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	<title>escola | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Hábitos alimentares saudáveis em criança se associam com um melhor desempenho  escolar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jun 2023 01:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho escolar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é novidade para ninguém que a alimentação saudável contribui diretamente  para o crescimento adequado das crianças. Mas você sabia que os hábitos alimentares  são de extrema importância para a construção do conhecimento nessa fase da vida?   Não seria exagero dizer que o processo de aprendizado começa no estômago por  meio de uma alimentação rica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Não é novidade para ninguém que a alimentação saudável contribui diretamente  para o crescimento adequado das crianças. Mas você sabia que os hábitos alimentares  são de extrema importância para a construção do conhecimento nessa fase da vida?  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não seria exagero dizer que o processo de aprendizado começa no estômago por  meio de uma alimentação rica em nutrientes, que engloba todos os grupos alimentares.  Tanto é verdade que as escolas públicas do nosso país contam com o Programa Nacional  de Alimentação Escolar, o PNAE, que, com o oferecimento de refeições durante o  período de estudo da criança, favorece esse processo, evitando que a falta de alimento  contribua para a dispersão dos alunos durante a aula. Somente com o fornecimento de  energia suficiente, garantindo a quantidade adequada de glicose para o cérebro e a  exclusão de situações de desconforto como a fome, é que a aprendizagem ocorrerá de  maneira efetiva.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, uma alimentação com quantidades adequadas de fontes proteicas e  ômega 3, gordura essencial encontrada principalmente nos peixes, contribui  diretamente para um bom desempenho escolar. O baixo consumo de proteínas impacta  no desenvolvimento cerebral reduzindo seu volume e prejudicando a formação de  neurotransmissores, substâncias essenciais para a comunicação adequada do cérebro  com o resto do corpo. Já o consumo de ômega 3 se associa positivamente com a  memória e com o bom funcionamento cerebral, sendo benéfica a inclusão  desses macronutrientes na alimentação da criança.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos demonstram também o efeito das vitaminas e minerais, com destaque  para ferro, zinco, folato, vitamina A e vitaminas do complexo B, nas habilidades  cognitivas, devido a sua influência sobre diversos processos cerebrais como regulação  das vias dos neurotransmissores, transmissões sinápticas, fluidez da membrana e vias de  transdução de sinais, permitindo que a função cerebral seja otimizada durante o  processo de aprendizado. Nesse sentido, uma alimentação para esse fim deve ser  variada com a inclusão de todos os grupos alimentares e com especial atenção para o grupo das carnes, leites e derivados, frutas, legumes e verduras, para garantir que a  recomendação para esses micronutrientes seja atingida.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a dieta ocidental rica em açúcar e gordura saturada parece exercer  efeito negativo sobre o aprendizado e a memória, devendo ser limitado, portanto, o  consumo de alimentos industrializados, como suco de caixinha,  refrigerante, salgadinho, bolacha recheada e doces.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como regra geral, um padrão alimentar com bom aporte de frutas, verduras,  leites e derivados, carnes e ovos, feijão e fontes de carboidrato, como arroz e macarrão, em conjunto com o baixo consumo de alimentos industrializados, deve ser encorajado,  pois fornecerá quantidade suficiente de macronutrientes, vitaminas e minerais,  contribuindo tanto para o desenvolvimento cognitivo quanto para o crescimento da  criança.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar, vamos a algumas dicas práticas que ajudar na adoção de hábitos  alimentares saudáveis nos nossos pequenos: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Realização de 5 a 6 refeições diárias (café-da manhã, lanche da manhã,  almoço, lanche da tarde, jantar e ceia); </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A alimentação deve ser variada incluindo todos os grupos alimentares,  conforme orientado pela pirâmide alimentar (abaixo) </span></li>
