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	<title>ganho de peso | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Antipsicóticos: Uma faca de dois gumes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 12:42:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para quê são usados os antipsicóticos? O cérebro é um órgão complexo, capaz de pensar, processar, raciocinar, memorizar, relembrar e controlar o corpo e suas funções. Mas essa máquina biológica interligada precisa manter um equilíbrio constante para poder exercer suas funções, e esse equilíbrio é muito sensível. Por esse motivo, qualquer sutil mudança nos processos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><span style="font-size: 14pt;">Para quê são usados os antipsicóticos?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">O cérebro é um órgão complexo, capaz de pensar, processar, raciocinar, memorizar, relembrar e controlar o corpo e suas funções. Mas essa máquina biológica interligada precisa manter um equilíbrio constante para poder exercer suas funções, e esse equilíbrio é muito sensível. Por esse motivo, <strong>qualquer sutil mudança nos processos biológicos no cérebro pode acarretar desregulações abrangentes, levando a distúrbios mentais</strong> como a esquizofrenia e o transtorno bipolar.</p>
<p style="text-align: justify;">A interligação dos diferentes tipos de células e das diferentes regiões no cérebro, além da abrangência dos fatores de risco dificultam o estudo das origens de um certo distúrbio. <strong>A primeira linha de tratamento medicamentoso da esquizofrenia é através dos antipsicóticos</strong>, que reduzem alguns dos sintomas e ajudam o paciente a separar o que é real e o que é imaginário. Existem diversos tipos de antipsicóticos, mas em geral, eles agem em um receptor na superfície das células no cérebro chamado receptor D2, reduzindo o sinal que esse receptor pode transmitir.</p>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">Como os antipsicóticos podem causar efeitos colaterais?</span></p>
<p style="text-align: justify;">Dentro de um cérebro saudável, várias moléculas são responsáveis por enviar sinais de uma célula a outras, chamadas neurotransmissores, que possuem efeitos tanto no sistema nervoso central quanto em outras regiões do corpo. No entanto, alguns destes neurotransmissores compartilham estruturas parecidas, e considerando que os antipsicóticos se ligam justamente aos receptores destas moléculas, um único antipsicótico pode ter um efeito sobre muitos receptores além do seu alvo terapêutico. <strong>É dessa falta de especificidade e da presença dos receptores-alvo pelo corpo inteiro que surgem os efeitos colaterais dos antipsicóticos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, quando os antipsicóticos, despropositadamente, ligam-se aos receptores de histamina, isso pode induzir sonolência; a ligação aos receptores de acetilcolina pode ressecar a boca e embaçar a visão; e a interação com os receptores de epinefrina pode dessensibilizar uma pessoa a insulina, aumentando o risco de desenvolver diabetes. Mas <strong>um dos efeitos colaterais mais desencorajadores aos pacientes é o ganho de peso, frequentemente levando os pacientes a pularem doses ou até desistirem do tratamento<sup>1</sup>.</strong></p>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">Como os antipsicóticos causam ganho de peso?</span></p>
<p style="text-align: justify;">Esse ganho de peso é mais comumente visto em resposta aos antipsicóticos de segunda geração (que incluem clozapina e olanzapina), porém a maioria dos antipsicóticos podem induzir um ganho de peso em graus diferentes<sup>2</sup>. Por esse motivo, aproximadamente <strong>um terço dos pacientes com esquizofrenia apresentam sintomas da síndrome metabólica</strong>, incluindo um ganho de peso, a desregulação de glicose e distúrbios no metabolismo de lipídios<sup>3</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de várias pesquisas e muitos avanços, esse problema multifacetado ainda não tem solução. Já se sabe que o receptor de histamina H1 pode ser responsável por uma parte do ganho de peso<sup>4</sup>, mas a atividade dos antipsicóticos numa região do cérebro chamada hipotálamo<sup>5</sup> e desequilíbrios na quantidade de mitocôndrias nas células<sup>6</sup> também têm seus papéis.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora do cérebro, os antipsicóticos afetam outras funções no corpo, muitas indesejadas, mas inevitáveis. Por exemplo, quando tratados com um antipsicótico, um paciente pode exibir um aumento na produção de glicose no fígado<sup>7</sup> e um aumento na quantidade de insulina e de um hormônio que sinaliza fome chamado grelina<sup>8</sup>. Além disso, já foi confirmado que <strong>alguns antipsicóticos podem ativar vias de sinalização diretamente nos adipócitos, as células que armazenam gordura</strong>, promovendo o acúmulo de lipídios e a maturação das células<sup>9</sup> .</p>
