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	<title>Diabetes | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Falando SobrePeso &#8211; &#8220;Obesidade: A doença do século XXI&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Apr 2023 18:48:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é de hoje que a obesidade é um assunto que repercute nas redes sociais, blogs e outros veículos de comunicação. Essa doença vem tendo um crescimento exponencial em nossa sociedade, afetando a vida das pessoas em diversos âmbitos. Nesse vídeo da série &#8220;Falando Sobre Peso&#8221; vamos entender mais sobre &#8220;Obesidade, a doença do século [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que a obesidade é um assunto que repercute nas redes sociais, blogs e outros veículos de comunicação. Essa doença vem tendo um crescimento exponencial em nossa sociedade, afetando a vida das pessoas em diversos âmbitos. Nesse vídeo da série <strong>&#8220;Falando Sobre Peso&#8221;</strong> vamos entender mais sobre <strong>&#8220;Obesidade, a doença do século XXI&#8221;</strong>!</p>
<p>Confira e compartilhe:<a href="https://youtu.be/6KXOWAJv9CQ"><strong> https://youtu.be/6KXOWAJv9CQ</strong></a></p>
<p>Os vídeos da série <strong>&#8220;Falando SobrePeso&#8221;</strong>, desenvolvidos por <strong>Lucas Barros</strong>, graduando de Midialogia da UNICAMP e bolsista do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC), traz informações científicas de forma dinâmica, no formato de animação.</p>
<p>O objetivo da série é trazer os textos de especialistas, já publicados em nosso site, de maneira didática, interessante e mais visual. Os vídeos serão divulgados no<a href="https://www.youtube.com/channel/UCFJ0ptY2I2Pi6KGFosQkK4A"> canal do OCRC no YouTube.</a></p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/falando-sobrepeso-obesidade-a-doenca-do-seculo-xxi/">Falando SobrePeso – “Obesidade: A doença do século XXI”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Desvendando a Obesidade – &#8220;Quais os riscos da COVID-19 em pessoas obesas e diabéticas?&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 14:56:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste vídeo da série Desvendando a Obesidade, os cientistas da UNICAMP irão responder a pergunta: “Quais os riscos da COVID-19 em pessoas obesas e diabéticas?” e explicarão como essas três doenças podem se relacionar. Os últimos anos foram marcados pela pandemia da COVID-19, doença que se apresentou mais grave em determinadas situações. A obesidade e o diabetes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste vídeo da série <strong>Desvendando a Obesidade</strong>, os cientistas da UNICAMP irão responder a pergunta: <strong>“Quais os riscos da COVID-19 em pessoas obesas e diabéticas?”</strong> e explicarão como essas três doenças podem se relacionar.</p>
<p>Os últimos anos foram marcados pela pandemia da COVID-19, doença que se apresentou mais grave em determinadas situações. A obesidade e o diabetes são fatores de risco e complicadores da doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. Mas por que isso acontece? Neste vídeo será discutida a relação entre obesidade, diabetes e as complicações da COVID-19 no público portador dessas doenças.</p>
<p>Confira e compartilhe:<strong> <a href="https://youtu.be/DEnC4OWkfNo">https://youtu.be/DEnC4OWkfNo<br />
</a></strong></p>
<p>Para o desenvolvimento dos vídeos, contamos com os seguintes pesquisadores e colaboradores:</p>
<p>Ana Carolina Vasquez<br />
Andrei Carvalho Sposito<br />
Celso Garcia Júnior<br />
Dennys Ésper Corrêa Cintra<br />
Eduardo Rochete Ropelle<br />
Fernanda Garanhani de Castro Surita<br />
Licio Augusto Velloso<br />
Maria Laura Costa do Nascimento<br />
Wilson Nadruz Junior</p>
<p>Produção:<br />
Francieli Barreiro Ribeiro<br />
Fernando Ramos Geloneze</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-quais-os-riscos-da-covid-19-em-pessoas-obesas-e-diabeticas/">Desvendando a Obesidade – “Quais os riscos da COVID-19 em pessoas obesas e diabéticas?”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Desvendando a Obesidade &#8211; &#8220;Obesidade na gestação: como prevenir e controlar seus efeitos?&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2023 21:11:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades Físicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cientistas da UNICAMP irão discutir nesse vídeo como a obesidade na gravidez pode gerar riscos para a mãe e para o bebê e responderão o questionamento: “Obesidade na gestação: como prevenir e controlar seus efeitos?”. Os hábitos de vida saudáveis devem ser colocados em prática diariamente, por todas as pessoas. Mas, quando se pensa [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-obesidade-na-gestacao-como-prevenir-e-controlar-seus-efeitos/">Desvendando a Obesidade – “Obesidade na gestação: como prevenir e controlar seus efeitos?”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cientistas da UNICAMP irão discutir nesse vídeo como a obesidade na gravidez pode gerar riscos para a mãe e para o bebê e responderão o questionamento: <strong>“Obesidade na gestação: como prevenir e controlar seus efeitos?”</strong>.</p>
<p>Os hábitos de vida saudáveis devem ser colocados em prática diariamente, por todas as pessoas. Mas, quando se pensa em gerar uma nova vida, os cuidados devem ser redobrados, mesmo antes da gestação. Estresse, fumo, bebidas alcóolicas, má alimentação e obesidade são muito prejudiciais para a saúde da mãe e do bebê. O que podemos fazer para prevenir ou diminuir os riscos na gestação será abordado nesse vídeo.</p>
<p>Confira e compartilhe: <a href="https://youtu.be/acEKAmJci-0"><strong>https://youtu.be/acEKAmJci-0</strong><br />
</a></p>
<p>Para o desenvolvimento dos vídeos, contamos com os seguintes pesquisadores e colaboradores:</p>
<p>Ana Carolina Vasquez<br />
Andrei Carvalho Sposito<br />
Celso Garcia Júnior<br />
Dennys Ésper Corrêa Cintra<br />
Eduardo Rochete Ropelle<br />
Fernanda Garanhani de Castro Surita<br />
Licio Augusto Velloso<br />
Maria Laura Costa do Nascimento<br />
Wilson Nadruz Junior</p>
<p>Produção:<br />
Francieli Barreiro Ribeiro<br />
Fernando Ramos Geloneze</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-obesidade-na-gestacao-como-prevenir-e-controlar-seus-efeitos/">Desvendando a Obesidade – “Obesidade na gestação: como prevenir e controlar seus efeitos?”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Desvendando a Obesidade &#8211; &#8220;Você sabia que a obesidade e o diabetes podem ter relação com o desenvolvimento da doença de Alzheimer?&#8221;</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-voce-sabia-que-a-obesidade-e-o-diabetes-podem-ter-relacao-com-o-desenvolvimento-da-doenca-de-alzheimer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 17:32:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabia que a obesidade e o diabetes podem ter relação com o desenvolvimento da doença de Alzheimer?” Esse vídeo da série “Desvendando a Obesidade” trará a discussão dos cientistas da UNICAMP sobre a relação entre obesidade, diabetes e Alzheimer. Ao longo da vida, colecionamos memórias das nossas experiências diárias, mas existem doenças que podem dificultar o armazenamento [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-voce-sabia-que-a-obesidade-e-o-diabetes-podem-ter-relacao-com-o-desenvolvimento-da-doenca-de-alzheimer/">Desvendando a Obesidade – “Você sabia que a obesidade e o diabetes podem ter relação com o desenvolvimento da doença de Alzheimer?”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Você sabia que a obesidade e o diabetes podem ter relação com o desenvolvimento da doença de Alzheimer?”</strong> Esse vídeo da série <strong>“Desvendando a Obesidade”</strong> trará a discussão dos cientistas da UNICAMP sobre a relação entre obesidade, diabetes e Alzheimer.</p>
