 g de chocolate amargo picado
  • 1 ½ colher (chá) de essência de baunilha
  • 4 claras
  • ½ xícara (chá) de açúcar mascavo
  • ½ colher (chá) de fermento em pó

COMO PREPARAR
  • Em uma tigela pequena, polvilhe a gelatina sobre duas colheres (sopa) de água. Misture e reserve.
  • Numa panela grande, misture o cacau, o açúcar cristal, a pimenta, o café e o sal. Acrescente o ovo batido e depois o leite. Leve para cozinhar em fogo brando, mexendo sempre.
  • Mexa até começar a engrossar e retire do fogo. Misture imediatamente com a gelatina amolecida, o chocolate e a baunilha. Misture bem até que o chocolate derreta e esteja completamente incorporado.
  • Bata as claras com o açúcar mascavo e o fermento na batedeira. Use a batedeira em velocidade alta, até formar picos.
  • Em seguida, misture com o chocolate derretido até ficar homogêneo.
  • Coloque a mousse em oito taças de sobremesa. Leve para gelar por cerca de duas horas.
  • Se desejar, decore com pimentas (como na foto acima) e folhas de hortelã.

 

Novo estudo científico mostra que a substância, um corante usado há milênios no Oriente como medicamento natural, tem efeitos positivos no controle da doença. Saiba mais!

curcumina saude cancer
Curcumina: um simples pozinho amarelado de alto poder terapêutico.

Você já ouviu falar da curcumina? Talvez o nome pareça estranho, mas com certeza você já experimentou seu sabor. Um dos corantes mais comuns utilizados na indústria alimentícia, presente desde sorvetes até o molho curry, a curcumina é uma substância extraída da raiz do açafrão-da-índia (também conhecido por cúrcuma). Geralmente é encontrada à venda na forma de um pó amarelado.

Há mais de 4 mil anos a curcumina é utilizada no Oriente como medicamento popular. Apenas nas últimas décadas é que a fama curadora chegou deste lado do mundo. As propriedades anti-inflamatórias são bem conhecidas, porém começou a circular a idéia de que a substância seria um potente tratamento natural contra diversos tipos de câncer.

Será que é verdade? O que a Ciência tem a nos dizer sobre o poder da curcumina na saúde?

 

NOVIDADE ANTI-CÂNCER

A última edição da revista científica Molecules traz uma revisão do que se sabe, até hoje, sobre as propriedades da curcumina.

A conclusão é a de que a substância é, de fato, um meio seguro e eficaz de tratar vários tipos câncer e doenças causadas por inflamações.

O segredo da curcumina parece ser sua abrangência. De acordo com a literatura científica, ela é capaz de modular um grande número de genes relacionados aos cânceres.

Em comunicados à imprensa, o pesquisador Gautam Sethi, da Universidade Curtin, na Austrália, e um dos principais autores do novo estudo, explicou que o câncer resulta da desregulação de vários genes ao mesmo tempo. Os medicamentos para tratar a doença, até hoje, costumam atacar apenas um alvo molecular no corpo, por isso nem sempre são efetivos. A curcumina, por sua vez, seria capaz de proteger o corpo contra alterações em um número grande de genes, sendo, assim, bastante efetiva no combate à doença.

 

CURCUMINA: A BASE NATURAL PARA MEDICAMENTOS NO FUTURO

Apesar dos bons resultados em testes clínicos, precisamos aprender mais sobre como lidar com a curcumina antes que ela se torne um medicamento anti-câncer, dizem os pesquisadores.

Em primeiro lugar, é bom ter em mente que ela se mostrou eficaz contra diversos tipos da doença – como mielomas múltiplos e câncer pancreático -, porém de ação limitada ou nula em outros – como o câncer de mama.

Além disso, a interação da substância com agentes quimioterápicos nem sempre é boa. Os efeitos da ciclofosfamida, por exemplo, são anulados pela curcumina.

Portanto, a meta dos cientistas, agora, é analisar cuidadosamente quais tipo de câncer são afetados pela curcumina, assim como estudar a interação da substância natural com os tratamentos sintéticos já existentes.

sabores da india
Diversos pratos orientais – especialmente os indianos – levam curcumina em suas receitas.

