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	<title>compostos | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Afinal, como surge um novo medicamento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2020 17:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Medicação para Obesidade e Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[compostos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcela Campelo Rodrigues Silva]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem vai na farmácia e compra um medicamento hoje em dia, muitas vezes desconhece toda a pesquisa e conhecimento que aquela caixinha contém. Antes de chegar em qualquer prateleira, os medicamentos têm que percorrer e vencer uma corrida de obstáculos que pode durar mais de 10 anos. Primeiros passos: descoberta e estudos pré-clínicos Atualmente, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vai na farmácia e compra um medicamento hoje em dia, muitas vezes desconhece toda a pesquisa e conhecimento que aquela caixinha contém. Antes de chegar em qualquer prateleira, os medicamentos têm que percorrer e vencer uma corrida de obstáculos que pode durar mais de 10 anos.</p>
<pre><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; color: #0000ff;"><strong><em>Primeiros passos: descoberta e estudos pré-clínicos</em></strong></span></pre>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, a maioria das descobertas de um princípio ativo (a substância que é responsável pela ação farmacológica) se inicia com a identificação do seu alvo biológico, ou seja, a biomolécula (enzima, proteína, etc&#8230;) com a qual aquele composto tem que interagir para que possa tratar uma doença. Nessa etapa, a <strong>pesquisa básica é realizada principalmente nas universidades, institutos e centros de pesquisas</strong>, sendo a principal fonte de conhecimento para entender as características do alvo biológico. A partir daí, os pesquisadores começam a buscar e produzir uma molécula que seja capaz de atingir o alvo, realizando principalmente testes em células cultivadas em laboratório em placas de vidro, conhecidos como testes <em>in vitro</em>, e os compostos mais promissores são avaliados também em animais (testes <em>in vivo</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">Todas essas avaliações são importantes para averiguar <strong>se o composto é seguro e eficaz</strong> o suficiente para ser administrado em seres humanos. É difícil determinar o tempo médio necessário para essa etapa de pesquisa inicial, mas estima-se que leve de 3 a 6 anos. Em muitos casos, são necessárias várias modificações estruturais do composto até que ele seja considerado seguro, porém é comum que muitos não cheguem a seguir o caminho dos testes clínicos (em humanos)<span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;">.</span></p>
<pre><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; color: #0000ff;"><strong><em>Ensaios clínicos (humanos)</em></strong></span></pre>
<p style="text-align: justify;">Quando se tem dados de eficácia e segurança favoráveis em modelos animais, é chegada a hora de obter permissão perante a agência reguladora do país que, no Brasil, é a <strong><a href="http://portal.anvisa.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ANVISA</a> (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)</strong>, para se iniciar os testes em humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">A etapa de ensaios clínicos pode durar de 6 a 7 anos e cerca de 80% dos compostos que chegam aqui falham (não são seguros e/ou eficazes o suficiente), por isso é também conhecida como o “vale da morte”. Ela é subdividida em 3 fases:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><u>&#8211; Ensaios clínicos de fase 1</u></em></strong><em><u>:</u> </em>algumas dezenas de voluntários saudáveis são recrutados para participar do estudo e avaliar a segurança do medicamento para uso humano, além de determinar a dose mínima que surte algum efeito e a dose máxima tolerada pelo organismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><u>&#8211; Ensaios clínicos de fase 2:</u></em></strong> finalmente chega o momento em que os indivíduos portadores da doença-alvo se tornam voluntários. Mais voluntários são recrutados que na fase 1 porém, em geral, não mais do que algumas centenas. Apesar de poder avaliar a eficácia do medicamento, outros parâmetros ainda são muito importantes nesta etapa, como por exemplo, segurança, dose ideal para o tratamento e possíveis efeitos colaterais a curto prazo. Por ser um estudo mais complexo que o anterior, leva-se mais tempo até obter