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	<title>covid-19 | SobrePeso</title>
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	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
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		<title>Alimentação e doenças relacionadas ao sistema imune</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2021 14:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em relação à alimentação como base para saúde, muitos pacientes acometidos por este conjunto heterogêneo de doenças <strong>buscam por alternativas na sua dieta como uma forma de diminuir o processo inflamatório que se mantém ou até mesmo para diminuir o risco de complicações</strong>. Porém, ainda é precoce e inconclusivo estabelecer recomendações de exclusão ou restrição de dietas específicas e padronizadas com a finalidade de tratar ou evitar o agravamento dessas doenças. Porém, a falta de associações mais claras dessas doenças com a nutrição não anula a necessidade de boas escolhas alimentares associadas com práticas de atividade física, garantindo uma qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pacientes com doenças relacionadas ao sistema imune possuem um risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares aumentado</strong> comparado com a população geral, isso é um fato que deve ser considerado essencial para adoção de hábitos saudáveis pelos pacientes. É importante reiterar os pontos muito bem retratados no “Guia Alimentar para população brasileira”, que uma alimentação balanceada deve ser baseada no consumo de alimentos <em>in natura</em> e minimamente processados (frutas, hortaliças, cereais, tubérculos, leguminosas, legumes, carnes, ovos) e com consumo limitado de alimentos ultraprocessados (alimentos industrializados que, de maneira geral, são desbalanceados nutricionalmente, ricos em sódio, gorduras de má qualidade, açúcares simples e aditivos alimentares). Já é bem estabelecido que <strong>a “dieta ocidental”</strong> &#8211; com alto consumo de ultraprocessados, sódio, açúcares, gordura e proteína animal &#8211; <strong>está associada com uma influência negativa em células do sistema imune</strong>, que são fundamentais para o controle das respostas inflamatórias e modulação do sistema imune. Além disso, algumas vitaminas (A, B6, B12, folato, C, D e E) e oligoelementos (zinco, cobre, selênio, ferro) são indispensáveis para um bom desempenho da função imune.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo feito pela Universidade de São Paulo, já evidenciou <strong>um aumento do risco cardiometabólico em pacientes que possuem artrite reumatóide, caracterizados por um consumo maior de alimentos ultraprocessados</strong>. Enquanto os pacientes que também eram acometidos pela doença, mas consumiam mais alimentos in natura, ou seja, tinham uma alimentação mais natural, possuíam um risco menor. Além disso, já foi demonstrado previamente pelo nosso grupo de estudos que pacientes com doença de Crohn apresentaram uma alta prevalência de sobrepeso e obesidade, levando a um aumento do risco principalmente para doenças cardiovasculares, além de estarem mais suscetíveis à doença ativa e a hospitalização. Também foi observado inadequação dos níveis séricos de nutrientes importantes entre esses pacientes, como ferro e zinco. Nossa pesquisa também demonstrou que pacientes na fase ativa da doença e aqueles que apresentavam um maior número de sintomas, consumiam com maior frequência alimentos pertencentes ao grupo de ultraprocessados, como o suco industrializado e refrigerante. Esses dados nos mostram a necessidade de um aconselhamento nutricional adequado, a fim de melhorar a terapia dietética e a qualidade de vida desses pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/imagem-do-texto.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-2478 aligncenter" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/imagem-do-texto-300x206.jpg" alt="" width="540" height="371" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Diante do atual cenário da pandemia do novo CORONAVÍRUS, as informações relacionadas à alimentação e nutrição têm se propagado de forma muito rápida, inclusive no contexto das doenças relacionadas ao sistema imune. Com o intuito de melhorar a imunidade e reduzir os efeitos causados pela infecção do vírus, o uso de suplementos alimentares tem sido discutido e até mesmo divulgado por meios não oficiais e sem respaldo científico. Porém, é importante destacar que, até o momento, <strong>não há evidências científicas demonstrando que a suplementação possa exercer um papel protetor ou terapêutico em relação à infecção da COVID-19</strong>, nem mesmo que um superalimento ou fórmula nutricional possa alcançar esse objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, a orientação para esses pacientes é que sigam um padrão de alimentação que forneça todos os nutrientes importantes para manter um bom funcionamento do sistema imune, evitando componentes alimentares capazes de estimular o sistema imunológico, como aqueles presentes em produtos processados e ultraprocessados, que podem levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, especialmente a obesidade. Além disso, o consumo deliberado desses alimentos pode aumentar o risco de deficiências nutricionais. Vale ressaltar que as orientações devem ser individualizadas levando-se em consideração todas as dimensões biopsicossocioculturais envolvidas nas escolhas alimentares, como estilo de vida, crenças, intolerâncias, acesso aos alimentos e outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong><br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção<br />
Básica. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da saúde, Secretaria de<br />
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">CALDER, P. C. Nutrition, immunity and COVID-19. BMJ Nutrition, Prevention &amp; Health, v.<br />
3, n. 1, p. 74–92, jun. 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">CFN. Conselho Federal de Nutricionistas. Nota Oficial: Orientações à população e<br />
para os nutricionistas sobre o novo coronavírus. 2020. Disponível em<br />
&lt;https://www.cfn.org.br/index.php/destaques/19913/&gt; Acesso em 08/02/2021.</p>
<p style="text-align: justify;">DE CASTRO, M. M. et al. Impaired nutritional status in outpatients in remission or with active Crohn’s disease – classified by objective endoscopic and imaging assessments. Clinical Nutrition ESPEN, v. 33, p. 60–65, out. 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">DE CASTRO, M. M. et al. Dietary Patterns Associated to Clinical Aspects in Crohn’s Disease<br />
Patients. Scientific Reports, v. 10, n. 1, p. 7033, 27 dez. 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">MANZEL, A. et al. Role of “Western Diet” in Inflammatory Autoimmune Diseases. Current<br />
Allergy and Asthma Reports, v. 14, n. 1, p. 404, 15 jan. 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">SMAIRA, F. I. et al. Ultra-processed food consumption associates with higher cardiovascular risk in rheumatoid arthritis. Clinical Rheumatology, v. 39, n. 5, p. 1423–1428, 4 maio 2020.</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE OS AUTORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/3257867262445133" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2532" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor-279x300.jpg" alt="" width="190" height="205" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor-279x300.jpg 279w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor.jpg 287w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a>Vitor Nascimento dos Santos</strong><br />
<em>Estudante de Nutrição (FCA/UNICAMP), atualmente estudante de mobilidade internacional no curso de Nutrição Humana e Dietética da Universidade de Zaragoza (Espanha). Além disso, fez parte do programa de Iniciação Científica trabalhando com Doenças Inflamatórias Intestinais e o desenvolvimento de deficiências nutricionais e risco cardiovascular nesses pacientes, especialmente na doença de Crohn.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa.jpeg"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2475" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-300x276.jpeg" alt="" width="190" height="175" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-300x276.jpeg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-768x706.jpeg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa.jpeg 960w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong>Maysa Santos</strong><br />
<em>Estudante de Nutrição (FCA/UNICAMP), atualmente é aluna de Iniciação Científica do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, e desenvolve uma pesquisa sobre Doenças Inflamatórias Intestinais e consumo alimentar, em especial o consumo de fibras e FODMAPs e a sua relação com os sintomas em pacientes com doença de Crohn.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/2498062740788230" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2531" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marina.jpg" alt="" width="190" height="226" /></a><strong>Marina Moreira de Castro</strong><br />
<em>Nutricionista (UNIMEP &#8211; Piracicaba), atualmente é aluna de doutorado do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo (FCA/UNICAMP), e do Laboratório de Investigação em Doenças Inflamatórias Intestinais (FCM/UNICAMP) vinculados ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua principalmente na área de pesquisa com Doenças Inflamatórias Intestinais, estudando a microbiota intestinal, o estado nutricional e o consumo alimentar, bem como o desenvolvimento de potenciais biomarcadores fecais na doença de Crohn.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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		<title>Subnutrição e COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 18:57:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo enfrenta atualmente a pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e, até o início de fevereiro de 2021, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 105.658.476 pessoas já haviam sido infectadas. O quadro clínico de pacientes com COVID-19 é variável, podendo apresentar desde formas assintomáticas e sintomas leves até condições mais graves que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O mundo enfrenta atualmente a pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e, até o início de fevereiro de 2021, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 105.658.476 pessoas já haviam sido infectadas. O quadro clínico de pacientes com COVID-19 é variável, podendo apresentar desde formas assintomáticas e sintomas leves até condições mais graves que necessitam de atendimento em unidades de terapia intensiva (UTI). Já foi descrito que alterações no estado nutricional, relacionadas ao consumo excessivo de nutrientes, são relevantes para o desfecho clínico desta doença na fase aguda. A inflamação sistêmica, o comprometimento do sistema imunológico, sarcopenia, doenças respiratórias e doenças cardiovasculares e metabólicas relacionadas à obesidade podem atuar como fatores cruciais para a relação entre o estado nutricional do paciente e o curso da COVID-19. Porém, mais recentemente, <strong>cientistas observaram que o baixo consumo de nutrientes</strong>, podendo caracterizar quadros de subnutrição, <strong>pode também ser um fator agravante no curso do desenvolvimento da infecção por SARS-Cov2</strong> (o vírus causador da COVID-19).</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a OMS, a desnutrição inclui o excesso ou a deficiência no consumo de nutrientes, abrangendo, desse modo, o sobrepeso, a obesidade, a deficiência de micronutrientes e a subnutrição. A <strong>deficiência de micronutrientes é relativa à ingestão inadequada de vitaminas e minerais</strong>, enquanto a <strong>subnutrição refere-se a baixa razão entre peso e estatura em indivíduos adultos</strong>, envolvida predominantemente com a ingesta reduzida do macronutrientes (aminoácidos, carboidratos e lipídeos),  geralmente em decorrência da ingestão insuficiente dos alimentos. Em indivíduos maiores que 18 anos, o índice de Massa Corporal (IMC) pode ser um dos parâmetros utilizados para avaliação e diagnóstico da subnutrição pois permite avaliar a razão entre o peso corporal e a estatura. De acordo com o IMC, adultos com valores menores que 18,5 kg/m<sup>2</sup> apresentam baixo peso corporal, valores entre 17 e 18,49 kg/m<sup>2</sup> indicam magreza leve, valores entre 16 e 16,99 kg/m<sup>2</sup> indicam magreza moderada, enquanto valores menores que 16 kg/m<sup>2</sup> indicam magreza severa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A subnutrição é um grave problema de saúde pública</strong> e estima-se que, no mundo, em 2020, cerca de 462 milhões de indivíduos estavam subnutridos. A prevalência de subnutrição é mais frequente em países subdesenvolvidos ou emergentes, uma vez que a pobreza aumenta o risco de desnutrição em todas as suas formas. Ainda, segundo a OMS, indivíduos jovens, em especial crianças e adolescentes, são os que mais apresentam risco de subnutrição. Esses dados são alarmantes, pois a crise financeira e social desencadeada com a pandemia do novo coronavírus pode aumentar a vulnerabilidade social dos indivíduos, estabelecendo quadros de insegurança alimentar e nutricional, podendo elevar os números da subnutrição no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a <strong>subnutrição é conhecida como um fator de risco para pneumonias virais</strong>, aumentando a gravidade e a mortalidade relacionadas a tais doenças desde a pandemia de influenza de 1918. Da mesma forma, a pneumonia relacionada à infecção por SARS-Cov2 pode estar intimamente associada à desnutrição. De fato, uma série de características observadas em pacientes com COVID-19 podem levar à perda de peso corporal e subnutrição, como: náuseas, vômitos, diarreia, hipermetabolismo e aumento da necessidade de energia, bem como, a permanência hospitalar prolongada em unidades convencionais ou de terapia intensiva. No entanto, o conhecimento nutricional em pacientes infectados pelo SARS-Cov2 ainda é limitado.