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	<title>adolescentes | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>A alimentação dos adolescentes que já não era boa, agora está pior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 16:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adolescência é uma fase da vida em que mudanças importantes acontecem no organismo humano e na convivência social dos indivíduos. É na adolescência que o crescimento e a maturação de vários órgãos, inclusive os relacionados ao sistema reprodutor e imunológico, acontecem. Estima-se que, nesse período da vida, ganhamos, em média, 20% da nossa altura, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A adolescência é uma fase da vida em que mudanças importantes acontecem no organismo humano e na convivência social dos indivíduos. É na adolescência que o crescimento e a maturação de vários órgãos, inclusive os relacionados ao sistema reprodutor e imunológico, acontecem. Estima-se que, nesse período da vida, ganhamos, em média, 20% da nossa altura, 50% de nosso peso corporal e 40% da massa óssea que sustenta nosso corpo. É também na adolescência que acontece a maturação de neuro circuitos e intenso remodelamento do cérebro, o que permite que adolescentes tenham alta capacidade de absorverem novos aprendizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa plasticidade do cérebro é, no entanto, uma faca de dois gumes: se por um lado é essencial para o desenvolvimento intelectual dos adolescentes, também favorece que deficiências nutricionais nessa fase sejam capazes de causar déficits permanentes de cognição e de memória, além de desordens emocionais. Por outro lado, a obesidade na adolescência pode causar modificações importantes no centro do cérebro responsável pela sensação de recompensa, o que já foi associado a redução da sensação de saciedade e a comportamentos impulsivos com relação à alimentação, o que, entre outras coisas, faz com que a obesidade na adolescência aumente em 8 vezes a probabilidade de perpetuar a obesidade na vida adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">São fatos como esses que fazem da adolescência uma fase da vida em que a má nutrição é bastante preocupante<strong>. <span style="color: #0000ff;">Então, afinal, como está a alimentação dos adolescentes brasileiros?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/24786-pesquisa-de-orcamentos-familiares-2.html?=&amp;t=o-que-e" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><span style="color: #000000;">Pesquisa de Orçamento Familiar (POF)</span></strong></a>, realizada pelo <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</strong></a></span>, é a principal fonte de informação sobre a alimentação dos brasileiros desde que incluiu no seu questionário uma sessão totalmente dedicada à coleta de dados sobre consumo alimentar, em sua edição de 2008-2009. Desde a primeira edição até a mais recente edição da POF, conduzida em 2017-2018, pesquisadores observaram modificações importantes no hábito alimentar dos brasileiros, especialmente dos adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se, em 2008, os adolescentes já tinham um consumo maior de alimentos ultraprocessados</strong> (refrigerante, biscoito, linguiça, salsicha, mortadela, sanduíches e salgados) <strong>e menor de feijão, saladas, verduras e frutas quando comparados a adultos e idosos, na edição da <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/24786-pesquisa-de-orcamentos-familiares-2.html?=&amp;t=resultados" target="_blank" rel="noopener noreferrer">POF de 2017-2018</a></span>, essa diferença ficou ainda mais preocupante.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em um suplemento especial da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.rsp.fsp.usp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><span style="color: #000000;">Revista de Saúde Pública</span></strong></a></span>, publicado em 2021, pesquisadores do núcleo de assessoria técnica do IBGE apresentaram a comparação entre as duas edições da POF evidenciando que houve redução generalizada no consumo de arroz e feijão, carne, frutas, leite e seus derivados, pão, carne processada e refrigerantes em paralelo a um <strong>aumento no consumo de sanduíches e salgados em todas as faixas etária</strong>, mostrando que a sociedade brasileira caminha para uma substituição do padrão alimentar tradicional por um padrão alimentar importado das grandes potências ocidentais, como os Estados Unidos da América, onde a prevalência de obesidade é assustadoramente alta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o resultado mais preocupante ainda está por vir. A redução no consumo de frutas foi maior nos adolescentes, enquanto a redução dos refrigerantes foi menor nesse mesmo grupo, fazendo com que a qualidade da alimentação dessa faixa etária se distancie ainda mais das demais – o que já não estava bom em 2008, tornou-se ainda pior em 2017.</p>