</ul>
<p><a href="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2826" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4.jpg" alt="" width="268" height="188" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4.jpg 268w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4-100x70.jpg 100w" sizes="(max-width: 268px) 100vw, 268px" /></a></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Evitar o consumo de balas, refrigerantes e guloseimas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Consumo diário e variado de pelo menos 5 porções de frutas, verduras e  legumes;  </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Consumo de peixes duas vezes por semana; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Consumo diário de 3 porções de leite e seus derivados; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Evitar a substituição de refeições por lanches e alimentos  industrializados; </span></li>
</ul>
<p><b>Referências bibliográficas: </b></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">GÓMES-PINILLA F. Brain foods: the effects of nutrients on brain function. Nat  Rev Neurosci, v.9, n.7, p.568-578, 2008. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">BLEIWEISS-SANDE R. at al. Associations between Food Group Intake, Cognition  and Academic Achievement in Elementary Schoolchildren. Nutrients. 11  (11):2722, 2019. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">JIROUT J. et al. How lifestyle factors affect cogninitive and executive function  and the ability to learn in Children. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA – DEPARTAMENTO DE NUTROLOGIA Manual de Alimentação: orientações para a alimentação do lactente ao  adolescente na escola, na gestante, na prevenção de doenças e segurança  alimentar/Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de  Nutrologia. -4º Ed. – São Paulo: SBP, 2018. 172p.  </span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre a autora: </b></p>
<p><b><a href="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300-1.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-2827 alignleft" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300-1.jpg" alt="" width="288" height="300" /></a>Maria Eduarda Martelli </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; Nutricionista e Mestra em Ciências da Nutrição do Esporte  e metabolismo (FCA-UNICAMP), Doutoranda em Clínica Médica (FCM-UNICAMP) e  aluna do Laboratório de Investigação do Metabolismo e Diabetes, vinculado ao  Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa clínica na área  de obesidade e suas complicações metabólicas com foco no tecido adiposo marrom.</span></p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/habitos-alimentares-saudaveis-em-crianca-se-associam-com-um-melhor-desempenho-escolar/">Hábitos alimentares saudáveis em criança se associam com um melhor desempenho  escolar</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pais e colégios tentam tornar as lancheiras mais saudáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[SobrePeso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2015 18:22:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante uma aula de culinária realizada há pouco tempo no Colégio Vértice, no Campo Belo, garotos de 6 anos fizeram uma descoberta surpreendente. Não só observaram uma batata in natura pela primeira vez na vida como foram informados de que o tubérculo amarelado é a matéria-prima das adoradas fritas. “Vários deles não tinham a menor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante uma aula de culinária realizada há pouco tempo no Colégio Vértice, no Campo Belo, garotos de 6 anos fizeram uma descoberta surpreendente. Não só observaram uma batata in natura pela primeira vez na vida como foram informados de que o tubérculo amarelado é a matéria-prima das adoradas fritas. “Vários deles não tinham a menor ideia disso”, lembra a professora Nazareth Marques. O episódio, ocorrido em uma das melhores escolas da capital, é um triste reflexo dos hábitos alimentares de nossas crianças. Para muitas delas, as frituras fazem parte do dia a dia, e qualquer coisa mais natural parece algo de outro planeta. O resultado disso: quase um terço dos paulistanos entre 2 e 6 anos de idade está acima do peso, segundo um levantamento feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em 2013. “Trata-se de um número muito preocupante, principalmente porque não para de crescer”, afirma o pediatra Mauro Fisberg, especialista em nutrição infantil e autor do estudo. Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou outro dado aterrador: entre os bebês com até 24 meses, um terço conhece refrigerante e 60% deles já comeram bolachas recheadas.</p>