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, pesquisadores franceses do Hospital <em>Pitié-Salpêtrière</em> e da Universidade <em>Sorbonne </em>realizaram recentemente um estudo observacional com pacientes hospitalizados por COVID-19 e os resultados do trabalho foram publicados em um periódico internacional renomado (<em>Clinical Nutrition ESPEN</em>). Os pesquisadores investigaram a prevalência e a gravidade da subnutrição em pacientes hospitalizados com COVID-19. Avaliaram 114 pacientes internados naquele hospital entre 21 de março a 24 de abril de 2020, sendo 60,5% homens, com idade entre 45 a 75 anos. Os resultados indicaram uma <strong>prevalência geral de subnutrição nos pacientes com COVID-19 de 42,1%</strong>, sendo que, 23,7% dos casos eram considerados moderados e 18,4% casos graves. Já para os pacientes internados em UTI esse número aumentou para 66,7%. Além disso, níveis mais baixos de albumina no sangue, comum em indivíduos subnutridos, foram associados a maior risco de transferência dos mesmos para a UTI.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisadores membros do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) da UNICAMP também estão desenvolvendo projetos de pesquisa dentro da mesma temática. Uma das pesquisas em fase inicial investigará a relação entre danos cardiovasculares, subnutrição proteica e COVID-19. A pesquisa  coordenada pelos docentes do Instituto de Biologia da UNICAMP, Ana Paula Davel e Everardo Magalhães Carneiro, membros do OCRC, buscará avaliar o impacto das micropartículas (MP) circulantes de pacientes com COVID-19 na função vascular de camundongos saudáveis e subnutridos. As MP são vesículas liberadas por diversos tipos de células durante processos de estresse oxidativo, ativação celular ou apoptose. As MP podem carrear proteínas, receptores, RNA, dentre outros componentes da célula de origem e promover diversas ações através da interação com outros tipos celulares. Estudos demonstram um aumento no número dessas MP circulantes em situações patológicas associadas a danos cardiovasculares. Assim, a hipótese do estudo é que pacientes que desenvolvem a forma grave da COVID-19, normalmente associada a complicações cardiovasculares, apresentam aumento das MP circulantes, que podem ser mediadores da disfunção vascular. Uma vez que a subnutrição aumenta o risco de complicações vasculares, espera-se que as MP circulantes sejam ainda mais prejudiciais nessa condição.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, o empenho dos cientístas em investigar a relação entre subnutrição e as consequências para a COVID-19 em indivíduos infectados pelo SARS-Cov2, traz à tona a discussões sobre a <strong>importância da triagem de risco nutricional e a necessidade de manejo nutricional precoce em pacientes com COVID-19</strong>. Ainda, reforça a necessidade da realização de mais estudos para avaliar o impacto da terapia nutricional no prognóstico de longo prazo desses pacientes.</p>
<p><strong>Informativo</strong></p>
<p><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Informativo.png"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-2430 size-full" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Informativo.png" alt="" width="572" height="383" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Informativo.png 572w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Informativo-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 572px) 100vw, 572px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE OS AUTORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Kenia.png"><span style="font-size: 10pt;"><strong><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Kênia M</span></strong></span></a><span style="font-size: 11pt; color: #000000;"><a style="font-family: inherit; color: #000000;" href="http://lattes.cnpq.br/0411958142740563" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2434" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Kenia.png" alt="Kênia Moreno de Oliveira – Boslsista Fapesp - Doutorado Atualmente é aluna de doutorado no programa de pós-graduação em Biologia Funcional e Molecular (UNICAMP/Campinas). Sua linha de pesquisa investiga as alterações na microbiota e na morfofunção intestinal e pancreática endócrina durante a restrição proteica." width="190" height="172" /></a><strong>oreno de Oliveira</strong></span><br />
<em><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Atualmente é aluna de doutorado no programa de pós-graduação em Biologia Funcional e Molecular (UNICAMP/Campinas). Sua linha de pesquisa investiga as alterações na microbiota e na morfofunção intestinal e pancreática endócrina durante a restrição proteica.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/0074704481727757" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2432" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Gabriela.png" alt="" width="186" height="210" /></a><span style="font-size: 11pt;"><strong>Gabriela Moreira Soares</strong></span><br />
<em><span style="font-size: 11pt;">Atualmente é pós-doutorada no OCRC. Sua pesquisa busca investigar os mecanismos moleculares e funcionais envolvidos no controle dos efeitos benéficos da cirurgia bariátrica restritiva do tipo Gastrectomia Vertical, sobre a homeostase glicêmica, com enfoque na inter-relação intestino-pâncreas, via FGF15/19.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/9049340119964704" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2435" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Renato.png" alt="" width="190" height="186" /></a><span style="font-size: 11pt;"><strong>Renato Chaves Souto Branco</strong></span><br />
<em><span style="font-size: 11pt;">Biólogo e Doutor em Biologia Funcional e Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (2016). Atualmente é Pós-doutorando do OCRC do Instituto de Biologia da UNICAMP, estudando o papel de enzimas metabólicas no processo de instalação de resistência a ação da insulina em modelos de obesidade e diabetes.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/6814818358561770" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2433" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Geiza.png" alt="" width="190" height="165" /></a><span style="font-size: 11pt;"><strong>Geiza Rafaela Bobato</strong></span><br />
<em><span style="font-size: 11pt;">Atualmente é aluno de mestrado no Laboratório de Biologia Vascular (LaBiVasc) e no OCRC, ambos no Instituto de Biologia (IB) da UNICAMP. Sua pesquisa avalia o impacto das micropartículas circulantes de pacientes com Covid-19 na função vascular de camundongos controle e com desnutrição proteica.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/7293429683444869" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="wp-image-2579 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Daniele-1.png" alt="" width="190" height="229" /></a><span style="font-size: 11pt; color: #000000;"><strong>Daniele Mendes Guizoni</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Atualmente é pós-doutoranda no Laboratório de Biologia Vascular (LaBiVasc) e no OCRC, ambos no Instituto de Biologia (IB) da UNICAMP. Sua pesquisa avalia as alterações vasculares no pâncreas endócrino após restrição alimentar de proteínas nas fases iniciais do desenvolvimento.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SUPERVISORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/5931969496718980" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2424" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Everardo.png" alt="" width="190" height="193" /></a><strong><span style="font-size: 12pt;">Everardo Magalhães Carneiro</span></strong><br />
<em><span style="font-size: 12pt;">Professor Titular do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional, Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas &#8211; UNICAMP. Pesquisador Principal do OCRC/CEPID.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Ana-Paula.png" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2425" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Ana-Paula.png" alt="" width="190" height="196" /></a><strong><span style="font-size: 12pt;">Ana Paula Couto Davel</span></strong><br />
<em><span style="font-size: 12pt;">Professora doutora do departamento de Biologia Estrutural e Funcional do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Pesquisadora Associada do OCRC/CEPID.</span></em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vitamina D, aterosclerose e COVID-19: qual a relação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 15:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aterosclerose]]></category>
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		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os primeiros casos de coronavírus-2019 (COVID-19), em Wuhan na China, foram identificados devido ao aumento repentino de indivíduos diagnosticados com pneumonia naquela região. Posteriormente, cerca de 3 meses a partir do surto, a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou pandemia de acordo com a rápida disseminação do vírus zoonótico transmissível entre seres humanos, e causador [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os primeiros casos de coronavírus-2019 (COVID-19), em Wuhan na China, foram identificados devido ao aumento repentino de indivíduos diagnosticados com pneumonia naquela região. Posteriormente, cerca de 3 meses a partir do surto, a Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou pandemia de acordo com a rápida disseminação do vírus zoonótico transmissível entre seres humanos, e causador da síndrome respiratória aguda grave, o SARS-COV-2. Logo nos primeiros relatos da doença, verificou-se a maior letalidade em indivíduos idosos e com comorbidades (doenças preexistentes).</p>
<p style="text-align: justify;"> No entanto, além da elevada transmissibilidade, esta infecção respiratória também atraiu a atenção de especialistas, devido aos seus efeitos inflamatórios sistêmicos, manifestados principalmente naquele grupo de indivíduos hospitalizados com sintomas graves da doença. Em outras palavras, naquela oportunidade iniciava o entendimento de que a resposta inflamatória à COVID-19, estaria associada a efeitos multifatoriais, ou seja, efeitos dependentes de características genéticas e ambientais complexas, os quais poderiam influenciar na intensificação dos sintomas e danos provocadas pela doença. Esta nova premissa permitiu observar mais atentamente que o dano causado pelo SARS-COV-2 não se restringiria apenas ao sistema respiratório, mas a diferentes tipos celulares, oriundos de diversos sistemas responsáveis pelas funções vitais do corpo humano, a exemplo os sistemas: cardiovascular, nervoso, hematológico e renal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Evidências científicas a partir de material biológico coletado de indivíduos infectados, mostraram que a COVID-19 pode manifestar um tipo particular de inflamação, caracterizada pelo aumento da quantidade de citocinas (moléculas inflamatórias) circulantes.</strong> E, são estas citocinas, dotadas de grande capacidade de sinalização (deslocamento), as quais realizam a comunicação entre células distintas, desta forma, imprimindo um processo patológico com alcance em diversos sistemas do organismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em doenças cardiovasculares (CVCs) e cerebrovasculares (CBVs), as citocinas também propiciam um importante papel na progressão de seus efeitos deletérios.</strong> A aterosclerose, manifestação comum às doenças CVCs e CBVs, corresponde ao processo de inflamação crônica com perda da capacidade de dilatação dos vasos, formação de placas gordurosas e lesões vasculares, responsáveis por acometimentos que resultam no infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) (1, 2).</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, muitos pesquisadores defendem que a redução destas citocinas inflamatórias, resultaria em melhora significativa do quadro clínico de indivíduos em estágio avançado da aterosclerose, assim como, nos casos de sintomas severos da COVID-19 (3). Portanto, o controle do processo inflamatório tem sido o ponto crucial na proposição de tratamentos para ambas as doenças. Em um possível quadro clínico, o qual pacientes com estágio avançado de aterosclerose sejam contaminados com SARS-COV-2, os sintomas manifestados pela COVID-19 poderiam ser agravados devido a sobrecarga ao sistema de defesa imune dos indivíduos.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a última década, vem ocorrendo um aumento do número de estudos que associam a deficiência de vitamina D a manifestação da aterosclerose, a partir de efeitos associados a inflamação (1). Mais recentemente, surgiu uma nova vertente de estudos que verificaram a relação (correlação) entre a deficiência de vitamina D e severidade dos casos de COVID-19 (4). Estes efeitos poderiam ser ainda mais expressivos na população idosa, a qual possui menor capacidade de obter a vitamina D a partir da exposição solar. Assim como, no grupo de pessoas obesas que tendem a possuir menor quantidade sérica de vitamina D, mesmo com a suplementação, no caso de indivíduos adultos (4, 5).</p>
