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	<title>sistema imune | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Alimentação e doenças relacionadas ao sistema imune</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2021 14:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em relação à alimentação como base para saúde, muitos pacientes acometidos por este conjunto heterogêneo de doenças buscam por alternativas na sua dieta como uma forma de diminuir o processo inflamatório que se mantém ou até mesmo para diminuir o risco de complicações. Porém, ainda é precoce e inconclusivo estabelecer recomendações de exclusão ou restrição [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em relação à alimentação como base para saúde, muitos pacientes acometidos por este conjunto heterogêneo de doenças <strong>buscam por alternativas na sua dieta como uma forma de diminuir o processo inflamatório que se mantém ou até mesmo para diminuir o risco de complicações</strong>. Porém, ainda é precoce e inconclusivo estabelecer recomendações de exclusão ou restrição de dietas específicas e padronizadas com a finalidade de tratar ou evitar o agravamento dessas doenças. Porém, a falta de associações mais claras dessas doenças com a nutrição não anula a necessidade de boas escolhas alimentares associadas com práticas de atividade física, garantindo uma qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pacientes com doenças relacionadas ao sistema imune possuem um risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares aumentado</strong> comparado com a população geral, isso é um fato que deve ser considerado essencial para adoção de hábitos saudáveis pelos pacientes. É importante reiterar os pontos muito bem retratados no “Guia Alimentar para população brasileira”, que uma alimentação balanceada deve ser baseada no consumo de alimentos <em>in natura</em> e minimamente processados (frutas, hortaliças, cereais, tubérculos, leguminosas, legumes, carnes, ovos) e com consumo limitado de alimentos ultraprocessados (alimentos industrializados que, de maneira geral, são desbalanceados nutricionalmente, ricos em sódio, gorduras de má qualidade, açúcares simples e aditivos alimentares). Já é bem estabelecido que <strong>a “dieta ocidental”</strong> &#8211; com alto consumo de ultraprocessados, sódio, açúcares, gordura e proteína animal &#8211; <strong>está associada com uma influência negativa em células do sistema imune</strong>, que são fundamentais para o controle das respostas inflamatórias e modulação do sistema imune. Além disso, algumas vitaminas (A, B6, B12, folato, C, D e E) e oligoelementos (zinco, cobre, selênio, ferro) são indispensáveis para um bom desempenho da função imune.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo feito pela Universidade de São Paulo, já evidenciou <strong>um aumento do risco cardiometabólico em pacientes que possuem artrite reumatóide, caracterizados por um consumo maior de alimentos ultraprocessados</strong>. Enquanto os pacientes que também eram acometidos pela doença, mas consumiam mais alimentos in natura, ou seja, tinham uma alimentação mais natural, possuíam um risco menor. Além disso, já foi demonstrado previamente pelo nosso grupo de estudos que pacientes com doença de Crohn apresentaram uma alta prevalência de sobrepeso e obesidade, levando a um aumento do risco principalmente para doenças cardiovasculares, além de estarem mais suscetíveis à doença ativa e a hospitalização. Também foi observado inadequação dos níveis séricos de nutrientes importantes entre esses pacientes, como ferro e zinco. Nossa pesquisa também demonstrou que pacientes na fase ativa da doença e aqueles que apresentavam um maior número de sintomas, consumiam com maior frequência alimentos pertencentes ao grupo de ultraprocessados, como o suco industrializado e refrigerante. Esses dados nos mostram a necessidade de um aconselhamento nutricional adequado, a fim de melhorar a terapia dietética e a qualidade de vida desses pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/imagem-do-texto.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-2478 aligncenter" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/imagem-do-texto-300x206.jpg" alt="" width="540" height="371" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Diante do atual cenário da pandemia do novo CORONAVÍRUS, as informações relacionadas à alimentação e nutrição têm se propagado de forma muito rápida, inclusive no contexto das doenças relacionadas ao sistema imune. Com o intuito de melhorar a imunidade e reduzir os efeitos causados pela infecção do vírus, o uso de suplementos alimentares tem sido discutido e até mesmo divulgado por meios não oficiais e sem respaldo científico. Porém, é importante destacar que, até o momento, <strong>não há evidências científicas demonstrando que a suplementação possa exercer um papel protetor ou terapêutico em relação à infecção da COVID-19</strong>, nem mesmo que um superalimento ou fórmula nutricional possa alcançar esse objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, a orientação para esses pacientes é que sigam um padrão de alimentação que forneça todos os nutrientes importantes para manter um bom funcionamento do sistema imune, evitando componentes alimentares capazes de estimular o sistema imunológico, como aqueles presentes em produtos processados e ultraprocessados, que podem levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, especialmente a obesidade. Além disso, o consumo deliberado desses alimentos pode aumentar o risco de deficiências nutricionais. Vale ressaltar que as orientações devem ser individualizadas levando-se em consideração todas as dimensões biopsicossocioculturais envolvidas nas escolhas alimentares, como estilo de vida, crenças, intolerâncias, acesso aos alimentos e outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong><br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção<br />