Alguns trabalhos anteriores indicaram que a curcumina em excesso pode ser prejudicial à saúde. Pesquisas brasileiras, inclusive, apontam para tal perigo (leia mais sobre o assunto aqui). Nesta última revisão, porém, os pesquisadores afirmam que isto não vem ao caso. A curcumina é segura, garantem os cientistas, mesmo em doses elevadas.

Isto porque, nos seres vivos, a substância é absorvida muito rapidamente pelo corpo, o que “dilui” seus efeitos – tanto os benéficos quanto os possivelmente tóxicos. Por isso, afirmam os pesquisadores, caso no futuro se receite comer mais curcumina por motivos medicinais, possivelmente deverá ser indicado também que se ingira alguma outra molécula que ajude a aumentar sua vida útil no corpo. Substâncias presentes na pimenta parecem ser ótimas candidatas.

“A curcumina tem se mostrado uma molécula segura e promissora na prevenção e tratamento não só do câncer, mas também de outras doenças relacionadas à inflamação”, escrevem os pesquisadores.

Ao longo dos últimos 30 anos, os números tanto de incidência quanto de mortalidade por câncer pouco mudaram, apesar de novíssimos tratamentos e métodos clínicos terem surgido. A curcumina não é uma panaceia – um remédio milagroso e barato que curará todos os males -, porém representa uma esperança de que, com mais estudos, uma maneira nova e natural de tratar o câncer pode ser desenvolvida. A Ciência progride em seus trabalhos e fornece bases sólidas para acreditar que, por incrível que pareça a muita gente, o conhecimento popular de 4 mil anos atrás por ter, sim, sua boa dose de razão.

Pesquisa coloca em números o quanto uma pessoa acima do peso e quanto um fumante gastam a mais, por ano, tratando da saúde.

“A prevenção é o melhor remédio”, já diziam nossas vovós. E elas tinham razão, especialmente quando consideramos a nossa saúde. Alimentar-se bem, praticar atividades físicas e ter uma rotina saudável são investimentos de curto e longo prazo que fazem bem não somente ao corpo, mas também à conta bancária.

Uma nova pesquisa mostra, de forma bem clara, os benefícios de manter um peso adequado e evitar vícios. Conduzido por pesquisador da Universidade de Illinois, nos EUA, e publicado no periódico Public Health, o estudo aponta o pesado fardo que a obesidade e o cigarro trazem ao bolso das pessoas.

 

ESTAR FORA DE FORMA CUSTA CARO

O trabalho analisou dados de saúde de 126 mil norte-americanos, em dois períodos diferentes: 1998 e 2011.

cuidar da saude custa caroAo longo destes treze anos, os gastos com saúde de uma pessoa obesa e de um fumante subiram, respectivamente, 25 e 30%.

Obesos gastaram, em 2011, 62% a mais em contas de farmácia do que em 1998. No mesmo período, o gasto adicional de fumantes foi de 70%. Isto quer dizer que, se me 1998 uma pessoa obesa gastou 50 dólares por mês na farmácia em medicamentos anti-obesidade, a conta pulou para mais de 80 dólares mensais em 2011.

Tal tendência certamente é refletida aqui no Brasil, onde a inflação dos últimos anos tem feito o preço de muitos remédios subir consideravelmente.

E tem mais: em 2011, um obeso norte-americano investiu, em média, 1.360 dólares anuais em despesas médicas a mais do que uma pessoa não-obesa (ou mais de R$300 por mês). No caso dos fumantes, a média foi de 1.046 dólares a mais do que os não-fumantes.

 

COMPENSA – E MUITO! – CUIDAR BEM DA SAÚDE DESDE CEDO

Tratar a obesidade representa gastar R$300 por mês a mais do que uma pessoa com peso normal.

“Se quisermos conter os custos elevados dos tratamentos de saúde, temos que pensar mais em como prevenir a obesidade ao invés de como tratá-la, porque o tratamento é muito mais caro do que a prevenção”, explicou Ruopeng An, autor do estudo. Isto sem contar o tratamento de problemas de saúde comuns a quem fuma, como diversos tipos de câncer, enfisema e bronquite.