<p><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso.png"><img loading="lazy" class=" wp-image-2700 aligncenter" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-300x210.png" alt="" width="673" height="471" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-300x210.png 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-1024x717.png 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-768x538.png 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-1536x1075.png 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-2048x1434.png 2048w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-100x70.png 100w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-1068x748.png 1068w" sizes="(max-width: 673px) 100vw, 673px" /></a></p>
<p><span style="font-size: 14pt; color: #0000ff;">A importância de seguir com o tratamento</span></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso faz com que 1 em cada 5 pacientes com esquizofrenia seja obeso<sup>10</sup>; entretanto, mesmo frente aos indesejáveis efeitos colaterais, para o bem do tratamento, os pacientes devem continuar tomando os remédios. <strong>Os sintomas voltam em 95% dos pacientes que param de tomar a medicação<sup>11</sup>. Além disso, a não aderência ao tratamento piora a prognose de um paciente, dificultando futuras opções<sup>12</sup></strong>. Por esse motivo, é importante que o paciente e sua família sempre relatem dificuldades ao médico, já que várias opções existem para ajudar a atenuar os sintomas da esquizofrenia. Além das opções de antipsicóticos que possuem uma tendência menor de causar um certo efeito colateral, existem mudanças no estilo de vida que comprovadamente ajudam na redução do ganho de peso<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas futuras ainda vão revelar as causas exatas desses efeitos colaterais e proporão maneiras de reduzi-los. Por exemplo, existem vários estudos que estão investigando as melhores formas de diminuir os efeitos colaterais metabólicos oriundos dos remédios. Mais de 20 compostos químicos já estão sendo estudados para uso complementar aos antipsicóticos<sup>2</sup> . Com os avanços da medicina, tratamentos cada vez melhores virão, mas por enquanto é necessário manejar os efeitos colaterais juntamente com os benéficos efeitos terapêuticos dos antipsicóticos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong><br />
1. Weiden, P. J., Mackell, J. A. &amp;amp; McDonnell, D. D. Obesity as a risk factor for antipsychotic noncompliance. Schizophr Res 66, 51–57 (2004).</p>
<p style="text-align: justify;">2. Dayabandara, M. et al. Antipsychotic-associated weight gain: management strategies and impact on treatment adherence. Neuropsychiatr Dis Treat 13, 2231–2241 (2017).</p>
<p style="text-align: justify;">3. Vancampfort, D. et al. Risk of metabolic syndrome and its components in people with schizophrenia and related psychotic disorders, bipolar disorder and major depressive disorder: a systematic review and meta-analysis. World Psychiatry 14, 339–347 (2015).</p>
<p style="text-align: justify;">4. Kroeze, W. K. et al. H1-histamine receptor affinity predicts short-term weight gain for typical and atypical antipsychotic drugs. Neuropsychopharmacology 28, 519–526 (2003).</p>
<p style="text-align: justify;">5. Li, L. et al. The atypical antipsychotic risperidone targets hypothalamic melanocortin 4 receptors to cause weight gain. Journal of Experimental Medicine 218, e20202484 (2021).</p>
<p style="text-align: justify;">6. del Campo, A. et al. Metabolic Syndrome and Antipsychotics: The Role of Mitochondrial Fission/Fusion Imbalance. Frontiers in Endocrinology 9, (2018).</p>
<p style="text-align: justify;">7. Siafis, S., Tzachanis, D., Samara, M. &amp;amp; Papazisis, G. Antipsychotic Drugs: From Receptor-binding Profiles to Metabolic Side Effects. Curr Neuropharmacol 16, 1210–1223 (2018).</p>
