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	<title>idosos | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>COVID-19: por que pessoas idosas têm um quadro mais grave?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 15:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade. Mas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Mas por que razão pessoas idosas têm um quadro mais severo da doença?
A ciência tem uma explicação para isso?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, é fundamental entender que o <strong>conhecimento científico é fruto de uma construção coletiva</strong> na qual diversos cientistas produzem informações que vão se somando umas às outras. Essas informações devem ser <strong>reproduzidas</strong> (ou seja, resultados semelhantes precisam ser obtidos) por outros cientistas para que sejam <strong>amplamente aceitas</strong> pela comunidade científica. Então, quanto mais tempo passa, mais sabemos sobre um determinado tópico. Como a COVID-19 é uma enfermidade nova, nossa compreensão sobre ela ainda é relativamente limitada. Apesar disso, milhares de <strong>cientistas ao redor do mundo têm se dedicado incansavelmente a produzir conhecimento</strong> tanto sobre a <strong>doença</strong> quanto sobre o <strong>vírus</strong> que a causa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, já são conhecidos <strong>alguns fatores</strong> que contribuem para que o novo coronavírus provoque um <strong>quadro mais preocupante em idosos</strong>. Dado que muitas mudanças fisiológicas acontecem ao mesmo tempo conforme envelhecemos, é provável que <strong>não exista um “único culpado”</strong>, sendo na realidade um fenômeno de <strong>múltiplas causas</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se, por exemplo, que algumas <strong>comorbidades</strong> (como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças respiratórias crônicas e doença renal crônica, entre outras) estão associadas a uma manifestação mais agressiva da COVID-19 e <strong>pessoas idosas em geral têm mais comorbidades</strong>. Essas patologias em geral são acompanhadas por <strong>alterações danosas no funcionamento do sistema imune</strong> e podem fazer com que o indivíduo tenha uma <strong>resposta imune inadequada</strong>. Além disso, algumas dessas doenças, como a hipertensão e a obesidade, provocam um <strong>constante estado de inflamação elevada</strong>, o que pode resultar em ainda mais <strong>dano ao organismo</strong> quando ocorre uma infecção.</p>
<p style="text-align: justify;">Somada a isso, uma outra condição que ocorre durante o envelhecimento é a chamada “<strong>imunossenescência</strong>”, palavra que descreve um <strong>declínio nas funções do sistema imune</strong> relacionado ao <strong>envelhecimento</strong>, incluindo a <strong>perda de competência</strong> para reconhecer patógenos e combater infecções no geral, principalmente <strong>patógenos com os quais ele não teve contato anteriormente</strong>, como é o caso do novo coronavírus. Na COVID-19 (bem como em outras doenças), esse processo <strong>favorece a replicação do agente invasor</strong> (o vírus SARS-CoV-2, neste caso), aumentando a <strong>carga viral</strong> e intensificando sua <strong>virulência</strong>. Em consequência do maior número de partículas virais no organismo, ocorre um profundo aumento de moléculas que promovem <strong>inflamação </strong>(as “citocinas”), como uma <strong>tentativa do corpo de destruir o patógeno</strong>.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>O papel da inflamação no quadro grave da COVID-19</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">A inflamação é um processo fisiológico importante que nosso corpo utiliza para combater micro-organismos invasores. Entretanto, quando ocorre <strong>em excesso, torna-se prejudicial e patológico</strong>. Uma das complicações do <strong>envelhecimento</strong> é a ocorrência de um <strong>aumento de citocinas</strong>, que promove um <strong>estado constante de inflamação</strong> (chamado em inglês de <strong>“<em>inflammaging</em>”)</strong>. Desse modo, a <strong>inflamação</strong> causada por <strong>imunossenescência</strong>, <strong>alta carga viral</strong> e <strong>comorbidades</strong> se <strong>soma</strong> a esse constante estado pró-inflamatório, levando a um fenômeno chamado <strong>“tempestade de citocinas”</strong>, que em última instância pode causar <strong>grave dano aos tecidos</strong>. Contraditoriamente, uma resposta que deveria ser adequada para proteger o organismo de agentes externos é <strong>desregulada durante o envelhecimento</strong> e acaba resultando em <strong>danos ao próprio organismo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, um número crescente de estudos tem demonstrado recentemente que parte da <strong>maior letalidade do novo coronavírus em idosos é consequência do dano celular causado pela “tempestade de citocinas”</strong>. Essa descoberta pode fomentar o <strong>desenvolvimento de fármacos</strong> que <strong>inibam citocinas</strong> específicas envolvidas nesse processo na tentativa de <strong>amenizar o quadro crítico de COVID-19</strong> em idosos e pessoas com comorbidades anteriores, dessa forma <strong>diminuindo a mortalidade</strong> da doença nesses grupos.