Muitas pessoas ainda crêem que cuidar bem da saúde custa caro demais. Afinal, pagar por alimentos menos calóricos e mais naturais pesa no bolso, assim como a conta da academia.

De fato, hoje, comer bem pode sair um pouqinho acima do esperado, dependendo da região onde você mora. Mas pesquisas como esta mostram que, apesar do custo adicional, tal investimento é uma economia enorme quando comparado aos enormes gastos que poderão ser feitos no futuro para curar o corpo dos excessos do presente.

Considerado por Maradona peça-chave na seleção argentina na Copa de 2010, Jonas Gutiérrez entra em campo como capitão do time sub-21 e participa de vitória por 4 a 1.

jonas gutierrez cancer testiculos
Jonas Gutiérrez é o jogador de preto, à esquerda da foto.

O meia argentino Jonas Gutiérrez deu mais uma lição de vida nesta segunda-feira. Depois de superar um câncer nos testículos, diagnosticado em setembro de 2013, voltou a jogar futebol pelo Newcastle. Em partida válida pela Copa da Liga Inglesa sub-21, participou da vitória por 4 a 1 sobre o West Ham como um dos jogadores permitidos acima da idade limite, como capitão.

Jonas descobriu o câncer quando enfrentava o Arsenal, em maio de 2013. Após um choque com o lateral Sagna, começou a sentir o que classificou como “dores que não paravam”. Foi liberado para viajar para a Argentina, onde realizou exames que detectaram o tumor. Em outubro do mesmo ano, seu testículo esquerdo foi retirado.

+ Saiba mais: “Pesquisa brasileira usa saliva de carrapato para curar câncer

Emprestado ao Norwich na volta ao Newcastle, disputou a temporada 2013/14 até abril passado, perdendo espaço no time por causa de uma lesão na panturrilha. Entrou em campo pela última vez em abril e, ao sair de férias e voltar à Argentina, realizou exames de rotina que detectaram novos gânglios. Reiniciou o processo de quimioterapia e se recuperou pela segunda vez. Em outubro, deu mostras de que estava bem ao participar da maratona de Buenos Aires, sem a longa cabeleira marcante de seu visual por causa do tratamento.

Gutiérrez tem 31 anos. Foi revelado pelo Vélez Sarsfield e está no Newcastle desde 2008, com passagem por empréstimo ao Norwich na temporada 2013/14. Era considerado um dos principais jogadores da seleção argentina na Copa de 2010. O treinador Maradona chegou a dizer que sua equipe era “Mascherano, Messi, Jonás e mais oito”.

Pesquisa científica indica que ingerir alta quantidade de fibras todos os dias protege os pulmões contra inflamação e câncer.

fumantes dieta fibras

Quem fuma corre riscos extraordinariamente maiores de desenvolver câncer nos pulmões, além de diversas outras doenças no órgão, como o enfisema. A fim de barrar esta tendência, o melhor a se fazer é largar o vício e parar de fumar. Mas cientistas afirmam que há uma nova maneira de melhorar a saúde pulmonar em fumantes e ex-fumantes – e isto tem tudo a ver com o jeito como nos alimentamos.

Pesquisa publicada no periódico científico European Respiratory Review, uma das mais respeitadas publicações sobre a saúde pulmonar, mostra que seguir uma dieta rica em fibras diminui a inflamação nos pulmões, o fator de risco número 1 para o desenvolvimento do câncer.

 

COMER BEM MUDA O TIPO DE BACTÉRIAS DOS INTESTINOS

“Isto ajuda a confirmar nossas conclusões anteriores que indicavam que a dieta tem importantes efeitos na saúde dos pulmões”, afirmou Robert Young, professor da Escola de Medicina da Universidade de Auckland e principal autor do trabalho.

O professor explica que as dietas repletas de fibras ajudam na saúde pulmonar de maneira indireta, através das bactérias que vivem em nossos intestinos.

dieta rica em fibras
Uma dieta rica em fibras faz um bem enorme ao organismo – até mesmo para os pulmões!

