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	<title>alimentos ultraprocessados | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Obesidade e Mudanças Climáticas – será que há uma relação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2022 18:35:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos ultraprocessados]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas alimentares sustentáveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo vem presenciando a ocorrência, cada vez mais frequente, de eventos climáticos extremos, como tufões, aumentos no nível do mar, volumes impressionantes de chuvas em contraposição com períodos cada vez mais devastadores de seca. Essas são apenas algumas das consequências das tão faladas “Mudanças Climáticas”. O aumento na temperatura do planeta traz tantas consequências [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O mundo vem presenciando a ocorrência, cada vez mais frequente, de eventos climáticos extremos, como tufões, aumentos no nível do mar, volumes impressionantes de chuvas em contraposição com períodos cada vez mais devastadores de seca. Essas são apenas algumas das consequências das tão faladas “Mudanças Climáticas”.</p>
<p style="text-align: justify;">O aumento na temperatura do planeta traz tantas consequências para a saúde dos seres humanos que o fenômeno recebeu a denominação de pandemia pelos especialistas em saúde planetária. Segundo esses cientistas, o aquecimento global prejudica a produtividade agrícola e, portanto, coloca um número enorme de pessoas em risco de fome, além das oscilações na temperatura e umidade contribuírem para a maior incidência de intoxicações alimentares e doenças infecciosas, especialmente aquelas transmitidas por insetos, como a dengue e a malária.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os custos da pandemia de Mudanças Climáticas</strong> (somando os gastos com desastres ambientais, problemas de saúde e redução na emissão de gases de efeito estufa) contabilizam em torno de 5% a 10% do Produto Interno Bruto mundial, esse percentual equivale a um montante que <strong>gira em torno de 4 a 8 trilhões de dólares</strong>. Muito maior do que os 2 trilhões estimados para a pandemia de obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do altíssimo custo para a humanidade, a pandemia de obesidade e a de mudanças climáticas também tem em comum a inércia política. Em outras palavras, para ambas as pandemias, nenhum país obteve sucesso em revertê-las porque, segundo os especialistas, as causas econômicas e sociais que as perpetuam permanecem, em grande parte, intocadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é justamente ao contemplar <strong>os determinantes sociais e econômicos de ambas as pandemias que as semelhanças entre as duas fica ainda mais intrigante</strong>. Muitos determinantes são compartilhados.</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo atual de produção agrícola é um excelente exemplo disso. <strong>A agropecuária é responsável pela ocupação de 40% das terras aráveis, 30% das emissões de gases de efeito estufa e 70% do consumo de água no mundo</strong>. Além disso, o modelo tradicional de monocultura e grandes latifúndios (cultivo de apenas uma espécie de planta em uma extensão territorial enorme) é um grande incentivo para o desmatamento, para a redução da biodiversidade natural e para a contaminação dos solos e recursos hídricos com o uso excessivo de fertilizantes e pesticidas. Todos esses impactos ambientais estão intimamente ligados com as mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align: justify;">É esse mesmo modelo de agropecuária que produz uma variedade menor de alimentos, deixando de abastecer a mesa dos cidadãos com hortifruti variados, focando principalmente na <strong>produção de matéria-prima para a ração animal e para a produção de alimentos ultraprocessados</strong>. O resultado é uma redução da diversidade alimentar e o incentivo ao consumo excessivo de carne vermelha e processada, e de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias, sal, açúcar de adição e gordura saturada e trans.</p>