<p>Ao longo da vida, colecionamos memórias das nossas experiências diárias, mas existem doenças que podem dificultar o armazenamento e a formação de novas memórias, como o Alzheimer. O risco de desenvolver essa doença pode ser maior em pessoas obesas ou diabéticas.</p>
<p>Confira e compartilhe: <strong><a href="https://youtu.be/UH2w5CQyEpg">https://youtu.be/UH2w5CQyEpg<br />
</a></strong></p>
<p>Para o desenvolvimento dos vídeos, contamos com os seguintes pesquisadores e colaboradores:</p>
<p>Ana Carolina Vasquez<br />
Andrei Carvalho Sposito<br />
Celso Garcia Júnior<br />
Dennys Ésper Corrêa Cintra<br />
Eduardo Rochete Ropelle<br />
Fernanda Garanhani de Castro Surita<br />
Licio Augusto Velloso<br />
Maria Laura Costa do Nascimento<br />
Wilson Nadruz Junior</p>
<p>Produção:<br />
Francieli Barreiro Ribeiro<br />
Fernando Ramos Geloneze</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-voce-sabia-que-a-obesidade-e-o-diabetes-podem-ter-relacao-com-o-desenvolvimento-da-doenca-de-alzheimer/">Desvendando a Obesidade – “Você sabia que a obesidade e o diabetes podem ter relação com o desenvolvimento da doença de Alzheimer?”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Desvendando a Obesidade &#8211; &#8220;Por que é importante ter um peso saudável na gravidez?&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2023 23:29:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades Físicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cientistas da UNICAMP, neste vídeo da série “Desvendando a Obesidade”, vão abordar a relação entre gestação e obesidade, as possíveis consequências para a mãe e o bebê e, enfim, responder à pergunta: “Por que é importante ter um peso saudável na gravidez?” O peso acima do ideal pode trazer prejuízos tanto para a mãe [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-por-que-e-importante-ter-um-peso-saudavel-na-gravidez/">Desvendando a Obesidade – “Por que é importante ter um peso saudável na gravidez?”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cientistas da UNICAMP, neste vídeo da série <strong>“Desvendando a Obesidade”</strong>, vão abordar a relação entre gestação e obesidade, as possíveis consequências para a mãe e o bebê e, enfim, responder à pergunta: <strong>“Por que é importante ter um peso saudável na gravidez?”</strong></p>
<p>O peso acima do ideal pode trazer prejuízos tanto para a mãe quanto para o bebê, além de poder causar complicações durante a gravidez, no parto e por toda a vida da criança até a idade adulta. Nesse vídeo, veremos a importância da saúde materna e da realização de um bom pré-natal.</p>
<p>Confira e compartilhe: <a href="https://youtu.be/pGuCt2AnBr4">https://youtu.be/pGuCt2AnBr4</a></p>
<p>Para o desenvolvimento dos vídeos, contamos com os seguintes pesquisadores e colaboradores:</p>
<p>Ana Carolina Vasquez<br />
Andrei Carvalho Sposito<br />
Celso Garcia Júnior<br />
Dennys Ésper Corrêa Cintra<br />
Eduardo Rochete Ropelle<br />
Fernanda Garanhani de Castro Surita<br />
Licio Augusto Velloso<br />
Maria Laura Costa do Nascimento<br />
Wilson Nadruz Junior</p>
<p>Produção:<br />
Francieli Barreiro Ribeiro<br />
Fernando Ramos Geloneze</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/desvendando-a-obesidade-por-que-e-importante-ter-um-peso-saudavel-na-gravidez/">Desvendando a Obesidade – “Por que é importante ter um peso saudável na gravidez?”</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Diabetes e exercício físico</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/diabetes-e-exercicio-fisico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 19:20:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividades Físicas]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Material Didático]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[exercício aeróbio]]></category>
		<category><![CDATA[exercício físico]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caracterizada pelo aumento da glicemia (glicose circulante no sangue), o diabetes mellitus é, hoje, uma das principais doenças que afetam nossa sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 422 milhões de pessoas são afetadas pela diabetes, sendo o Brasil o 5º país mais incidente. Como o diabetes se desenvolve? A glicose [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/diabetes-e-exercicio-fisico/">Diabetes e exercício físico</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Caracterizada pelo aumento da glicemia (glicose circulante no sangue), o diabetes </span><i><span style="font-weight: 400;">mellitus</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, hoje, uma das principais doenças que afetam nossa sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 422 milhões de pessoas são afetadas pela diabetes, sendo o Brasil o 5º país mais incidente.</span></p>
<p><b>Como o diabetes se desenvolve?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A glicose é o principal nutriente utilizado pelo nosso organismo para a produção de energia. Entretanto, em nosso organismo, a entrada de glicose nas células é regulada pela ação do hormônio insulina. Após nos alimentarmos, os níveis de glicose no sangue se elevam naturalmente e, com isso, o pâncreas responde com liberação de insulina para que a glicose possa entrar nas células. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao se comunicar com seus receptores nas células, a insulina desencadeia uma série de reações que termina com a disponibilidade de GLUT4 (proteína responsável por captar a glicose) na superfície da célula, diminuindo assim a quantidade de glicose circulante. Além disso, a insulina atua no fígado (o principal regulador do nosso metabolismo) impedindo que ele libere mais glicose na corrente sanguínea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No diabetes, podemos ter problemas na produção e/ou liberação da insulina, ou, ainda, na ação do hormônio. Seja qual for o problema, o que se observa é o aumento de glicose na corrente sanguínea (glicemia). Assim, a glicose em excesso pode ser transformada em Produtos Finais de Glicosilação (AGE’s, do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">Advanced Glycation End-products</span></i><span style="font-weight: 400;">), que promovem um estado de inflamação crônico responsável pelas principais complicações da doença (como alterações da visão, perda de sensibilidade, problemas cardiovasculares, etc).</span></p>
