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Novo estudo detalha o que muda no corpo quando trocamos a cadeira por um pouquinho só de movimento, como ficar de pé.

ficar de pe faz bem

Mais uma prova de que se mexer é muito melhor para o corpo do que ficar parado! Um estudo científico publicado na última semana descobriu que simplesmente ficar de pé ao invés de sentado melhora as taxas de açúcar, gordura e colesterol no sangue.

Nem é necessário andar ou correr; basta ficar de pé mesmo, evitando passar horas sentado, para ter uma saúde melhor. A novidade é destaque no respeitado periódico científico European Heart Journal.

Ainda, para quem está acima do peso e luta contra a balança, o estudo sugere trocar os momentos de sedentarismo por uma caminhada, ampliando ainda mais os benefícios à saúde.

 

FICAR DE PÉ = MAIS SAÚDE

O estudo científico, realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, pretendia descobrir se o simples ato de ficar de pé trazia vantagens ao organismo.

Já é bem conhecido que praticar atividades físicas melhora diversos parâmetros da saúde, mas nem sempre as pessoas conseguem encontrar tempo e lugar para se exercitar. Quem passa o dia trabalhando e mora longe de academias ou parques muitas vezes não encontra espaço na agenda para ser mais saudável.

 

Você Sabia? Uma pessoa que caminha pra lá e pra cá durante duas horas enquanto trabalha, fica de pé por outras quatro horas e faz uma hora de tarefas domésticas queima mais calorias do que em uma corrida de 60 minutos!

 

atividade física no trabalho
Toda hora é hora de fazer o corpo funcionar!

Mas isto não significa que uma pessoa tem de ser sedentária! O estudo quis descobrir qual o impacto na saúde de trocar o sedentarismo (ficar sentado ou dormindo) por atividades das mais simples, como manter-se de pé, caminhar ou correr.

Para isto, monitorou os movimentos de mais de 700 voluntários durante sete dias inteiros, através de um pequeno aparelho preso à coxa. Outros dados corporais, como peso e pressão sangüínea, também foram analisados.

Após a semana de estudos, os pesquisadores correlacionaram quem se mexeu mais com as modificações no funcionamento do corpo. Os resultados mostraram que…

 

TROCAR 2H SENTADO POR FICAR EM PÉ RESULTOU, EM MÉDIA, EM:

  • Quantidade de açúcar no sangue 2% menor
  • Quantidade de gordura no sangue 11% menor
  • Melhora de 6% nas taxas de colesterol bom no sangue

SUBSTITUIR 2H POR DIA SENTADO POR CAMINHADAS OU CORRIDAS RESULTOU EM…

  • Índice de Massa Corporal 11% menor
  • Circunferência da barriga 7.5cm menor
  • Quantidade de açúcar no sangue 11% menor
  • Quantidade de gorduras no sangue 14% menor
  • Aumento nas taxas de colesterol bom.

 

“Descobrimos que ficar de pé ao invés de sentado foi significativamente associado a níveis menores de açúcar e gorduras no sangue”, explicou a doutora Genevieve Healy, pesquisadora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Queensland e principal autora do estudo.

“Substituir o tempo sentado por uma caminhada também foi associado a reduções significativas no tamanho da cintura e no Índice de Massa Corporal”.

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A DICA É SE MEXER

A conclusão do trabalho é que o mínimo de atividade física no lugar de ficar parado já ajuda o corpo a funcionar melhor, aumentando a qualidade de vida e, possivelmente, evitando doenças relacionadas à glicemia e taxa de triglicérides altas, como o diabetes tipo 2.

Além disso, com posse destes dados, os pesquisadores planejam divulgar a importância de ter uma postura mais ativa – nem que seja ficando de pé – até mesmo no ambiente de trabalho.

mesas para trabalhar de pe
Mesas para trabalhar de pé no ambiente de trabalho: opção para melhorar a saúde sem grandes esforços.

“[A descoberta] tem implicações importantes na saúde pública, dado que ficar de pé […] pode ser encorajado no ambiente de trabalho através de intervenções como mesas de trabalho altas, que permitam trabalhar sem sentar”, disse Genevieve.

“É importante dizer que sentar-se não é necessariamente ruim; mas, se as pessoas puderem incorporar, toda vez que for possível, alternativas a ficar sentado, isto beneficiará o coração e a saúde metabólica. Nossa mensagem é “Levante-se, sente-se menos, mexa-se mais!”, conclamou a cientista.

Pesquisa mostra que o ácido elágico, presente nas uvas, ajuda o corpo a processar melhor as gorduras e pode ser um auxiliar poderoso nas dietas

uvas vantagens a saude

O pesquisador Neil Shay, bioquímico e biólogo molecular da Universidade Estadual do Oregon, nos EUA, é um entusiasta do poder positivo das uvas na saúde humana. Ao longo dos últimos anos, Neil estuda a maneira como um componente em especial das uvas – o ácido elágico – pode melhorar o controle do peso. Humilde, ele jura que não está atrás de um remédio dietético milagroso à base de uvas. O que ele quer é provar que as deliciosas frutinhas podem ser coadjuvantes poderosos na luta contra a balança.

