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	<title>citocinas | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Vitamina D, aterosclerose e COVID-19: qual a relação?</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 15:30:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os primeiros casos de coronavírus-2019 (COVID-19), em Wuhan na China, foram identificados devido ao aumento repentino de indivíduos diagnosticados com pneumonia naquela região. Posteriormente, cerca de 3 meses a partir do surto, a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou pandemia de acordo com a rápida disseminação do vírus zoonótico transmissível entre seres humanos, e causador [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os primeiros casos de coronavírus-2019 (COVID-19), em Wuhan na China, foram identificados devido ao aumento repentino de indivíduos diagnosticados com pneumonia naquela região. Posteriormente, cerca de 3 meses a partir do surto, a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou pandemia de acordo com a rápida disseminação do vírus zoonótico transmissível entre seres humanos, e causador da síndrome respiratória aguda grave, o SARS-COV-2. Logo nos primeiros relatos da doença, verificou-se a maior letalidade em indivíduos idosos e com comorbidades (doenças preexistentes).</p>
<p style="text-align: justify;"> No entanto, além da elevada transmissibilidade, esta infecção respiratória também atraiu a atenção de especialistas, devido aos seus efeitos inflamatórios sistêmicos, manifestados principalmente naquele grupo de indivíduos hospitalizados com sintomas graves da doença. Em outras palavras, naquela oportunidade iniciava o entendimento de que a resposta inflamatória à COVID-19, estaria associada a efeitos multifatoriais, ou seja, efeitos dependentes de características genéticas e ambientais complexas, os quais poderiam influenciar na intensificação dos sintomas e danos provocadas pela doença. Esta nova premissa permitiu observar mais atentamente que o dano causado pelo SARS-COV-2 não se restringiria apenas ao sistema respiratório, mas a diferentes tipos celulares, oriundos de diversos sistemas responsáveis pelas funções vitais do corpo humano, a exemplo os sistemas: cardiovascular, nervoso, hematológico e renal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Evidências científicas a partir de material biológico coletado de indivíduos infectados, mostraram que a COVID-19 pode manifestar um tipo particular de inflamação, caracterizada pelo aumento da quantidade de citocinas (moléculas inflamatórias) circulantes.</strong> E, são estas citocinas, dotadas de grande capacidade de sinalização (deslocamento), as quais realizam a comunicação entre células distintas, desta forma, imprimindo um processo patológico com alcance em diversos sistemas do organismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em doenças cardiovasculares (CVCs) e cerebrovasculares (CBVs), as citocinas também propiciam um importante papel na progressão de seus efeitos deletérios.</strong> A aterosclerose, manifestação comum às doenças CVCs e CBVs, corresponde ao processo de inflamação crônica com perda da capacidade de dilatação dos vasos, formação de placas gordurosas e lesões vasculares, responsáveis por acometimentos que resultam no infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) (1, 2).</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, muitos pesquisadores defendem que a redução destas citocinas inflamatórias, resultaria em melhora significativa do quadro clínico de indivíduos em estágio avançado da aterosclerose, assim como, nos casos de sintomas severos da COVID-19 (3). Portanto, o controle do processo inflamatório tem sido o ponto crucial na proposição de tratamentos para ambas as doenças. Em um possível quadro clínico, o qual pacientes com estágio avançado de aterosclerose sejam contaminados com SARS-COV-2, os sintomas manifestados pela COVID-19 poderiam ser agravados devido a sobrecarga ao sistema de defesa imune dos indivíduos.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a última década, vem ocorrendo um aumento do número de estudos que associam a deficiência de vitamina D a manifestação da aterosclerose, a partir de efeitos associados a inflamação (1). Mais recentemente, surgiu uma nova vertente de estudos que verificaram a relação (correlação) entre a deficiência de vitamina D e severidade dos casos de COVID-19 (4). Estes efeitos poderiam ser ainda mais expressivos na população idosa, a qual possui menor capacidade de obter a vitamina D a partir da exposição solar. Assim como, no grupo de pessoas obesas que tendem a possuir menor quantidade sérica de vitamina D, mesmo com a suplementação, no caso de indivíduos adultos (4, 5).</p>
