<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Colunistas | SobrePeso</title>
	<atom:link href="https://www.sobrepeso.com.br/category/colunistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sobrepeso.com.br</link>
	<description>Dicas e segredos para manter o peso sob controle!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 14 Jun 2023 00:35:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Hábitos alimentares saudáveis em criança se associam com um melhor desempenho  escolar</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/habitos-alimentares-saudaveis-em-crianca-se-associam-com-um-melhor-desempenho-escolar/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/habitos-alimentares-saudaveis-em-crianca-se-associam-com-um-melhor-desempenho-escolar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jun 2023 01:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho escolar]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2825</guid>

					<description><![CDATA[<p>Não é novidade para ninguém que a alimentação saudável contribui diretamente  para o crescimento adequado das crianças. Mas você sabia que os hábitos alimentares  são de extrema importância para a construção do conhecimento nessa fase da vida?   Não seria exagero dizer que o processo de aprendizado começa no estômago por  meio de uma alimentação rica [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/habitos-alimentares-saudaveis-em-crianca-se-associam-com-um-melhor-desempenho-escolar/">Hábitos alimentares saudáveis em criança se associam com um melhor desempenho  escolar</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Não é novidade para ninguém que a alimentação saudável contribui diretamente  para o crescimento adequado das crianças. Mas você sabia que os hábitos alimentares  são de extrema importância para a construção do conhecimento nessa fase da vida?  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não seria exagero dizer que o processo de aprendizado começa no estômago por  meio de uma alimentação rica em nutrientes, que engloba todos os grupos alimentares.  Tanto é verdade que as escolas públicas do nosso país contam com o Programa Nacional  de Alimentação Escolar, o PNAE, que, com o oferecimento de refeições durante o  período de estudo da criança, favorece esse processo, evitando que a falta de alimento  contribua para a dispersão dos alunos durante a aula. Somente com o fornecimento de  energia suficiente, garantindo a quantidade adequada de glicose para o cérebro e a  exclusão de situações de desconforto como a fome, é que a aprendizagem ocorrerá de  maneira efetiva.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, uma alimentação com quantidades adequadas de fontes proteicas e  ômega 3, gordura essencial encontrada principalmente nos peixes, contribui  diretamente para um bom desempenho escolar. O baixo consumo de proteínas impacta  no desenvolvimento cerebral reduzindo seu volume e prejudicando a formação de  neurotransmissores, substâncias essenciais para a comunicação adequada do cérebro  com o resto do corpo. Já o consumo de ômega 3 se associa positivamente com a  memória e com o bom funcionamento cerebral, sendo benéfica a inclusão  desses macronutrientes na alimentação da criança.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos demonstram também o efeito das vitaminas e minerais, com destaque  para ferro, zinco, folato, vitamina A e vitaminas do complexo B, nas habilidades  cognitivas, devido a sua influência sobre diversos processos cerebrais como regulação  das vias dos neurotransmissores, transmissões sinápticas, fluidez da membrana e vias de  transdução de sinais, permitindo que a função cerebral seja otimizada durante o  processo de aprendizado. Nesse sentido, uma alimentação para esse fim deve ser  variada com a inclusão de todos os grupos alimentares e com especial atenção para o grupo das carnes, leites e derivados, frutas, legumes e verduras, para garantir que a  recomendação para esses micronutrientes seja atingida.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a dieta ocidental rica em açúcar e gordura saturada parece exercer  efeito negativo sobre o aprendizado e a memória, devendo ser limitado, portanto, o  consumo de alimentos industrializados, como suco de caixinha,  refrigerante, salgadinho, bolacha recheada e doces.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como regra geral, um padrão alimentar com bom aporte de frutas, verduras,  leites e derivados, carnes e ovos, feijão e fontes de carboidrato, como arroz e macarrão, em conjunto com o baixo consumo de alimentos industrializados, deve ser encorajado,  pois fornecerá quantidade suficiente de macronutrientes, vitaminas e minerais,  contribuindo tanto para o desenvolvimento cognitivo quanto para o crescimento da  criança.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar, vamos a algumas dicas práticas que ajudar na adoção de hábitos  alimentares saudáveis nos nossos pequenos: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Realização de 5 a 6 refeições diárias (café-da manhã, lanche da manhã,  almoço, lanche da tarde, jantar e ceia); </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A alimentação deve ser variada incluindo todos os grupos alimentares,  conforme orientado pela pirâmide alimentar (abaixo) </span></li>
</ul>
<p><a href="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2826" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4.jpg" alt="" width="268" height="188" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4.jpg 268w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-4-100x70.jpg 100w" sizes="(max-width: 268px) 100vw, 268px" /></a></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Evitar o consumo de balas, refrigerantes e guloseimas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Consumo diário e variado de pelo menos 5 porções de frutas, verduras e  legumes;  </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Consumo de peixes duas vezes por semana; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Consumo diário de 3 porções de leite e seus derivados; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Evitar a substituição de refeições por lanches e alimentos  industrializados; </span></li>
</ul>
<p><b>Referências bibliográficas: </b></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">GÓMES-PINILLA F. Brain foods: the effects of nutrients on brain function. Nat  Rev Neurosci, v.9, n.7, p.568-578, 2008. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">BLEIWEISS-SANDE R. at al. Associations between Food Group Intake, Cognition  and Academic Achievement in Elementary Schoolchildren. Nutrients. 11  (11):2722, 2019. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">JIROUT J. et al. How lifestyle factors affect cogninitive and executive function  and the ability to learn in Children. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA – DEPARTAMENTO DE NUTROLOGIA Manual de Alimentação: orientações para a alimentação do lactente ao  adolescente na escola, na gestante, na prevenção de doenças e segurança  alimentar/Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de  Nutrologia. -4º Ed. – São Paulo: SBP, 2018. 172p.  </span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre a autora: </b></p>
