Congestionamentos pioram a saúde de quem mora por perto

Morar próximo a locais de tráfego lento e constantes congestionamentos é muito ruim à saúde do coração, descobre pesquisa.

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Que o trânsito pesado acaba com a paciência de qualquer cristão e diminui a vida útil do coração, isso todo mundo sabe. Mas o que ninguém havia imaginado até agora era que os congestionamentos podem afetar negativamente a nossa saúde mesmo quando estamos dentro de casa, longe dos volantes.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia mostrou que a poluição causada por engarrafamentos causa aumento da pressão sangüínea e, também, inflamação nas artérias.

Ambos os fatores ampliam os riscos de ataques cardíacos e derrames em quem passa muito tempo no trânsito ou mora em regiões próximas a pontos de constante lentidão no tráfego de veículos.

 

NEM EM CASA ESCAPAMOS DOS POLUENTES DOS AUTOMÓVEIS

Os pesquisadores utilizaram um método criativo e inusitado para chegar a estas conclusões. Eles instalaram aparelhos capazes de analisar a qualidade do ar nas casas de velhinhos que moram próximos a regiões de tráfego intenso. Todos os voluntários tinham problemas no coração e, por serem velhinhos, passavam a maior parte do tempo dentro de casa.

Ou seja, “eles estavam no fio da navalha”, conta Sharine Wittkopp, uma das autoras do estudo. “São as pessoas que vão sofrer mais e que são menos resistentes (aos efeitos da poluição)”.

 

CARROS LENTOS, FLUXO DE SANGUE TAMBÉM

velhinhos qualidade de vida
Respirar um ar puro é essencial para aumentar o tempo e a qualidade de vida.

Ao comparar a saúde dos velhinhos com as medições diárias da qualidade do ar em suas casas, correlacionado estes dados à quantidade de tráfego, os cientistas encontraram uma associação estarrecedora.

“A pressão sangüínea disparou junto com o aumento na quantidade de poluentes no ar, e exames mostraram menor fluxo de sangue ao coração”, conta Wittkopp. Ou seja, mesmo longe dos volantes, os velhinhos sentiram na pele – e no peito! – os efeitos dos poluentes dos veículos.

A pesquisadora conta que, a partir destes resultados, novas políticas públicas poderão ser feitas levando em conta os efeitos do tráfego na saúde não apenas dos motoristas, mas também de quem mora por perto dos pontos de lentidão.

“Este tipo de informação pode nos ajudar a quantificar os custos da poluição vinda do tráfego de veículos em termos de custos na saúde, vidas perdidas e qualidade de vida diminuída”, explica. “Ninguém está a salvo da poluição”, adverte a pesquisadora.

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