<p style="text-align: justify;">E por falar em <strong>alimentos ultraprocessados</strong>, o consumo desses alimentos <strong>contribui não só para o aumento da prevalência da obesidade e suas comorbidades, mas para a geração de resíduos sólidos</strong>, já que esse tipo de produto alimentício é comercializado em embalagens plásticas que nem sempre são descartadas da maneira correta, podendo causar diversos impactos ambientais. Nesse caso, por tanto, o slogan “desembrulhe menos e descasque mais” é duplamente vantajoso: para a saúde da população e do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer um outro exemplo? O tão aclamado aleitamento materno não só é uma forma de proteger nossas crianças contra a obesidade e outras doenças no futuro, mas também é um alimento cuja produção é completamente isenta de impactos ambientais e cujo acesso não é tão afetado pelas desigualdades sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso sem falar no transporte desses alimentos. Em um mundo globalizado de grandes extensões de terra destinadas a apenas um produto alimentício, os alimentos são produzidos em um continente e exportados para outro e esse transporte de trajeto cada vez mais longo, aumenta a queima de combustíveis fósseis e exige produtos alimentícios com maior vida de prateleira, mais uma vez favorecendo o consumo de alimentos ultraprocessados que, muitas vezes, são menos perecíveis que os produtos in natura ou minimamente processados.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, investir em uma produção local e mais diversificada de alimentos faria com que alimentos in natura fossem disponibilizados mais frescos e maduros para a população e incentivaria a inclusão dos mesmos nas culturas alimentares locais, além, é claro, de reduzir a emissão de gases de efeito estufa no transporte dos alimentos da porta da fazenda até a mesa do consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, <strong>melhorias que tornem a cadeia de abastecimento de alimentos mais sustentável tem impacto tanto na pandemia de obesidade como nas mudanças climáticas</strong>, podendo poupar a humanidade de altos custos para a saúde e a economia. Reconhecer a importância de mobilizar recursos públicos e sociais para melhorar a maneira como o alimento é produzido, transportado, e propagandeado pode não só reduzir a prevalência da obesidade e suas comorbidades, como também, poupar o nosso planeta Terra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong><br />
Swinburn, B. A.; Kraak, V.I.; Allender, S.; Atkins, V.J.; Baker, P.I.; Bogard, J.R. et al. The Global Syndemic of Obesity, Undernutrition, and Climate Change: The Lancet Commission report. <strong>The Lancet</strong>, v.393, p.791-846, 2019.</p>
<p>Willett, W.; Rockström, J.; Loken, B.; Springmann, M.; Lang, T.; Vermeulen, S. Food in the Anthropocene: the EAT–Lancet Commission on healthy diets from sustainable food systems. <strong>The Lancet</strong>, v.393, p.447-492, 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Jaime, P.; Campello, T.; Monteiro, C.A.; Bortello, A.P.; Yamaoka, M.; Bomfim, M. <strong>Diálogo sobre Ultraprocessados: Soluções para sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis</strong>. Cátedra Josué de Castro, NUPENS: São Paulo, 2021.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/92638/marina-maintinguer-norde/"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2682" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg" alt="" width="189" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg 298w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-768x774.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto.jpg 828w" sizes="(max-width: 189px) 100vw, 189px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Marina Maintinguer Norde</strong><br />
<em>Nutricionista, mestra e doutora em Nutrição em Saúde Pública (FSP-USP), pesquisadora colaboradora do Laboratório de Investigação em Diabetes e Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, atuando em pesquisas epidemiológicas, estudando a qualidade da alimentação da população brasileira e seus reflexos na saúde.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Compreendendo a inflamação de baixa intensidade e o modo como a alimentação pode influenciar nesse processo.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 14:42:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[biomarcadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inflamação é um termo muito conhecido na linguagem médica. Durante a vida, nosso organismo precisa reagir a diversos insultos que alteram o equilíbrio e/ou a integridade de nossas células e tecidos. Essa forma como nosso organismo responde a esses eventos chamamos de resposta inflamatória. Os processos inflamatórios estão presentes tanto em um ralado no joelho, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Inflamação é um termo muito conhecido na linguagem médica. Durante a vida, nosso organismo precisa reagir a diversos insultos que alteram o equilíbrio e/ou a integridade de nossas células e tecidos. Essa forma como nosso organismo responde a esses eventos chamamos de resposta inflamatória. Os processos inflamatórios estão presentes tanto em um ralado no joelho, típico da infância, quanto em patologias mais graves, como infartos e doenças reumáticas. Nesse breve artigo temos como objetivo entender um pouco mais sobre esse processo e a forma como se relaciona com nossos hábitos alimentares.