<p style="text-align: justify;">8. Weston-Green, K., Huang, X.-F., Lian, J. &amp;amp; Deng, C. Effects of olanzapine on muscarinic M3 receptor binding density in the brain relates to weight gain, plasma insulin and metabolic hormone levels. Eur Neuropsychopharmacol 22, 364–373 (2012).</p>
<p style="text-align: justify;">9. Cottingham, C. M., Patrick, T., Richards, M. A. &amp;amp; Blackburn, K. D. Tricyclic antipsychotics promote adipogenic gene expression to potentiate preadipocyte differentiation in vitro. Hum Cell 33, 502–511 (2020).</p>
<p style="text-align: justify;">10. Mitchell, A. J., Vancampfort, D., De Herdt, A., Yu, W. &amp;amp; De Hert, M. Is the prevalence of metabolic syndrome and metabolic abnormalities increased in early schizophrenia? A comparative meta-analysis of first episode, untreated and treated patients. Schizophr Bull 39, 295–305 (2013).</p>
<p style="text-align: justify;">11. Zipursky, R. B., Menezes, N. M. &amp;amp; Streiner, D. L. Risk of symptom recurrence with medication discontinuation in first-episode psychosis: A systematic review. Schizophrenia Research 152, 408–414 (2014).</p>
<p style="text-align: justify;">12. Chesney, E., Goodwin, G. M. &amp;amp; Fazel, S. Risks of all-cause and suicide mortality in mental disorders: a meta-review. World Psychiatry 13, 153–160 (2014).</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/689234/bradley-joseph-smith/"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2698" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-300x300.jpg" alt="" width="190" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-300x300.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-768x768.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-1536x1536.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-2048x2048.jpg 2048w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-1068x1068.jpg 1068w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bradley J. Smith</strong><br />
<em>Bioquímico, doutorando em Bioinformática (IB/UNICAMP). Aluno do Laboratório de Neuroproteômica, vinculado ao programa de Genética e Biologia Molecular, estudando os efeitos proteômicos e epiproteômicos de antipsicóticos no cérebro e nos adipócitos através da espectrometria de massas.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Tireoide engorda?</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2021 15:30:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Tireoide engorda?” Essa é uma pergunta muito frequente nos consultórios. As pessoas morrem de medo de ter a “tireoide que engorda”. Afinal, o que é a tireoide? Qual a sua relação com a obesidade? TIREOIDE, UMA ILUSTRE DESCONHECIDA A tireoide é uma glândula endócrina tão popular quanto incompreendida. Sinal disso são os inúmeros mitos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Tireoide engorda?” Essa é uma pergunta muito frequente nos consultórios. As pessoas morrem de medo de ter a “tireoide que engorda”. Afinal, o que é a tireoide? Qual a sua relação com a obesidade?</p>
<pre><strong>TIREOIDE, UMA ILUSTRE DESCONHECIDA</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">A tireoide é uma glândula endócrina tão popular quanto incompreendida. Sinal disso são os inúmeros mitos e crenças em torno dela e a frequente confusão que existe entre o nome do órgão com a sua própria doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Este órgão macio, em forma de borboleta, <strong>localiza-se discretamente na frente do pescoço</strong>, pouco abaixo da pele. As suas “asas” (os lobos) abraçam a traqueia, logo abaixo do pomo de Adão (ou popularmente, o gogó) &#8211; como se fosse uma pequenina gravata-borboleta.</p>
<p style="text-align: justify;">O sistema endócrino é formado por uma complexa rede de órgãos (glândulas endócrinas) e células especializadas que secretam hormônios, substâncias que permitem a comunicação a distância entre as células, ativando ou desativando diversas funções.</p>
<p style="text-align: justify;">A palavra “hormônio” deriva do grego “hormaein”, que significa “por em movimento, estimular, excitar”. <strong>Os hormônios tireoidianos</strong>, chamados T4 e T3, são a melhor expressão disso: eles <strong>são fundamentais para acelerar a atividade de praticamente todas as células</strong>, com efeitos notáveis no crescimento, no cérebro, no coração, no sistema digestivo, no fígado, no sistema reprodutor, nos rins, na pele e no tecido gorduroso, entre outros.</p>