<p style="text-align: justify;">E, para mostrar a seriedade desse cenário, os pesquisadores traduziram os impactos dessas mudanças no padrão da alimentação dos adolescentes em mudanças na ingestão de micronutrientes importantíssimos para a saúde nessa fase da vida. Em ambos os sexos, o consumo de sódio aumentou. Nos adolescentes do sexo masculino, de 2008 a 2017, a ingestão de cálcio, que já estava baixa em 97,4% dos adolescentes, agora atinge 98,1% deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é nas meninas que o cenário é realmente crítico: a ingestão baixa de cálcio passou de 98% para 99%; a de magnésio aumentou de 58% para 65%; a de fósforo, de 64% aumentou para 71%; a de zinco, de 21% foi para 26%; a de vitamina A, de 69% aumentou para 79%; a de riboflavina (vitamina B2) foi de 27% para 40%; e a de piridoxina (vitamina B6), de 71% para 76%.</p>
<p style="text-align: justify;">Se expostos por tempo prolongado a essas deficiências, os adolescentes podem acabar com quase todos os processos de desenvolvimento do organismo comprometidos. A deficiência de cálcio, por exemplo, além do comprometimento para a formação da massa óssea, principal destino do cálcio no organismo, também compromete o crescimento, impedindo que o adolescente atinja o potencial de altura esperado para a vida adulta. Por sua vez, deficiências de vitamina A e piridoxina, às quais as meninas brasileiras parecem estar sujeitas, podem causar anemia – isso mesmo! Não é apenas a deficiência de ferro que pode causar a redução na quantidade de glóbulos vermelhos no sangue – e a anemia em adolescentes pode comprometer a função do sistema imunológico, o rendimento escolar (muitas vezes com prejuízos ao sucesso profissional desses indivíduos e para a sociedade), e promover alterações comportamentais e emocionais também bastante danosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, então, <span style="color: #0000ff;"><strong>como ajudar nossos adolescentes a aderirem a uma dieta mais saudável?</strong></span> Essa pergunta foi o que estimulou os cientistas a estudarem o comportamento alimentar dos adolescentes em busca de fatores que influenciam as escolhas alimentares nessa faixa etária, a fim de desenhar estratégias que possam utilizar esses fatores a favor de escolhas alimentares saudáveis e sustentáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Segundo um amplo levantamento publicado pela revista científica The Lancet, uma das mais importantes da área da saúde, o ambiente alimentar é o fator mais importante para moldar o padrão alimentar dos adolescentes ao redor do mundo</strong>. Isso porque é nessa fase também que o remodelamento cerebral combinado a altas taxas do hormônio testosterona no sangue favorecem a influência social nas decisões dos adolescentes, aumentando o desejo por independência e autonomia, bem como uma tendência a se arriscarem mais para ganharem aceitação e status entre seus colegas.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse contexto de elevada busca por aceitação social e identidade que, segundo o levantamento, <strong>os adolescentes se importam menos com a qualidade nutricional e com o sabor do que estão comendo e mais com o ato de comer com amigos e, em alguns contextos, com a família.</strong> O ato social de se alimentar, portanto, tem mais valor para o adolescente do que o papel biológico dos nutrientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O valor social da alimentação não seria um problema se esses adolescentes estivessem inseridos em um ambiente onde a alimentação tradicional, composta de alimentos locais e <em>in natura</em>, rica em significado e, também, em nutrientes fosse mais propagandeada do que o padrão alimentar importado de outros países e difundido pelas multinacionais produtoras de alimentos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o cenário no qual o adolescente brasileiro se insere é dominado pelo marketing agressivo das grandes marcas de alimentos ultraprocessados, quase onipresentes – na televisão, nos filmes, nos vídeos do YouTube, nos games, na disposição dos produtos nos supermercados, na venda casada, nas embalagens, no patrocínio de atletas e ídolos e, não menos importante, nas redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">O que aprendemos com esse cenário, então, é que <strong><span style="color: #0000ff;">a adolescência não só é um período crucial para o desenvolvimento humano, mas pode ser também uma janela de oportunidades para a educação nutricional e para modificações no ambiente alimentar.