<p><b>O exercício como tratamento para diabetes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os nossos músculos estão entre os principais tecidos que utilizam a glicose como fonte de energia. Em indivíduos saudáveis, quando há excesso de glicose, os músculos armazenam a glicose na forma de glicogênio. Durante atividades físicas de alta intensidade e curta duração (como corridas de 100m, por exemplo), os músculos utilizam esse glicogênio armazenado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, em atividades de média intensidade e média duração, os músculos começam a utilizar a glicose da corrente sanguínea como fonte de energia. Estudos publicados nos jornais de Medicina do Esporte têm demonstrado que, durante os exercícios físicos, nossos músculos ativam outras vias para a captação de glicose, sendo a principal delas a via da AMPK. Além disso, os exercícios também são responsáveis por diminuir, temporariamente, a resistência dos órgãos à ação da insulina. Dessa forma, além de aumentar a captação de glicose, os exercícios são responsáveis por inibirem a ação do fígado em liberar mais glicose para o sangue.</span></p>
<p><b>Qual exercício é melhor para o controle do diabetes?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudos atuais e a </span><i><span style="font-weight: 400;">American Diabetes Association </span></i><span style="font-weight: 400;">(ADA) recomendam uma combinação entre exercícios aeróbicos (como caminhada, ciclismo, etc) e musculação. Os exercícios aeróbios, quando realizados por pelo menos 30 minutos por dia, melhoram a capacidade do coração em captar oxigênio, reduzindo os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Por outro lado, os exercícios de musculação são responsáveis por aumentar a massa muscular e, consequentemente, melhoram a captação de glicose e auxiliam na redução da resistência à insulina. Quando estão associadas, as duas formas de exercícios melhoram os resultados uma da outra e, portanto, atualmente recomenda-se a combinação entre os métodos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos exercícios físicos, uma mudança na dieta é indicada para pacientes com diabetes para melhorar o controle glicêmico e prevenir as possíveis complicações da doença. Entretanto, apesar de serem aspectos elementares no tratamento, essas medidas devem ser auxiliares ao tratamento medicamentoso discutido com o médico. O tratamento adequado do diabetes é fundamental para garantir que sua qualidade de vida seja mantida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Referências:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kirwan JP, Sacks J, Nieuwoudt S. </span><b>The essential role of exercise in the management of type 2 diabetes</b><span style="font-weight: 400;">. Cleve Clin J Med. 2017 Jul;84(7 Suppl 1):S15-S21. doi: 10.3949/ccjm.84.s1.03. PMID: 28708479; PMCID: PMC5846677.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sampath Kumar A, Maiya AG, Shastry BA, Vaishali K, Ravishankar N, Hazari A, Gundmi S, Jadhav R. </span><b>Exercise and insulin resistance in type 2 diabetes mellitus: A systematic review and meta-analysis</b><span style="font-weight: 400;">. Ann Phys Rehabil Med. 2019 Mar;62(2):98-103. doi: 10.1016/j.rehab.2018.11.001. Epub 2018 Dec 13. PMID: 30553010.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pan B, Ge L, Xun YQ, Chen YJ, Gao CY, Han X, Zuo LQ, Shan HQ, Yang KH, Ding GW, Tian JH. </span><b>Exercise training modalities in patients with type 2 diabetes mellitus: a systematic review and network meta-analysis.</b><span style="font-weight: 400;"> Int J Behav Nutr Phys Act. 2018 Jul 25;15(1):72. doi: 10.1186/s12966-018-0703-3. PMID: 30045740; PMCID: PMC6060544.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Yang Z, Scott CA, Mao C, Tang J, Farmer AJ. </span><b>Resistance exercise versus aerobic exercise for type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis</b><span style="font-weight: 400;">. Sports Med. 2014 Apr;44(4):487-99. doi: 10.1007/s40279-013-0128-8. PMID: 24297743.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n.jpg"><img loading="lazy" class="wp-image-2748 alignleft" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n-300x296.jpg" alt="" width="193" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n-300x296.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n.jpg 512w" sizes="(max-width: 193px) 100vw, 193px" /></a></p>
<p class="medium-title bv_h1" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;"><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Wesley Fernando Sales</span></strong></span></span><br />
<em>Graduando em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atua na área de Educação e Difusão do Conhecimento (EDC) do CEPID OCRC através do Programa de Bolsa Auxílio do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE).</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>A carga dupla de má nutrição: um novo desafio nutricional</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/a-carga-dupla-de-ma-nutricao-um-novo-desafio-nutricional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Sep 2022 17:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[carga dupla de má nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[desnutrição]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao longo das últimas décadas, o tema obesidade tem sido foco de diversos estudos científicos e ganhou bastante destaque na mídia em todo o mundo. Com o rápido desenvolvimento tecnológico e mudanças sociais, houve maior consumo de alimentos processados que, associado a redução da atividade física, levou ao aumento significativo do número de pessoas com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ao longo das últimas décadas, o tema <strong>obesidade</strong> tem sido foco de diversos estudos científicos e ganhou bastante destaque na mídia em todo o mundo. Com o rápido desenvolvimento tecnológico e mudanças sociais, houve maior consumo de alimentos processados que, associado a redução da atividade física, levou ao aumento significativo do número de pessoas com sobrepeso e obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Organização Mundial de saúde (OMS): “Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo são obesas, dentre estas: 650 milhões são adultos, 340 milhões são adolescentes e 39 milhões são crianças. Ainda, estima-se que em 3 anos cerca de 167 milhões de pessoas adultos e crianças ficarão menos saudáveis ​​por estarem acima do peso ou obesas.”</p>