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><em>O que é inflamação?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">O termo <strong>inflamação é utilizado para descrever um conjunto de eventos celulares desencadeados em resposta a microorganismos capazes de causar doenças, as lesões e eventos autoimunes.</strong> Parece complicado, mas quando observamos o local de uma lesão logo vemos a vermelhidão, o inchaço e sentimos dor. São sinais típicos de que o processo de inflamação está acontecendo, mas nem sempre este processo é tão visível assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, percebemos que para que a inflamação aconteça é necessária a ativação de células que recobrem os vasos sanguíneos, o aumento do calibre dos vasos e da permeabilidade vascular, bem como a ativação e atração de células de defesa para o tecido lesionado, a fim de defender nosso organismo e propiciar o retorno ao estado de equilíbrio.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><em>Como o processo de inflamação acontece?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">O processo inflamatório envolve muitos tipos de células de defesa neutrófilos, monócitos, linfócitos, entre outros. Essas células desempenham papel preponderante na ativação das células endoteliais e na atração de outros leucócitos para sítio inflamatório através da produção e secreção de algumas substâncias (biomarcadores inflamatórios). Esse processo pode ser dividido de acordo com as características morfológicas em: (1) inflamação aguda, ocorre dentro de minutos ou horas e envolve principalmente a migração de neutrófilos e, em algumas circunstâncias em que o agente indutor não é removido e esse processo tornar-se persistente, (2) inflamação crônica, se caracteriza sobretudo pela atração de monócito e linfócitos. A inflamação crônica pode estar envolvida na formação de várias de doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes, cânceres e doenças neurodegenerativas como Alzheimer.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><em>Por que falar de inflamação quando o assunto é dieta?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Muitos estudos epidemiológicos e científicos mostram que <strong>há uma associação positiva entre o aumento de biomarcadores inflamatórios e hábitos alimentares não saudáveis.</strong> São eles: aumento do consumo de gorduras saturadas e açúcares e redução do consumo de fibras, além do aumento das calorias ingeridas. Muitas vezes o resultado desses hábitos aparece na balança em decorrência do aumento de tecido adiposo (aquelas gordurinhas indesejadas).</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><em>O que é inflamação de baixa intensidade?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A resposta à dieta desequilibrada não ocorre rapidamente, mas de forma lenta e contínua ao longo da vida</strong>. O que as pesquisas científicas mostram é que há um leve aumento da produção dos biomarcadores inflamatórios tanto em tecidos específicos, como tecido adiposo, quanto de forma sistêmica, no sangue. Portanto, estes indivíduos desenvolvem uma inflamação leve, mas persistente ao ponto de estar associada aos danos em vasos sanguíneos ou ainda dificultar a sinalização de alguns hormônios como a insulina.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns cientistas, com base em estudos populacionais, sugerem que o aumento de alguns biomarcadores inflamatórios como proteína C reativa, IL-18, TNF-α, entre outros poderiam ser utilizados como marcadores para aumento de risco de doenças coronarianas futuras. Mostrando o quanto essa inflamação de baixa intensidade pode representar risco a nossa saúde.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><em>O que podemos fazer para adquirir hábitos que melhorem nossa saúde?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">As pesquisas mostram que <strong>dietas desequilibradas, ou seja, ricas em alimentos saturados como frituras, embutidos, vísceras e carnes gordurosas, <em>fast food</em>, e alimentos ricos em açúcares como doces, chocolate, sorvetes, e balas estão associados ao aumento da sinalização da inflamação.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em contraponto, a alimentação saudável aparece associada a redução dos níveis de biomarcadores inflamatórios, favorecendo a produção de biomarcadores anti-inflamatórios, contribuindo para a prevenção de condições metabólicas relacionadas à manifestação de doenças crônicas.  A alimentação saudável é caracterizada pela mudança de hábitos e da qualidade da alimentação.</p>