<p style="text-align: justify;">A vitamina D pertence ao grupo de secosteróides, produzida (sintetizada) na pele a partir do colesterol, durante a exposição solar ou obtido pela alimentação. Frequentemente relacionada ao seu papel hormonal, a vitamina D possui diversas propriedades de regulação da atividade celular, através de receptores específicos, os quais são muito conhecidos por promoverem o aumento da absorção de cálcio e fósforo no epitélio intestinal. Todavia, apesar dos mecanismos celulares não estarem totalmente esclarecidos, a presença de receptores de vitamina D em células do endotélio vascular, pode estar relacionado com a modulação do processo inflamatório, por meio da redução de citocinas inflamatórias (6). A deficiência de vitamina D também está relacionada a doenças, como: diabetes mellitus, hipertensão e câncer, as quais elevam a gravidade da COVID-19 para a população identificada como grupo de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, devemos estar atentos! Estes estudos ainda não comprovaram que a suplementação com vitamina D possa ter impacto significativo na prevenção ou tratamento, tanto para a aterosclerose quanto para a COVID-19. Isso pois, a ciência ainda não conseguiu explicar todos os efeitos da vitamina D. Os estudos apenas evidenciaram a deficiência da vitamina em indivíduos com essas enfermidades, portanto, não está claro se existe alguma relação de causa e efeito. Neste contexto, a possível modulação do efeito inflamatório provocado pela vitamina D, em favor da redução de citocinas inflamatórias circulantes, pode ser um mecanismo importante para essas doenças. Contudo, devemos ser cautelosos e aguardar mais evidenciais surgirem vindas de estudos clínicos, os quais possam trazer mais dados que comprovem o efeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nitsa A, Toutouza M, Machairas N, Mariolis A, Philippou A, Koutsilieris M. Vitamin D in Cardiovascular Disease. In Vivo. 2018;32(5):977-81.</p>
<p style="text-align: justify;">Wolf D, Ley K. Immunity and Inflammation in Atherosclerosis. Circulation research. 2019;124(2):315-27.</p>
<p style="text-align: justify;">Zhang C, Wu Z, Li JW, Zhao H, Wang GQ. Cytokine release syndrome in severe COVID-19: interleukin-6 receptor antagonist tocilizumab may be the key to reduce mortality. Int J Antimicrob Agents. 2020;55(5):105954.</p>
<p style="text-align: justify;">Pereira M, Dantas Damascena A, Galvao Azevedo LM, de Almeida Oliveira T, da Mota Santana J. Vitamin D deficiency aggravates COVID-19: systematic review and meta-analysis. Crit Rev Food Sci Nutr. 2020:1-9.</p>
<p style="text-align: justify;">de Oliveira LF, de Azevedo LG, da Mota Santana J, de Sales LPC, Pereira-Santos M. Obesity and overweight decreases the effect of vitamin D supplementation in adults: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Rev Endocr Metab Disord. 2020;21(1):67-76.</p>
<p style="text-align: justify;">Cardoso FEL, Santos LdCMd, Tenório APdO, Lopes MR, Barbosa RHdA. Suplementação de vitamina D e seus análogos para tratamento de disfunção endotelial e doenças cardiovasculares. Jornal Vascular Brasileiro. 2020;19.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/0887170861657109" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2395" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-Helison-2-300x297.jpg" alt="" width="190" height="188" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-Helison-2-300x297.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-Helison-2.jpg 488w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a>Helison R. P. do Carmo</strong><br />
<em>Farmacêutico-bioquímico. Doutor em Ciências pela Faculdade de Ciências Médicas (UNICAMP), com período no Hatter Cardiovascular Institute – UCL (Londres). Atua na área de pesquisa cardiovascular, pós-doutoramento no Laboratório de Aterosclerose e Biologia Vascular, AteroLab (UNICAMP) &#8211; CEPID OCRC.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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		<item>
		<title>COVID-19: por que pessoas idosas têm um quadro mais grave?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 15:30:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade. Mas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Mas por que razão pessoas idosas têm um quadro mais severo da doença?