<p style="text-align: justify;">A vitamina D pertence ao grupo de secosteróides, produzida (sintetizada) na pele a partir do colesterol, durante a exposição solar ou obtido pela alimentação. Frequentemente relacionada ao seu papel hormonal, a vitamina D possui diversas propriedades de regulação da atividade celular, através de receptores específicos, os quais são muito conhecidos por promoverem o aumento da absorção de cálcio e fósforo no epitélio intestinal. Todavia, apesar dos mecanismos celulares não estarem totalmente esclarecidos, a presença de receptores de vitamina D em células do endotélio vascular, pode estar relacionado com a modulação do processo inflamatório, por meio da redução de citocinas inflamatórias (6). A deficiência de vitamina D também está relacionada a doenças, como: diabetes mellitus, hipertensão e câncer, as quais elevam a gravidade da COVID-19 para a população identificada como grupo de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, devemos estar atentos! Estes estudos ainda não comprovaram que a suplementação com vitamina D possa ter impacto significativo na prevenção ou tratamento, tanto para a aterosclerose quanto para a COVID-19. Isso pois, a ciência ainda não conseguiu explicar todos os efeitos da vitamina D. Os estudos apenas evidenciaram a deficiência da vitamina em indivíduos com essas enfermidades, portanto, não está claro se existe alguma relação de causa e efeito. Neste contexto, a possível modulação do efeito inflamatório provocado pela vitamina D, em favor da redução de citocinas inflamatórias circulantes, pode ser um mecanismo importante para essas doenças. Contudo, devemos ser cautelosos e aguardar mais evidenciais surgirem vindas de estudos clínicos, os quais possam trazer mais dados que comprovem o efeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nitsa A, Toutouza M, Machairas N, Mariolis A, Philippou A, Koutsilieris M. Vitamin D in Cardiovascular Disease. In Vivo. 2018;32(5):977-81.</p>
<p style="text-align: justify;">Wolf D, Ley K. Immunity and Inflammation in Atherosclerosis. Circulation research. 2019;124(2):315-27.</p>
<p style="text-align: justify;">Zhang C, Wu Z, Li JW, Zhao H, Wang GQ. Cytokine release syndrome in severe COVID-19: interleukin-6 receptor antagonist tocilizumab may be the key to reduce mortality. Int J Antimicrob Agents. 2020;55(5):105954.</p>
<p style="text-align: justify;">Pereira M, Dantas Damascena A, Galvao Azevedo LM, de Almeida Oliveira T, da Mota Santana J. Vitamin D deficiency aggravates COVID-19: systematic review and meta-analysis. Crit Rev Food Sci Nutr. 2020:1-9.</p>
<p style="text-align: justify;">de Oliveira LF, de Azevedo LG, da Mota Santana J, de Sales LPC, Pereira-Santos M. Obesity and overweight decreases the effect of vitamin D supplementation in adults: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Rev Endocr Metab Disord. 2020;21(1):67-76.</p>
<p style="text-align: justify;">Cardoso FEL, Santos LdCMd, Tenório APdO, Lopes MR, Barbosa RHdA. Suplementação de vitamina D e seus análogos para tratamento de disfunção endotelial e doenças cardiovasculares. Jornal Vascular Brasileiro. 2020;19.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/0887170861657109" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2395" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-Helison-2-300x297.jpg" alt="" width="190" height="188" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-Helison-2-300x297.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Foto-Helison-2.jpg 488w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a>Helison R. P. do Carmo</strong><br />
<em>Farmacêutico-bioquímico. Doutor em Ciências pela Faculdade de Ciências Médicas (UNICAMP), com período no Hatter Cardiovascular Institute – UCL (Londres). Atua na área de pesquisa cardiovascular, pós-doutoramento no Laboratório de Aterosclerose e Biologia Vascular, AteroLab (UNICAMP) &#8211; CEPID OCRC.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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		<title>Amamentação em tempos de Covid-19: o que você precisa saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2020 15:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos entender melhor um pouco do que os estudos científicos e órgãos de referência estão preconizando atualmente em relação à amamentação na pandemia?? Primeiramente, devemos relembrar que há alguns anos as campanhas da importância do aleitamento materno vem ganhando força no cenário nacional, visto os grandes avanços no entendimento das propriedades benéficas que esse ato [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vamos entender melhor um pouco do que os estudos científicos e órgãos de referência estão preconizando atualmente em relação à amamentação na pandemia??</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, devemos relembrar que há alguns anos as campanhas da importância do aleitamento materno vem ganhando força no cenário nacional, visto os grandes avanços no entendimento das propriedades benéficas que esse ato proporciona tanto ao bebê quanto à mãe, sendo que isso se dá em curto prazo e longo prazo. Para isso, é preconizado que o <strong>aleitamento materno deve ser exclusivo até os 6 meses de vida e complementar até os 2 anos de idade ou mais da criança</strong>, pois o leite materno irá ser determinante para o desenvolvimento imunológico, físico e cognitivo, e conforme mencionado, não apenas enquanto bebê, como também no decorrer da vida adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">O leite materno é nutricionalmente adequado para o bebê, ou seja, ele é o melhor alimento para a nutrição nessa fase já que a sua composição em macro (carboidratos, proteínas e lipídeos) e micronutrientes (vitaminas e minerais) <strong>suprem as necessidades nutricionais específicas ao período, possibilitando o crescimento e desenvolvimento saudável</strong>!!</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com dados levantados pela <a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>OMS</strong></a> e <a href="https://www.unicef.org/brazil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Unicef</strong></a>, a amamentação é capaz de salvar vidas de neonatos, ao fornecer, por exemplo, anticorpos protetores contra problemas nutricionais relevantes na infância, como infecções gastrointestinais e respiratórias. Além disso, a amamentação completa, desde o início da vida contribui como fator protetor ao desenvolvimento de obesidade na vida adulta, obviamente se um estilo de vida saudável for sempre seguido ao decorrer dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os benefícios não param por aí. Além do impacto positivo na saúde do bebê, as mães também são amplamente beneficiadas com a amamentação. Assim, para a saúde da mãe, o aleitamento auxilia em sua saúde e qualidade de vida ao reduzir as chances de desenvolvimento de doenças, como o câncer de ovário. Além disso, a amamentação<strong> exclusiva</strong> atua como contraceptivo natural, bem como contribui para a redução do custo de vida da família, já que não é necessário o investimento em fórmulas infantis.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas essas informações são bacanas, mas muitas delas já amplamente divulgadas. Assim, as dúvidas atuais giram em torno da dúvida: <strong>eu devo amamentar o meu filho se eu estiver infectada com a COVID-19?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para responder essa dúvida, alguns textos e posicionamento de órgãos oficiais foram consultados. Estes textos revelam dados de estudos científicos em andamento, bem como posições de profissionais referência na área. Por exemplo, a Revista da Associação Médica Brasileira reuniu os resultados de algumas pesquisas realizadas sobre a amamentação e a transmissão do novo coronavírus por meio do leite materno. Tratando-se de uma doença nova e pouco conhecida, ainda faltam dados sólidos para se afirmar sobre seus impactos a nível social.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar disso, <strong>o que se sabe até o momento é que o aleitamento é seguro</strong>, ou seja, não é um fator de risco para a transmissão da carga viral para a criança pelo leite. E, ainda que mães lactantes estejam com suspeitas ou infectadas pelo novo coronavírus, órgãos governamentais recomendam que a amamentação seja mantida, levando em consideração todas as medidas de proteção, pois o aleitamento fortalecerá a saúde do bebê contra outras possíveis doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação a passagem do coronavírus pelo leite materno, ainda não há evidências suficientes de que isso sempre ocorra. Já foram encontradas pequenas quantidades de vírus sim no leite materno. No entanto, especula-se que isso contribui para o desenvolvimento de resposta imune da criança, constituindo-se uma hipótese muito interessante. Obviamente, os resultados são preliminares e novos estudos em populações maiores devem ser investigados para a confirmação de tais fatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a mensagem final que queremos passar é de que não há contraindicação para o aleitamento materno neste momento. Nesse sentido, mamães infectadas ou com suspeitas de COVID-19, com crianças em aleitamento, devem seguir os seguintes cuidados:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Antes de tocar no bebê, higienizar bem as mãos e utilizar álcool em gel 70% em seguida;</li>
<li>Se possível, utilizar a máscara corretamente durante a amamentação, ou seja, cobrindo totalmente o nariz e a boca. E evitar falar em cima do bebê;</li>
<li>Se tossir ou espirrar, utilize um lenço de papel e descarte-o logo em seguida e lave as mãos. Se estiver usando a máscara, descarte-a e lave as mãos em seguida da mesma forma. Além disso, a máscara não deve ser reutilizada, ela deve ser trocada principalmente após espirrar, tossir e a cada nova mamada;</li>
<li>Lavar as mamas após tossir e/ou espirrar sobre elas. No entanto, isso não é necessário fazer a cada mamada, somente em caso de tosse ou espirro;</li>
<li>Mantenha as superfícies que são tocadas frequentemente sempre higienizadas;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Outras dicas são de que mães com suspeita ou com diagnóstico confirmado de COVID-19 busquem ajuda de alguém em boas condições de saúde para auxiliar nas demais tarefas do bebê, evitando assim que o contato entre ambos seja menos frequente durante o período da doença. Além disso, caras mamães, sempre respeitem as orientações dadas pelos profissionais da área da saúde que acompanham vocês!</p>
<p style="text-align: justify;">Por hoje é isso, esperamos ter contribuído para esclarecer uma dúvida que gera tanta ansiedade para mães e companheiros, principalmente nesse momento de pandemia!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">SAÚDE DA CRIANÇA: Nutrição Infantil: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar &#8211; Caderno de Atenção Básica, nº 23 &#8211; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=6267:beneficios-da-amamentacao-superam-riscos-de-infeccao-por-covid-19-afirmam-opas-e-oms&amp;Itemid=820. Acessado dia 23 de outubro de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.unicef.org/brazil/aleitamento-materno">https://www.unicef.org/brazil/aleitamento-materno</a>. Acessado dia 23 de outubro de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Calil, V. M. L. T., Krebs, V. L. J., and Carvalho, W. B. de. (2020), Guidance on breastfeeding during the Covid-19 pandemic. Revista da Associação Médica Brasileira, 66: 541-546. doi: <a href="https://doi.org/10.1590/1806-9282.66.4.541">10.1590/1806-9282.66.4.541</a></p>
<p style="text-align: justify;">Chen, H., Guo, J., Wang, C., Luo, F., Yu, X., Zhang, W., Li, J., Zhao, D., Xu, D., Gong, Q., Liao, J., Yang, H., Hou, W., &amp; Zhang, Y. (2020), Clinical characteristics and intrauterine vertical transmission potential of COVID-19 infection in nine pregnant women: a retrospective review of medical records. Lancet, 395: 809–815. doi: 10.1016/S0140-6736(20)30360-3</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE AS AUTORAS:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/3502992971483507" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2405" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Beatriz-Piatezzi-2-300x282.jpg" alt="" width="190" height="179" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Beatriz-Piatezzi-2-300x282.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Beatriz-Piatezzi-2-1024x964.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Beatriz-Piatezzi-2-768x723.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Beatriz-Piatezzi-2-1536x1445.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Beatriz-Piatezzi-2-1068x1005.jpg 1068w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Beatriz-Piatezzi-2.jpg 1561w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Beatriz Piatezzi Siqueira</strong><br />
<em>Graduanda em Nutrição (FCA-UNICAMP) e aluna de Iniciação Científica do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/0077395283553711" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2406" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Andressa-Reginato-2-285x300.jpg" alt="" width="190" height="200" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Andressa-Reginato-2-285x300.jpg 285w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Andressa-Reginato-2-768x809.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Andressa-Reginato-2.jpg 955w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a>Andressa Reginato</strong><br />
<em>Nutricionista e </em><em>Doutora em Ciências da Nutrição do Esporte e Metabolismo (FCA-UNICAMP). Atualmente atua como colaboradora em pesquisa no Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Trabalha com autofagia no sistema nervoso central.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>COVID-19: por que pessoas idosas têm um quadro mais grave?</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/covid-19-por-que-pessoas-idosas-tem-um-quadro-mais-grave/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 15:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade. Mas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A COVID-19, doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, é a maior pandemia dos últimos 100 anos. Apesar de acometer indivíduos de todas as idades, o quadro provocado pelo vírus não é igual em todas as pessoas e você certamente já ouviu, leu ou assistiu que a gravidade da doença aumenta proporcionalmente à idade.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Mas por que razão pessoas idosas têm um quadro mais severo da doença?