<p style="text-align: justify;">Este fato se dá porque o aumento de peso e desenvolvimento da obesidade pode levar ao surgimento de outros problemas de saúde, conhecidos como <strong>comorbidades</strong> associadas a obesidade. Dentre elas, podemos destacar o diabetes, doenças no coração, câncer, doenças renais, dentre outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de já se ter debatido bastante sobre o problema da obesidade, hoje os pesquisadores se confrontaram com um novo problema. <u>O aumento do número de adultos obesos não ocorreu apenas em países desenvolvidos, mas também em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos.</u></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Neste momento, podemos nos perguntar: Mas qual seria a diferença entre estes adultos obesos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente dos países desenvolvidos, os países em desenvolvimento/emergentes e <strong>principalmente</strong> os países considerados sub desenvolvidos enfrentam até hoje o problema da subnutrição infantil. Estima-se que cerca de 151 milhões de crianças com menos de 5 anos tem baixo peso, 47 milhões tem baixa estatura e 340 milhões apresentam deficiência de micronutrientes, com perspectiva de crescimento após a pandemia da COVID-19. Além disso, <strong>atualmente</strong> <strong>45% das mortes de crianças em todo o mundo são atribuídos à subnutrição. </strong><span style="text-decoration: line-through;">Portanto,</span> nestes países o crescimento do número de adultos obesos vem acontecendo mesmo que o problema da subnutrição infantil permaneça. Assim, foi criada uma nova definição relacionada <u>a coexistência entre subnutrição e sobrepeso/obesidade</u>, definida como <strong>dupla carga de má nutrição</strong> e considerada um novo desafio nutricional.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos relacionados ao número de indivíduos acometidos pela dupla carga de má nutrição ainda não mostram resultados conclusivos, porém, destaca-se que as regiões mais afetadas do mundo são: África Subsaariana, Ásia Meridional, Ásia Oriental e Pacífica e o país mais afetado, Indonésia.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a OMS, a carga dupla carga de má nutrição pode ser classificada de diversas formas:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><u>Nível individual</u></span>: Por exemplo, uma pessoa apresentando obesidade com deficiência de uma ou várias vitaminas e minerais <strong>ou</strong> excesso de peso em um adulto que teve atrofia durante a infância.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><u>Nível doméstico</u></span>: Por exemplo, quando a mãe apresenta sobrepeso ou anemia e uma criança ou avô está abaixo do peso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><u>Nível da população</u></span>: Por exemplo, onde há prevalência de subnutrição e excesso de peso na mesma comunidade, nação ou região.</p>
<figure id="attachment_2732" aria-describedby="caption-attachment-2732" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-tipos2.png"><img loading="lazy" class="wp-image-2732 " src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-tipos2-300x181.png" alt="" width="646" height="390" /></a><figcaption id="caption-attachment-2732" class="wp-caption-text">Fonte: World Health Organization (WHO)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos, os estudos científicos tem se concentrado em entender os aspectos políticos, sociais e econômicos da carga dupla de má nutrição. Mas em linhas claras, o que seria isto?</p>
<p style="text-align: justify;">Basicamente determinar o número de indivíduos afetados, quais efeitos econômicos aos países e quais estratégias podem ser utilizadas para reduzir o número de afetados e tratar os que sofrem com este tipo de alteração nutricional. No entanto, como sabemos que a obesidade leva a comorbidades, alguns estudos também tem se dedicado a <strong>entender se uma pessoa que passou pela subnutrição durante o desenvolvimento é mais propensa a desenvolver comorbidades quando se torna um adulto obeso, comparado a uma pessoa que não passou pela subnutrição. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em um estudo longitudinal recente, os autores mostraram que os adolescentes que vivenciaram a insegurança alimentar eram mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças durante a vida adulta. Entretanto, <strong>o porquê</strong> disto ainda permanece desconhecido.</p>
<p style="text-align: justify;">De forma a ajudar ao entendimento deste <strong>porquê</strong>, um grupo de pesquisa do <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ib.unicamp.br/endocrino/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Laboratório de Pâncreas Endócrino e Metabolismo</a></span> do <a href="https://www.ib.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Instituto de Biologia</span></a> da <a href="www.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">UNICAMP</span></a> vem se dedicando a <u>entender quais alterações que diferenciam a carga dupla de má nutrição do modelo de obesidade sem subnutrição prévia</u>.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos realizados ao longo de mais de uma década, utilizando modelos experimentais, demonstraram que <strong>camundongos subnutridos durante a adolescência e obesos na fase adulta</strong> foram <strong>mais susceptíveis a obesidade</strong>, apresentando maior peso corporal, peso das gorduras e aumento do consumo de energia. Ainda, apresentam <strong>mais probabilidade no desenvolvimento do diabetes </strong>(uma comorbidade comum durante a obesidade), com falha na função das células do pâncreas responsáveis pela secreção de insulina, hormônio fundamental para controle da glicose sanguínea. Além disto, foi observado que roedores que passaram pela carga dupla de má nutrição <strong>são mais resistentes aos tratamentos para perda de peso e diabetes</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><u>Em suma, estes estudos demonstram que a dupla carga de má nutrição leva a alterações diferentes da obesidade sem subnutrição prévia, que pode tornar esta pessoa mais propensa a desenvolver doenças na fase adulta e ser mais resistente a tratamentos. </u></p>
<p style="text-align: justify;">Com isto, se destacou a importância de mais estudos em humanos para entender quais alterações são responsáveis por esta maior susceptibilidade e quais tratamentos podem ser melhor recomendados para estas pessoas. E ainda, ressalta o quão importante é estudar este novo desafio nutricional.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">Zemrani, M. Gehri, E. Masserey, C. Knob, R. Pellaton, A hidden side of the COVID-19 pandemic in children: the double burden of undernutrition and overnutrition, Int. J. Equity Health. 20 (2021) 1–4. https://doi.org/10.1186/s12939-021-01390-w</li>
<li style="text-align: justify;">Headey, R. Heidkamp, S. Osendarp, M. Ruel, N. Scott, R. Black, M. Shekar, H. Bouis, A. Flory, L. Haddad, N. Walker, Impacts of COVID-19 on childhood malnutrition and nutrition-related mortality, Lancet. 396 (2020) 519–521. <a href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(20)31647-0">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(20)31647-0</a>.</li>
<li style="text-align: justify;">J.C. Wells, A.L. Sawaya, R. Wibaek, M. Mwangome, M.S. Poullas, C.S. Yajnik, A. Demaio, The double burden of malnutrition: aetiological pathways and consequences for health, Lancet. (2020) 75–88. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(19)32472-9.</li>
<li style="text-align: justify;">Nikolaus Cassandra, H.E. Luciana, Z.-K. Anna, S.I. Ka, Risk of food insecurity in youg adulthood and logitudinal change in cardiometabolic Health: Evidence from the National Longitudinal Study of Adolescent to Adult Health, J. Nutr. (2022). https://doi.org/10.1093/jn/nxac0055.</li>
<li style="text-align: justify;">Barry M. Popkin, Camila Corvalan, Laurence M. Grummer-Strawn, Dynamics of the Double Burden of Malnutrition and the Changing Nutrition Reality, Lancet. (2020) 65–74.</li>
<li style="text-align: justify;">R. Araujo, C. Lubaczeuski, E. M. Carneiro, Effects of double burden malnutrition on energetic metabolism and glycemic homeostasis: A narrative review, Life Sci. (2022) 307:120883. doi: 10.1016/j.lfs.2022.120883.</li>