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Munir os adolescentes de argumentos para que façam suas escolhas menos influenciados pelo marketing de alimentos e mais influenciados por sua cultura, valorizando outros aspectos da alimentação tradicional, como, por exemplo, sua contribuição para a preservação do meio ambiente – já que é nessa fase que o engajamento em causas humanitárias e ambientais também aflora de forma mais intensa &#8211; pode ser um meio de direcioná-los a melhores decisões, sem, no entanto, privá-los da independência e da autonomia tão essenciais nessa fase da vida. E, por que não? Usar os recursos de mídias, especialmente as redes sociais a nosso favor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, o ambiente alimentar, como acabamos de aprender, é um fator muito mais influente nessa faixa etária do que o conhecimento e a educação sobre alimentação saudável. Logo, não veremos grandes mudanças sem um comprometimento de agentes públicos e privados que possam, por exemplo, mas não somente, modificar a oferta de alimentos das cantinas; controlar o marketing agressivo das grandes marcas; ou, ainda, melhorar o acesso financeiro e físico aos alimentos tradicionais de cada região do Brasil através de incentivos fiscais e políticas públicas.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li>Lynnette M Neufeld, Eduardo B Andrade, Ahna Ballonoff Suleiman, Mary Barker, Ty Beal, Lauren S Blum, Kathrin M Demmler, Surabhi Dogra, Polly Hardy-Johnson, Anwesha Lahiri, Nicole Larson, Christina A Roberto, Sonia Rodríguez-Ramírez, Vani Sethi, Teresa Shamah-Levy, Sofia Strömmer, Alison Tumilowicz, Susie Weller, Zhiyong Zou. Food choice in transition: adolescent autonomy, agency, and the food environment. The Lancet, Volume 399, Issue 10320, 2022, Pages 185-197, ISSN 0140<span style="color: #000000;">-6736. <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01687-1">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01687-1</a>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009 : análise do consumo alimentar pessoal no Brasil / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. &#8211; Rio de Janeiro : IBGE, 2011. 150 p.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Rodrigues RM, Souza; AM, Bezerra IN, Pereira RA, Yokoo; EM, Sichieri R. Most consumed foods in Brazil: evolution between 2008–2009 and 2017–2018. Rev Saude Publica. 2021;55 Supl 1:4s. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055003406.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Shane A Norris, Edward A Frongillo, Maureen M Black, Yanhui Dong, Caroline Fall, Michelle Lampl, Angela D Liese, Mariam Naguib, Ann Prentice, Tamsen Rochat, Charles B Stephensen, Chiwoneso B Tinago, Kate A Ward, Stephanie V Wrottesley, George C Patton. Nutrition in adolescent growth and development. The Lancet, Volume 399, Issue 10320, 2022, Pages 172-184, ISSN 0140-6736. <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01590-7">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01590-7</a>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Verly-Jr E, Marchioni DM, Araujo MC, De Carli E, Oliveira DCRS, Yokoo EM, et al. Evolução da ingestão de energia e nutrientes no Brasil entre 2008–2009 e 2017–2018. Rev Saude Publica. 2021;55 Supl 1:5s. <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.11606/s1518-%208787.2021055003343">https://doi.org/10.11606/s1518- 8787.2021055003343.</a></span></li>
</ol>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/92638/marina-maintinguer-norde/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="wp-image-2682 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg" alt="" width="190" height="191" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg 298w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-768x774.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto.jpg 828w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></strong><strong>Marina Maintinguer Norde</strong><br />