A ciência tem uma explicação para isso?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, é fundamental entender que o <strong>conhecimento científico é fruto de uma construção coletiva</strong> na qual diversos cientistas produzem informações que vão se somando umas às outras. Essas informações devem ser <strong>reproduzidas</strong> (ou seja, resultados semelhantes precisam ser obtidos) por outros cientistas para que sejam <strong>amplamente aceitas</strong> pela comunidade científica. Então, quanto mais tempo passa, mais sabemos sobre um determinado tópico. Como a COVID-19 é uma enfermidade nova, nossa compreensão sobre ela ainda é relativamente limitada. Apesar disso, milhares de <strong>cientistas ao redor do mundo têm se dedicado incansavelmente a produzir conhecimento</strong> tanto sobre a <strong>doença</strong> quanto sobre o <strong>vírus</strong> que a causa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, já são conhecidos <strong>alguns fatores</strong> que contribuem para que o novo coronavírus provoque um <strong>quadro mais preocupante em idosos</strong>. Dado que muitas mudanças fisiológicas acontecem ao mesmo tempo conforme envelhecemos, é provável que <strong>não exista um “único culpado”</strong>, sendo na realidade um fenômeno de <strong>múltiplas causas</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se, por exemplo, que algumas <strong>comorbidades</strong> (como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, doenças respiratórias crônicas e doença renal crônica, entre outras) estão associadas a uma manifestação mais agressiva da COVID-19 e <strong>pessoas idosas em geral têm mais comorbidades</strong>. Essas patologias em geral são acompanhadas por <strong>alterações danosas no funcionamento do sistema imune</strong> e podem fazer com que o indivíduo tenha uma <strong>resposta imune inadequada</strong>. Além disso, algumas dessas doenças, como a hipertensão e a obesidade, provocam um <strong>constante estado de inflamação elevada</strong>, o que pode resultar em ainda mais <strong>dano ao organismo</strong> quando ocorre uma infecção.</p>
<p style="text-align: justify;">Somada a isso, uma outra condição que ocorre durante o envelhecimento é a chamada “<strong>imunossenescência</strong>”, palavra que descreve um <strong>declínio nas funções do sistema imune</strong> relacionado ao <strong>envelhecimento</strong>, incluindo a <strong>perda de competência</strong> para reconhecer patógenos e combater infecções no geral, principalmente <strong>patógenos com os quais ele não teve contato anteriormente</strong>, como é o caso do novo coronavírus. Na COVID-19 (bem como em outras doenças), esse processo <strong>favorece a replicação do agente invasor</strong> (o vírus SARS-CoV-2, neste caso), aumentando a <strong>carga viral</strong> e intensificando sua <strong>virulência</strong>. Em consequência do maior número de partículas virais no organismo, ocorre um profundo aumento de moléculas que promovem <strong>inflamação </strong>(as “citocinas”), como uma <strong>tentativa do corpo de destruir o patógeno</strong>.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>O papel da inflamação no quadro grave da COVID-19</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">A inflamação é um processo fisiológico importante que nosso corpo utiliza para combater micro-organismos invasores. Entretanto, quando ocorre <strong>em excesso, torna-se prejudicial e patológico</strong>. Uma das complicações do <strong>envelhecimento</strong> é a ocorrência de um <strong>aumento de citocinas</strong>, que promove um <strong>estado constante de inflamação</strong> (chamado em inglês de <strong>“<em>inflammaging</em>”)</strong>. Desse modo, a <strong>inflamação</strong> causada por <strong>imunossenescência</strong>, <strong>alta carga viral</strong> e <strong>comorbidades</strong> se <strong>soma</strong> a esse constante estado pró-inflamatório, levando a um fenômeno chamado <strong>“tempestade de citocinas”</strong>, que em última instância pode causar <strong>grave dano aos tecidos</strong>. Contraditoriamente, uma resposta que deveria ser adequada para proteger o organismo de agentes externos é <strong>desregulada durante o envelhecimento</strong> e acaba resultando em <strong>danos ao próprio organismo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, um número crescente de estudos tem demonstrado recentemente que parte da <strong>maior letalidade do novo coronavírus em idosos é consequência do dano celular causado pela “tempestade de citocinas”</strong>. Essa descoberta pode fomentar o <strong>desenvolvimento de fármacos</strong> que <strong>inibam citocinas</strong> específicas envolvidas nesse processo na tentativa de <strong>amenizar o quadro crítico de COVID-19</strong> em idosos e pessoas com comorbidades anteriores, dessa forma <strong>diminuindo a mortalidade</strong> da doença nesses grupos.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>Então o que eu posso fazer?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Apesar da ideia de <strong>remédios ou prevenções milagrosas</strong> para a COVID-19 ser tentadora, <strong>o melhor a se fazer para proteger os idosos</strong>, as pessoas com comorbidades e a população em geral é<strong> defender os investimentos na ciência </strong>e<strong> reduzir o risco de contrair COVID-19</strong>. Para isso, é importante <strong>seguir as orientações</strong> que já foram comprovadas <strong>diminuir o contágio</strong>. Algumas delas são:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">evitar aglomerações</li>
<li style="text-align: justify;">sempre usar máscara quando em contato com outras pessoas e/ou quando fora de casa</li>
<li style="text-align: justify;">lavar constantemente as mãos com água corrente e sabão (ou higienizá-las com álcool 70%)</li>
<li style="text-align: justify;">caso identifique sintomas de COVID-19, procurar se isolar e buscar ajuda médica o mais rapidamente possível</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">É oportuno ressaltar que o isolamento social favorece a<strong> inatividade física</strong> e uma <strong>piora nos hábitos</strong>, o que pode levar a um <strong>comprometimento da saúde</strong>, principalmente do sistema imune. Diante disso, é importante estar atento e se educar para <strong>manter hábitos saudáveis</strong> como:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Praticar exercícios físicos de intensidade moderada (com acompanhamento médico no caso de indivíduos que não praticavam antes)</li>
<li style="text-align: justify;">Ter sono adequado e suficiente</li>
<li style="text-align: justify;">Alimentar-se de forma saudável e balanceada</li>
<li style="text-align: justify;">Ingerir água suficiente todos os dias</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Seguindo esses <strong>hábitos</strong> e tomando as <strong>precauções para reduzir o contágio</strong>, é possível <strong>manter o número de casos sob controle até que uma vacina eficaz esteja disponível</strong> e toda a população seja imunizada e protegida.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">CDC. <strong>Center for Disease Control and Prevention</strong>, 2020. Older Adults. Disponível em: &lt;<a href="https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html">https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/older-adults.html</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Fulop T, Larbi A, Dupuis G, et al. Immunosenescence and Inflamm-Aging As Two Sides of the Same Coin: Friends or Foes?. <em>Front Immunol</em>. 2018;8:1960. Published 2018 Jan 10. doi:10.3389/fimmu.2017.01960</p>
<p style="text-align: justify;">Mueller AL, McNamara MS, Sinclair DA. Why does COVID-19 disproportionately affect older people?. <em>Aging (Albany NY)</em>. 2020;12(10):9959-9981. doi:10.18632/aging.103344</p>
<p style="text-align: justify;">Shahid Z, Kalayanamitra R, McClafferty B, et al. COVID-19 and Older Adults: What We Know. <em>J Am Geriatr Soc</em>. 2020;68(5):926-929. doi:10.1111/jgs.16472</p>
<p style="text-align: justify;">WHO. <strong>World Health Organization — Europe</strong>, 2020. Statement – Older people are at highest risk from COVID-19, but all must act to prevent community spread. Disponível em: &lt; <a href="https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread">https://www.euro.who.int/en/health-topics/health-emergencies/coronavirus-covid-19/statements/statement-older-people-are-at-highest-risk-from-covid-19,-but-all-must-act-to-prevent-community-spread</a>&gt;. Acesso em: 31 de out. de 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Zhou Y, Yang Q, Chi J, et al. Comorbidities and the risk of severe or fatal outcomes associated with coronavirus disease 2019: A systematic review and meta-analysis. <em>Int J Infect Dis</em>. 2020;99:47-56. doi:10.1016/j.ijid.2020.07.029</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/4457010149957792" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2380" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg" alt="" width="190" height="211" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme-270x300.jpg 270w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Guilherme.jpg 319w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Guilherme Tonon-da-Silva </strong><br />
<em>Biomédico e Mestre em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP), Doutorando em Genética e Biologia Molecular (IB/UNICAMP) e aluno do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LaBE) da mesma Universidade. Estuda como a restrição calórica melhora a saúde durante o envelhecimento e qual é a participação dos miRNAs (pequenas moléculas de RNA não-codificante com função regulatória) nesse processo.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>Alimentação e suplementação durante a gestação: o que precisamos saber em tempos de COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2020 15:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[gestação]]></category>
		<category><![CDATA[produtos ultraprocessados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestação é um momento muito especial no âmbito nutricional. Durante a gravidez, o organismo da gestante sofre muitas alterações para que possa promover uma gestação saudável, além disso, nesse período ocorre a formação, crescimento e desenvolvimento do feto e da placenta. Para que todas essas adaptações aconteçam de forma natural e adequada é necessário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A gestação é um momento muito especial no âmbito nutricional. Durante a gravidez, o organismo da gestante sofre muitas alterações para que possa promover uma gestação saudável, além disso, nesse período ocorre a formação, crescimento e desenvolvimento do feto e da placenta. Para que todas essas adaptações aconteçam de forma natural e adequada<strong> é necessário quantidade maiores de alguns nutrientes e um consumo adequado de calorias</strong>. Durante a gestação as mulheres têm um aumento da necessidade energética e essas calorias extras são necessárias para que ocorra a formação dos novos tecidos e permita assim, uma gravidez adequada tanto para a mãe, quanto para o feto</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha de quais alimentos serão consumidos, com maior frequência no dia a dia dependem de diversos fatores: sociais, econômicos, culturais, regionais, religiosos entre outros, portanto, para se garantir uma alimentação de qualidade, todos esses aspectos devem ser levados em consideração. Entretanto, dentro de todos esses parâmetros individuais, há uma regra básica de orientação extremamente importante: <strong>faça como base alimentar o consumo de alimentos naturais</strong> como cereais, tubérculos, leguminosas, vegetais, frutas, carnes e ovos e <strong>evite ao máximo o consumo de alimentos industrializados</strong>, que são mais processados, normalmente ricos em açúcares, gorduras, sal, corantes e conservantes. Alguns exemplos desses produtos são: macarrão instantâneo, carnes processadas (salsicha, presunto, mortadela, peito de peru), produtos lácteos ricos em açúcares e corantes, biscoitos e salgadinhos de pacote.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes acredita-se que os alimentos <em>diet</em> e <em>light </em>são alimentos saudáveis por não conterem determinados componentes (calorias, açúcares ou gorduras) ou por terem suas quantidades reduzidas, no entanto o uso destes devem ser evitados pelas gestantes, uma vez que podem conter adoçantes artificiais e acréscimo de outras substâncias que são prejudiciais. Os<strong> produtos ultraprocessados podem conter ingredientes nocivos à saúde da gestante e ao desenvolvimento adequado do feto</strong>, assim, a ingestão desse grupo de alimentos deve ser evitada. Portanto, <strong>manter uma alimentação diversificada, equilibrada, rica em nutrientes provindos de comida de verdade é fundamental para uma gestação saudável.</strong></p>