<p style="text-align: justify;">A introdução de alimentos<em> in natura</em> como frutas e verduras, além de uso de temperos mais frescos, a mudança da forma de preparo dos alimentos, como redução dos alimentos fritos ou redução do óleo nas preparações. Importante também evitar alimentos processados ou ultraprocessados. Estes podem ser identificados ao olhar o rótulo dos alimentos, sendo que quanto maior o número de ingredientes listados nos rótulos dos alimentos mais processos sofrem os alimentos para ir para prateleira dos mercados. Então procure selecionar alimentos que possuem o menor número de ingredientes listados. Alimentos com alto teor de gordura <em>trans</em> ou saturada listadas nos rótulos também devem ser evitados. Essa mudança de hábitos auxilia então na redução da inflamação e consequente perda de peso melhorando a saúde do indivíduo. Se quiser saber mais sobre alimentação saudável é possível consultar o <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><span style="color: #0000ff;">Guia Alimentar para a população brasileira</span></strong></a>, que se encontra no site do <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Ministério da Saúde</strong></a></span>.</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Medzhitov R. Origin and physiological roles of inflammation. Nature 2008; 454(7203): 428-35.</p>
<p style="text-align: justify;">Kolaczkowska E, Kubes P. Neutrophil recruitment and function in health and inflammation. Nature reviews. Immunology 2013; 13(3): 159-75.</p>
<p style="text-align: justify;">Gonzalez-Muniesa P, Martinez-Gonzalez MA, Hu FB, Despres JP, Matsuzawa Y, Loos RJF, Moreno LA, Bray GA, Martinez JA: Obesity. Nature reviews Disease primers 2017;3:17034.</p>
<p style="text-align: justify;">Ferrante AW Jr. Obesity-induced inflammation: a metabolic dialogue in the language of inflammation. J Intern Med. 2007 Oct;262(4):408-14. doi: 10.1111/j.1365-2796.2007.01852.x. PMID: 17875176.</p>
<p style="text-align: justify;">Ravaut G, Légiot A, Bergeron KF, Mounier C. Monounsaturated Fatty Acids in Obesity-Related Inflammation. Int J Mol Sci. 2020 Dec 30;22(1):330. doi: 10.3390/ijms22010330. PMID: 33396940; PMCID: PMC7795523.</p>
<p style="text-align: justify;">Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 156 p. : il.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%; text-align: justify;"><strong>SOBRE AS AUTORAS:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/7501585906604222" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2542" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Suleyma.png" alt="" width="190" height="203" /></a>Suleyma de Oliveira Costa</strong><br />
<em>Nutricionista e Mestra em Nutrição pela UNICAMP. Doutoranda em Ciências da Nutrição e do Esporte e Metabolismo (FCA/UNICAMP) e aluna do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, atuando em pesquisa científica estudando os efeitos da dieta hiperlipídica na programação fetal.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/4998813922812378" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2464" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Autora-2.png" alt="" width="190" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Autora-2.png 191w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Autora-2-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a>Iracema Monteiro da Silva</strong><br />
<em>Possui graduação em Ciências Biológicas pela UNESP. Mestrado em Ciências Biológicas pela UNESP. Atua como docente adjunto na Universidade Paulista-UNIP. Atua como professor efetivo na rede Estadual de Educação do Estado de São Paulo. Doutoranda em Ciências da Nutrição e do Esporte e Metabolismo (FCA/UNICAMP) e aluna do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, atuando em pesquisa científica estudando os efeitos da dieta hiperlipídica no hipocampo.<strong> </strong></em></p>
<p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/0626818750219274" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2543 size-full" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Livia.png" alt="" width="187" height="185" /></a>Lívia Furquim de Castro</strong><br />