Pessoas que ingerem fibras regularmente possuem espécies de bactérias consideradas “saudáveis” vivendo nos intestinos. Elas ajudam a processar melhor os alimentos que ingerimos e, no processo, geram moléculas chamadas “ácidos graxos de cadeia pequena”. Estes ácidos graxos possuem capacidade anti-inflamatória, o que ajuda a prevenir o aparecimento de doenças no corpo todo, inclusive nos pulmões.

“Estas bactérias protetoras são muito presentes em pessoas que consomem dietas ricas em fibras, mas diminuem naquelas que comem poucas fibras e muitos alimentos refinados. Nestas pessoas, bactérias intestinais “danosas” predominam”, disse o professor Young.

Após estas descobertas, a equipe de pesquisadores de Auckland se reuniu com cientistas renomados do mundo inteiro para tentar entender ainda mais a fundo a relação entre a dieta e a saúde pulmonar.

Dependendo do que descobrirem, podemos esperar nos próximos anos novas estratégias terapêuticas e comportamentais que nos ajudarão a prevenir estas perigosas doenças dos pulmões, garantindo maior qualidade de vida.

Estima-se que cerca de 100 milhões de pessoas usam o narguilé para fumar tabaco todos os dias no mundo.

adolescentes fumando narguile

O narguilé, também conhecido como cachimbo d’água, shisha ou hookah, é vendido como peça de decoração e usado por jovens e adultos em festas e eventos sociais.

Parece inocente, mas o que muitos não sabem é que o narguilé causa dependência e, em longo prazo, câncer de pulmão, boca e bexiga, aterosclerose e doenças respiratórias e coronarianas.

Em uma sessão de uma hora de uso do narguilé, você pode inalar o equivalente à fumaça de 100 cigarros ou mais.

A crescente popularidade do narguilé entre adultos jovens e adolescentes tem preocupado a saúde pública em todo o mundo: estima-se que cerca de 100 milhões de pessoas usam narguilé para fumar tabaco todos os dias no mundo de acordo com a pesquisa Reducing Hookah Use – “Um desafio para o século XXI”.

No Brasil, a pesquisa Perfil do Tabagismo entre Estudantes Universitários no Brasil (PETuni), coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), analisou o consumo de narguilé entre estudantes da área de saúde.

 

TRISTE TENDÊNCIA NO BRASIL

O estudo mostrou que — no ano de 2011, em Brasília (DF) e São Paulo (SP) — dentre os estudantes que declararam consumir com frequência algum tipo de produto derivado do tabaco diferente de cigarro, 63% a cerca de 80%, respectivamente, fizeram uso do narguilé.

Já outro estudo entre estudantes de medicina de uma Universidade em São Paulo mostrou que a experimentação de narguilé entre alunos do terceiro e sexto anos foi de 47,32% e 46,75%, respectivamente.

Vitor Silva*, de 25 anos, morador do Distrito Federal, adquiriu uma peça de narguilé junto com um amigo. O jovem fuma atualmente de duas a três vezes ao mês, mas já chegou a usar com mais frequência. “Fumo sempre que vou a um bar de narguilé, geralmente para assistir a jogos de futebol ou em um dia de semana quando saio com amigos para conversar. Geralmente fumo a noite inteira, mas vou diminuindo ao longo da noite”, conta.

O uso frequente dos produtos derivados do tabaco causa também problemas de fôlego, mau hálito e envelhecimento precoce, mesmo em usuários adolescentes e jovens. O fumante passa a ter dificuldades de praticar esportes e outras atividades saudáveis de que gosta.

Por já ter passado mal algumas vezes por causa de pressão baixa, Vitor pretende não fumar mais. “Eu tenho diminuído e não quero mais fumar, mas realmente ainda fumo em algumas ocasiões. Cheguei a fumar três vezes por semana, mas narguilé enjoa”, afirma.

 

MENOS SANGUE PARA O CÉREBRO, MAIORES RISCOS DE ACIDENTES

Um dos grandes riscos do narguilé é a intoxicação por monóxido de carbono — mesmo gás tóxico liberado pelos canos de descarga de automóveis — o que gera a redução da oxigenação do sangue e do cérebro.