<p><img loading="lazy" class="wp-image-2372 alignnone" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-300x198.jpg" alt="" width="327" height="215" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-300x198.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-1024x677.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-768x508.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-1536x1016.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-2048x1354.jpg 2048w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-741x486.jpg 741w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-James-Gathany-USCDCP-en-Pixnio-1068x706.jpg 1068w" sizes="(max-width: 327px) 100vw, 327px" /><img loading="lazy" class="wp-image-2371 alignnone" style="text-align: justify;" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio-300x225.jpg" alt="" width="287" height="215" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio-300x225.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio-1024x768.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio-768x576.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio-80x60.jpg 80w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio-265x198.jpg 265w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio-1068x801.jpg 1068w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Foto-por-PPD-en-Pixnio.jpg 1216w" sizes="(max-width: 287px) 100vw, 287px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Existem orientações de uso de suplementos durante a gestação, porém não devemos esquecer que <strong>a alimentação saudável e balanceada sempre será a principal e mais importante fonte de nutrientes</strong>. A indicação de suplementos é apenas para complementar algum componente essencial que é importante para o seguimento adequado da gestação, mas é uma condição muito individual e deve ser feita sob orientação de um profissional de saúde. Os suplementos mais comumente utilizados são o ferro e o ácido fólico.</p>
<pre style="text-align: justify;"><strong>O que mudou com o COVID-19?</strong></pre>
<p style="text-align: justify;">Com a aparição do novo CORONAVÍRUS configurou-se uma pandemia e, com isso, foram necessárias diversas mudanças habituais em pontos do cotidiano com o propósito de minimizar a disseminação do vírus e os problemas trazidos por ele. Os atendimentos médicos foram modificados de uma maneira geral, mas as gestantes continuam com seu pré-natal garantido.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa situação originou novas pesquisas buscando avaliar se a pandemia poderia mudar as necessidades de suplementação durante a gestação para proteger as gestantes da COVID-19. Mas <strong>não há evidências científicas de que um suplemento ou um alimento específico reduza as chances de contaminação ou transmissão do SARS-CoV-2 em gestantes </strong>ou em outros grupos populacionais. Além disso, também não há dados significativos sobre mulheres grávidas serem mais suscetíveis à infecção por COVID-19 ou a desenvolverem a doença de forma mais grave que a população geral. O que a ciência demonstrou até o momento é que a amamentação fornece baixo risco de transmissão do vírus.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto importante é que estudos prévios à COVID-19 demonstram que o uso excessivo de medicamentos durante a gestação podem envolver complicações metabólicas tanto no feto quanto no desenvolvimento após o nascimento, portanto, a recomendação é que gestantes cumpram todas as medidas possíveis para evitar o contato com o vírus: ficar em casa sempre que possível; quando for necessário sair que use máscara, higienize as mãos com frequência e não levem as mãos ou qualquer objeto à boca, nariz ou olhos; não participar de aglomerações; é necessário que toda a família se envolva nesse processo de proteção à gestante, evitando que ela se contamine e seja indicado o uso de diversos medicamentos, necessários para o tratamento da COVID-19, durante o período gestacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que a gravidez é um período em que está ocorrendo modificações importantes no organismo é essencial que nesse momento a gestante faça o consumo de alimentos mais naturais e variados. Com a aparição do novo CORONAVÍRUS é importante lembrar de <strong>higienizar</strong> corretamente todos os alimentos antes de serem armazenados e consumidos: lavar com sabão ou deixar de molho em solução de água sanitária (de acordo com as normas descritas na embalagem) e enxaguar em água corrente, ou utilizar álcool 70%. Após a secagem dos alimentos eles podem ser guardados na geladeira ou armário e estão seguros para o consumo.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, uma importante orientação para gestantes durante a pandemia é que tanto as afetadas pela COVID-19 quanto as não afetadas,<strong> continuem seguindo as rotinas de acompanhamento médico</strong>, assim, caso seja necessária alguma modificação específica será observado pelo profissional que a atende e serão feitas as <strong>orientações/alterações individuais</strong> de acordo com as necessidades de cada gestante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências</strong></p>
<p style="text-align: justify;">ANDRADE, A. C. dos S. P. <em>et al.</em> Pandemia do Coronavírus Recomendações para Gestantes e Puérperas. n. 1, p. 74, 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">BOTELHO, V. C. S. F. GUIA COM ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA GESTANTES E PUÉRPERAS SOBRE COVID-19: SEGURANÇA ALIMENTAR EM TEMPOS DE PANDEMIA POR CORONAVÍRUS. Disponível em &lt;<a href="http://www.unirio.br/ccbs/nutricao/niden/niden-old/arquivo/guia-orientacao-nutriconal-gestante-e-puerpera-sobre-covid-19_prof-valeria-c-s-furtado-botelho">http://www.unirio.br/ccbs/nutricao/niden/niden-old/arquivo/guia-orientacao-nutriconal-gestante-e-puerpera-sobre-covid-19_prof-valeria-c-s-furtado-botelho</a>&gt; Acesso em 13/10/2020.</p>
<p style="text-align: justify;">CASTRO, P. <em>et al.</em> COVID-19 and Pregnancy: An Overview. <strong>Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia / RBGO Gynecology and Obstetrics</strong>, v. 42, n. 07, p. 420–426, 2020. DOI:10.1055/s-0040-1713408</p>
<p style="text-align: justify;">DASHRAATH, P. <em>et al.</em> Coronavirus disease 2019 (COVID-19) pandemic and pregnancy. <strong>American Journal of Obstetrics and Gynecology</strong>, v. 222, n. 6, p. 521–531, 2020. DOI:10.1016/j.ajog.2020.03.021</p>
<p style="text-align: justify;">ESTRELA, F. M. <em>et al.</em> Gestantes no contexto da pandemia da COVID-19: reflexões e desafios. <strong>Physis: Revista de Saúde Coletiva</strong>, v. 30, n. 2, 2020. DOI:10.1590/s0103-73312020300215</p>
<p style="text-align: justify;">GAO, X. <em>et al.</em> Clinical and immunologic features among COVID-19–affected mother–infant pairs: antibodies to SARS-CoV-2 detected in breast milk. <strong>New Microbes and New Infections</strong>, v. 37, p. 100752, 2020. DOI:10.1016/j.nmni.2020.100752</p>
<p style="text-align: justify;">JUAN, J. <em>et al.</em> Effect of coronavirus disease 2019 (COVID‐19) on maternal, perinatal and neonatal outcome: systematic review. <strong>Ultrasound in Obstetrics &amp; Gynecology</strong>, v. 56, n. 1, p. 15–27, 2020. DOI:10.1002/uog.22088</p>
<p style="text-align: justify;">RAJEWSKA, A. <em>et al.</em> COVID-19 and pregnancy – where are we now? A review. <strong>Journal of Perinatal Medicine</strong>, v. 48, n. 5, p. 428–434, 2020. DOI:10.1515/jpm-2020-0132</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE AS AUTORAS:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/6589568123756951" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2376" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Maira-Schuchter-2-300x293.jpeg" alt="" width="190" height="185" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Maira-Schuchter-2-300x293.jpeg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Maira-Schuchter-2.jpeg 734w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maíra Schuchter Ferreira</strong><br />
<em>Nutricionista (UFJF), Mestra em Saúde e Nutrição (UFOP), atualmente é aluna de doutorado do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo (FCA-Unicamp), vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisas de Programação Metabólica com modelos experimentais e estuda os efeitos da obesidade na expressão gênica placentária e nos desfechos fetais.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/3661803174294819" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2375" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Josilene-Oliveira-2-300x295.jpeg" alt="" width="190" height="187" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Josilene-Oliveira-2-300x295.jpeg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Josilene-Oliveira-2.jpeg 649w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong>Josilene Lopes de Oliveira</strong><br />
<em>Nutricionista </em><em>(UFV), Mestra em Saúde e Nutrição, com ênfase na área de Bioquímica e Fisiopatologia da Nutrição (UFOP), atualmente é aluna de doutorado do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo (FCA-Unicamp), vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e C</em><em>omorbidades).  Atua principalmente na área de programação metabólica, doenças crônicas não transmissíveis e distúrbios do metabolismo.</em></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/0304015597536804" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2374" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Ana-Paula-Sanches-2-294x300.jpeg" alt="" width="190" height="194" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Ana-Paula-Sanches-2-294x300.jpeg 294w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Ana-Paula-Sanches-2.jpeg 405w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ana Paula Varela Sanches</strong><br />
N<em>utricionista (PUC &#8211; Campinas), atualmente é aluna de mestrado do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo (FCA-Unicamp), vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Tem experiência na área de programação metabólica e estuda a relação entre a obesidade materna com o desenvolvimento placentário e desfecho fetal.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
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		<title>COVID-19 e hipertensão: o risco é maior?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2020 16:00:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[proteína ECA-2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos meses, temos vivido com muita apreensão a nova rotina trazida pela pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-Cov-2. Em todo o mundo, milhões de pessoas já foram contaminadas e outras milhares perderam suas vidas na guerra contra esse adversário invisível. Curiosamente, algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis aos danos causados pelo vírus e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nos últimos meses, temos vivido com muita apreensão a nova rotina trazida pela pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-Cov-2. Em todo o mundo, milhões de pessoas já foram contaminadas e outras milhares perderam suas vidas na guerra contra esse adversário invisível. Curiosamente, algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis aos danos causados pelo vírus e pesquisadores têm procurado saber por qual motivo isso acontece. Nesse sentido, algumas doenças têm aparecido com maior frequência entre os indivíduos internados com COVID-19, entre elas a hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipertensão, também conhecida como “pressão alta”, é uma doença crônica que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo. É caracterizada pela elevação sustentada (por longo período) dos níveis de pressão arterial. De acordo com informações do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ministério da Saúde</a>, no Brasil, a hipertensão acomete cerca de 25% dos indivíduos adultos e mais de 60% dos idosos. Além disso, segundo a <a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Organização Mundial da Saúde</a> (OMS), a cada 5 hipertensos, menos de 1 tem a doença sob controle (com a pressão arterial dentro do normal).</p>