Básica. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da saúde, Secretaria de<br />
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">CALDER, P. C. Nutrition, immunity and COVID-19. BMJ Nutrition, Prevention &amp; Health, v.<br />
3, n. 1, p. 74–92, jun. 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">CFN. Conselho Federal de Nutricionistas. Nota Oficial: Orientações à população e<br />
para os nutricionistas sobre o novo coronavírus. 2020. Disponível em<br />
&lt;https://www.cfn.org.br/index.php/destaques/19913/&gt; Acesso em 08/02/2021.</p>
<p style="text-align: justify;">DE CASTRO, M. M. et al. Impaired nutritional status in outpatients in remission or with active Crohn’s disease – classified by objective endoscopic and imaging assessments. Clinical Nutrition ESPEN, v. 33, p. 60–65, out. 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">DE CASTRO, M. M. et al. Dietary Patterns Associated to Clinical Aspects in Crohn’s Disease<br />
Patients. Scientific Reports, v. 10, n. 1, p. 7033, 27 dez. 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">MANZEL, A. et al. Role of “Western Diet” in Inflammatory Autoimmune Diseases. Current<br />
Allergy and Asthma Reports, v. 14, n. 1, p. 404, 15 jan. 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">SMAIRA, F. I. et al. Ultra-processed food consumption associates with higher cardiovascular risk in rheumatoid arthritis. Clinical Rheumatology, v. 39, n. 5, p. 1423–1428, 4 maio 2020.</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE OS AUTORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/3257867262445133" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2532" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor-279x300.jpg" alt="" width="190" height="205" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor-279x300.jpg 279w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor.jpg 287w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a>Vitor Nascimento dos Santos</strong><br />
<em>Estudante de Nutrição (FCA/UNICAMP), atualmente estudante de mobilidade internacional no curso de Nutrição Humana e Dietética da Universidade de Zaragoza (Espanha). Além disso, fez parte do programa de Iniciação Científica trabalhando com Doenças Inflamatórias Intestinais e o desenvolvimento de deficiências nutricionais e risco cardiovascular nesses pacientes, especialmente na doença de Crohn.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa.jpeg"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2475" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-300x276.jpeg" alt="" width="190" height="175" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-300x276.jpeg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-768x706.jpeg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa.jpeg 960w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong>Maysa Santos</strong><br />
<em>Estudante de Nutrição (FCA/UNICAMP), atualmente é aluna de Iniciação Científica do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, e desenvolve uma pesquisa sobre Doenças Inflamatórias Intestinais e consumo alimentar, em especial o consumo de fibras e FODMAPs e a sua relação com os sintomas em pacientes com doença de Crohn.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/2498062740788230" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2531" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marina.jpg" alt="" width="190" height="226" /></a><strong>Marina Moreira de Castro</strong><br />
<em>Nutricionista (UNIMEP &#8211; Piracicaba), atualmente é aluna de doutorado do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo (FCA/UNICAMP), e do Laboratório de Investigação em Doenças Inflamatórias Intestinais (FCM/UNICAMP) vinculados ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua principalmente na área de pesquisa com Doenças Inflamatórias Intestinais, estudando a microbiota intestinal, o estado nutricional e o consumo alimentar, bem como o desenvolvimento de potenciais biomarcadores fecais na doença de Crohn.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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		<title>COVID-19: por que pessoas idosas têm um quadro mais grave?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 15:30:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade. Mas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Mas por que razão pessoas idosas têm um quadro mais severo da doença?