<em>Possui graduação em Biomedicina pelo Centro Universitário Hermínio Ometto &#8211; UNIARARAS &#8211; Araras/SP, mestrado em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Ciências Médicas &#8211; UNICAMP &#8211; Campinas/SP e doutorado em Ciências Médicas, área de concentração Ciências Biomédicas pela Faculdade de Ciências Médicas &#8211; UNICAMP &#8211; Campinas/SP. Atualmente é docente da Universidade Paulista (UNIP) &#8211; Campus de Limeira/SP &#8211; e do Centro Universitário Claretiano &#8211; Campus de Rio Claro/SP. Atua no projeto intitulado Efeitos da gordura interesterificada na imunomodulação da mucosa intestinal e em macrófagos peritoneais derivados de camundongos swiss, desenvolvido no Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades.</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/compreendendo-a-inflamacao-de-baixa-intensidade-e-o-modo-como-a-alimentacao-pode-influenciar-nesse-processo/">Compreendendo a inflamação de baixa intensidade e o modo como a alimentação pode influenciar nesse processo.</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Alimentos ultraprocessados: ruins para as pessoas e para o meio ambiente</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/alimentos-ultraprocessados-ruins-para-as-pessoas-e-para-o-meio-ambiente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[SobrePeso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2015 18:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos ultraprocessados]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Augusto Monteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Alimentar para a População Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>[dropcap]Comer bem requer arregaçar as mangas, vestir o avental e cozinhar sua própria refeição. É o que defende Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e coordenador técnico do ‘Novo Guia Alimentar para a População Brasileira’. “Você não precisa cozinhar a própria comida, alguém pode prepará-la para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[[dropcap]Comer bem requer arregaçar as mangas, vestir o avental e cozinhar sua própria refeição. É o que defende Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e coordenador técnico do ‘<em>Novo Guia Alimentar para a População Brasileira</em>’.</p>
<p>“Você não precisa cozinhar a própria comida, alguém pode prepará-la para você, mas ela não pode basicamente ser feita pela indústria de alimentos”, argumenta Monteiro.</p>
<p>A nova publicação sugere como base da alimentação os alimentos frescos – como frutas, carnes, legumes e ovos – ou minimamente processados – como arroz, feijão e frutas secas. Recomenda ainda evitar os alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes.</p>
<p>Em entrevista concedida à Agência FAPESP, o pesquisador contou como foi o processo de levantamento das evidências científicas que dão o embasamento teórico ao guia. A grande preocupação, destacou Monteiro, foi criar um instrumento útil para qualquer cidadão e não apenas para os especialistas em nutrição. Além de criar uma classificação original para os alimentos com base no grau de processamento, o guia traz informações sobre os impactos ambientais das escolhas alimentares. Fala ainda sobre a importância de um ambiente adequado para as refeições e recomenda que as pessoas comam em boa companhia.</p>
<figure id="attachment_1064" aria-describedby="caption-attachment-1064" style="width: 948px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/03/guia-nutricional-brasileiro-exemplos-de-almoco.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1064" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/03/guia-nutricional-brasileiro-exemplos-de-almoco.jpg" alt="guia nutricional brasileiro exemplos de almoco" width="948" height="841" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/03/guia-nutricional-brasileiro-exemplos-de-almoco.jpg 948w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/03/guia-nutricional-brasileiro-exemplos-de-almoco-300x266.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/03/guia-nutricional-brasileiro-exemplos-de-almoco-402x357.jpg 402w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/03/guia-nutricional-brasileiro-exemplos-de-almoco-544x483.jpg 544w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1064" class="wp-caption-text">Exemplo de almoço citado pelo Guia alimentar para a população brasileira, que recomenda uma dieta baseada em alimentos in natura ou minimamente processados (foto: reprodução &#8220;Guia alimentar para a população brasileira&#8221;)</figcaption></figure>