<p>Em cantinas de colégio, o pedido mais comum no balcão é o clássico “Tio, me vê uma coxinha e um guaraná?”. Algumas instituições de ensino resolveram tentar mudar esse hábito. Desde o início do ano, o Vértice permite a venda na lanchonete de apenas versões orgânicas de refrigerante e salgados assados, além de incluir opções de fruta, chás gelados e doces naturais. A unidade de ensino infantil do Colégio Oswald de Andrade, na Vila Madalena, tomou atitude mais radical, com o fechamento da lanchonete no primeiro semestre e a contratação da Nutrical, empresa que elabora cardápios saudáveis em cerca de trinta escolas, atendendo 15 000 alunos. “Profissionalizamos o negócio, tentando não perder o caráter caseiro”, diz a nutricionista Denise Vilella. Agora, em vez das frituras e dos doces, um bufê no intervalo oferece pães integrais, frios (blanquet de peru e queijo fresco), três opções de fruta e sucos. “Atendemos ao pedido dos pais por mudança”, explica a diretora Maria Antonieta Giovedi.</p>
<figure id="attachment_1402" aria-describedby="caption-attachment-1402" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1402" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/09/aula-especial-de-nutricao-na-escola.jpg" alt="aula especial de nutricao na escola" width="620" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-1402" class="wp-caption-text">Aula de Culinária no Palmares: a escola lançou um cartão pré-pago para que os pais possam bloquear a compra de alguns alimentos e bebidas (Foto: Fernando Moraes)</figcaption></figure>
<p>Já na unidade do Alto da Lapa, onde funcionam o ensino fundamental II e o médio, as novidades foram motivadas, quem diria, pelos alunos. Em março de 2014, o grêmio estudantil reuniu-se para reivindicar melhorias na cantina e conquistou o apoio de representantes de classe. “A comida era gordurosa e cara”, conta Camilla Delouya, de 17 anos, do 3º ano do ensino médio. A pressão deu resultado e, no início deste ano, a empresa Cantinatural assumiu os refeitórios e implementou um menu light. “As folhas e os legumes são orgânicos, temos opções vegetarianas e cortamos o refrigerante da cantina”, descreve o dono, André Saad.</p>
<figure id="attachment_1408" aria-describedby="caption-attachment-1408" style="width: 299px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1408" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/09/dica-de-lancheira-para-as-criancas-1.jpg" alt="dica de lancheira para as criancas 1" width="299" height="450" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/09/dica-de-lancheira-para-as-criancas-1.jpg 299w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/09/dica-de-lancheira-para-as-criancas-1-199x300.jpg 199w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/09/dica-de-lancheira-para-as-criancas-1-237x357.jpg 237w" sizes="(max-width: 299px) 100vw, 299px" /><figcaption id="caption-attachment-1408" class="wp-caption-text">Bolinho industrializado (141 calorias), bolachas recheadas (56 calorias), pão branco (128 calorias), embutido (108 calorias), salgadinho industrializado (145 calorias), refrigerante em lata (106 calorias), cereal industrializado (109 calorias) e queijo do tipo petit suisse (50 calorias) (Foto: Fernando Moraes)</figcaption></figure>
<p>As iniciativas não se restringem a mudanças no cardápio. Para aumentar o controle dos pais, o Colégio Palmares, em Pinheiros, adotou há um mês um cartão pré-pago para uso na lanchonete. Com ele, é possível fiscalizar os gastos e também bloquear um produto que não deve ser consumido pelo filho. “Se os pais decidirem que a criança não pode comer determinado salgado, o caixa será impedido de realizar a venda”, explica Francisco Guido, responsável pela cozinha.</p>