Os sintomas de intoxicação aguda por monóxido de carbono são inespecíficos e podem variar de fadiga, náuseas, e dores de cabeça à perda da consciência, desmaios, arritmias cardíacas, isquemia miocárdica e morte.

Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Israel demonstrou que o envolvimento de usuários de narguilé em acidentes de transito é 40% maior do que os não usuários. O estudo concluiu que seu uso torna o ato de dirigir menos estável e mais perigoso devido à hipóxia cerebral (diminuição da oxigenação do cérebro) causada pelos altos níveis de monóxido de carbono inalado.

O estudo também apontou que a hipóxia cerebral deixa as pessoas com fala arrastada, movimentos lentos, tonturas, leve tremor, falta de autocontrole, uma sensação de euforia, diminuição da visão e diminuição da capacidade de identificar cores. Esses efeitos tendem a se manter de quatro a seis horas depois do uso.

 

UMA DROGA COMO QUALQUER OUTRA

O uso de narguilé é prejudicial à saúde e pode ser a porta de entrada para a dependência do tabaco e de outras drogas. Além disso, ao compartilhar o narguilé com outros usuários, a pessoa se expõe a hepatite C, tuberculose, herpes e outras doenças da boca.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o planeta. Seis milhões de pessoas morrem no mundo por ano devido ao uso do cigarro. E, somente no Brasil, 75% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos.

Adolescentes fumantes possuem alta probabilidade de se tornarem adultos fumantes. Quanto mais cedo a pessoa entra na dependência do tabaco, maior o risco de contrair câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis.

De acordo com o INCA, a última estimativa mundial apontou incidência de 1,82 milhão de casos novos de câncer de pulmão para o ano de 2012, sendo que em 80% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. No Brasil, os números foram de 23.501 mortes em 2012.

Recomendações da Convenção Quadro da OMS para Controle do Tabaco ( CQCT- OMS) – A Conferência das Partes da Convenção Quadro para Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde na sua 6ª sessão (COP6) em outubro de 2014 convidou os países a fortalecerem a implementação da Convenção Quadro em relação ao narguilé, o que implica a proibição de sua propaganda, promoção e patrocínio, a proibição de seu uso em recintos coletivos fechados, a adoção de advertências sanitárias nas suas embalagens e a realização de campanhas para alertar a população sobre seus riscos.

Também foi recomendado que os países incluam os narguilés nos sistemas de vigilância e outras pesquisas relevantes a nível nacional.

Sob essa perspectiva, o Brasil já deu um importante passo: a nova legislação que regula o ato de fumar em recintos coletivos incluiu expressamente a proibição do uso narguilé nesses ambientes.

Proteína encontrada em saliva do pequeno inseto pode ser o segredo para impedir proliferação de células cancerígenas, garante estudo do Instituto Butantan.

cancer carrapato butantan

Pesquisadores brasileiros descobriram que uma proteína encontrada na saliva do carrapato por ser a solução para eliminar células do câncer. Coordenada pela Dra. Ana Marisa Chudzinski Tavassi, a equipe do Laboratório de Bioquímica do Instituto Butantan encontrou a substância anti-tumoral por acaso, visto que este não era o foco inicial das pesquisas do grupo.

“Começamos estudando a saliva de carrapato em busca de anticoagulantes”, explica Ana Marisa. “Como o carrapato é um hematófago, que suga sangue para viver, ele deve ter algo na saliva que impeça a coagulação – e era isso que estávamos buscando”, completa.

Como era de se imaginar, coletar a saliva de carrapato não é tarefa fácil. Depois de testes iniciais com a espécie Amblyomma cajennense, a pesquisadora decidiu fazer uma proteína recombinante a partir dos genes encontrados nas glândulas salivares do animal. “Baseado na literatura já conhecida, escolhemos uma sequência que poderia inibir um fator de coagulação”, diz.

Em outras palavras, a Dra. Ana Marisa e sua equipe escolheram um gene e o reproduziram para que, em uma bactéria, ele passasse a expressar e proteína recombinante desejada. Ao estudar o que havia criado, eles não só constataram que a proteína realmente era capaz de inibir a coagulação, como descobriram referências de que ela interferia na proliferação celular.