<li style="text-align: justify;">WHO, Double-duty actions for nutrition Policy Brief, Wh<span style="color: #000000;">o/Nmh/Nhd/17.2. (2017) 10. <a style="color: #000000;" href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-NMH-NHD-17.2">https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/255414/WHO-NMH-NHD-17.2- eng.pdf?ua=1</a>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">WHO, Obesity and overweight, World Heal. Organ. (2020). https://w</span>ww.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/698933/thiago-dos-reis-araujo"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2723" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem2THIAGO-279x300.png" alt="" width="186" height="200" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem2THIAGO-279x300.png 279w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem2THIAGO.png 294w" sizes="(max-width: 186px) 100vw, 186px" /></a></p>
<p class="medium-title bv_h1" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/698933/thiago-dos-reis-araujo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-size: 11pt;"><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Thiago dos Reis Araujo</span></strong></span></a></span><br />
<em>Biólogo, doutorando do Laboratório de Pâncreas Endócrino e Metabolismo (UNICAMP/Campinas), vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Sua linha de pesquisa tem enfoque em Fisiologia Endócrina, principalmente, envolvendo as alterações na secreção e ação da insulina e glucagon na desnutrição, obesidade e diabetes, assim como, na busca por alvos terapêuticos para o tratamento destas síndromes.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/a-carga-dupla-de-ma-nutricao-um-novo-desafio-nutricional/">A carga dupla de má nutrição: um novo desafio nutricional</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Jejum intermitente: realmente uma boa estratégia para a perda de peso?</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/jejum-intermitente-realmente-uma-boa-estrategia-para-a-perda-de-peso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 13:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecimento]]></category>
		<category><![CDATA[jejum intermitente]]></category>
		<category><![CDATA[perda de peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem nunca quis perder alguns quilinhos e buscou na internet a melhor dieta para esse fim que atire a primeira pedra! É muito comum nos depararmos com esse tipo de informação na web onde várias dietas já foram apontadas como a salvadora da pátria. Nos últimos anos, foi evidenciado pela mídia os diversos efeitos positivos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem nunca quis perder alguns quilinhos e buscou na internet a melhor dieta para esse fim que atire a primeira pedra! É muito comum nos depararmos com esse tipo de informação na web onde várias dietas já foram apontadas como a salvadora da pátria. Nos últimos anos, foi evidenciado pela mídia os diversos efeitos positivos do jejum intermitente não só para o emagrecimento, mas também para melhora de alguns parâmetros metabólicos, como níveis de colesterol e pressão, por exemplo. Mas será que o jejum intermitente é mesmo melhor para perda de peso do que uma redução de calorias comum?</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mais nada é importante definir o jejum intermitente que consiste em um padrão de dieta no qual o indivíduo passa por períodos de jejum intercalados por momentos de ingestão alimentar normal. Existem alguns protocolos descritos na literatura, dentre eles os mais estudados são: jejum de dias alternados (0-500 kcal por dia de jejum alternando o próximo dia com alimentação normal), dieta 5:2 (2 dias de jejum e 5 dias de alimentação normal) e jejum com restrição de tempo (alimentação realizada dentro de um período de tempo específico durante o dia), os quais já foram relacionados com perda de peso e melhora da saúde metabólica com um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, estudos em animais e humanos mostraram que essa prática foi associada com redução no peso, alterações na composição corporal, melhora nos níveis de açúcar no sangue e dos marcadores de risco cardiovascular.  Mas qual seria o mecanismo por trás desses possíveis benefícios? Na verdade, a possível justificativa para isso é que <strong>durante o jejum para a manutenção das funções do nosso corpo ocorre a mudança da utilização de carboidrato para a utilização de cetonas e ácidos graxos como principal fonte de energia favorecendo uma adaptação metabólica que contribui para a melhora da composição corporal e dos parâmetros metabólicos citados acima.</strong>  No entanto, é importante ressaltar que os dados disponíveis com relação a prática do jejum intermitente até o momento são baseados em resultados obtidos <strong>em estudos realizados em modelo animal e ensaios clínicos com número reduzidos de participantes acompanhados por curto período de tempo, o que não nos permite conclusões com relação a sustentação do peso perdido bem como recomendar com segurança essa prática em seres humanos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, apesar dos diversos benefícios evidenciados pela mídia, alguns efeitos colaterais também já foram descritos, dentre eles, <strong>tontura</strong>, <strong>fraqueza,</strong> bem como <strong>hipoglicemia</strong>, principalmente nas pessoas com diabetes em uso de insulina ou medicamentos orais. É importante destacar também que o jejum prolongado pode levar a destruição de proteínas musculares para gerar glicose favorecendo a perda de massa magra, fator que pode ser minimizado com a realização de exercício de força; e que essa prática pode ser contraindicada nas seguintes situações: <strong>gestação, lactação, crianças, idosos, pessoas com deficiências do sistema imune e em risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares</strong>. Portanto, a realização desse tipo de dieta deve sempre ser supervisionada por um profissional de saúde capacitado, sendo que o nutricionista antes de indicar essa prática deve sempre avaliar o histórico de vida e alimentar do seu paciente para verificar se o jejum intermitente seria uma conduta nutricional adequada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000; font-size: 14pt;">Jejum intermitente não é melhor para a perda de peso do que uma restrição de calorias tradicional</span></p>
