Exercícios físicos ajudam a proteger jovens da depressão

Adolescentes que se exercitam são mais felizes e evitam sentimentos depressivos, afirma estudo.

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É o que indica pesquisa divulgada durante a convenção anual da Associação de Psicologia Americana. Estudiosos da Universidade de North Texas constataram que estudantes do sexto ano do ensino fundamental que se exercitam são menos propensos a sentimentos depressivos.

Os pesquisadores investigaram dados de 437 estudantes, sendo 55% meninas, de áreas metropolitanas da região de North Texas, nos Estados Unidos. Esses jovens estavam incluídos em um grande estudo de avaliação da prática de atividades físicas. No sexto e no sétimo ano, os participantes preencheram questionários sobre sintomas de depressão e sedentarismo. Além disso, foram pesados e completaram um teste de corrida, procedimentos para avaliar se estavam em boa forma.

“O nível de atividade física em um estudante pode variar semanalmente, enquanto que a boa forma é o resultado de uma atividade mais prolongada. Checar o índice de massa corporal e o desempenho na corrida nos dá um quadro mais completo do nível de atividade de cada pessoa”, explicou Camilo Ruggero, pesquisador da Universidade de North Texas e principal autor do estudo.

Ele revelou que 28% das garotas do sexto ano e 29% das do sétimo demonstraram graus elevados de sintomas depressivos. No caso dos garotos, as taxas foram de 22% e 19%, respectivamente.

Ao comparar os dados das estudantes e ajustar variáveis, o pesquisador constatou que o nível de atividade física estava diretamente associado aos sintomas, mais ainda entre as adolescentes. Aquelas com melhor índice de massa corporal e que se saíram bem na prova de corrida eram as menos propensas a exibir o comportamento típico da depressão, enquanto o contrário também era verdadeiro.

“Programas de atividade física podem ser uma maneira de ajudar a prevenir a depressão nesses estudantes, embora as escolas devam usar outras intervenções, como terapia comunitária ou individual”, observou Ruggero, na apresentação do estudo. Na adolescência, o distúrbio está associado a diversas causas e pode afetar a saúde geral e o desempenho escolar.

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