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Então o que eu posso fazer?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Apesar da ideia de <strong>remédios ou prevenções milagrosas</strong> para a COVID-19 ser tentadora, <strong>o melhor a se fazer para proteger os idosos</strong>, as pessoas com comorbidades e a população em geral é<strong> defender os investimentos na ciência </strong>e<strong> reduzir o risco de contrair COVID-19</strong>. Para isso, é importante <strong>seguir as orientações</strong> que já foram comprovadas <strong>diminuir o contágio</strong>. Algumas delas são:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">evitar aglomerações</li>
<li style="text-align: justify;">sempre usar máscara quando em contato com outras pessoas e/ou quando fora de casa</li>
<li style="text-align: justify;">lavar constantemente as mãos com água corrente e sabão (ou higienizá-las com álcool 70%)</li>
<li style="text-align: justify;">caso identifique sintomas de COVID-19, procurar se isolar e buscar ajuda médica o mais rapidamente possível</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">É oportuno ressaltar que o isolamento social favorece a<strong> inatividade física</strong> e uma <strong>piora nos hábitos</strong>, o que pode levar a um <strong>comprometimento da saúde</strong>, principalmente do sistema imune. Diante disso, é importante estar atento e se educar para <strong>manter hábitos saudáveis</strong> como:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Praticar exercícios físicos de intensidade moderada (com acompanhamento médico no caso de indivíduos que não praticavam antes)</li>
<li style="text-align: justify;">Ter sono adequado e suficiente</li>
<li style="text-align: justify;">Alimentar-se de forma saudável e balanceada</li>
<li style="text-align: justify;">Ingerir água suficiente todos os dias</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Seguindo esses <strong>hábitos</strong> e tomando as <strong>precauções para reduzir o contágio</strong>, é possível <strong>manter o número de casos sob controle até que uma vacina eficaz esteja disponível</strong> e toda a população seja imunizada e protegida.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">CDC. <strong>Center for Disease Control and Prevention</strong>, 2020. Older Adults. Disponível em: &lt;<a href="https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html">https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Fulop T, Larbi A, Dupuis G, et al. Immunosenescence and Inflamm-Aging As Two Sides of the Same Coin: Friends or Foes?. <em>Front Immunol</em>. 2018;8:1960. Published 2018 Jan 10. doi:10.3389/fimmu.2017.01960</p>
<p style="text-align: justify;">Mueller AL, McNamara MS, Sinclair DA. Why does COVID-19 disproportionately affect older people?. <em>Aging (Albany NY)</em>. 2020;12(10):9959-9981. doi:10.18632/aging.103344</p>
<p style="text-align: justify;">Shahid Z, Kalayanamitra R, McClafferty B, et al. COVID-19 and Older Adults: What We Know. <em>J Am Geriatr Soc</em>. 2020;68(5):926-929. doi:10.1111/jgs.16472</p>
<p style="text-align: justify;">WHO. <strong>World Health Organization — Europe</strong>, 2020. Statement – Older people are at highest risk from COVID-19, but all must act to prevent community spread. Disponível em: &lt; <a href="https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread">https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Zhou Y, Yang Q, Chi J, et al. Comorbidities and the risk of severe or fatal outcomes associated with coronavirus disease 2019: A systematic review and meta-analysis. <em>Int J Infect Dis</em>. 2020;99:47-56. doi:10.1016/j.ijid.2020.07.029</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/4457010149957792" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2380" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg" alt="" width="190" height="211" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg 270w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme.jpg 319w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Guilherme Tonon-da-Silva </strong><br />