<p style="text-align: justify;">Embora encontramos na internet diversas matérias evidenciando o efeito positivo desse tipo de dieta, as evidências científicas atuais apontam que o grau de perda de peso alcançado com o jejum intermitente <strong>não é superior àquele atingido com as abordagens tradicionais de dieta.</strong> Chamo atenção para o estudo publicado recentemente pelo prestigiado <em>New England Journal of Medicine, </em>onde foi comparado a restrição calórica comum com um regime de alimentação com a restrição de tempo (alimentação diária realizada das 08:00 às 16:00), onde não foi observado diferenças significativas na quantidade de peso perdido bem como na quantidade de gordura corporal, sugerindo que qualquer balanço energético negativo (quantidade de calorias consumida menos quantidade de calorias gasta) pode contribuir para perda de peso e melhora de parâmetros metabólicos, sendo a dieta mais eficaz aquela que pode ser seguida a longo prazo favorecendo a perda sustentada de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como mensagem final, é importante lembrar que precisamos olhar com cautela as informações de saúde disseminadas pela mídia. Até o momento, <strong>o melhor caminho para o emagrecimento saudável e sustentado continua sendo a construção de hábitos alimentares saudáveis em conjunto com a prática de atividade física regular que devem ser seguidos por toda a vida, dificilmente as dietas muito restritivas são sustentáveis a longo prazo</strong>. Com relação ao jejum intermitente, faltam estudos clínicos bem desenhados, com períodos de acompanhamento maiores e com protocolos bem definidos que comparem o jejum intermitente versus a restrição calórica comum e respondam questões referentes a eficácia dessa prática na saúde metabólica, seus efeitos adversos, bem como a manutenção do peso perdido. Antes desses estudos, <strong>não se pode recomendar com segurança a sua realização.</strong></p>
<p><strong>Referências:</strong><br />
Varady, K.A, Cienfuegos, S., Ezpeleta, M., Kelsey Gabel. Clinical applications of intermitente fasting for weight loss: progress and fu<span style="color: #000000;">ture directions. Nature Reviews Endocrinology, v.18, p. 309-321, 2022. DOI: <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1038/s41574-022-00638-x">10.1038/s41574-022-00638-x</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Deying, L. et al. Calorie Restriction with or without Time-Restricted Eating in weight Loss. The New England Jornal of Medicine 2022; 386: 1495-504. DOI: <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1056/nejmra1905136">10.1056/NEJMra1905136</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;">ASBRAN. <strong>Parecer técnico 01/2019. </strong>Brasília: Associação Brasileira de Nutrição, 05</span> de fevereiro de 2019. Disponível em: https://www.asbran.org.br/storage/downloads/files/2019/08/parecer-jejum-intermitente-1567189454.pdf</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/690119/maria-eduarda-martelli/"><img loading="lazy" class="wp-image-2298 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300.jpg" alt="" width="182" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300.jpg 288w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-768x801.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2.jpg 952w" sizes="(max-width: 182px) 100vw, 182px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Eduarda Martelli</strong><br />
<em>Nutricionista e Mestra em Ciências da Nutrição do Esporte e metabolismo (FCA-UNICAMP), Doutoranda em Clínica Médica (FCM-UNICAMP) e aluna do Laboratório de Investigação do Metabolismo e Diabetes, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa clínica na área de obesidade e suas complicações metabólicas com foco no tecido adiposo marrom.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Colesterol bom: por que se preocupar se estiver baixo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 17:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aterosclerose]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[colesterol bom]]></category>
		<category><![CDATA[doenças cardiovasculares]]></category>
		<category><![CDATA[HDL]]></category>
		<category><![CDATA[LDL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partícula de HDL-c (High-Density Lipoprotein), popularmente conhecida como “colesterol bom”, foi descoberta em 1921 e ainda hoje intriga a ciência. Trata-se de uma partícula com capacidade de reduzir os processos de oxidação, inflamação e de formação de placas de gordura nos nossos vasos sanguíneos. Ela é composta principalmente pela Apolipoproteina A1 (ApoA1), que corresponde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A partícula de HDL-c (<em>High-Density Lipoprotein</em>), popularmente conhecida como “colesterol bom”, foi descoberta em 1921 e ainda hoje intriga a ciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de uma partícula com capacidade de reduzir os processos de oxidação, inflamação e de formação de placas de gordura nos nossos vasos sanguíneos. Ela é composta principalmente pela Apolipoproteina A1 (ApoA1), que corresponde a cerca de 70% da HDL; apresenta também diversas outras apolipoproteínas, como a PON-1, também com ações semelhantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estudos envolvendo seres humanos confirmaram que os níveis de HDL mais elevados, em geral, se relacionam a menor risco de doença cardiovascular</strong> (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral), diabetes tipo 2 e esteatose-hepática, a chamada “gordura no fígado”. Mais recentemente, também tem sido demonstrado que níveis mais altos de HDL se relacionam a menor chance de desenvolvimento de demência cerebral, doença de Parkinson e outras doenças cerebrais.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Se o meu HDL-c for baixo, há algum remédio para torná-lo mais alto? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sim. No entanto, todos as medicações até agora desenvolvidas para aumentar o HDL-colesterol ou trouxeram muito efeitos colaterais ou falharam em reduzir a incidência de doenças cardiovasculares e a mortalidade. Em outras palavras: apesar de ser possível aumentar farmacologicamente os níveis de HDL-c, não se obtém os mesmos resultados esperados.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Por que tornar o HDL-c mais alto, artificialmente, não traz a repercussão esperada? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como mencionado acima, a HDL é uma partícula extremamente complexa, capaz de realizar ação antioxidante, anti-inflamatória e redutora da formação de placas de gordura. No entanto, em condições como obesidade, diabetes e doença cardiovascular, o indivíduo apresenta um grau baixo de inflamação, que induz redução de tamanho e perda de função da HDL. Portanto, ainda que aumente a concentração sanguínea, artificialmente, a HDL não trará os benefícios desejados.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>E qual é o melhor modo de melhorar os níveis de HDL-c e ter os benefícios? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para se alcançar estes resultados, é necessário que haja redução da resistência à ação da insulina e dos níveis de triglicérides. <strong>Para tal, a melhor forma é a realização de atividade física e a perda de gordura corporal.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>O que fazer se meus níveis de HDL-c forem baixos? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sabendo que uma pessoa com níveis de HDL-c baixos tem maior risco de diabetes, doenças cardíacas e esteatose hepática, o indivíduo que sofre com esta condição deve estar atento ao seu peso, índice de massa corporal (IMC), bem como reduzir o risco destas mesmas patologias através da adequação da sua glicemia, LDL (“colesterol ruim”), pressão arterial e nível de atividade física.</p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, apesar da partícula de HDL-c ser essencial para a prevenção das principais doenças que afligem a humanidade, não há um modo farmacológico, medicamentoso, eficiente para aumentar seus níveis e ter bons resultados na saúde. Pessoas com baixos níveis de HDL-c devem atentar a outros fatores de risco cardiovasculares e atuar sobre eles para a melhora da sua saúde global.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>Hamer M, O&#8217;Donovan G, Stamatakis E. High-Density Lipoprotein Cholesterol and Mortality: Too Much of a Good Thing? Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2018 Mar;38(3):669-672. doi: 10.1161/ATVBAHA.117.310587. Epub 2018 Jan 11. PMID: 29326314.</p>