<pre><strong>Você tem a “TIREOIDE QUE ENGORDA” ou a “TIREOIDE QUE EMAGRECE”?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Essa pergunta é um típico caso em que o nome da glândula se confunde com os problemas que ela sofre. O órgão propriamente dito, claro, não engorda nem emagrece. Entretanto, seu mal funcionamento pode afetar o metabolismo e resultar em alterações do peso, entre outras manifestações.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (HIPERTIREOIDISMO) ou em quantidade insuficiente (HIPOTIREOIDISMO), que é o caso mais comum.</p>
<p style="text-align: justify;">O hipertireoidismo acelera excessivamente o metabolismo e o indivíduo pode emagrecer, perdendo tanto gordura como massa muscular.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em alguns casos de hipotireoidismo, com deficiência hormonal mais grave, é possível acumular mais gordura, além de haver uma maior retenção de líquidos no organismo, favorecendo o ganho de peso.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, na maioria das vezes, o diagnóstico do hipotireoidismo é feito precocemente, por exames de rotina, e o tratamento é preventivo – ou seja, não há chance de engordar.</p>
<p style="text-align: justify;">Se houver atraso no tratamento, é possível que a deficiência hormonal progrida para um quadro mais sério, a ponto de haver ganho de peso – mas, mesmo nestes casos, o ganho dificilmente ultrapassa 5 kg.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A maior parte das pessoas que tem excesso de peso não tem doenças da tireoide. E quem tem doenças da tireoide pode ter sobrepeso ou obesidade, como qualquer outra pessoa, mas não por causa disso.</strong></p>
<pre><strong>ESTOU EM TRATAMENTO PARA HIPOTIREOIDISMO E NÃO CONSIGO EMAGRECER. E AGORA?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;"><strong>A reposição adequada do hormônio da tireoide corrige a deficiência (hipotireoidismo) e faz com que a pessoa tenha o metabolismo praticamente normal, e assim evita o ganho de peso. Neste caso, o hipotireoidismo não pode ser responsabilizado.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na imensa maioria das vezes, a tireoide não tem responsabilidade, pois há diversos outros fatores muito mais importantes, como a genética, os hábitos de vida e diversas condições de saúde física e psicológica, incluindo o estresse.</p>
<pre><strong>NÃO CONSIGO EMAGRECER. TENHO QUE FAZER EXAMES DA TIREOIDE?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Quando há ganho de peso e dificuldade para perdê-lo, o importante é descartar uma doença da tireoide, ainda que raramente seja esse o problema. Muitas vezes outras queixas também levantam a suspeita, como cansaço, desânimo e sonolência.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, é tão importante fazer exames laboratoriais hormonais &#8211; e interpretá-los corretamente &#8211; antes de atribuir as queixas e o acúmulo de gordura às doenças tireoidianas.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal exame solicitado é o TSH, o hormônio estimulante da tireoide. Como se percebe, ele não é produzido pela tireoide, mas sim é aquele que controla as funções da glândula, produzido pela hipófise &#8211; a glândula mestre do sistema endócrino.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a tireoide está deficiente, o TSH se eleva para estimulá-la. Ao contrário, se há excesso de hormônio, o TSH se reduz.</p>
<p style="text-align: justify;">Graças a essa regulação, os hormônios da tireoide, T4 e T3, normalmente permanecem normais no exame de sangue, exceto em casos extremos. Por isso é comum solicitar somente o TSH, como triagem. Se ele vier alterado, repete-se o teste e acrescenta-se o teste de T4 livre (o T3 só é útil em casos muito específicos).</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, há casos em que os resultados de exames são limítrofes ou pouco alterados, e devem ser avaliados com cuidado, caso a caso.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1.png"><img loading="lazy" class="wp-image-2390 aligncenter" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1-300x169.png" alt="" width="589" height="332" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1-300x169.png 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1-1024x576.png 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1-768x432.png 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1-1536x864.png 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1-1068x601.png 1068w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2-1.png 1920w" sizes="(max-width: 589px) 100vw, 589px" /></a></p>