<em>Biomédico e Mestre em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP), Doutorando em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP) e aluno do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LaBE) da mesma Universidade. Estuda como a restrição calórica melhora a saúde durante o envelhecimento e qual é a participação dos miRNAs (pequenas moléculas de RNA não-codificante com função regulatória) nesse processo.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>COVID-19 e hipertensão: o risco é maior?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2020 16:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos meses, temos vivido com muita apreensão a nova rotina trazida pela pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-Cov-2. Em todo o mundo, milhões de pessoas já foram contaminadas e outras milhares perderam suas vidas na guerra contra esse adversário invisível. Curiosamente, algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis aos danos causados pelo vírus e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nos últimos meses, temos vivido com muita apreensão a nova rotina trazida pela pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-Cov-2. Em todo o mundo, milhões de pessoas já foram contaminadas e outras milhares perderam suas vidas na guerra contra esse adversário invisível. Curiosamente, algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis aos danos causados pelo vírus e pesquisadores têm procurado saber por qual motivo isso acontece. Nesse sentido, algumas doenças têm aparecido com maior frequência entre os indivíduos internados com COVID-19, entre elas a hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipertensão, também conhecida como “pressão alta”, é uma doença crônica que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo. É caracterizada pela elevação sustentada (por longo período) dos níveis de pressão arterial. De acordo com informações do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ministério da Saúde</a>, no Brasil, a hipertensão acomete cerca de 25% dos indivíduos adultos e mais de 60% dos idosos. Além disso, segundo a <a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Organização Mundial da Saúde</a> (OMS), a cada 5 hipertensos, menos de 1 tem a doença sob controle (com a pressão arterial dentro do normal).</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja uma enfermidade silenciosa (progride sem sintomas muito aparentes), a hipertensão é uma das doenças que mais causa mortes diariamente no Brasil. Além disso, é possível que ela possa piorar os desfechos clínicos dos pacientes infectados pelo SARS-Cov-2. De fato, a hipertensão tem sido<strong> a enfermidade mais encontrada</strong> em pacientes hospitalizados com COVID-19. Em estudo realizado na Lombardia, Itália, 49% dos pacientes internados apresentavam hipertensão. Esse número foi ainda maior em uma pesquisa realizada em Nova York, nos Estados Unidos, alcançando 56%. Além disso, um estudo realizado em Wuhan, na China, mostrou que pacientes com pressão alta tiveram risco de óbito por COVID-19 duas vezes maior, em comparação com pacientes sem pressão alta.</p>
<h5><strong><span style="color: #0000ff;">Mas, o que poderia explicar a piora do quadro de saúde dos hipertensos com COVID-19?</span> </strong></h5>
<p style="text-align: justify;">Existem duas principais hipóteses. A primeira deles é a <strong>produção exacerbada de moléculas chamadas de citocinas.</strong> Quando as células do pulmão são infectadas, por exemplo, células do sistema imune localizadas nas proximidades percebem a presença do invasor e liberam moléculas chamadas de citocinas. As citocinas são responsáveis por atrair mais células do sistema imune e induzir a inflamação, mecanismos importantes no combate ao invasor. Se a liberação de citocinas for controlada, o sistema imune e a inflamação são estimulados na medida certa e as células infectadas são eliminadas. O problema é que a pressão alta por si só também estimula a produção de citocinas, ou seja, os hipertensos possuem maior quantidade dessas moléculas no organismo do que o normal. Agora, imagine se duas condições que geram muitas citocinas estiverem acontecendo ao mesmo tempo. Neste caso, pode ocorrer um fenômeno chamado de <strong>“tempestade de citocinas”</strong>, em que os níveis dessas moléculas em todo o organismo são altíssimos, ativando o sistema imune e induzindo a inflamação de forma exacerbada. Como resultado, não apenas as células do local da infecção são prejudicadas, mas também células saudáveis de outros órgãos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 1</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2357" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a-300x201.jpg" alt="" width="601" height="403" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a-300x201.