O próximo passo foi testar essa proteína em células normais e células de câncer, e foi aí que as descobertas realmente surpreenderam os pesquisadores. “Nas células normais a proteína não induziu nada, em compensação, nas células tumorais, ela causou uma atividade tóxica que levava à morte”, diz a cientista.

Partindo para testes mais concretos, a equipe tratou camundongos com melanoma com a proteína desenvolvida. Após 42 dias, os tumores de pele foram completamente eliminados e as cobaias permaneceram sadias, vivendo normalmente no laboratório após o tratamento.

“Vimos que essa proteína tem um alvo celular: ela induz a célula à uma morte programada, pois tem uma série de sinalizações que inibem a transcrição para o núcleo”, explica Ana Marisa. Incapazes de se reproduzir ou realizar suas funções básicas, as células cancerígenas morrem.

A pesquisa foi enviada para aprovação e aguarda publicação em diversos veículos. “Não sei ainda em quais irá sair, então melhor não gerar uma expectativa contando”, diz a pesquisadora.

Apesar das grandes implicações científicas, o estudo agora se encontra em um impasse. O que a equipe fez até agora se chama prova de conceito, e resume basicamente todos os testes possíveis realizados em laboratório.

No entanto, para descobrir se o tratamento funciona em humanos, é necessário passar por uma série de experimentações chamadas análises pré-clinicas. “Aqui no Brasil, por uma questão histórica, a indústria farmacêutica não investe nesse tipo de tecnologia por um motivo simples: insegurança jurídica“, diz.

A pesquisadora explica que as descobertas feitas nas instituições públicas são amarradas por lei, o que torna difícil a relação entre público e privado no país. “Estamos trabalhando nisso há seis anos. Já teríamos tempo para dizer se essa técnica funciona ou não em humanos, pois há dinheiro e gente interessada. Não fizemos por conta da questão jurídica”, diz.

A Dra. Ana Marisa, no entanto, não acredita que exista um culpado pela demora. Determinada a resolver o impasse, ela afirma que sua equipe está tentando solucionar as questões jurídicas para “tornar essa relação público/privado simples, boa, e de ganho para todos”.

De 2003 a 2012, a variação anual das mortes relacionadas ao câncer entre os homens caiu 0,53% e entre as mulheres, 0,37%.

cancer de mama no brasil

A taxa de mortalidade por câncer teve uma pequena queda no Brasil na última década. De 2003 a 2012, a variação anual das mortes relacionadas ao câncer entre os homens caiu 0,53% e entre as mulheres, 0,37%. Os números, divulgados nesta sexta-feira, fazem parte do Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, documento elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), ligado ao Ministério da Saúde.

Os dados mostram um pequeno aumento no último ano incluído no documento. De 2011 a 2012, o índice de óbitos a cada 100 000 homens aumentou de 100,47 para 103,2. Entre as mulheres, a alta foi de 83,99 para 86,92. Nesse período, a quantidade de homens que morreu em decorrência da doença elevou-se de 94 649 para 98 033, e a de mulheres subiu de 82 455 para 86 040.

Esse crescimento, entretanto, está relacionado à melhora da qualidade da informação estatística. “O aumento discreto não significa uma elevação real. Ele se deve a mais notificações, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que melhoraram o diagnóstico e atualmente têm mais precisão em informações médicas”, explica o cirurgião oncologista Thiago Celestino Chulam, coordenador do Programa de Prevenção do Câncer do Hospital A. C. Camargo.

Tumores — O câncer de estômago foi o que apresentou a maior diminuição de mortalidade na década. A queda foi de 2,95% entre os homens e 2,49% entre as mulheres. De acordo com o Inca, esta redução se deve à melhoria do saneamento básico e conservação de alimentos no Brasil, que diminuiu a incidência da bactéria Helicobacter pylori, o maior fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.

No mesmo período, as taxas de mortalidade por câncer de próstata caíram 0,39% e de colo de útero, 1,62%, enquanto os dados de câncer de mama se mantiveram praticamente estáveis. Segundo o Inca, os casos de câncer de mama, próstata e colo de útero no Brasil estão aumentando. As taxas de mortalidade estáveis ou em queda demonstram o maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamentos no país.