<pre><strong>OS EXAMES DE TIREÓIDE ESTÃO NORMAIS. E AGORA?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se esses exames estiverem normais, salvo raras exceções, o problema NÃO pode ser atribuído à tireoide.</strong><strong>Isso vale também para quem já tem alguma doença tireoidiana já compensada pelo tratamento. Se ainda houver queixas, com exames normais, outras causas devem ser investigadas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nódulos e outras alterações detectadas por ultrassonografia também não explicam os sintomas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cuidado: alguns médicos usam referências de normalidade exageradas (“alternativas”), ou pedem exames fora de contexto (“T3 reverso”), ou baseiam-se só na ultrassonografia.</strong><strong> Dessa forma, acham doença onde não tem, e tratam quem não precisa. O que pode ser inútil ou até perigoso.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A fama da tireoide de causar obesidade “pesa” muito sobre ela. Mas se a tireoide for bem tratada, ela não serve nem de desculpa e não vai atrapalhar o controle do peso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referência: </strong></p>
<p>Fontenelle LC, Feitosa MM, Severo JS, et al. Thyroid Function in Human Obesity: Underlying Mechanisms. <em>Horm Metab Res</em>. 2016;48(12):787-794. doi:10.1055/s-0042-121421</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/3956006987756276" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2392" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Marcelo-Miranda5-300x266.png" alt="" width="190" height="168" /></a>Marcelo Miranda de Oliveira Lima</strong><br />
<em>Médico Endocrinologista e pesquisador do Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes (LIMED) – Gastrocentro – UNICAMP</em></p>
<p><em>Instagram: @drmarcelomiranda.endocrino</em></td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>Alimentação e isolamento social: fatores que predispõem ao ganho de peso entre crianças e jovens</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/alimentacao-e-isolamento-social-fatores-que-predispoem-ao-ganho-de-peso-entre-criancas-e-jovens/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2020 15:50:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A alimentação diz respeito à ingestão de nutrientes e é de todas as atividades humanas a que reflete de modo mais impressionante a nossa natureza biológica e cultural. Cada alimento contém, além de seus nutrientes, um conteúdo de significados de ordem social, econômica e cultural. A comida alimenta, portanto, tanto a manutenção das funções do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A alimentação diz respeito à ingestão de nutrientes e é de todas as atividades humanas a que reflete de modo mais impressionante a nossa natureza biológica e cultural. Cada alimento contém, além de seus nutrientes, um conteúdo de significados de ordem social, econômica e cultural. A comida alimenta, portanto, tanto a manutenção das funções do corpo quanto a identidade dos indivíduos. Tal identidade refere-se aos costumes, as crenças e as situações de vida dos sujeitos, expressas através de seus hábitos e práticas alimentares.</p>
<p style="text-align: justify;">Em época de pandemia de COVID-19, a rotina pessoal, familiar e profissional de muitas pessoas foi atingida sem aviso prévio e, com ela, os nossos hábitos e práticas alimentares já tão naturalizados. Com isso, nosso comportamento alimentar, componente tão importante quanto nossas escolhas alimentares diárias, passou a ser palco de uma série de alterações drásticas diante dos novos impactos emocionais que o contexto gerou, fato que pode ser uma problemática grave, no entanto, muitas vezes silenciosa, para a manutenção da nossa saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de decretadas as ordens de isolamento social como principal medida não-farmacológica capaz de mitigar o crescimento da pandemia