<p>Khanna S, Wilkins JT, Ning H, et al. Lipoprotein Levels in Early Adulthood and NAFLD in Midlife: The Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA) Study. J Nutr Metab. 2022 Apr 14;2022:1727711. doi: 10.1155/2022/1727711. PMID: 35462864; PMCID: PMC9023214.</p>
<p>Turri M, Marchi C, Adorni MP, et al. Emerging role of HDL in brain cholesterol metabolism and neurodegenerative disorders. Biochim Biophys Acta Mol Cell Biol Lipids. 2022 May;1867(5):159123. doi: 10.1016/j.bbalip.2022.159123. Epub 2022 Feb 11. PMID: 35151900.</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-scaled.jpg"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2693" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-261x300.jpg" alt="" width="165" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-261x300.jpg 261w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-891x1024.jpg 891w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-768x883.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-1336x1536.jpg 1336w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-1782x2048.jpg 1782w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-1068x1228.jpg 1068w" sizes="(max-width: 165px) 100vw, 165px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ikaro Breder</strong><br />
<em>Médico clínico e endocrinologista, doutorando em Fisiopatologia Médica (FCM/UNICAMP), aluno do Laboratório de Biologia Vascular e Aterosclerose (FCM/UNICAMP), vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa clínica e assistência ambulatorial de pacientes com diabetes, obesidade, dislipidemia, hipertensão, osteoporose e doenças tireoidianas.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Quando o suor excessivo durante a alimentação pode ser um problema?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 19:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[HGD]]></category>
		<category><![CDATA[hiperidrose gustativa]]></category>
		<category><![CDATA[hiperidrose gustativa diabética]]></category>
		<category><![CDATA[suor excessivo]]></category>
		<category><![CDATA[transpiração na alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma breve visão sobre a hiperidrose gustativa diabética Pessoas que transpiram em excesso e tiveram a oportunidade de buscar atendimento para um diagnóstico clínico, devem estar familiarizadas com o termo: hiperidrose. A hiperidrose é a denominação para suor excessivo, criada a partir da junção de hiper (excesso) + hidrose (transpiração). Em geral, há poucos estudos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Uma breve visão sobre a hiperidrose gustativa diabética</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pessoas que transpiram em excesso e tiveram a oportunidade de buscar atendimento para um diagnóstico clínico, devem estar familiarizadas com o termo: <u>hiperidrose.</u> A hiperidrose é a denominação para suor excessivo, criada a partir da junção de hiper (excesso) + hidrose (transpiração).</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, há poucos estudos populacionais que apresentam informações precisas e atualizadas sobre a hiperidrose nos países. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a hiperidrose primária, a qual pode ser percebida em mãos, pés, axilas, cabeça ou rosto, afeta aproximadamente de 2 a 3% da população. Nos Estados Unidos da América, este índice pôde ser calculado a partir de um estudo com questionário enviado por correio, o qual estimou que 2,8% da população (7,8 milhões de indivíduos), compartilhavam da mesma percepção de transpirar de forma excessiva (1). Apesar da limitação metodológica para a notificação da hiperidrose neste estudo, pois exige uma verificação individualizada de um clínico, ainda assim, a prevalência deste distúrbio na população de ambos os países parece coincidir.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, existe um tipo de hiperidrose muito particular que sofre igualmente com problemas de notificação, mas que ocorre exclusivamente durante a ingestão de alimentos e bebidas, podendo até mesmo se manifestar através da simples percepção do cheiro destes, denominada: <strong>hiperidrose gustativa</strong>. Na hiperidrose gustativa, ocorre a transpiração excessiva, principalmente em regiões do couro cabeludo, face, pescoço e rubor facial, estes efeitos têm sido percebidos e estudados ao longo de 300 anos, de acordo com registros literários (2, 3). Mesmo sendo evidenciada há séculos, ainda há uma ausência de classificação internacional para hiperidrose gustativa para a distinção em relação a dois tipos de manifestação: a primeira, é dependente do tipo de alimentação ingerida, como no caso dos alimentos condimentados e picantes, induzindo a hiperidrose gustativa que pode ser nomeada como “fisiológica”; a segunda, é independente do tipo de alimentação ingerida, ou seja, ocorre <u>SEMPRE</u> quando se realiza a ingestão de alimentos sólidos ou líquidos e, que pode ser nomeada como hiperidrose gustativa “não fisiológica” (4). Mesmo não sendo uma classificação oficial, estes termos auxiliam na compreensão da influência que o tipo de alimento tem sobre a manifestação da hiperidrose.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto<strong>, poucos estudos demonstram a existência de uma associação da manifestação de hiperidrose gustativa “não fisiológica” em indivíduos com o diabetes mellitus do tipo 1 e 2</strong>. Esta correlação foi divulgada pela primeira vez por P. J Watkins no ano de 1973 (5),  quando foi publicado um estudo clínico com 6 pacientes voluntários com diabetes e, que expressavam a hiperidrose gustativa. Controversamente, mesmo com o avanço da capacidade investigativa da ciência atualmente, este distúrbio tem sido pouco estudado. A maior parte da literatura disponível sobre hiperidrose gustativa diabética (HGD) é composta por relatos de casos clínicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os apontamentos feitos Watkins no artig<em>o</em>:<em> “Facial sweating after food: a new sign of diabetic autonomic neuropathy” (tradução livre: Sudorese facial após comer: um novo sinal de neuropatia autonômica diabética)</em>, a correlação com a transpiração excessiva seria o resultado de um processo de degeneração dos nervos do sistema nervoso autônomo simpático provocado pelo diabetes. Com o intuito de avaliar esta hipótese, Watkins utilizou um protocolo experimental bastante simples, sugerindo aos pacientes voluntários com diabetes, previamente diagnosticado com hiperidrose gustativa que fizessem a ingestão de queijo e chocolate, seguida da administração intravenosa de atropina, um fármaco que age como bloqueador da atividade do sistema nervoso autônomo. Desta forma, foi possível verificar a ausência de transpiração enquanto os voluntários mastigavam, comprovando assim o papel do sistema nervoso autônomo na HGD (5).</p>