A ciência tem uma explicação para isso?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, é fundamental entender que o <strong>conhecimento científico é fruto de uma construção coletiva</strong> na qual diversos cientistas produzem informações que vão se somando umas às outras. Essas informações devem ser <strong>reproduzidas</strong> (ou seja, resultados semelhantes precisam ser obtidos) por outros cientistas para que sejam <strong>amplamente aceitas</strong> pela comunidade científica. Então, quanto mais tempo passa, mais sabemos sobre um determinado tópico. Como a COVID-19 é uma enfermidade nova, nossa compreensão sobre ela ainda é relativamente limitada. Apesar disso, milhares de <strong>cientistas ao redor do mundo têm se dedicado incansavelmente a produzir conhecimento</strong> tanto sobre a <strong>doença</strong> quanto sobre o <strong>vírus</strong> que a causa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, já são conhecidos <strong>alguns fatores</strong> que contribuem para que o novo coronavírus provoque um <strong>quadro mais preocupante em idosos</strong>. Dado que muitas mudanças fisiológicas acontecem ao mesmo tempo conforme envelhecemos, é provável que <strong>não exista um “único culpado”</strong>, sendo na realidade um fenômeno de <strong>múltiplas causas</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se, por exemplo, que algumas <strong>comorbidades</strong> (como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças respiratórias crônicas e doença renal crônica, entre outras) estão associadas a uma manifestação mais agressiva da COVID-19 e <strong>pessoas idosas em geral têm mais comorbidades</strong>. Essas patologias em geral são acompanhadas por <strong>alterações danosas no funcionamento do sistema imune</strong> e podem fazer com que o indivíduo tenha uma <strong>resposta imune inadequada</strong>. Além disso, algumas dessas doenças, como a hipertensão e a obesidade, provocam um <strong>constante estado de inflamação elevada</strong>, o que pode resultar em ainda mais <strong>dano ao organismo</strong> quando ocorre uma infecção.</p>
<p style="text-align: justify;">Somada a isso, uma outra condição que ocorre durante o envelhecimento é a chamada “<strong>imunossenescência</strong>”, palavra que descreve um <strong>declínio nas funções do sistema imune</strong> relacionado ao <strong>envelhecimento</strong>, incluindo a <strong>perda de competência</strong> para reconhecer patógenos e combater infecções no geral, principalmente <strong>patógenos com os quais ele não teve contato anteriormente</strong>, como é o caso do novo coronavírus. Na COVID-19 (bem como em outras doenças), esse processo <strong>favorece a replicação do agente invasor</strong> (o vírus SARS-CoV-2, neste caso), aumentando a <strong>carga viral</strong> e intensificando sua <strong>virulência</strong>. Em consequência do maior número de partículas virais no organismo, ocorre um profundo aumento de moléculas que promovem <strong>inflamação </strong>(as “citocinas”), como uma <strong>tentativa do corpo de destruir o patógeno</strong>.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>O papel da inflamação no quadro grave da COVID-19</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">A inflamação é um processo fisiológico importante que nosso corpo utiliza para combater micro-organismos invasores. Entretanto, quando ocorre <strong>em excesso, torna-se prejudicial e patológico</strong>. Uma das complicações do <strong>envelhecimento</strong> é a ocorrência de um <strong>aumento de citocinas</strong>, que promove um <strong>estado constante de inflamação</strong> (chamado em inglês de <strong>“<em>inflammaging</em>”)</strong>. Desse modo, a <strong>inflamação</strong> causada por <strong>imunossenescência</strong>, <strong>alta carga viral</strong> e <strong>comorbidades</strong> se <strong>soma</strong> a esse constante estado pró-inflamatório, levando a um fenômeno chamado <strong>“tempestade de citocinas”</strong>, que em última instância pode causar <strong>grave dano aos tecidos</strong>. Contraditoriamente, uma resposta que deveria ser adequada para proteger o organismo de agentes externos é <strong>desregulada durante o envelhecimento</strong> e acaba resultando em <strong>danos ao próprio organismo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, um número crescente de estudos tem demonstrado recentemente que parte da <strong>maior letalidade do novo coronavírus em idosos é consequência do dano celular causado pela “tempestade de citocinas”</strong>. Essa descoberta pode fomentar o <strong>desenvolvimento de fármacos</strong> que <strong>inibam citocinas</strong> específicas envolvidas nesse processo na tentativa de <strong>amenizar o quadro crítico de COVID-19</strong> em idosos e pessoas com comorbidades anteriores, dessa forma <strong>diminuindo a mortalidade</strong> da doença nesses grupos.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Então o que eu posso fazer?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Apesar da ideia de <strong>remédios ou prevenções milagrosas</strong> para a COVID-19 ser tentadora, <strong>o melhor a se fazer para proteger os idosos</strong>, as pessoas com comorbidades e a população em geral é<strong> defender os investimentos na ciência </strong>e<strong> reduzir o risco de contrair COVID-19</strong>. Para isso, é importante <strong>seguir as orientações</strong> que já foram comprovadas <strong>diminuir o contágio</strong>. Algumas delas são:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">evitar aglomerações</li>