“Se você está no supermercado e sabe que um certo tipo de fruta é bom para tratar alguma doença que você tem, você não ia querer comprar esta fruta?”, brinca Neil.

Sem dúvida, dirá a maioria. Mesmo sabendo que a fruta não será a cura definitiva do problema de saúde, o simples fato de ela ajudar o corpo a funcionar melhor é mais que suficiente para incentivar o consumo.

Vamos descobrir, então, o que torna as uvas tão atrativas para nosso paladar e nossa saúde.

 

PERDA DE PESO COMEÇA PELO FÍGADO

Estudo de co-autoria de Neil Shay, publicado no Journal of Nutritional Biochemistry, mostra que beber suco de uvas ou vinho tinto – com moderação! – pode melhorar a maneira como o corpo lida com a gordura, ajudando a perder peso.

Saiba mais! Relembre aqui a matéria “Conheça os benefícios de comer uvas (da melhora na pele à saúde do coração!)“!

Em estudos com culturas celulares, os pesquisadores da Universidade do Oregon descobriram que o ácido elágico presente nas uvas diminui consideravelmente o crescimento de células de gordura já existentes, inibe a formação de novas células gordurosas e, ainda, melhorou o metabolismo de ácidos graxos no fígado.

As descobertas sugerem que o consumo de uvas escuras, seja comendo-as ou tomando sucos, pode ajudar a saúde de pessoas com sobrepeso, obesidade e problemas de saúde como excesso de gordura no fígado.

“Nós não observamos – e nem esperávamos observar – que estes compostos ajudam a perder peso”, explicou Neil. O ácido elágico ajuda o corpo a processar melhor a gordura e é isto, por sua vez, que tem potencial para melhorar a saúde. “Se conseguirmos desenvolver uma estratégia nutricional para diminuir o acúmulo de gordura no fígado, tão prejudicial, usando alimentos comuns como uvas, será uma ótima notícia”, disse o cientista.

Não é a primeira vez que o ácido elágico presente nas uvas é relacionado à melhora do peso. Pesquisas haviam mostrado que camundongos obesos, quando ingeriam o equivalente a uma xícara e meia de uvas por dia, apresentavam melhora no controle da glicemia e diminuição no percentual de gordura no fígado.

 

RECEITA: PUDIM LEVE DE UVAS

receita pudim de uvas

Ingredientes
2 envelopes de gelatina em pó sem sabor
1 xícara (chá) de água
1 iogurte natural desnatado
¾ xícara (chá) de ricota light
2 xícaras (chá) de suco de uva integral sem açúcar
1 colher (sopa) de adoçante culinário em pó

Modo de preparo
Misture a gelatina na água e leve ao micro-ondas para dissolver por 10 segundos.
Bata no liquidificador o iogurte, a ricota, a gelatina dissolvida, o suco de uva e o adoçante até obter um líquido homogêneo.
Coloque o creme em uma forma para pudim ou em forminhas individuais e leve à geladeira até que fique firme.

 

Pesquisadores descobriram forma de prever a doença antes de taxa de açúcar no sangue aumentar - e antes de parte dos danos do diabetes ao corpo ocorrer.

Diabetes measure glucose surag level blood test

Cientistas britânicos identificaram uma forma de detectar o diabetes tipo 2 antes de os níveis de glicose no sangue ficarem elevados. Segundo eles, isso é importante pois, quando a taxa de açúcar aumenta, alguns danos causados pela doença já ocorreram, especialmente nos vasos sanguíneos dos olhos, rins e cérebro. 

A descoberta se baseia em um estudo feito com 106 mulheres que não tinham diabetes tipo 2. Elas foram classificadas como tendo um risco alto, intermediário ou baixo de desenvolver a doença e, então, acompanhadas por 22 meses.

Durante esse tempo, os autores mediram os níveis de determinadas substâncias na corrente sanguínea das participantes. Isso foi feito antes de parte delas apresentar taxas elevadas de açúcar no sangue, caracterizando um quadro de pré-diabetes (níveis altos de glicose, mas não suficientes para indicar a doença) ou de diabetes tipo 2.

Os pesquisadores descobriram que alterações em um grupo de partículas de gordura presentes no sangue preveem o surgimento do diabetes tipo 2, mesmo podendo ser detectadas antes do aumento da taxa de glicose.

“Os vasos sanguíneos se danificam como parte da doença, mas esses problemas começam antes de a taxa de açúcar se elevar no quadro pré-diabético”, diz o coordenador do estudo, Kennedy Cruickshank, professor de medicina do King’s College London, na Grã-Bretanha. “Nosso trabalho acrescenta evidências ao argumento de que o diabetes tipo 2 não deve ser classificado como ‘diabetes’ apenas medindo a taxa de glicose no sangue.”

Para Cruickshank, os achados do estudo, que foi publicado nesta semana no periódico Plos One, podem, mudar a forma de diagnosticar e tratar o diabetes tipo 2 no futuro. Sua equipe tem alguns estudos em andamento sobre, por exemplo, formas de tratar precocemente os danos da doença aos vasos sanguíneos.

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