<em>Nutricionista, mestra e doutora em Nutrição em Saúde Pública (FSP-USP), pesquisadora colaboradora do Laboratório de Investigação em Diabetes e Metabolismo, vinculado ao         Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, atuando em pesquisas epidemiológicas, estudando a qualidade da alimentação da população brasileira e seus reflexos na saúde.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>Cirurgia bariátrica em adolescentes &#8211; o que a Ciência nos diz</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/cirurgia-bariatrica-em-adolescentes-o-que-ciencia-nos-diz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[SobrePeso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2017 18:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Licio A. Velloso* Aobesidade infanto-juvenil é, hoje, um dos temas que geram maior preocupação com relação à saúde pública no mundo. O desenvolvimento precoce da obesidade tem um impacto negativo muito importante na saúde do adulto. Há risco maior de se desenvolver de forma precoce doenças como diabetes, aterosclerose e hipertensão. Em decorrência disso, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6><span style="color: #333333;"><em><strong>por Licio A. Velloso*</strong></em></span></h6>
<p><strong>Aobesidade infanto-juvenil</strong> é, hoje, um dos temas que geram maior preocupação com relação à saúde pública no mundo. O desenvolvimento precoce da obesidade tem um impacto negativo muito importante na saúde do adulto. Há risco maior de se desenvolver de forma precoce doenças como <a href="http://www.sobrepeso.com.br/diabetes-ja-atinge-um-milhao-de-criancas-no-brasil/"><strong>diabetes</strong></a>, <strong>aterosclerose</strong> e <strong>hipertensão</strong>. Em decorrência disso, adultos que foram crianças obesas têm risco elevado para sofrerem infarto do miocárdio (ataque cardíaco) ou acidente vascular cerebral (derrame) quando ainda relativamente jovens. Existem também evidências de que adultos que foram crianças obesas têm menor rendimento profissional, perdem mais dias de trabalho e custam muito mais para os sistemas de saúde.</p>
<p>Não existe hoje qualquer forma de tratamento para a obesidade que seja mais eficiente que a cirurgia bariátrica. </p>
<p>Com todas essas informações em mente, pesquisadores têm se empenhado na busca por soluções que previnam o desenvolvimento precoce da obesidade e tratem adequadamente (e com bons resultados) as crianças e adolescentes que já são obesos. Infelizmente, a maior parte das abordagens que tiveram por objetivo modificar o estilo de vida das pessoas, levando-as a se alimentar de forma mais saudável e a <a href="http://www.sobrepeso.com.br/vale-a-pena-praticar-exercicios-mesmo-em-cidades-com-ar-poluido/">praticar mais exercícios</a>, tiveram resultados muito inferiores ao desejável. Assim, como as abordagens terapêuticas disponíveis não são eficientes, pesquisadores decidiram testar um método muito mais invasivo:  a <strong>cirurgia bariátrica</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #4db2ec;"><strong>CIRURGIA BARIÁTRICA EM ADOLESCENTES &#8211; UM MÉTODO EFICAZ PARA REDUZIR O SOBREPESO?</strong></span></h3>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-1886" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2017/07/cirurgia-bariatrica-em-adolescentes-1.jpg" alt="cirurgia bariatrica em adolescentes" width="700" height="268" /></p>
<p>A cirurgia bariátrica é um procedimento aprovado para tratar adultos obesos, desde que estes tenham obesidade grave [índice de massa corporal (IMC) maior que 40] ou que tenham obesidade moderada (IMC maior que 35), porém com alguma doença que aumente o risco cardiovascular, como hipertensão arterial, diabetes ou aterosclerose.</p>
<p>O IMC é calculado da seguinte forma = peso (kg)/altura (m)<sup>2</sup></p>
<p><strong>Não existe hoje qualquer forma de tratamento para a obesidade que seja mais eficiente que a cirurgia bariátrica</strong>. Entretanto, a cirurgia bariátrica <strong>não é isenta de riscos</strong>. Existe o risco intra-operatório, como problemas com anestesia, ou um sangramento excessivo que seja difícil de ser controlado pelo cirurgião. Existe o risco pós-operatório imediato, por exemplo, infecções ou sangramentos tardios. E existe ainda o risco tardio, como por exemplo deficiências de vitaminas e nutrientes (por causa das modificações cirúrgicas do estômago e intestino, o paciente passa a ter deficiência na absorção de algumas vitaminas e nutrientes).</p>
<p>Os benefícios da cirurgia bariátrica para pessoas obesas é comprovado em diversos estudos científicos, sempre realizados com adultos. Agora, uma nova pesquisa estudou sua eficácia entre os jovens.</p>