<li style="text-align: justify;">sempre usar máscara quando em contato com outras pessoas e/ou quando fora de casa</li>
<li style="text-align: justify;">lavar constantemente as mãos com água corrente e sabão (ou higienizá-las com álcool 70%)</li>
<li style="text-align: justify;">caso identifique sintomas de COVID-19, procurar se isolar e buscar ajuda médica o mais rapidamente possível</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">É oportuno ressaltar que o isolamento social favorece a<strong> inatividade física</strong> e uma <strong>piora nos hábitos</strong>, o que pode levar a um <strong>comprometimento da saúde</strong>, principalmente do sistema imune. Diante disso, é importante estar atento e se educar para <strong>manter hábitos saudáveis</strong> como:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Praticar exercícios físicos de intensidade moderada (com acompanhamento médico no caso de indivíduos que não praticavam antes)</li>
<li style="text-align: justify;">Ter sono adequado e suficiente</li>
<li style="text-align: justify;">Alimentar-se de forma saudável e balanceada</li>
<li style="text-align: justify;">Ingerir água suficiente todos os dias</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Seguindo esses <strong>hábitos</strong> e tomando as <strong>precauções para reduzir o contágio</strong>, é possível <strong>manter o número de casos sob controle até que uma vacina eficaz esteja disponível</strong> e toda a população seja imunizada e protegida.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">CDC. <strong>Center for Disease Control and Prevention</strong>, 2020. Older Adults. Disponível em: &lt;<a href="https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html">https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Fulop T, Larbi A, Dupuis G, et al. Immunosenescence and Inflamm-Aging As Two Sides of the Same Coin: Friends or Foes?. <em>Front Immunol</em>. 2018;8:1960. Published 2018 Jan 10. doi:10.3389/fimmu.2017.01960</p>
<p style="text-align: justify;">Mueller AL, McNamara MS, Sinclair DA. Why does COVID-19 disproportionately affect older people?. <em>Aging (Albany NY)</em>. 2020;12(10):9959-9981. doi:10.18632/aging.103344</p>
<p style="text-align: justify;">Shahid Z, Kalayanamitra R, McClafferty B, et al. COVID-19 and Older Adults: What We Know. <em>J Am Geriatr Soc</em>. 2020;68(5):926-929. doi:10.1111/jgs.16472</p>
<p style="text-align: justify;">WHO. <strong>World Health Organization — Europe</strong>, 2020. Statement – Older people are at highest risk from COVID-19, but all must act to prevent community spread. Disponível em: &lt; <a href="https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread">https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Zhou Y, Yang Q, Chi J, et al. Comorbidities and the risk of severe or fatal outcomes associated with coronavirus disease 2019: A systematic review and meta-analysis. <em>Int J Infect Dis</em>. 2020;99:47-56. doi:10.1016/j.ijid.2020.07.029</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/4457010149957792" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2380" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg" alt="" width="190" height="211" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg 270w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme.jpg 319w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Guilherme Tonon-da-Silva </strong><br />
<em>Biomédico e Mestre em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP), Doutorando em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP) e aluno do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LaBE) da mesma Universidade. Estuda como a restrição calórica melhora a saúde durante o envelhecimento e qual é a participação dos miRNAs (pequenas moléculas de RNA não-codificante com função regulatória) nesse processo.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/covid-19-por-que-pessoas-idosas-tem-um-quadro-mais-grave/">COVID-19: por que pessoas idosas têm um quadro mais grave?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>COVID-19 e hipertensão: o risco é maior?