A ciência tem uma explicação para isso?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, é fundamental entender que o <strong>conhecimento científico é fruto de uma construção coletiva</strong> na qual diversos cientistas produzem informações que vão se somando umas às outras. Essas informações devem ser <strong>reproduzidas</strong> (ou seja, resultados semelhantes precisam ser obtidos) por outros cientistas para que sejam <strong>amplamente aceitas</strong> pela comunidade científica. Então, quanto mais tempo passa, mais sabemos sobre um determinado tópico. Como a COVID-19 é uma enfermidade nova, nossa compreensão sobre ela ainda é relativamente limitada. Apesar disso, milhares de <strong>cientistas ao redor do mundo têm se dedicado incansavelmente a produzir conhecimento</strong> tanto sobre a <strong>doença</strong> quanto sobre o <strong>vírus</strong> que a causa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, já são conhecidos <strong>alguns fatores</strong> que contribuem para que o novo coronavírus provoque um <strong>quadro mais preocupante em idosos</strong>. Dado que muitas mudanças fisiológicas acontecem ao mesmo tempo conforme envelhecemos, é provável que <strong>não exista um “único culpado”</strong>, sendo na realidade um fenômeno de <strong>múltiplas causas</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se, por exemplo, que algumas <strong>comorbidades</strong> (como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças respiratórias crônicas e doença renal crônica, entre outras) estão associadas a uma manifestação mais agressiva da COVID-19 e <strong>pessoas idosas em geral têm mais comorbidades</strong>. Essas patologias em geral são acompanhadas por <strong>alterações danosas no funcionamento do sistema imune</strong> e podem fazer com que o indivíduo tenha uma <strong>resposta imune inadequada</strong>. Além disso, algumas dessas doenças, como a hipertensão e a obesidade, provocam um <strong>constante estado de inflamação elevada</strong>, o que pode resultar em ainda mais <strong>dano ao organismo</strong> quando ocorre uma infecção.</p>
<p style="text-align: justify;">Somada a isso, uma outra condição que ocorre durante o envelhecimento é a chamada “<strong>imunossenescência</strong>”, palavra que descreve um <strong>declínio nas funções do sistema imune</strong> relacionado ao <strong>envelhecimento</strong>, incluindo a <strong>perda de competência</strong> para reconhecer patógenos e combater infecções no geral, principalmente <strong>patógenos com os quais ele não teve contato anteriormente</strong>, como é o caso do novo coronavírus. Na COVID-19 (bem como em outras doenças), esse processo <strong>favorece a replicação do agente invasor</strong> (o vírus SARS-CoV-2, neste caso), aumentando a <strong>carga viral</strong> e intensificando sua <strong>virulência</strong>. Em consequência do maior número de partículas virais no organismo, ocorre um profundo aumento de moléculas que promovem <strong>inflamação </strong>(as “citocinas”), como uma <strong>tentativa do corpo de destruir o patógeno</strong>.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>O papel da inflamação no quadro grave da COVID-19</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">A inflamação é um processo fisiológico importante que nosso corpo utiliza para combater micro-organismos invasores. Entretanto, quando ocorre <strong>em excesso, torna-se prejudicial e patológico</strong>. Uma das complicações do <strong>envelhecimento</strong> é a ocorrência de um <strong>aumento de citocinas</strong>, que promove um <strong>estado constante de inflamação</strong> (chamado em inglês de <strong>“<em>inflammaging</em>”)</strong>. Desse modo, a <strong>inflamação</strong> causada por <strong>imunossenescência</strong>, <strong>alta carga viral</strong> e <strong>comorbidades</strong> se <strong>soma</strong> a esse constante estado pró-inflamatório, levando a um fenômeno chamado <strong>“tempestade de citocinas”</strong>, que em última instância pode causar <strong>grave dano aos tecidos</strong>. Contraditoriamente, uma resposta que deveria ser adequada para proteger o organismo de agentes externos é <strong>desregulada durante o envelhecimento</strong> e acaba resultando em <strong>danos ao próprio organismo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, um número crescente de estudos tem demonstrado recentemente que parte da <strong>maior letalidade do novo coronavírus em idosos é consequência do dano celular causado pela “tempestade de citocinas”</strong>. Essa descoberta pode fomentar o <strong>desenvolvimento de fármacos</strong> que <strong>inibam citocinas</strong> específicas envolvidas nesse processo na tentativa de <strong>amenizar o quadro crítico de COVID-19</strong> em idosos e pessoas com comorbidades anteriores, dessa forma <strong>diminuindo a mortalidade</strong> da doença nesses grupos.