<p style="text-align: justify;">Embora seja uma enfermidade silenciosa (progride sem sintomas muito aparentes), a hipertensão é uma das doenças que mais causa mortes diariamente no Brasil. Além disso, é possível que ela possa piorar os desfechos clínicos dos pacientes infectados pelo SARS-Cov-2. De fato, a hipertensão tem sido<strong> a enfermidade mais encontrada</strong> em pacientes hospitalizados com COVID-19. Em estudo realizado na Lombardia, Itália, 49% dos pacientes internados apresentavam hipertensão. Esse número foi ainda maior em uma pesquisa realizada em Nova York, nos Estados Unidos, alcançando 56%. Além disso, um estudo realizado em Wuhan, na China, mostrou que pacientes com pressão alta tiveram risco de óbito por COVID-19 duas vezes maior, em comparação com pacientes sem pressão alta.</p>
<h5><strong><span style="color: #0000ff;">Mas, o que poderia explicar a piora do quadro de saúde dos hipertensos com COVID-19?</span> </strong></h5>
<p style="text-align: justify;">Existem duas principais hipóteses. A primeira deles é a <strong>produção exacerbada de moléculas chamadas de citocinas.</strong> Quando as células do pulmão são infectadas, por exemplo, células do sistema imune localizadas nas proximidades percebem a presença do invasor e liberam moléculas chamadas de citocinas. As citocinas são responsáveis por atrair mais células do sistema imune e induzir a inflamação, mecanismos importantes no combate ao invasor. Se a liberação de citocinas for controlada, o sistema imune e a inflamação são estimulados na medida certa e as células infectadas são eliminadas. O problema é que a pressão alta por si só também estimula a produção de citocinas, ou seja, os hipertensos possuem maior quantidade dessas moléculas no organismo do que o normal. Agora, imagine se duas condições que geram muitas citocinas estiverem acontecendo ao mesmo tempo. Neste caso, pode ocorrer um fenômeno chamado de <strong>“tempestade de citocinas”</strong>, em que os níveis dessas moléculas em todo o organismo são altíssimos, ativando o sistema imune e induzindo a inflamação de forma exacerbada. Como resultado, não apenas as células do local da infecção são prejudicadas, mas também células saudáveis de outros órgãos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 1</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2357" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a-300x201.jpg" alt="" width="601" height="403" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a-300x201.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem1a.jpg 866w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A segunda hipótese se refere a <strong>alterações na proteína ECA-2</strong>. A proteína ECA-2 desempenha funções importantes no nosso organismo. Ela converte uma molécula chamada angiotensina II em outra molécula chamada de angiotensina 1-7. A angiotensina 1-7 atua como vasodilador (relaxa a parede dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial), antiinflamatório e antitrombótico. Entretanto, a ECA-2 também é utilizada pelo vírus SARS-Cov-2 para entrar nas células e isso pode torná-la inviável para desempenhar suas funções no organismo. Se isso for verdadeiro, a perda de função da ECA-2 causada pela COVID-19, em indivíduos com pressão alta, pode agravar ainda mais o quadro de hipertensão, além de aumentar o risco de trombose. Existe também a possibilidade de que a quantidade de ECA-2 possa estar aumentada em pacientes hipertensos, o que facilitaria a entrada do vírus nas células. Ou ainda, de que o vírus possa infectar as células do coração por meio da ECA-2, comprometendo ainda mais o funcionamento de um órgão que vive sob “muita pressão”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 2</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2360" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-300x217.jpg" alt="" width="555" height="402" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-300x217.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-768x555.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1-324x235.jpg 324w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem2a-1.jpg 916w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /></a></p>
<h5><span style="color: #0000ff;"><strong>Então, isso significa que os hipertensos são, de fato, mais suscetíveis aos danos causados pela COVID-19?</strong></span></h5>
<p style="text-align: justify;">Ainda é cedo para dizer que a hipertensão por si só é um fator de risco para a COVID-19. O número de hipertensos é grande em todo o mundo, especialmente entre os idosos, o grupo mais vulnerável à COVID-19. Por isso, a quantidade de pessoas diagnosticadas com COVID-19 que possuem hipertensão tende a ser elevado. Dessa forma, <strong>mais estudos são necessários</strong> para esclarecer o efeito de uma doença sobre a outra e tais estudos ainda estão em desenvolvimento.</p>
<h5><span style="color: #0000ff;"><strong>“Sou hipertenso, o que devo fazer para diminuir o risco de complicações por COVID-19?”</strong></span></h5>
<p style="text-align: justify;">A dica mais importante é <strong>controlar sua pressão arterial</strong>, seguindo corretamente o tratamento indicado pelo seu médico. Manter hábitos de vida saudável também ajudam a proteger contra os graves problemas de saúde que a pressão alta pode causar e que devem ser ainda mais evitados durante a pandemia. Por fim, recomendações básicas como lavar bem as mãos, utilizar máscara e evitar aglomerações também são muito importantes, pois a prevenção ainda é o melhor remédio.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Figura 3</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2359" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-300x222.jpg" alt="" width="602" height="446" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-300x222.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-80x60.jpg 80w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a-485x360.jpg 485w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Imagem3a.jpg 587w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Referências</strong></p>
<p>Hypertension. Organização mundial da saúde (OMS). <a href="https://www.who.int/health-topics/hypertension/#tab=tab_1">https://www.who.int/health-topics/hypertension/#tab=tab_1</a></p>
<p>7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Ministério da saúde <a href="http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/revista/24-1.pdf">http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/revista/24-1.pdf</a></p>
<p>Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan, China. <em>Lancet</em>. 2020</p>
<p>Baseline characteristics and outcomes of 1591 patients infected with SARS-CoV-2 admitted to ICUs of the Lombardy Region, Italy. <em>JAMA.</em> 2020</p>
<p>Presenting characteristics, comorbidities, and outcomes among 5700 patients hospitalized with COVID-19 in the New York City Area. <em>JAMA.</em> 2020</p>
<p>COVID-19 patients with hypertension have more severe disease: a multicenter retrospective observational study. <em>Hypertension research. </em>2020</p>
<p>The COVID-19 Cytokine Storm; What We Know So Far. <em>Front. </em><em>Immunol</em>. 2020</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Carine Marmentini<a href="http://lattes.cnpq.br/3325367387474969" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2367" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine-300x296.jpg" alt="" width="190" height="187" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine-300x296.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Carine.jpg 449w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></strong><br />
<em>Farmacêutica e Mestre em Biociências e Saúde pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Atualmente é doutoranda do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) da UNICAMP e estuda mecanismos de proteção contra a disfunção e morte das células beta pancreáticas.</em></p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>De perda de olfato a complicações mais graves: Como a COVID-19 pode afetar o sistema nervoso?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2020 13:00:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o surgimento do novo coronavírus em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, o mundo científico se voltou parar tentar compreender o impacto da COVID-19 sobre a saúde. Em um primeiro momento, acreditava-se que esse vírus afetava somente o pulmão causando danos respiratórios graves, porém, com o passar da pandemia, descobriu-se que além [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Desde o surgimento do novo coronavírus em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, o mundo científico se voltou parar tentar compreender o impacto da COVID-19 sobre a saúde. Em um primeiro momento, acreditava-se que esse vírus afetava somente o pulmão causando danos respiratórios graves, porém, com o passar da pandemia, descobriu-se que além do pulmão, a COVID-19 pode acometer outros órgãos e sistemas, dentre eles o sistema nervoso, sendo observados tanto alterações centrais (encéfalo e medula espinhal) quanto periféricas (gânglios e nervos) bem como no músculo esquelético.</p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>Como a COVID-19 pode causar danos neurológicos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Acredita-se que a <strong>inflamação</strong> <strong>intensa e sistêmica em resposta a infecção pelo SarsCoV-2 </strong>(vírus que causa a COVID-19) e também o <strong>dano pulmonar</strong> decorrente da doença (pode diminuir a quantidade de oxigênio que chega no cérebro) possam ser os responsáveis pelas complicações neurológicas que podem surgir em decorrência da COVID-19. Ademais, <strong>pode haver a possibilidade do vírus estar presente no Sistema Nervoso</strong>, pois já foi demonstrado que <strong>o SarsCOV-2 </strong><strong>seria capaz de invadir o Sistema Nervoso através do epitélio olfatório </strong>(localizado no interior da cavidade nasal), visto que suas células não-neuronais possuem receptores (receptor da enzima conversora de angiotensina tipo 2) que permitem a ligação e a entrada do vírus nas células, podendo ser a porta de entrada para que o causador da infecção atinja o Sistema Nervoso.</p>
<p><strong> </strong><span style="color: #3366ff;"><strong>Quais as principais manifestações neurológicas que podem vir com a COVID-19?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Os danos neurológicos relacionados a COVID-19 podem ser divididos em manifestações centrais (quando o Sistema Nervoso Central é atingido), periféricas (quando o sistema nervoso periférico é atingido) e musculoesqueléticas (quando o músculo é atingido). Geralmente elas ocorrem nos <strong>casos mais graves</strong>, sendo mais comum <strong>nos idosos</strong> e <strong>naqueles que apresentam alguma comorbidade prévia</strong> (diabetes, hipertensão, doenças do coração).</p>
<p style="text-align: justify;">A complicação neurológica mais comum, é a manifestação periférica de<strong> perda de olfato </strong>(anosmia) e de<strong> paladar </strong>(ageusia), que pode ser justificada tanto pela<strong> inflamação decorrente da infecção, </strong>bem como<strong> pelo vírus danificar diretamente o epitélio olfativo </strong>(responsável pelo olfato)<strong> e as papilas gustativas </strong>(responsável pelo paladar)<strong>, </strong>contribuindo para o surgimento dessas complicações<strong>.</strong> De fato, essas alterações estão sendo muito frequentes. Um estudo conduzido na Universidade de São Paulo, realizado no Hospital de Clínicas da USP de Ribeirão Preto, observou que dos 655 pacientes avaliados 82% e 76% apresentaram perda de olfato e paladar, respectivamente, sugerindo ser um sintoma clássico da doença, principalmente no início da infecção. Felizmente, na maioria dos casos <strong>os sintomas são transitórios</strong> e esses sentidos costumam retornar <strong>dentro de algumas semanas</strong>, juntamente com a resolução dos outros sintomas relacionados a COVID-19. No entanto, em uma minoria dos casos a perda de olfato e paladar pode continuar mesmo depois da cura da infecção, provavelmente devido a lesão nos neurônios olfativos. Apesar, de não ter um tratamento com medicamento específico, o treinamento olfativo pode ser uma opção possível sem efeitos colaterais.</p>