de COVID-19, causada pelo novo coronavírus, milhões de grupos familiares no mundo todo se viram obrigados a permanecer em suas residências confinados, remanejando a sua rotina e buscando novas formas de lidar com as implicações inúmeras geradas por esse processo de adaptação tão repentino. Além das adaptações e mudanças decorrentes do novo normal configurado pelo quadro, o pensamento de “O que faremos para o jantar hoje?” pode ser considerado um novo desafio diário, uma vez que a compra em massa indevida de alimentos e as interrupções nos sistemas de abastecimento da cadeia alimentar significam que alguns alimentos podem ser difíceis de encontrar. E, para muitas pessoas, o desemprego e a perda de renda estão tornando a compra de alimentos um desafio financeiro adicional.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das consequências deste cenário foi a necessidade do fechamento de escolas e creches para assegurar a saúde das crianças, que logo também se viram obrigados a permanecer em seus lares, longe de suas atividades escolares, amigos, e de lazer, levando a uma alteração ainda mais drástica na dinâmica de atividades da família. Com alguns familiares ainda trabalhando remotamente, outros precisando sair de suas casas para trabalhar ou realizar outras atividades, os mais jovens também se viram na necessidade de criar suas próprias rotinas nesta nova realidade, em grande parte associadas a muitas horas consumindo conteúdos on-line. No entanto, assim como o risco de desenvolvimento de complicações advindas do estresse crônico, ansiedade e depressão tem aumentado durante o longo período de atividades sendo realizadas dentro de casa, <strong>os riscos para o ganho de peso e inadequações alimentares também são maiores e, especialmente entre crianças e jovens, muitos fatores podem passar despercebidos. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estudos publicados durante o período da pandemia pela <em><a href="https://www.obesity.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Obesity Society</a> </em>buscaram identificar potenciais riscos para o ganho de peso entre crianças por meio de um paralelo entre o recesso escolar e o período de isolamento social, condições no ano letivo com características mais similares entre si. Através de análises de estudos que acompanharam crianças nos EUA, Itália e outras regiões da América foi possível descobrir que <strong>o aumento de peso mais significativo ocorria durante os momentos em que as crianças estavam de férias, com mais tempo dentro de casa, boa parte diante de telas, realizando baixos níveis de atividades ao ar livre ou nulos.</strong> Em adição à estas condições, argumenta-se que o isolamento no contexto da pandemia proporcione agravantes nestes fatores e aumente o surgimento de outros, como a grande disponibilidade de alimentos com alta densidade calórica, a maior presença de “beliscos” ou os conhecidos “snacks” entre refeições, principalmente acompanhados das atividades em frente a telas de televisão, celulares ou computadores. Esses aparelhos também costumam estar presentes nas principais refeições da família, como o almoço e o jantar.</p>
<figure id="attachment_2325" aria-describedby="caption-attachment-2325" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920.jpg"><img loading="lazy" class="wp-image-2325" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920-300x200.jpg" alt="" width="571" height="380" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920-300x200.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920-1024x683.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920-768x512.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920-1536x1024.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920-1068x712.jpg 1068w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/playing-with-phone-5103236_1920.jpg 1920w" sizes="(max-width: 571px) 100vw, 571px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2325" class="wp-caption-text">Imagem de PankeysonPhotos por Pixabay</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Além disso, com a alta demanda de ordens para restrição de atividades fora de casa, alguns optam por comprar grandes quantidades de alimentos por vez e deixá-los “estocados”, na tentativa de reduzir saídas, e boa parte destes alimentos frequentemente são processados ou ultraprocessados que