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Então o que eu posso fazer?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Apesar da ideia de <strong>remédios ou prevenções milagrosas</strong> para a COVID-19 ser tentadora, <strong>o melhor a se fazer para proteger os idosos</strong>, as pessoas com comorbidades e a população em geral é<strong> defender os investimentos na ciência </strong>e<strong> reduzir o risco de contrair COVID-19</strong>. Para isso, é importante <strong>seguir as orientações</strong> que já foram comprovadas <strong>diminuir o contágio</strong>. Algumas delas são:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">evitar aglomerações</li>
<li style="text-align: justify;">sempre usar máscara quando em contato com outras pessoas e/ou quando fora de casa</li>
<li style="text-align: justify;">lavar constantemente as mãos com água corrente e sabão (ou higienizá-las com álcool 70%)</li>
<li style="text-align: justify;">caso identifique sintomas de COVID-19, procurar se isolar e buscar ajuda médica o mais rapidamente possível</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">É oportuno ressaltar que o isolamento social favorece a<strong> inatividade física</strong> e uma <strong>piora nos hábitos</strong>, o que pode levar a um <strong>comprometimento da saúde</strong>, principalmente do sistema imune. Diante disso, é importante estar atento e se educar para <strong>manter hábitos saudáveis</strong> como:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Praticar exercícios físicos de intensidade moderada (com acompanhamento médico no caso de indivíduos que não praticavam antes)</li>
<li style="text-align: justify;">Ter sono adequado e suficiente</li>
<li style="text-align: justify;">Alimentar-se de forma saudável e balanceada</li>
<li style="text-align: justify;">Ingerir água suficiente todos os dias</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Seguindo esses <strong>hábitos</strong> e tomando as <strong>precauções para reduzir o contágio</strong>, é possível <strong>manter o número de casos sob controle até que uma vacina eficaz esteja disponível</strong> e toda a população seja imunizada e protegida.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">CDC. <strong>Center for Disease Control and Prevention</strong>, 2020. Older Adults. Disponível em: &lt;<a href="https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html">https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Fulop T, Larbi A, Dupuis G, et al. Immunosenescence and Inflamm-Aging As Two Sides of the Same Coin: Friends or Foes?. <em>Front Immunol</em>. 2018;8:1960. Published 2018 Jan 10. doi:10.3389/fimmu.2017.01960</p>
<p style="text-align: justify;">Mueller AL, McNamara MS, Sinclair DA. Why does COVID-19 disproportionately affect older people?. <em>Aging (Albany NY)</em>. 2020;12(10):9959-9981. doi:10.18632/aging.103344</p>
<p style="text-align: justify;">Shahid Z, Kalayanamitra R, McClafferty B, et al. COVID-19 and Older Adults: What We Know. <em>J Am Geriatr Soc</em>. 2020;68(5):926-929. doi:10.1111/jgs.16472</p>
<p style="text-align: justify;">WHO. <strong>World Health Organization — Europe</strong>, 2020. Statement – Older people are at highest risk from COVID-19, but all must act to prevent community spread. Disponível em: &lt; <a href="https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread">https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Zhou Y, Yang Q, Chi J, et al. Comorbidities and the risk of severe or fatal outcomes associated with coronavirus disease 2019: A systematic review and meta-analysis. <em>Int J Infect Dis</em>. 2020;99:47-56. doi:10.1016/j.ijid.2020.07.029</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/4457010149957792" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2380" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg" alt="" width="190" height="211" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg 270w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme.jpg 319w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Guilherme Tonon-da-Silva </strong><br />
<em>Biomédico e Mestre em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP), Doutorando em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP) e aluno do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LaBE) da mesma Universidade. Estuda como a restrição calórica melhora a saúde durante o envelhecimento e qual é a participação dos miRNAs (pequenas moléculas de RNA não-codificante com função regulatória) nesse processo.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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