<figure id="attachment_2291" aria-describedby="caption-attachment-2291" style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay.jpg"><img loading="lazy" class="wp-image-2291" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay-300x200.jpg" alt="" width="568" height="378" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay-300x200.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay-1024x683.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay-768x512.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay-1536x1024.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay-1068x712.jpg 1068w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-de-PublicDomainPictures-por-Pixabay.jpg 1920w" sizes="(max-width: 568px) 100vw, 568px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2291" class="wp-caption-text">Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Dentre as manifestações centrais relacionadas ao COVID-19 as principais seriam: <strong>dor de cabeça</strong>, <strong>tontura</strong>, <strong>nível de consciência prejudicado</strong>, <strong>convulsão</strong>, <strong>perda da coordenação motora</strong> (ataxia) e<strong> encefalite </strong>(inflamação do parênquima cerebral devido a uma infecção).  Apesar de não ser muito comum, foi reportado casos de <strong>Acidente Vascular Cerebral</strong> (AVC) após a infecção pelo SarsCoV-2<strong>, </strong>principalmente nos casos mais severos da doença, sendo a <strong>complicação neurológica mais grave</strong>. Nesse sentido, esse vírus pode danificar as células endoteliais ativando os processos inflamatórios e as vias trombolíticas, favorecendo a formação de trombos, podendo esses dois fatores contribuírem para o surgimento do AVC.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, a COVID-19 pode se associar também com complicações periféricas e musculares. Dessa maneira, já foi observado que alguns pacientes desenvolveram a<strong> Síndrome de Guillain-Barré</strong> (doença autoimune em resposta a uma infecção que causa fraqueza progressiva dos membros, devido ao acometimento dos nervos periféricos), enquanto outros cursaram com <strong>lesão muscular</strong> (mialgia).</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se concluir até o momento que a infecção pelo SARSCov-2, principalmente nos casos mais graves, cursam com uma resposta sistêmica no organismo, sendo observada uma relação entre complicações neurológicas e a COVID-19, e essas alterações devem ser levadas em consideração durante o tratamento da doença.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li><strong> </strong>Leonardi, M., Padovani, A., Mc Arthur, J.C. Neurological Manifestations associated with COVID-19: a review and a call for action. Journal of Neurology, n. 20, p.1-4, 2020.</li>
<li>Ellul, M.A. et al. Neurological associations of COVID-19. The Lancet Neurol, n.20, S1474-4422, 2020.</li>
<li>Kanjanaumporn, J. et al. Smell and taste dysfunction in patients with SarsCoV-2 infection: A review of epidemiology, pathogenesis, and tretment options. Asian Pacific Journal of Allergy and Imunology, n.38. v.2, p.69-77, 2020.</li>
<li>Jornal da USP no ar. Pesquisa no HC indica bons resultados na recuperação de olfato pós-covid. Disponível em: <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/pesquisa-no-hc-indica-bons-resultados-na-recuperacao-do-olfato-pos-covid/">https://jornal.usp.br/ciencias/pesquisa-no-hc-indica-bons-resultados-na-recuperacao-do-olfato-pos-covid/</a></li>
</ol>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/7440097652834957"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2298" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300.jpg" alt="" width="190" height="198" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300.jpg 288w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-768x801.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2.jpg 952w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Maria-Eduarda-2.jpg"><span style="color: #000000;">Maria Eduarda Martelli </span></a></strong><br />
<em>Nutricionista e Mestra em Ciências da Nutrição do Esporte e Metabolismo (FCA-UNICAMP), Doutoranda em Clínica Médica (FCM-UNICAMP) e aluna do Laboratório de Investigação do Metabolismo e Diabetes, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa clínica na área de obesidade e suas complicações metabólicas com foco no tecido adiposo marrom.</em></td>
</tr>
</tbody>
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			</item>
		<item>
		<title>COVID-19 e Obesidade: a colisão entre duas pandemias</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/covid-19-e-obesidade-a-colisao-entre-duas-pandemias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 16:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Sponton]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2228</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com mais de 23 milhões de pessoas infectadas e 800 mil mortes em todo o mundo é indiscutível que a COVID-19 é um dos maiores desastres sanitários do nosso tempo. Certos grupos apresentam maior risco de mortalidade por COVID-19. Nesse sentido, a obesidade, com mais de 650 milhões de casos em adultos representa um grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com mais de <span style="color: #ff6600;"><strong>23 milhões de pessoas infectadas e 800 mil mortes em todo o mundo</strong></span> é indiscutível que a COVID-19 é um dos maiores desastres sanitários do nosso tempo. Certos grupos apresentam maior risco de mortalidade por COVID-19. Nesse sentido, a obesidade, com mais de 650 milhões de casos em adultos representa um grande motivo de preocupação para os médicos e cientistas. Assim sendo, o foco aqui é apresentar as evidências da relação entre COVID-19 e obesidade, destacando o agravamento dos casos e o maior risco de mortalidade por COVID-19 nessa população.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff; font-size: 12pt;"><strong>O agravamento dos casos de COVID-19 devido à obesidade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Desde o início da pandemia de COVID-19 uma questão em particular chama a atenção dos médicos em todo o mundo: um número significativo de pessoas que desenvolvem a forma grave da doença apresenta sobrepeso e principalmente obesidade. Desde então, essa questão passou a ser investigada de forma sistemática através de estudos epidemiológicos.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, as evidências comprovam essa tese. A análise de dados de 24 estudos epidemiológicos mostrou que a <strong>obesidade aumenta de forma significativa tanto o número de internações em unidades de terapia intensiva quanto a necessidade de ventilação mecânica nos pacientes internados.</strong> Aqui vale ressaltar um prognóstico nada animador: 51% dos pacientes que necessitam de ventilação mecânica progridem a óbito de acordo com um estudo realizado no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra evidência que chama a atenção é o fato de que mesmo os jovens não estão isentos de risco. Por exemplo, uma avaliação feita nos EUA, utilizando dados de diferentes hospitais – de diferentes regiões e estados – revelou que 75% dos pacientes jovens internados por COVID-19 (e que apresentavam agravamento do quadro) tinham obesidade.</p>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: 12pt;"><strong>A mortalidade por COVID-19 potencializada pela obesidade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">As evidências apresentadas acima mostram claramente um agravamento dos casos de COVID-19 em pacientes obesos. Isso de fato representa maior risco de mortalidade nesses pacientes? Infelizmente, a resposta é sim. O maior estudo, até o momento, realizado no Reino Unido, avaliando 5683 mortes por COVID-19, revelou que pacientes com obesidade apresentam elevado risco de mortalidade, sendo esse risco gradativamente superior conforme o grau de obesidade apresentado, como mostra a figura abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Importante destacar que esses dados evidenciam a <strong>obesidade como um fator de risco independente de mortalidade por COVID-19</strong>. Ou seja, o risco de mortalidade se mantém elevado nessa população mesmo após os dados serem normalizados pela idade, sexo e todos os outros parâmetros associados. Tais achados, assim como evidências de outros estudos menores, contribuíram para que a obesidade fosse incluída como <strong>fator de risco de agravamento dos casos de COVID-19</strong> pelo <a href="https://www.cdc.gov/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Centro de Prevenção e Controle de Doenças Americano (CDC)</a> juntamente com outras patologias, como: doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer, diabetes tipo 2, doença renal crônica entre outras.</p>
<figure id="attachment_2230" aria-describedby="caption-attachment-2230" style="width: 2560px" class="wp-caption aligncenter"><a style="text-align: center;" href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-scaled.jpg"><img loading="lazy" class="wp-image-2230 size-full" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1448" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-scaled.jpg 2560w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-300x170.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-1024x579.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-768x434.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-1536x869.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-2048x1158.jpg 2048w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/tópico-2_figura_Carlos_Sponton-1068x604.jpg 1068w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2230" class="wp-caption-text">O risco de mortalidade nas pessoas obesas é gradativamente superior conforme o grau de obesidade apresentado</figcaption></figure>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: 12pt;"><strong>Por que a obesidade agrava os casos de COVID-19 e aumenta o risco de mortalidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Isso ainda não está claro. A simples expansão da massa de tecido adiposo em pessoas com obesidade prejudica a mecânica respiratória e está associada a doenças como apneia obstrutiva do sono e esofagite. Em pacientes com obesidade e COVID-19, em que a maioria precisa de ventilação mecânica, só essa condição já pode representar um maior risco de mortalidade. Do ponto de vista fisiopatológico, várias hipóteses estão sendo estabelecidas nesse momento. Essas questões serão discutidas em detalhes nessa série de artigos sobre COVID-19.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui destaco apenas dois estudos que são conduzidos pelo <a href="http://www.ocrc.org.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades – OCRC</a> do <a href="https://www.ib.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Instituto de Biologia</a> da <a href="http://www.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UNICAMP</a>. Dados preliminares do grupo do professor <a href="https://www.ocrc.org.br/institucional/equipe-2/equipe/pesquisadores-principais/marcelo-alves-da-silva-mori/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Marcelo Mori</a> mostram que os adipócitos (células que armazenam gordura) pode funcionar como um “reservatório” para produção do SARS-CoV-2 (vírus causador da COVID-19). De acordo com o estudo, os adipócitos apresentam grande quantidade da proteína que possibilita o SARS-CoV-2 infectá-lo. Como as pessoas com obesidade têm maiores quantidade e tamanho de adipócitos, a suspeita é que a replicação (multiplicação) do SARS-CoV-2 possa ser potencializada, justificando o agravamento do quadro de COVID-19 nessa população.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro aspecto importante é que a obesidade está intimamente associada ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. Nesse sentido, <a href="https://www.ocrc.org.br/pesquisadores-desvendam-mecanismo-que-torna-covid-19-mais-grave-em-diabeticos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o estudo do grupo do professor Pedro Vieira</a> mostrou que os níveis aumentados de glicose (condição característica de indivíduos com diabetes do tipo 2) pode potencializar a taxa de replicação do SARS-CoV-2 e assim induzir a secreção de citocinas pró-inflamatórias por monócitos (células do sistema imune). Esse quadro pode inibir a ação de células de defesa (células do tipo T) contra o SARS-CoV-2 e também aumentar a mortalidade de células epiteliais do pulmão. Essa condição pode estar associada a disfunção pulmonar observada em pacientes com COVID-19.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, esses achados podem representar um importante passo na compreensão dos aspectos fisiopatológicos da COVID-19 e sua relação com à obesidade.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li>https://covid19.who.int/</li>