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<p>A seguir, os principais trechos da entrevista com o pesquisador:</p>
<p><strong>Agência FAPESP</strong> – Como funciona a nova classificação dos alimentos proposta pelo Guia alimentar para a população brasileira?</p>
<p><strong>Carlos Augusto Monteiro</strong> – O entendimento de que alimentos processados podem acarretar problemas para a saúde é antigo, mas impreciso, pois não especifica os tipos de processamento e a natureza dos problemas. Para preencher essa lacuna, nosso núcleo de pesquisa na USP criou uma classificação de alimentos baseada no grau de processamento industrial e que contempla quatro grupos. No primeiro grupo, que deve ser a base da alimentação, estão os alimentos in natura, como frutas e hortaliças. São adquiridos para consumo sem qualquer alteração após deixarem a natureza. Também estão incluídos no primeiro grupo os alimentos minimamente processados, aqueles que antes de sua aquisição foram submetidos a alterações mínimas, como grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado. A segunda categoria corresponde a substâncias extraídas de alimentos in natura ou diretamente da natureza e usadas pelas pessoas em preparações culinárias, como óleos, gorduras, açúcar e sal. Essas substâncias, quando utilizadas, em pequenas quantidades, para temperar e cozinhar alimentos in natura ou minimamente processados, propiciam diversidade e sabor às preparações culinárias, sem comprometer sua composição nutricional. No terceiro grupo estão os produtos fabricados essencialmente com a adição de sal ou açúcar a um alimento in natura ou minimamente processado, como legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães. O consumo desse grupo deve ser limitado a pequenas quantidades, como acompanhamento, e não em substituição a alimentos minimamente processados e preparações culinárias. A quarta categoria, que deve ser evitada, é a dos alimentos ultraprocessados, como <a title="Refrigerantes mudam para enfrentar epidemia de obesidade" href="http://www.sobrepeso.com.br/refrigerantes-mudam-para-enfrentar-epidemia-de-obesidade/">refrigerantes</a>, biscoitos e salgadinhos de pacote. Esses produtos são formulações criadas pela moderna indústria de alimentos, com pouco ou nenhum alimento verdadeiro e grandes quantidades de óleo, sal e açúcar, além de muitas outras substâncias. Essas substâncias são derivadas de constituintes de alimentos ou de outras matérias orgânicas e incluem amidos modificados, isolados de proteínas, soro de leite, gordura hidrogenada e todo o grupo dos aditivos químicos. Os aditivos usados na manufatura de alimentos ultraprocessados têm como função prolongar quase indefinidamente a duração dos produtos e torná-los tão ou mais atraentes do que os alimentos verdadeiros.</p>
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<p><strong>Agência FAPESP</strong> – Por que devemos evitar os alimentos ultraprocessados?</p>
<p><strong>Monteiro</strong> – O ultraprocessamento permite fazer produtos de muito baixo custo e de grande aceitabilidade, durabilidade e conveniência. Isso é conseguido por meio de processos tecnológicos muito sofisticados e uso de ingredientes relativamente baratos, como açúcar, gorduras, sal e aditivos. Além de ter um perfil nutricional intrinsicamente desequilibrado (muito sódio, muito açúcar, muita gordura não saudável), os processos e os ingredientes utilizados no ultraprocessamento levam a produtos que confundem o controle natural da fome e saciedade e que, nesta medida, promovem a obesidade. Primeiro, porque são produtos que contêm grande quantidade de calorias por volume. Segundo, porque, sendo praticamente pré-digeridos e contendo pouca ou nenhuma fibra alimentar, são absorvidos muito rapidamente. Terceiro porque são hiperpalatáveis. De fato, alimentos ultraprocessados são manufaturados para que sejam &#8220;irresistíveis&#8221; e isso é comumente mencionado na propaganda desses produtos. Por último, há a questão da segurança dos aditivos alimentares.</p>
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<figure id="attachment_1065" aria-describedby="caption-attachment-1065" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1065" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Carlos-Augusto-Monteiro-alimentacao-saudavel.jpg" alt="Carlos Augusto Monteiro alimentacao saudavel" width="300" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-1065" class="wp-caption-text">Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenador técnico do Guia alimentar para a população brasileira (foto: arquivo pessoal)</figcaption></figure>