<p>Mesmo considerando todos estes riscos, ainda assim, são inquestionáveis os benefícios trazidos pela cirurgia bariátrica. Entretanto, os estudos que nos levam a tais conclusões foram feitos em adultos. Com o objetivo de avaliar os riscos e benefícios da cirurgia bariátrica em adolescentes, um grupo de pesquisadores norte-americanos avaliou 242 adolescentes obesos que foram submetidos ao procedimento cirúrgico. A idade média dos participantes era 17 anos, o IMC era 53 (ou seja, muito obesos) e 12% deles já manifestava diabetes.</p>
<p>O estudo acompanhou os jovens por três anos após a cirurgia. De forma parecida com o que ocorre em adultos, seis meses após a cirurgia, os jovens já haviam perdido 30% do peso inicial. Ao longo do estudo, houve redução considerável e benéfica dos níveis de glicose e lipídeos (colesterol e triglicerídeos) no sangue. Houve, ainda, redução da pressão arterial e melhora da função dos rins. Além disso, houve indiscutível melhora global na qualidade de vida e na autoestima.</p>
<p>Apesar dos benefícios, alguns problemas apareceram. Os principais detectados foram:</p>
<ul>
<li>deficiências de algumas vitaminas, particularmente vitamina B12, e</li>
<li>deficiência de ferritina, uma proteína importante para armazenar ferro no nosso organismo.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #4db2ec;"><strong>CONCLUSÕES DO ESTUDO</strong></span></h3>
<p>Os pesquisadores concluíram que, considerando o grau de obesidade e os riscos que esta condição traz a médio e longo prazo, a cirurgia bariátrica surge como uma opção terapêutica eficiente e com baixo risco, podendo ser considerada uma opção terapêutica em adolescentes. As deficiências de vitaminas e microelementos podem ser facilmente repostas, desde que os pacientes sejam adequadamente acompanhados por uma equipe multidisciplinar qualificada.</p>
<p>Assim, enquanto não dispomos de métodos menos invasivos e igualmente ou mais eficientes, a cirurgia bariátrica começa a ser considerada como uma alternativa para o tratamento também dos nossos jovens muito obesos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Principal referência para esta postagem: <em>Inge TH. The New England Journal of Medicine 2016 374:113.<br />
</em></strong><strong>Texto publicado originalmente no blog <em><a href="http://cienciasaudeliciovelloso.blogspot.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=en-GB&amp;q=http://cienciasaudeliciovelloso.blogspot.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1496803499564000&amp;usg=AFQjCNGv4CMfxgctdzjlHO8na3jahXhS_A">http://<wbr />cienciasaudeliciovelloso.<wbr />blogspot.com.br</a></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="padding: 20px; background: #fcfcfc; border: 2px solid #f5f5f5; border-radius: 5px;">
<p><img loading="lazy" class="wp-image-1820 size-full alignleft" style="padding-top: 20px;" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2017/06/perfil-licio-a-velloso-unicamp.jpg" alt="perfil licio a velloso unicamp" width="234" height="233" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2017/06/perfil-licio-a-velloso-unicamp.jpg 234w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2017/06/perfil-licio-a-velloso-unicamp-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2017/06/perfil-licio-a-velloso-unicamp-210x210.jpg 210w" sizes="(max-width: 234px) 100vw, 234px" /><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Licio A. Velloso</strong> é Professor de Medicina na UNICAMP. Atua nas áreas de obesidade, doenças metabólicas, inflamação e resposta do sistema imune. Autor de mais de 200 artigos científicos. Membro da Academia Brasileira de Ciências e pesquisador do OCRC.</p>
</div><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/cirurgia-bariatrica-em-adolescentes-o-que-ciencia-nos-diz/">Cirurgia bariátrica em adolescentes – o que a Ciência nos diz</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Como a alimentação pode diminuir a agressividade em jovens</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/como-alimentacao-pode-diminuir-agressividade-em-jovens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[SobrePeso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2014 18:03:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[magnésio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos em como a comida afeta nossas vidas, a primeira coisa que logo vem à cabeça é a balança. Afinal, hoje em dia, a alimentação está intimamente associado ao controle do peso. Pouca gente pensa nos alimentos como potenciais alteradores da maneira como