<p>A escola passou a oferecer mais opções de suco, pães  integrais, verduras e filetes de cenoura e pepino. O desafio de reverter os maus hábitos alimentares de adolescentes é tão complexo que até mesmo pequenas conquistas são celebradas. “Em dez anos, baixamos a venda de refrigerantes de 200 latas diárias para cinquenta”, afirma Guido. O colégio também alterou o currículo das aulas de culinária, e receitas pesadas como massas deram lugar a saladas e cereais. As trocas colaboraram para mudar a rotina de estudantes como Pedro Pinto, de 9 anos, do 4º ano do ensino fundamental I, que abusava de chocolates e frituras. A conduta reprovável acabou levando a mãe, Wilma Clemente, a ser chamada à diretoria, em maio. “Elaboramos em conjunto um programa de reeducação alimentar e, em três meses, ele perdeu 3 quilos”, comemora.</p>
<p>Outras escolas registraram conquistas curiosas entre seus alunos. Há três anos, a PlayPen Escola Cidade Jardim investiu 200 000 reais na compra de um forno a vapor, que evita a perda de nutrientes, na contratação de uma nutricionista e na reforma do cardápio e da cozinha. No almoço, a lanchonete, proibida de vender refrigerantes e frituras, fica fechada. Os estudantes comem no bufê, que oferece arroz, feijão, saladas variadas, frutas e bolos caseiros. Ali, Sofia, de 8 anos, do 3º ano do ensino fundamental I, teve a oportunidade de experimentar alface pela primeira vez. “Ela sempre foi resistente a legumes, verduras e frutas”, conta sua mãe, a advogada Lisa Alves Lima. “Foi maravilhoso: Sofia chegou em casa toda animada.</p>
<div style="background-color: #c7daee; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p><strong>&#8220;Cola do Lanche&#8221;</strong></p>
<p><strong>Como evitar os principais erros ao estimular hábitos saudáveis</strong></p>
<p><strong>1. Só frutas: para aumentar a variedade de nutrientes, evite montar a lancheira com apenas um grupo de alimentos</strong></p>
<p><strong>2. Frutas ácidas e doces: a mistura pode retardar a digestão e causar mal-estar gástrico, o que dificulta o desenvolvimento do paladar</strong></p>
<p><strong>3. Sucos de caixinha: as versões tradicionais contêm excesso de açúcar, pouca polpa e quase nenhum nutriente</strong></p>
<p><strong>4. Achocolatados: apesar das vitaminas prometidas, eles têm muito açúcar</strong></p>
<p><strong>5. Adoçantes: nem todo “diet” pode ser consumido por crianças. São preferíveis a stevia e a sucralose em detrimento de aspartame, sacarina e ciclamato</strong></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>”Durante o desenvolvimento infantil, o paladar começa a ser construído logo após a criança provar qualquer alimento diferente do leite materno. Se ela está matriculada na escola, o que aprende lá também modela suas preferências de sabor. De olho nisso, o Colégio AB Sabin, na Vila São Francisco, criou uma horta para ser cultivada pelos alunos do período integral, todos com idade entre 1 e 5 anos. Desde o primeiro semestre, além de regar as mudinhas, eles também se alimentam do que plantam. “A criança colhe, lava e, em aula, come um sanduíche ou uma salada”, conta a professora Adriana Tayar.</p>
<p>Não é apenas no ensino privado que a gastronomia está em pauta. Em 2013, uma medição de peso e altura foi realizada em 123 unidades da rede pública estadual. Cerca de 20% dos jovens registraram sobrepeso. “Com os dados em mãos, começamos um trabalho de conscientização”, conta o cardiologista Carlos Alberto Machado, um dos coordenadores da pesquisa. Entre as mudanças operadas, uma das mais significativas é a alteração dos produtos comprados pelo Departamento de Alimentação e Assistência ao Aluno da Secretaria da Educação estadual. O feijão e a carne deixaram de ser enlatados, e o arroz passou a ter versão integral. Desde 2012, o Fundo Social de Solidariedade, ligado à Secretaria de Governo, também investe no plantio de hortas dentro de 29 instituições na capital, atendendo 12 600 alunos. O espaço é usado durante as aulas de ciências, e os itens colhidos são incluídos na merenda. Na rede municipal, artigos provenientes da agricultura estão sendo priorizados como opção aos industrializados. Somente neste ano, a prefeitura investiu cerca de 25 milhões de reais na compra de orgânicos, dez vezes mais que em 2014. Em contrapartida, bolachas e bolinhos recheados foram excluídos da cesta.</p>