</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/covid-19-e-hipertensao-o-risco-e-maior/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2020 16:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos meses, temos vivido com muita apreensão a nova rotina trazida pela pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-Cov-2. Em todo o mundo, milhões de pessoas já foram contaminadas e outras milhares perderam suas vidas na guerra contra esse adversário invisível. Curiosamente, algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis aos danos causados pelo vírus e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nos últimos meses, temos vivido com muita apreensão a nova rotina trazida pela pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-Cov-2. Em todo o mundo, milhões de pessoas já foram contaminadas e outras milhares perderam suas vidas na guerra contra esse adversário invisível. Curiosamente, algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis aos danos causados pelo vírus e pesquisadores têm procurado saber por qual motivo isso acontece. Nesse sentido, algumas doenças têm aparecido com maior frequência entre os indivíduos internados com COVID-19, entre elas a hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipertensão, também conhecida como “pressão alta”, é uma doença crônica que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo. É caracterizada pela elevação sustentada (por longo período) dos níveis de pressão arterial. De acordo com informações do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ministério da Saúde</a>, no Brasil, a hipertensão acomete cerca de 25% dos indivíduos adultos e mais de 60% dos idosos. Além disso, segundo a <a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Organização Mundial da Saúde</a> (OMS), a cada 5 hipertensos, menos de 1 tem a doença sob controle (com a pressão arterial dentro do normal).</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja uma enfermidade silenciosa (progride sem sintomas muito aparentes), a hipertensão é uma das doenças que mais causa mortes diariamente no Brasil. Além disso, é possível que ela possa piorar os desfechos clínicos dos pacientes infectados pelo SARS-Cov-2. De fato, a hipertensão tem sido<strong> a enfermidade mais encontrada</strong> em pacientes hospitalizados com COVID-19. Em estudo realizado na Lombardia, Itália, 49% dos pacientes internados apresentavam hipertensão. Esse número foi ainda maior em uma pesquisa realizada em Nova York, nos Estados Unidos, alcançando 56%. Além disso, um estudo realizado em Wuhan, na China, mostrou que pacientes com pressão alta tiveram risco de óbito por COVID-19 duas vezes maior, em comparação com pacientes sem pressão alta.</p>
<h5><strong><span style="color: #0000ff;">Mas, o que poderia explicar a piora do quadro de saúde dos hipertensos com COVID-19?</span> </strong></h5>
<p style="text-align: justify;">Existem duas principais hipóteses. A primeira deles é a <strong>produção exacerbada de moléculas chamadas de citocinas.</strong> Quando as células do pulmão são infectadas, por exemplo, células do sistema imune localizadas nas proximidades percebem a presença do invasor e liberam moléculas chamadas de citocinas. As citocinas são responsáveis por atrair mais células do sistema imune e induzir a inflamação, mecanismos importantes no combate ao invasor. Se a liberação de citocinas for controlada, o sistema imune e a inflamação são estimulados na medida certa e as células infectadas são eliminadas. O problema é que a pressão alta por si só também estimula a produção de citocinas, ou seja, os hipertensos possuem maior quantidade dessas moléculas no organismo do que o normal. Agora, imagine se duas condições que geram muitas citocinas estiverem acontecendo ao mesmo tempo. Neste caso, pode ocorrer um fenômeno chamado de <strong>“tempestade de citocinas”</strong>, em que os níveis dessas moléculas em todo o organismo são altíssimos, ativando o sistema imune e induzindo a inflamação de forma exacerbada. Como resultado, não apenas as células do local da infecção são prejudicadas, mas também células saudáveis de outros órgãos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 1</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2357" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a-300x201.jpg" alt="" width="601" height="403" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a-300x201.