nos comportamos no dia-a-dia. É isto mesmo: o que comemos tem uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando pensamos em como a comida afeta nossas vidas, a primeira coisa que logo vem à cabeça é a <strong>balança</strong>. Afinal, hoje em dia, a alimentação está intimamente associado ao <a title="Estudo: tomar pílulas para emagrecer estimula a comilança" href="http://www.sobrepeso.com.br/estudo-tomar-pilulas-para-emagrecer-estimula-comilanca/">controle do peso</a>. Pouca gente pensa nos alimentos como potenciais alteradores da maneira como nos comportamos no dia-a-dia. É isto mesmo: o que comemos tem uma influência enorme no nosso comportamento, na maneira como o cérebro funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Um novo estudo científico ajuda a mostrar este ponto na prática. Segundo o trabalho, deixar de ingerir alimentos ricos em magnésio aumenta bastante as chances de um adolescente ter problemas emocionais, como agressividade e dificuldade em se concentrar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>FILHO IRRITADIÇO? NADA QUE UMA BOA SALADA NÃO AJUDE A RESOLVER!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se o seu filho adolescente está dando dificuldades, vive uma fase rebelde e anda agitado, que tal&#8230;oferecer um pouco mais de comida saudável? Folhas verdes, legumes, sementes e alimentos integrais – alimentos que, no geral, não estão no cardápio da garotada – contêm quantidades ótimas de <strong>magnésio</strong>. Isto pode ajudar a melhorar o humor da meninada, afirma o trabalho científico, publicado no periódico <em>Public Health Nutrition</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">“A ligação entre nutrição e <a title="Treine seu cérebro para comer menos e preferir comidas saudáveis" href="http://www.sobrepeso.com.br/treine-seu-cerebro-para-comer-menos-e-preferir-comidas-saudaveis/">saúde mental</a> é, muitas vezes, ignorada pelas pessoas, e nós esperamos que este estudo ajude a destacar a importância de uma dieta saudável na saúde emocional e no comportamento dos adolescentes”, afirmou a dra. Lucinda Black, uma das autoras do trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-744" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2014/12/adolescente-menino-irritado.jpg" alt="adolescente menino irritado" width="700" height="466" /></p>
<p style="text-align: justify;">O estudo em questão analisou padrões nutricionais e de saúde de milhares de adolescentes australianos e encontrou uma forte correlação entre consumir poucos alimentos ricos em magnésio e déficit de atenção e agressividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos anteriores já sugeriram que suplementos de magnésio podem ser benéficos no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade. A molécula atua no corpo humano como um bloqueador de um complexo de receptores neurológicos envolvidos em ações como agressão, agitação e irritabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">[quote_box_center]Maiores informações: <em>Low dietary intake of magnesium is associated with increased externalising behaviours in adolescents</em>. Public Health Nutr. 2014 Nov 6:1-7. [/quote_box_center]
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #993366;"><strong>FALANDO NISSO&#8230;DICA: RECEITA DE TORTA RÁPIDA DE ESPINAFRE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" class="aligncenter" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2014/09/receita-torta-de-espinafre-700x357.jpg" alt="" width="700" height="357" /></p>
<p><span style="color: #993366;"><strong>INGREDIENTES</strong></span></p>
<ul>
<li>1 ½ xícara (chá) de espinafre cozido</li>
<li>1 xícara (chá) de queijo cottage</li>
<li>1/3 de xícara (chá) de queijo-de-minas light ralado</li>
<li>6 claras</li>
<li>1 ovo</li>
<li>1 cebola média picada</li>
<li>1 pitada de pimento-caiena</li>
<li>1 pitada de noz-moscada</li>
<li>Sal a gosto</li>
<li>Spray de cozinha</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #993366;"><strong>MODO DE PREPARO</strong></span></p>
<ul>
<li>Pré-aqueça o forno.</li>
<li>Em uma frigideira antiaderente, refogue a cebola até ficar translúcida.</li>
<li>Adicione o espinafre, mexa e reserve.</li>
<li>Borrife spray em um refratário par torta.</li>
<li>Espalhe o queijo-de-minas e o espinafre por toda a forma.</li>
<li>Em seprado, bata as claras, o ovo, o cottage e os temperos.</li>
<li>Finalize colocando a mistura sobre o espinafre no refratário.</li>
<li>Asse por cerca de 30 minutos.</li>
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