<p style="text-align: justify;">É importante notar que a <strong>hiperidrose gustativa pode manifestar de forma idiopática na população não diabética, bem como, em indivíduos com nefropatia ou aqueles que manifestem a chamada síndrome de Frey</strong> (lesão da glândula salivar) (6, 7). Entretanto, faltam trabalhos na literatura que comprovem a maior incidência e prevalência na população diabética quando comparado com a população não diabética. A maioria dos estudos são de casos clínicos, ou seja, estudos observacionais com pouco impacto para serem apreciados e subsidiarem diretrizes internacionais. Uma alternativa que tem sido viabilizada são estudos com questionários auto declaratórios com preenchimento “<em>on-line”</em>, sobre a percepção de transpiração excessiva na população diabética e não diabética. Muito embora, estes protocolos possuem um limite restrito de confiabilidade dos dados obtidos, devido ao alto grau de imprecisão do diagnóstico com ausência de um clínico experiente utilizando métodos de quantificação da transpiração considerados padrão ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de parecer inofensivo a HGD é um mal que pode causar grandes impactos na qualidade de vida. Este distúrbio pode se relacionar com constrangimentos sociais, psíquicos e físicos, podendo levar o indivíduo a interromper seus padrões normais de alimentação – prejudicando, em especial, aqueles com diabetes e que necessitam ter o controle da alimentação com periodicidade controlada (4, 5).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Medidas para atenuar a manifestação da HGD, podem ser consideradas paliativas,</strong> visto que, a causa está relacionada ao descontrole do metabolismo da glicose/insulina e, consequentemente a degeneração dos nervos autonômicos, como resultado de seus efeitos crônicos. É provável que exista um imenso vale de distanciamento entre nosso conhecimento sobre mecanismo intra e intercelulares e o que ocorre de fato na HGD. Portanto, o desenvolvimento de meios para atenuar os efeitos deste distúrbio, dependerá necessariamente dos avanços em pesquisas científicas nesta área. Entretanto, há uma classe de medicamentos chamada anticolinérgicos, a qual pode representar uma alternativa de tratamento, pois agem a partir do bloqueio do neurotransmissor acetilcolina, impedindo sua ligação aos receptores muscarínicos, desta forma, modificando a resposta do sistema nervoso autônomo (8). Alguns destes medicamentos, principalmente de uso oral podem causar muitos efeitos adversos, fazendo com que aqueles de uso tópico possam ter maior adesão ao tratamento (8).</p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de tratamento é através da aplicação da toxina botulínica do tipo A. Esta bloqueia a liberação da acetilcolina na fenda pré-sináptica, impedindo a ligação aos receptores, consequentemente, acarretando a diminuição da atividade do sistema nervoso autônomo e a produção excessiva de suor. Todavia, apesar de ser uma terapêutica que apresenta resultados satisfatórios e poucos efeitos adversos, a toxina botulínica do tipo A tem como principal desvantagem a reduzida durabilidade dos seus efeitos, apresentando uma média de 6 meses de efetividade, sendo necessário que o paciente faça novas aplicações após este período (6).</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>É importante ressaltar que independentemente do tratamento apresentado ao longo do texto, todos devem ser prescritos por médicos, essencialmente, aqueles especialistas em cuidados com pacientes com HGD.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, para além dos efeitos psicossomático e igualmente indesejáveis da HGD, a simples percepção do excesso de transpiração durante a alimentação pode ser um sinal facilmente perceptível do agravamento do quadro de neuropático. Portanto, a divulgação deste alerta se faz necessário, à medida que mais indivíduos possam ter consciência e recorrer ao acompanhamento médico para a avaliação da gravidade, bem como, para indicações de medidas de controle do diabetes.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li>Strutton DR, Kowalski JW, Glaser DA, Stang PE. US prevalence of hyperhidrosis and impact on individuals with axillary hyperhidrosis: results from a national survey. J Am Acad Dermatol. 2004;51(2):241-8.</li>
<li>van der Linden J, Sinnige HA, van den Dorpel MA. Gustatory sweating and diabetes. The Netherlands journal of medicine. 2000;56(4):159-62.</li>
<li>Dunbar EM, Singer TW, Singer K, Knight H, Lanska D, Okun MS. Understanding gustatory sweating. What have we learned from Lucja Frey and her predecessors? Clin Auton Res. 2002;12(3):179-84.</li>
<li>Klarskov CK, von Rohden E, Thorsteinsson B, Tarnow L, Lommer Kristensen P. Gustatory sweating in people with type 1 and type 2 diabetes mellitus: Prevalence and risk factors. Endocrinol Diabetes Metab. 2021;4(4):e00290.</li>
<li>Watkins PJ. Facial sweating after food: a new sign of diabetic autonomic neuropathy. British medical journal. 1973;1(5853):583-7.</li>
<li>Restivo DA, Lanza S, Patti F, Giuffrida S, Marchese-Ragona R, Bramanti P, et al. Improvement of diabetic autonomic gustatory sweating by botulinum toxin type A. Neurology. 2002;59(12):1971-3.</li>
<li>Santos RC, Chagas JF, Bezerra TF, Baptistella JE, Pagani MA, Melo AR. Frey syndrome prevalence after partial parotidectomy. Brazilian journal of otorhinolaryngology. 2006;72(1):112-5.</li>
<li>Shaw JE, Abbott CA, Tindle K, Hollis S, Boulton AJ. A randomised controlled trial of topical glycopyrrolate, the first specific treatment for diabetic gustatory sweating. Diabetologia. 1997;40(3):299-301.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE OS AUTORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="wp-image-2675 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1-300x291.jpg" alt="" width="190" height="184" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1-300x291.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1.jpg 547w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></strong><strong>Larissa Ketlen De Oliveira Barbosa</strong><em><br />
Graduanda em Biomedicina pela Universidade São Francisco (USF-CAMPINAS). Estagiária no Laboratório de Aterosclerose e Biologia Vascular, AteroLab (UNICAMP) &#8211; CEPID OCRC.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/0887170861657109"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2674" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Helison-300x281.jpg" alt="" width="190" height="178" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Helison-300x281.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Helison.jpg 499w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong>Helison Rafael Pereira do Carmo</strong><br />
<em>Farmacêutico-bioquímico. Doutor em Ciências pela Faculdade de Ciências Médicas (UNICAMP), com período no Hatter Cardiovascular Institute – UCL (Londres). Atua na área de pesquisa cardiovascular, pós-doutoramento no Laboratório de Aterosclerose e Biologia Vascular, AteroLab (UNICAMP) &#8211; CEPID OCRC.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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