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a.jpg 866w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A segunda hipótese se refere a <strong>alterações na proteína ECA-2</strong>. A proteína ECA-2 desempenha funções importantes no nosso organismo. Ela converte uma molécula chamada angiotensina II em outra molécula chamada de angiotensina 1-7. A angiotensina 1-7 atua como vasodilador (relaxa a parede dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial), antiinflamatório e antitrombótico. Entretanto, a ECA-2 também é utilizada pelo vírus SARS-Cov-2 para entrar nas células e isso pode torná-la inviável para desempenhar suas funções no organismo. Se isso for verdadeiro, a perda de função da ECA-2 causada pela COVID-19, em indivíduos com pressão alta, pode agravar ainda mais o quadro de hipertensão, além de aumentar o risco de trombose. Existe também a possibilidade de que a quantidade de ECA-2 possa estar aumentada em pacientes hipertensos, o que facilitaria a entrada do vírus nas células. Ou ainda, de que o vírus possa infectar as células do coração por meio da ECA-2, comprometendo ainda mais o funcionamento de um órgão que vive sob “muita pressão”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 2</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2360" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-300x217.jpg" alt="" width="555" height="402" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-300x217.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-768x555.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-324x235.jpg 324w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1.jpg 916w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /></a></p>
<h5><span style="color: #0000ff;"><strong>Então, isso significa que os hipertensos são, de fato, mais suscetíveis aos danos causados pela COVID-19?</strong></span></h5>
<p style="text-align: justify;">Ainda é cedo para dizer que a hipertensão por si só é um fator de risco para a COVID-19. O número de hipertensos é grande em todo o mundo, especialmente entre os idosos, o grupo mais vulnerável à COVID-19. Por isso, a quantidade de pessoas diagnosticadas com COVID-19 que possuem hipertensão tende a ser elevado. Dessa forma, <strong>mais estudos são necessários</strong> para esclarecer o efeito de uma doença sobre a outra e tais estudos ainda estão em desenvolvimento.</p>
<h5><span style="color: #0000ff;"><strong>“Sou hipertenso, o que devo fazer para diminuir o risco de complicações por COVID-19?”</strong></span></h5>
<p style="text-align: justify;">A dica mais importante é <strong>controlar sua pressão arterial</strong>, seguindo corretamente o tratamento indicado pelo seu médico. Manter hábitos de vida saudável também ajudam a proteger contra os graves problemas de saúde que a pressão alta pode causar e que devem ser ainda mais evitados durante a pandemia. Por fim, recomendações básicas como lavar bem as mãos, utilizar máscara e evitar aglomerações também são muito importantes, pois a prevenção ainda é o melhor remédio.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 3</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2359" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-300x222.jpg" alt="" width="602" height="446" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-300x222.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-80x60.jpg 80w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-485x360.jpg 485w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a.jpg 587w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Referências</strong></p>
<p>Hypertension. Organização mundial da saúde (OMS). <a href="https://www.who.int/health-topics/hypertension/#tab=tab_1">https://www.who.int/health-topics/hypertension/#tab=tab_1</a></p>
<p>7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Ministério da saúde <a href="http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/revista/24-1.pdf">http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/revista/24-1.pdf</a></p>
<p>Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan, China. <em>Lancet</em>. 2020</p>
<p>Baseline characteristics and outcomes of 1591 patients infected with SARS-CoV-2 admitted to ICUs of the Lombardy Region, Italy. <em>JAMA.</em> 2020</p>
<p>Presenting characteristics, comorbidities, and outcomes among 5700 patients hospitalized with COVID-19 in the New York City Area. <em>JAMA.</em> 2020</p>
<p>COVID-19 patients with hypertension have more severe disease: a multicenter retrospective observational study. <em>Hypertension research. </em>2020</p>
<p>The COVID-19 Cytokine Storm; What We Know So Far. <em>Front. </em><em>Immunol</em>. 2020</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Carine Marmentini<a href="http://lattes.cnpq.br/3325367387474969" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2367" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine-300x296.jpg" alt="" width="190" height="187" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine-300x296.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine.jpg 449w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></strong><br />