apresentam maior prazo de validade, com altas doses de açúcar livre, sal e gorduras que podem prejudicar a saúde a longo prazo, aumentando ainda o risco para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade. Em alguns casos, dependendo de onde a criança mora, são poucos os espaços de lazer ao ar livre com segurança, reduzindo assim o gasto energético diário e gerando um maior ganho de peso em curto prazo. Para crianças que realizavam boa parte das refeições na escola, e não podem mais contar com a mesma rotina alimentar, o isolamento social pode vir a reduzir a variedade e qualidade na alimentação o que, por outro lado, também pode predispor ao aumento de peso, uma vez que a insegurança alimentar e nutricional também está associada à obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando naqueles que estão mais próximos da adolescência é importante, em especial, <strong>prestar atenção em quais conteúdos estão sendo consumidos durante as horas de acesso às redes sociais</strong>, uma vez que cresce o movimento de compartilhamento de rotinas de atividades, exercícios e alimentação entre muitos grupos on-line, o que pode ser positivo para a motivação à melhora de hábitos em um período tão desafiador, contudo, neste mesmo emaranhado de conteúdo, muitas vezes podem ser encontrados os altamente estigmatizantes de indivíduos acima do peso, ou que supostamente fracassaram na manutenção da saúde durante a pandemia, por não conseguirem seguir uma determinada rotina de treinos e alimentação. O movimento de conteúdos negativos em relação ao peso e formas corporais, muitas vezes expresso em “posts” que mostram fotos de antes e depois de pessoas que ganharam ou perderam peso no meio de um período desafiador, pode não somente desmotivar jovens para a melhora de hábitos, mas também estimular o aumento da insatisfação corporal e transtornos alimentares decorrentes, além de contribuir para a depreciação da autoestima.</p>
<p style="text-align: justify;">De uma maneira geral, é importante lembrar que a <strong>quebra da rotina e os elevados níveis de estresse e ansiedade sob os quais crianças e jovens estão sendo submetidos no período atual</strong>, em associação com a impossibilidade de sair de casa para atividades de lazer (brincar ou sair com amigos), <strong>aumenta a procura de alimentos com maior densidade energética</strong> e que trazem maior “conforto”, sendo crucial voltar a atenção para a rotina das crianças dentro de casa, e em como as atividades realizadas podem estar acompanhadas de frequentes “belisques” de salgadinhos e doces.</p>
<p style="text-align: justify;">É compreensível que muitos pais estejam buscando refeições prontas e alimentos processados ​​como uma maneira rápida e barata de alimentar a família frente a uma realidade tão dura, contudo existem alternativas convenientes, acessíveis e saudáveis que também podem ser exercitadas durante o período de isolamento social. Aqui estão algumas <strong>orientações de como</strong><strong> alimentar seus filhos com uma dieta variada e nutritiva</strong> que irá apoiar tanto seu crescimento e pleno desenvolvimento em período de altas restrições, quanto proporcionar uma melhora dos sistemas de defesa do nosso organismo contra infecções:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Inclua seus filhos no planejamento, limpeza e preparo das refeições, exercitando de forma lúdica competências na área da matemática, biologia e escrita, gerando momentos ricos em diversão, aliados à exploração do mundo por meio de questionamentos como “como será que o pão cresce no forno?”, “quais nutrientes existem na cenoura?”, “vamos listar e contar todos os ingredientes para as compras?”;</li>
<li>Otimize o pouco tempo disponível para o preparo e realização das refeições planejando-as. Pense nos ingredientes e preparações para cada dia da semana, dando o devido espaço e importância à alimentação;</li>
<li>Faça de alimentos <em>in natura</em> ou minimamente processados a base das refeições;</li>
<li>Utilize ingredientes como sal, açúcar e óleos em pequenas quantidades nas preparações;</li>
<li>Dê maior funcionalidade ao tempo excessivo em ambiente doméstico, priorizando refeições em família, sem distrações com TV, celulares ou computadores. Ao invés disso, de ênfase na comunicação presencial que gera momentos prazerosos ao comer em família;</li>