<p><strong>Agência FAPESP</strong> – O guia também aponta desvantagens ambientais do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, certo?</p>
<p><strong>Monteiro</strong> – O ultraprocessamento de alimentos é muito ruim para o ambiente também, pois gera uma grande quantidade de resíduos sólidos e requer maior consumo de água e de energia em comparação aos alimentos minimamente processados. Também representa risco à diversidade de espécies. Como a lógica da indústria é reduzir custos, compram apenas um tipo de laranja, um tipo de milho ou de soja. Quando consumimos diretamente os alimentos, percebemos a diferença entre, por exemplo, variedades de laranjas, de feijões ou de batatas. A cultura culinária garante a perpetuação dessa variedade. Já quando consumimos formulações industriais feitas com base em substâncias extraídas dos alimentos, não conseguimos notar diferenças. Por exemplo, quando a formulação é feita com base em <a title="Receita de Omelete de Batata Doce" href="http://www.sobrepeso.com.br/receita-de-omelete-de-batata-doce/">amido</a>, não há diferença se este amido vem de um ou outro tipo de milho ou mesmo se vem do arroz ou da soja. Dentre os alimentos minimamente processados, o impacto ambiental não é homogêneo e, neste sentido, o guia recomenda que a alimentação esteja baseada em uma variedade de alimentos de origem vegetal, que são os de menor impacto ambiental, e que as carnes vermelhas, em particular, sejam consumidas em pequenas quantidades.</p>
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<p><strong>Agência FAPESP</strong> – Por que julgaram importante incluir orientações sobre o ambiente onde se come e sobre o comer acompanhado?</p>
<p><strong>Monteiro</strong> – Quando comemos sozinho, é maior a probabilidade de ligar uma televisão ou pegar um jornal para ler. Há estudos que mostram que o comer sem prestar atenção na comida (mindless eating, no idioma inglês) prejudica os sensores naturais que nos indicam que a quantidade do que comemos já é suficiente. Quando se compartilha a refeição com mais pessoas, ampliamos naturalmente a variedade de alimentos, que é essencial para a boa alimentação. E também reduz custo. Se cada um come sozinho, a opção mais econômica pode ser comprar algo pronto e pôr no micro-ondas. Essas orientações não são comuns nos guias alimentares e por isso o guia brasileiro tem atraído tanta atenção.</p>
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<p><strong>Agência FAPESP</strong> – A pirâmide alimentar foi definitivamente abolida?</p>
<p><strong>Monteiro</strong> – A pirâmide já havia sido abolida na versão do guia norte-americano de 2010, que apresentava um modelo de prato ideal, com um quarto ocupado por frutas, um quarto por hortaliças, um quarto por grãos e o quarto final por alimentos fontes de proteína, como feijões, carne, peixes e ovos, além de um copo de leite ao lado do prato. O problema é que 60% das calorias consumidas pelos norte-americanos correspondem a produtos ultraprocessados e não há uma orientação clara sobre o consumo desses alimentos. A questão do processamento dos alimentos acaba ficando escamoteada no guia americano. Quando ele recomenda o consumo de grãos, admite o consumo de produtos ultraprocessados como &#8220;cereais matinais&#8221;, muitas vezes contendo mais açúcar do que qualquer cereal. Mesmo quando o guia americano refere a preferência por cereais integrais, ele acaba admitindo biscoitos feitos com farinha integral misturada a açúcar, gordura hidrogenada e outras substâncias e aditivos. Já o guia brasileiro deixa claro que é preciso evitar todo o tipo de alimento ultraprocessado e, para tanto, não se pode abrir mão da preparação caseira dos alimentos. Afinal, alimentos ultraprocessados são feitos para substituir preparações culinárias. Felizmente, no Brasil, diferentemente dos Estados Unidos, a maior parte das pessoas ainda se alimenta de alimentos minimamente processados e preparações culinárias feitas com esses alimentos. E o guia brasileiro quer contribuir para que isso não se modifique.</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/alimentos-ultraprocessados-ruins-para-as-pessoas-e-para-o-meio-ambiente/">Alimentos ultraprocessados: ruins para as pessoas e para o meio ambiente</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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