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a.jpg 866w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A segunda hipótese se refere a <strong>alterações na proteína ECA-2</strong>. A proteína ECA-2 desempenha funções importantes no nosso organismo. Ela converte uma molécula chamada angiotensina II em outra molécula chamada de angiotensina 1-7. A angiotensina 1-7 atua como vasodilador (relaxa a parede dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial), antiinflamatório e antitrombótico. Entretanto, a ECA-2 também é utilizada pelo vírus SARS-Cov-2 para entrar nas células e isso pode torná-la inviável para desempenhar suas funções no organismo. Se isso for verdadeiro, a perda de função da ECA-2 causada pela COVID-19, em indivíduos com pressão alta, pode agravar ainda mais o quadro de hipertensão, além de aumentar o risco de trombose. Existe também a possibilidade de que a quantidade de ECA-2 possa estar aumentada em pacientes hipertensos, o que facilitaria a entrada do vírus nas células. Ou ainda, de que o vírus possa infectar as células do coração por meio da ECA-2, comprometendo ainda mais o funcionamento de um órgão que vive sob “muita pressão”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 2</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2360" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-300x217.jpg" alt="" width="555" height="402" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-300x217.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-768x555.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-324x235.jpg 324w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1.jpg 916w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /></a></p>
<h5><span style="color: #0000ff;"><strong>Então, isso significa que os hipertensos são, de fato, mais suscetíveis aos danos causados pela COVID-19?</strong></span></h5>
<p style="text-align: justify;">Ainda é cedo para dizer que a hipertensão por si só é um fator de risco para a COVID-19. O número de hipertensos é grande em todo o mundo, especialmente entre os idosos, o grupo mais vulnerável à COVID-19. Por isso, a quantidade de pessoas diagnosticadas com COVID-19 que possuem hipertensão tende a ser elevado. Dessa forma, <strong>mais estudos são necessários</strong> para esclarecer o efeito de uma doença sobre a outra e tais estudos ainda estão em desenvolvimento.</p>
<h5><span style="color: #0000ff;"><strong>“Sou hipertenso, o que devo fazer para diminuir o risco de complicações por COVID-19?”</strong></span></h5>
<p style="text-align: justify;">A dica mais importante é <strong>controlar sua pressão arterial</strong>, seguindo corretamente o tratamento indicado pelo seu médico. Manter hábitos de vida saudável também ajudam a proteger contra os graves problemas de saúde que a pressão alta pode causar e que devem ser ainda mais evitados durante a pandemia. Por fim, recomendações básicas como lavar bem as mãos, utilizar máscara e evitar aglomerações também são muito importantes, pois a prevenção ainda é o melhor remédio.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 3</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2359" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-300x222.jpg" alt="" width="602" height="446" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-300x222.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-80x60.jpg 80w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-485x360.jpg 485w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a.jpg 587w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Referências</strong></p>
<p>Hypertension. Organização mundial da saúde (OMS). <a href="https://www.who.int/health-topics/hypertension/#tab=tab_1">https://www.who.int/health-topics/hypertension/#tab=tab_1</a></p>
<p>7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Ministério da saúde <a href="http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/revista/24-1.pdf">http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/revista/24-1.pdf</a></p>
<p>Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan, China. <em>Lancet</em>. 2020</p>
<p>Baseline characteristics and outcomes of 1591 patients infected with SARS-CoV-2 admitted to ICUs of the Lombardy Region, Italy. <em>JAMA.</em> 2020</p>
<p>Presenting characteristics, comorbidities, and outcomes among 5700 patients hospitalized with COVID-19 in the New York City Area. <em>JAMA.</em> 2020</p>
<p>COVID-19 patients with hypertension have more severe disease: a multicenter retrospective observational study. <em>Hypertension research. </em>2020</p>
<p>The COVID-19 Cytokine Storm; What We Know So Far. <em>Front. </em><em>Immunol</em>. 2020</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Carine Marmentini<a href="http://lattes.cnpq.br/3325367387474969" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2367" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine-300x296.jpg" alt="" width="190" height="187" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine-300x296.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine.jpg 449w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></strong><br />
<em>Farmacêutica e Mestre em Biociências e Saúde pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Atualmente é doutoranda do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) da UNICAMP e estuda mecanismos de proteção contra a disfunção e morte das células beta pancreáticas.</em></p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
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