<li>Limite as compras de alimentos industrializados e/ou ultraprocessados, uma vez que estes alimentos contêm gorduras modificadas pela indústria de alimentos, sódio e açúcar em excesso, bem como outras substâncias químicas que não sabemos o que são, capazes de prejudicar a saúde cronicamente. Isso também se aplica para refeições prontas encontradas em supermercados.</li>
<li>Minimize as idas à mercados ou centros de abastecimento de alimentos e insumos da sua região, buscando aderir às alternativas de compras por aplicativo, reduzindo o risco de contrair o vírus;</li>
<li>Higienizar as mãos com álcool 70% antes e após manipular os alimentos que foram comprados, assim como as suas embalagens, recipientes, pacotes, frascos ou caixas.</li>
<li>Lavar individualmente frutas, legumes e verduras antes de consumir em água corrente e solução de hipoclorito (proporção e tempo indicados na embalagem);</li>
<li>Armazene adequadamente carnes e ovos sob a devida refrigeração, acondicionando-os em outros recipientes também higienizados e tampados;</li>
<li>Congele porções de leguminosas e carnes em quantidades ideais para o consumo de quem mora na casa.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Rundle, A.G., Park, Y., Herbstman, J.B., Kinsey, E.W. and Wang, Y.C. (2020), COVID‐19–Related School Closings and Risk of Weight Gain Among Children. Obesity, 28: 1008-1009. doi:<a href="https://doi.org/10.1002/oby.22813">10.1002/oby.22813</a></p>
<p style="text-align: justify;">Pearl, R.L. (2020), Weight Stigma and the “Quarantine‐15”. Obesity, 28: 1180-1181. doi:<a href="https://doi.org/10.1002/oby.22850">10.1002/oby.22850</a></p>
<p style="text-align: justify;">https://www.unicef.org/coronavirus/easy-affordable-and-healthy-eating-tips-during-coronavirus-disease-covid-19-outbreak. Acessado dia 28 de agosto de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">GUIA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL EM TEMPOS DE COVID-19 – ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição), 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE OS AUTORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;"><strong><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Nathan-2.jpeg"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2329" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Nathan-2-e1601863819704-300x294.jpeg" alt="" width="189" height="185" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Nathan-2-e1601863819704-300x294.jpeg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Nathan-2-e1601863819704.jpeg 743w" sizes="(max-width: 189px) 100vw, 189px" /></a>Nathan Nogueira Gonçalves</strong></span><br />
<span style="font-size: 11pt;"><em>Graduando em Nutrição (FCA-UNICAMP) e aluno de Iniciação Científica do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;"><strong><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2.jpg"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2327" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2-292x300.jpg" alt="" width="180" height="185" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2-292x300.jpg 292w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2-998x1024.jpg 998w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2-768x788.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2-1497x1536.jpg 1497w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2-1068x1095.jpg 1068w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Josi-Miyamoto-2.jpg 1554w" sizes="(max-width: 180px) 100vw, 180px" /></a>Josiane Érica Miyamoto</strong></span><br />
<span style="font-size: 11pt;"><em>Nutricionista e Mestra em Ciências da Nutrição do Esporte e Metabolismo (FCA-UNICAMP). A</em><em>luna do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa com modelos experimentais e estuda o papel da gordura interesterificada e os mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento de obesidade e suas complicações metabólicas com foco no sistema nervoso central, tecido hepático e tecido adiposo branco.</em></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/alimentacao-e-isolamento-social-fatores-que-predispoem-ao-ganho-de-peso-entre-criancas-e-jovens/">Alimentação e isolamento social: fatores que predispõem ao ganho de peso entre crianças e jovens</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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