<em>Farmacêutica e Mestre em Biociências e Saúde pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Atualmente é doutoranda do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) da UNICAMP e estuda mecanismos de proteção contra a disfunção e morte das células beta pancreáticas.</em></p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/covid-19-e-hipertensao-o-risco-e-maior/">COVID-19 e hipertensão: o risco é maior?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Emoções positivas aumentam a saúde e a expectativa de vida, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[SobrePeso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2015 17:12:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[citocinas]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[emoções positivas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ciência finalmente encontrou provas de algo que muita gente já desconfiava ser verdade: as emoções positivas que nascem da admiração pela Natureza, da beleza da arte e da religião possuem uma influência benéfica na maneira como o corpo funciona, aumentando até mesmo a expectativa de vida. A conclusão é de um trabalho conduzido na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ciência finalmente encontrou provas de algo que muita gente já desconfiava ser verdade: as emoções positivas que nascem da <strong>admiração pela Natureza</strong>, da <strong>beleza da arte</strong> e da <strong>religião</strong> possuem uma influência benéfica na maneira como o corpo funciona, aumentando até mesmo a expectativa de vida.</p>
<p>A conclusão é de um trabalho conduzido na Universidade de Berkley, na Califórnia, e publicada na última edição do periódico científico <em>Emotion</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SENTIR-SE BEM É UM REMÉDIO NATURAL</strong></p>
<p>O estudo mostra que sensações de bem-estar, fruto do contato com o mundo natural, as artes e a espiritualidade, estão correlacionadas a níveis menores de <strong>citocinas pró-inflamatórias</strong>.</p>
<p>Estas citocinas são proteínas que mantêm o sistema imune em &#8220;estado de alerta&#8221;. Quando pegamos uma doença ou infecção, elas são essenciais para que o organismo combata, com sucesso, os invasores. Porém, em situações normais, sua permanência no corpo é nociva.</p>
<p>As citocinas pró-inflamatórias em níveis anormais já foram relacionadas a doenças como o <a title="‘Hormônio do sono’ em falta pode causar obesidade e diabetes" href="http://www.sobrepeso.com.br/hormonio-sono-em-falta-pode-causar-obesidade-e-diabetes/">diabetes tipo 2</a>, problemas cardíacos, artrite e até mesmo Alzheimer.</p>
<p>Talvez o exemplo mais bem descrito de ação negativa das citocinas pró-inflamatórias é a <a title="Exercícios físicos ajudam a proteger jovens da depressão" href="http://www.sobrepeso.com.br/exercicios-fisicos-ajudam-a-proteger-jovens-da-depressao/"><strong>depressão</strong></a>. Acredita-se que estas proteínas induzem o cérebro a produzir moléculas inflamatórias, bloqueando a produção e ação de hormônios e neurotransmissores &#8211; como a serotonina e a dopamina &#8211; que controlam o apetite, sono e memória.</p>
<figure id="attachment_962" aria-describedby="caption-attachment-962" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-962" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2015/02/museu-de-arte-saude.jpg" alt="museu de arte saude" width="700" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-962" class="wp-caption-text">Emocionar-se com expressões artísticas e religiosas também foi correlacionado à diminuição das citocinas.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ESTÁ NA HORA DE ADMIRAR AS BELEZAS DO MUNDO</strong></p>
<p>Em pessoas que constantemente experimentam boas sensações, porém, estas citocinas parecem não ter tantos efeitos ruins.</p>
[quote_right]O reflexo bioquímico das emoções positivas é um potente antiinflamatório &#8211; e com potencial de aumentar a qualidade de vida[/quote_right]
<p>Para chegar a esta conclusão, o estudo da Universidade da Califórnia recolheu material biológico de 200 adultos e correlacionou os níveis de citocinas a sentimentos como diversão, espanto, compaixão, alegria, amor e orgulho, anotadas pelos voluntários em um formulário diário.</p>
<p>&#8220;Nossos resultados demonstram que emoções positivas são associadas a marcadores da boa saúde&#8221;, afirmou Jennifer Stellar, pesquisadora da Universidade de Toronto e principal autora do estudo. De acordo com os dados, sensações vinculadas à beleza artística, natural e religiosa são as mais relacionadas a níveis menores de citocinas pró-inflamatórias, como a Interleucina-6.</p>
<p>&#8220;A admiração, a surpresa e a beleza estimulam níveis saudáveis de citocinas, sugerindo que as coisas que fazemos para vivenciar este tipo de experiências &#8211; como caminhar ao ar livre, deliciar-se com música, admirar arte &#8211; têm influência direta na saúde e na expectativa de vida&#8221;, comentou o psicólogo Dachner Keltner, co-autor do trabalho.</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/emocoes-positivas-aumentam-saude-e-expectativa-de-vida-mostra-estudo/">Emoções positivas aumentam a saúde e a expectativa de vida, mostra estudo</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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