Entre os tipos de câncer mais letais, o índice ligado aos tumores de intestino apresentou crescimento. Subiu 1,65% entre os homens e 0,37% entre as mulheres. O Inca explica esse aumento pela elevação da taxa de obesidade no país. Já o câncer de pulmão apresentou uma diminuição de mortalidade de 1,65% na população masculina e aumento de 1,47% entre as mulheres. A tendência é que a mortalidade feminina e masculina se tornem semelhantes e, de acordo com o Inca, reflete o padrão de tabagismo das duas últimas duas ou três décadas.

Letalidade — Entre 2011 e 2012, a taxa de letalidade aumentou nos cinco tipos de cânceres mais incidentes no sexo feminino: mama, brônquios e pulmões, colo de útero, estômago e cólon. Para cada 100 000 mulheres, o índice de mortes subiu 11,88 para 12,10 no caso do câncer de mama e de 7,81 para 8,18 no de carcinoma de brônquios e pulmões.

Entre o sexo masculino, dos cinco dos carcinomas mais letais, o índice de óbitos do período teve uma leve queda apenas no caso do tumor de esôfago: de 6,54 para 6,53. No caso do câncer de pulmão, o mais fatal entre eles, subiu de 15,01 para 15,54. A taxa elevou-se de 13,50 para 13,65 no tumor de próstata, o segundo mais letal. Já os números de câncer de estômago subiram de 9,36 para 9,39 e os de fígado, de 4,98 para 5,46.

Sobrevida — Na terça-feira, um grande estudo publicado no periódico The Lancet constatou que as pessoas estão vivendo mais depois de serem diagnosticadas com câncer no mundo. De acordo com os pesquisadores, porém, a sobrevida varia muito de país para país, e é menor na América do Sul, América Central, África e Ásia do que na Europa, América do Norte e Oceania.

A pesquisa revelou que em 18 países mais de 85% das mulheres sobrevivem pelo menos cinco anos após a descoberta do câncer de mama. É o caso do Brasil: de 1995 a 1999, 78,2% das pacientes tinham esse tempo de sobrevida; entre 2005 e 2009, 87,4% delas viviam mais de cinco anos.

O Brasil também é referência no caso do tumor de próstata, ao lado dos Estados Unidos. Nos dois países, 95% dos pacientes vivem cinco anos ou mais depois do diagnóstico.

Os números brasileiros pioraram, no entanto, no caso do câncer de estômago. O índice de pacientes que sobrevivem cinco anos ou mais após o diagnóstico da enfermidade caiu de 33,1% entre 1995 e 1999 para 24,9% de 2005 a 2009.

O país também está mal avaliado no caso do câncer de ovário: apenas 31,8% das mulheres sobrevivem cinco anos ou mais. Nesse tipo de tumor, o país que apresenta o melhor índice na América do Sul é o Equador, onde 40% das mulheres com a doença vivem pelo menos cinco anos.

Segunda edição da 'Caminhada das Luzes' ocorreu na noite deste sábado. Objetivo do evento é arrecadar dinheiro para centros de pesquisa sobre câncer.

marcha contra o cancer paris

Com velas e balões azuis nas mãos, um grupo de pessoas realizou a segunda “Caminhada das Luzes” pelas ruas de Paris e Lyon na noite deste sábado (22), na França. A manifestação solidária tem como objetivo arrecadar fundos para a realização de pesquisas contra o câncer.

Organizada pelo Intituto Curie, que se dedica à pesquisa oncológica, a “Caminhada das Luzes” percorre 4 quilômetros das cidades onde é realizada em apoio aos diversos centros de pesquisa que estudam possíveis curas e tratamentos para a doença.

Os participantes se comprometem a recolher 100 euros de familiares e amigos e fazem a caminhada. De acordo com os organizadores, “os portadores da luz avançam na noite simbolizando a esperança contra o câncer”.

Em 2013, a primeira edição do evento reuniu centenas de luzes aos pés da Torre Eiffel e arrecadou 75 mil euros para investimento em pesquisas.

CONECTE-SE À COMUNIDADE

Google+