<p>Uma boa alimentação durante os primeiros anos de vida é fundamental para a saúde. Estudos indicam que, além de modelar o paladar, a ingestão de açúcares e gorduras em excesso nessa fase amplia o risco de se desenvolverem doenças cardiovasculares e metabólicas na vida adulta. Um relatório de 2014 da Rede Nacional Primeira Infância mostra que existe relação entre o consumo de bebidas adocicadas (como sucos de caixinha) e o aumento da probabilidade de a pessoa ter sobrepeso. Na batalha contra o cardápio “trash”, especialistas afirmam que não é necessário recorrer a radicalismos. “Não precisa extirpar o chocolate da vida do filho, é só ter bom senso na escolha das refeições”, afirma o pediatra Mauro Fisberg. “Eventualmente, em quantidades moderadas, a criança pode comer bolacha recheada.” Na hora de ir à escola, a regra que vale é a do equilíbrio. “Os pais devem selecionar um item de cada grupo: queijos brancos, carnes magras e frutas são sempre bem-vindos”, explica a nutricionista Dyandra Loureiro, do Centro de Obesidade Infantil do Hospital Sabará.</p>
<figure id="attachment_1403" aria-describedby="caption-attachment-1403" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1403" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/09/criancas-aprendendo-a-comer-bem-na-escola.jpg" alt="criancas aprendendo a comer bem na escola" width="620" height="413" /><figcaption id="caption-attachment-1403" class="wp-caption-text">Horta AB Sabin, na Vila São Francisco: plantio e consumo de frutas e legumes (Foto: Fernando Moraes)</figcaption></figure>
<p>As mudanças ocorridas em alguns colégios parecem sugerir que a dupla coxinha e refrigerante está prestes a levar bomba. Na verdade, há ainda muito a avançar nessa área. Para se ter uma ideia do descompasso entre as recomendações de especialistas e a realidade, até dois meses atrás havia um fast-food dentro de uma das melhores escolas de São Paulo. No Colégio Dante Alighieri, nos Jardins, um quiosque do Bob’s vendia refrigerantes e sorvetes desde 2008.</p>
<figure id="attachment_1407" aria-describedby="caption-attachment-1407" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1407" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/09/dica-de-lancheira-para-as-criancas-2.jpg" alt="dica de lancheira para as criancas 2" width="300" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-1407" class="wp-caption-text">Castanhas (190 calorias), frutas com casca ou desidratadas (70 calorias), pão integral (60 calorias), queijo branco (80 calorias), atum (33 calorias), iogurte semi desnatado (90 calorias), cereal integral (105 calorias), cenouras baby (13 calorias) e tomates-cereja (6 calorias) (Foto: Fernando Moraes)</figcaption></figure>
<p>Ele foi substituído em junho por um que oferece salgados integrais, sucos e frutas, com o objetivo de incentivar a alimentação saudável. Não é sempre que as novidades são bem recebidas. Em muitos locais, há forte resistência dos alunos a abandonar o vale-tudo nas refeições. Na unidade do Morumbi da Escola da Vila, houve até protesto quando o pastel e outras frituras foram abolidos da lanchonete, há alguns anos. Na ocasião, adolescentes perseguiam a nutricionista do colégio pelos corredores entoando “Ol, ol, ol, queremos colesterol!”. E, apesar da preocupação dos pais, a vida corrida de hoje serve de desculpa para as derrapagens no planejamento deum cardápio equilibrado. Afinal, é mais cômodo comprar bolos industrializados e sucos de caixinha do que montar sanduíches naturais.</p>
<p>Para facilitar a vida dos pais, algumas empresas passaram a produzir lancheiras saudáveis. Um dos exemplos é a Meu Lanchinho, inaugurada no início do ano como um serviço de delivery pelas empresárias Priscilla Borges, Larissa Santos e Caroline Kamakura. O cliente faz encomendas mensais, pagando entre160 e 340 reais, de acordo com a quantidade de produtos solicitados. Cada pacote contém uma fruta, um sanduíche pequeno de peito de peru ou de queijo, suco natural e, se o pai permitir, uma bolacha doce caseira. As entregas são realizadas diretamente nas escolas. Por enquanto, o serviço está restrito a alguns bairros da Zona Sul. Uma das freguesas é a analista de sistemas Roberta Morais, mãe de Pedro, de 2 anos, matriculado no maternal do Patoxó, no Brooklin. “Não consigo arranjar tempo para ir ao supermercado nem ao hortifrúti”, justifica. Outro recurso disponível é a consultoria. A engenheira de alimentos Mayra Abucham oferece diversas aulas, como de cozimento de papinhas saudáveis e de elaboração de lancheiras, por valores a partir de 1 250 reais. “Entrego à família um roteiro do que fazer de acordo com os hábitos da criança”, explica.</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/pais-e-colegios-tentam-tornar-as-lancheiras-mais-saudaveis/">Pais e colégios tentam tornar as lancheiras mais saudáveis</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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