todas as informações necessárias e, como em todas as etapas até aqui descritas, a taxa de sucesso é muito baixa. Apesar disso, caso um composto passe pela fase 2, as chances de ele ser bem sucedido na fase 3 aumentam consideravelmente para cerca de 70%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><u>&#8211; Ensaios clínicos de fase 3</u></em><u>:</u> </strong>a última etapa dos ensaios clínicos envolve milhares de pacientes em diferentes países e é onde os pesquisadores avaliam a segurança, eficácia e benefício do medicamento, comparando-o com outra opção de tratamento ou placebo. Esses dados serão apresentados à agência de saúde reguladora para que o medicamento seja aprovado ou não para comercialização. A fase clínica 3 é a que toma mais tempo e onde há o maior investimento financeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Com resultados favoráveis na fase 3, todo o conjunto de dados é submetido à avaliação da agência de saúde reguladora. No Brasil, a Anvisa demora em média 3 anos para avaliar e liberar um novo medicamento no mercado.</p>
<pre><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif; color: #0000ff;"><strong><em>Medicamento no mercado, mas o trabalho não para</em></strong></span></pre>
<p style="text-align: justify;">Uma vez permitida a comercialização, os pesquisadores continuam avaliando os medicamentos, o que são conhecidos como estudos de fase 4 ou farmacovigilância. A intenção é identificar possíveis efeitos colaterais a longo prazo e avaliar quão bom está sendo o desempenho do medicamento no tratamento das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Estima-se que todo o processo de desenvolvimento de um novo medicamento necessite mais de 2,5 bilhões de dólares e leve cerca de 10 a 15 anos. Entretanto, em algumas situações específicas como epidemia/pandemia ou quando aquela doença investigada ainda não tem tratamento algum, os ensaios clínicos podem ter seu tempo reduzido. Mesmo nessas condições de maior urgência, ainda é importante que se faça uma avaliação criteriosa para não haver surpresas indesejadas no futuro, quando o medicamento estiver no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/infografico.png"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2252" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/infografico-300x177.png" alt="" width="733" height="433" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/infografico-300x177.png 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/infografico-1024x604.png 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/infografico-768x453.png 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/infografico-1068x630.png 1068w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/infografico.png 1502w" sizes="(max-width: 733px) 100vw, 733px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Schultz, D., Campeau, L. Harder, better, faster. <em> Chem.</em><strong>12, </strong>661–664 (2020). <a href="https://doi.org/10.1038/s41557-020-0510-8">https://doi.org/10.1038/s41557-020-0510-8</a>. Disponível em: &lt;<a href="https://www.nature.com/articles/s41557-020-0510-8#Fig1">https://www.nature.com/articles/s41557-020-0510-8#Fig1</a>&gt;</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Zurdo, J. Developability assessment as an early de-risking tool for biopharmaceutical development. Bioprocess. 1(1), 29–50 (2013). Disponível em: &lt;<a href="https://www.openaccessjournals.com/articles/developability-assessment-as-an-early-derisking-tool-for-biopharmaceutical-development.pdf">https://www.openaccessjournals.com/articles/developability-assessment-as-an-early-derisking-tool-for-biopharmaceutical-development.pdf</a>&gt;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%; text-align: justify;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2268" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/08/marcela-3.jpg" alt="" width="190" height="195" /></p>
<p><strong><em>Marcela Campelo Rodrigues Silva</em></strong><br />
<em><span style="font-family: inherit; font-size: inherit; text-align: left;">Farmacêutica, mestre em Química (IQ/Un</span><span style="font-family: inherit; font-size: inherit; text-align: left;">icamp) e doutoranda na área de Química Medicinal no Laboratório de Síntese Orgânica (IQ/Unicamp), sob orientação do Prof. Dr. Ronaldo Aloise Pilli, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua na investigação de inibidores de quinases subestudadas para estudo da função biológica e potencial aplicação no tratamento oncológico.</span></em></td>
</tr>
</tbody>
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