<li>https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight</li>
<li>Obesity is a risk factor for developing critical condition in COVID-19 patients: A systematic review and meta-analysis. <em>Obes Rev</em>. 2020 Jul 19.</li>
<li>Mechanical ventilation in patients in the intensive care unit of a general university hospital in southern Brazil: an epidemiological study. <em>Clinics</em> (Sao Paulo). 2016. PMID: 27074175</li>
<li>Obesity could shift severe COVID-19 disease to younger ages. <em>Lancet</em>. 2020 May 16;395(10236):1544-1545.</li>
<li>https://www.medrxiv.org. OpenSAFELY: factors associated with COVID-19-related hospital death in the linked electronic health records of 17 million adult NHS patients.</li>
<li>https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/people-with-medical-conditions.html</li>
<li>http://agencia.fapesp.br/estudo-sugere-que-tecido-adiposo-pode-servir-de-reservatorio-para-o-novo-coronavirus/33612/</li>
</ul>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;">
<p style="text-align: justify;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="http://lattes.cnpq.br/5095058378463142" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2231" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-Sponton-300x284.jpg" alt="" width="190" height="180" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-Sponton-300x284.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-Sponton-768x726.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Carlos-Sponton.jpg 902w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong>Carlos Henrique Grossi Sponton, PhD.</strong><br />
<em>Pesquisador do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades – OCRC, Instituto de Biologia, UNICAMP. Pós-doutorado na Universidade da Califórnia – São Francisco (UCSF), CA, EUA. Especialista em obesidade e metabolismo.</em></td>
</tr>
</tbody>
</table><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/covid-19-e-obesidade-a-colisao-entre-duas-pandemias/">COVID-19 e Obesidade: a colisão entre duas pandemias</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A relação entre Diabetes tipo 2 e a maior gravidade da COVID-19: o que sabemos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 16:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Bonilha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COVID-19, nome da doença causada pelo vírus SARS-Cov-2, causou preocupações de saúde pública em âmbito mundial nos últimos meses. Esse vírus zoonótico, conhecido assim pois passa dos animais para os humanos, ao entrar em nosso organismo é capaz de se ligar em nossas células e ensiná-las a produzir muitas cópias dele mesmo. Como sabemos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A COVID-19, nome da doença causada pelo vírus SARS-Cov-2, causou preocupações de saúde pública em âmbito mundial nos últimos meses. Esse vírus zoonótico, conhecido assim pois passa dos animais para os humanos, ao entrar em nosso organismo é capaz de se ligar em nossas células e ensiná-las a produzir muitas cópias dele mesmo. Como sabemos até o momento, algumas comorbidades, tal como a Diabetes, piora os desfechos clínicos dos pacientes quando infectados por esse vírus.</p>
<p style="text-align: justify;">A Diabetes <em>mellitus</em> é uma doença metabólica que tem como característica um nível elevado de açúcar no sangue, chamado de glicose. Para se ter uma ideia, a cada 11 pessoas adultas, uma tem diabetes. Além disso, segundo as estimativas da <a href="https://idf.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #3366ff;">Federação Internacional de Diabetes</span></a>, até o ano de 2045, mais de 600 milhões de adultos terão diabetes em todo o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecida como combustível do nosso metabolismo, a glicose é a nossa principal fonte de energia. Após nossa alimentação, os carboidratos que comemos são quebrados e transformados nesse tipo de açúcar. Para que a glicose seja utilizada no nosso organismo é necessário a ação de um hormônio, produzido no pâncreas, chamado de insulina, ele faz com que a glicose entre nas células controlando sua taxa no sangue. A Diabetes <em>mellitus</em> tipo 2, manifestação mais comum correspondendo em cerca de 90% de todos os casos, pode acontecer de dois jeitos: ou o seu corpo está produzindo pouca insulina ou existe algum defeito nela em promover a entrada de glicose nas células, processo chamado de resistência à insulina. Sem a ação da insulina, os níveis de glicose no sangue aumentam muito, denominado como hiperglicemia, causando os sintomas e as complicações do diabetes.</p>
<p><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Diabetes.tiff"><img loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-2224" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Diabetes.tiff" alt="" width="1" height="1" /></a><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Diabetes.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2225 size-full" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Diabetes.jpg" alt="" width="665" height="367" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Diabetes.jpg 665w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Diabetes-300x166.jpg 300w" sizes="(max-width: 665px) 100vw, 665px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo publicado na revista científica <em>Journal of Diabetes Science and Technology </em>mostrou que, entre os pacientes hospitalizados com COVID-19 nos Estados Unidos, a diabetes ou a glicemia não controlada, ocorreram com grande frequência. Também observaram que esses pacientes apresentaram maior mortalidade comparando com pacientes sem diabetes. Outro estudo publicado na revista <em>Cell Metabolism </em>avaliou mais de 7.000 pacientes com COVID-19 em Hubei, na China, entre os quais aproximadamente 1.000 pacientes tinham Diabetes tipo 2. Os pesquisadores encontraram que a presença de diabetes aumentou a intervenção médica e a mortalidade, e os pacientes que tinham uma glicemia controlada apresentaram melhor prognóstico.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, <a href="https://www.ocrc.org.br/pesquisadores-desvendam-mecanismo-que-torna-covid-19-mais-grave-em-diabeticos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">um estudo conduzido pelo professor Pedro Vieira</a>, membro da equipe do <a href="http://www.ocrc.org.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades</a> da <a href="http://www.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UNICAMP</a>, revelou que níveis de glicose elevados foram capazes de induzir a replicação do vírus e também de promover a produção de citocinas que promovem a inflamação de células que estão presentes nos pulmões, intensificando a infecção pelo SARS-CoV-2.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do que foi exposto, a <a href="https://www.diabetes.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sociedade Brasileira de Diabetes</a> desenvolveu o e-Book: <strong>&#8220;Autocuidado e Diabetes em tempos de COVID-19&#8221;</strong>, que traz recomendações quanto aos principais cuidados em tempos de pandemia. As recomendações incluem boa alimentação, para manter um bom controle glicêmico; uma rotina de exercícios, mesmo em casa, pois a atividade física aumenta a captação de glicose, melhorando o controle do diabetes, além de ajudar na perda de peso. A monitoração da glicemia capilar, nesta fase de isolamento social, deve ser mais constante e o uso das medicações tanto para diabetes como para colesterol e hipertensão devem ser mantidos conforme a prescrição médica. Para saber mais, você pode acessar o e-Book através clicando <a href="https://materiais.diabetes.org.br/e-book-autocuidado#rd-box-joq3m2vv" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>.</p>
<figure id="attachment_2218" aria-describedby="caption-attachment-2218" style="width: 470px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920.jpg"><img loading="lazy" class="wp-image-2218" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920.jpg" alt="" width="470" height="352" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920.jpg 1920w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920-300x225.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920-1024x768.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920-768x576.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920-1536x1152.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920-80x60.jpg 80w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920-265x198.jpg 265w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/diabetes-2424105_1920-1068x801.jpg 1068w" sizes="(max-width: 470px) 100vw, 470px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2218" class="wp-caption-text">Monitoração de glicemia em casa (Imagem de Paul Hunt por Pixabay )</figcaption></figure>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong><em>Então, o consumo de açúcar aumenta a gravidade pelo vírus causador da COVID-19?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não é bem assim. Normalmente, os níveis de glicose variam durante o dia. Em pessoas saudáveis, eles aumentam depois de cada refeição e retornam aos níveis anteriores à refeição em aproximadamente duas horas. Mas isso não acontece em quem tem diabetes. Por isso, nesses casos, é extremamente importante controlar os níveis de glicose no sangue, incluindo dieta adequada e exercícios físicos para aumentar a qualidade de vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-scaled.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-2219 size-full" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1440" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-scaled.jpg 2560w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-300x169.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-1024x576.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-768x432.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-1536x864.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-2048x1152.jpg 2048w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Infográfico-1068x601.jpg 1068w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li>Glycemic Characteristics and Clinical Outcomes of COVID-19 Patients Hospitalized in the United States. <em>Journal Diabetes Science Technology</em>. 2020</li>
<li>Association of Blood Glucose Control and Outcomes in Patients with COVID-19 and Pre-existing Type 2 Diabetes. <em>Cell Metabolism</em>. 2020</li>
<li>Elevated Glucose Levels Favor Sars-Cov-2 Infection and Monocyte Response Through a Hif-1α/Glycolysis Dependent Axis. <em>Cell Metabolism</em>. 2020</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;">
<p style="text-align: justify;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong><br />
<strong><em>Isabella Bonilha</em></strong><em><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Isabella-Bonilha.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-2222 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Isabella-Bonilha-300x300.jpg" alt="" width="175" height="175" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Isabella-Bonilha-300x300.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Isabella-Bonilha-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Isabella-Bonilha.jpg 420w" sizes="(max-width: 175px) 100vw, 175px" /></a> – Biomédica, Mestre em Ciências (FCM/UNICAMP), Doutoranda em Fisiopatologia Médica (FCM/UNICAMP). Aluna do Laboratório de Biologia Vascular e Aterosclerose vinculado ao Centro de Pesquisa Clínica, atuando em diabetes, metabolismo lipídico, lesão de isquemia e reperfusão do miocárdio e ensaios clínicos randomizados.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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