<p><b><a href="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300-1.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-2827 alignleft" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300-1.jpg" alt="" width="288" height="300" /></a>Maria Eduarda Martelli </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; Nutricionista e Mestra em Ciências da Nutrição do Esporte  e metabolismo (FCA-UNICAMP), Doutoranda em Clínica Médica (FCM-UNICAMP) e  aluna do Laboratório de Investigação do Metabolismo e Diabetes, vinculado ao  Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa clínica na área  de obesidade e suas complicações metabólicas com foco no tecido adiposo marrom.</span></p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/habitos-alimentares-saudaveis-em-crianca-se-associam-com-um-melhor-desempenho-escolar/">Hábitos alimentares saudáveis em criança se associam com um melhor desempenho  escolar</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/habitos-alimentares-saudaveis-em-crianca-se-associam-com-um-melhor-desempenho-escolar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Diabetes e exercício físico</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/diabetes-e-exercicio-fisico/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/diabetes-e-exercicio-fisico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 19:20:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividades Físicas]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Material Didático]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[exercício aeróbio]]></category>
		<category><![CDATA[exercício físico]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2744</guid>

					<description><![CDATA[<p>Caracterizada pelo aumento da glicemia (glicose circulante no sangue), o diabetes mellitus é, hoje, uma das principais doenças que afetam nossa sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 422 milhões de pessoas são afetadas pela diabetes, sendo o Brasil o 5º país mais incidente. Como o diabetes se desenvolve? A glicose [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/diabetes-e-exercicio-fisico/">Diabetes e exercício físico</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Caracterizada pelo aumento da glicemia (glicose circulante no sangue), o diabetes </span><i><span style="font-weight: 400;">mellitus</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, hoje, uma das principais doenças que afetam nossa sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 422 milhões de pessoas são afetadas pela diabetes, sendo o Brasil o 5º país mais incidente.</span></p>
<p><b>Como o diabetes se desenvolve?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A glicose é o principal nutriente utilizado pelo nosso organismo para a produção de energia. Entretanto, em nosso organismo, a entrada de glicose nas células é regulada pela ação do hormônio insulina. Após nos alimentarmos, os níveis de glicose no sangue se elevam naturalmente e, com isso, o pâncreas responde com liberação de insulina para que a glicose possa entrar nas células. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao se comunicar com seus receptores nas células, a insulina desencadeia uma série de reações que termina com a disponibilidade de GLUT4 (proteína responsável por captar a glicose) na superfície da célula, diminuindo assim a quantidade de glicose circulante. Além disso, a insulina atua no fígado (o principal regulador do nosso metabolismo) impedindo que ele libere mais glicose na corrente sanguínea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No diabetes, podemos ter problemas na produção e/ou liberação da insulina, ou, ainda, na ação do hormônio. Seja qual for o problema, o que se observa é o aumento de glicose na corrente sanguínea (glicemia). Assim, a glicose em excesso pode ser transformada em Produtos Finais de Glicosilação (AGE’s, do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">Advanced Glycation End-products</span></i><span style="font-weight: 400;">), que promovem um estado de inflamação crônico responsável pelas principais complicações da doença (como alterações da visão, perda de sensibilidade, problemas cardiovasculares, etc).</span></p>
<p><b>O exercício como tratamento para diabetes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os nossos músculos estão entre os principais tecidos que utilizam a glicose como fonte de energia. Em indivíduos saudáveis, quando há excesso de glicose, os músculos armazenam a glicose na forma de glicogênio. Durante atividades físicas de alta intensidade e curta duração (como corridas de 100m, por exemplo), os músculos utilizam esse glicogênio armazenado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, em atividades de média intensidade e média duração, os músculos começam a utilizar a glicose da corrente sanguínea como fonte de energia. Estudos publicados nos jornais de Medicina do Esporte têm demonstrado que, durante os exercícios físicos, nossos músculos ativam outras vias para a captação de glicose, sendo a principal delas a via da AMPK. Além disso, os exercícios também são responsáveis por diminuir, temporariamente, a resistência dos órgãos à ação da insulina. Dessa forma, além de aumentar a captação de glicose, os exercícios são responsáveis por inibirem a ação do fígado em liberar mais glicose para o sangue.</span></p>
<p><b>Qual exercício é melhor para o controle do diabetes?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudos atuais e a </span><i><span style="font-weight: 400;">American Diabetes Association </span></i><span style="font-weight: 400;">(ADA) recomendam uma combinação entre exercícios aeróbicos (como caminhada, ciclismo, etc) e musculação. Os exercícios aeróbios, quando realizados por pelo menos 30 minutos por dia, melhoram a capacidade do coração em captar oxigênio, reduzindo os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Por outro lado, os exercícios de musculação são responsáveis por aumentar a massa muscular e, consequentemente, melhoram a captação de glicose e auxiliam na redução da resistência à insulina. Quando estão associadas, as duas formas de exercícios melhoram os resultados uma da outra e, portanto, atualmente recomenda-se a combinação entre os métodos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos exercícios físicos, uma mudança na dieta é indicada para pacientes com diabetes para melhorar o controle glicêmico e prevenir as possíveis complicações da doença. Entretanto, apesar de serem aspectos elementares no tratamento, essas medidas devem ser auxiliares ao tratamento medicamentoso discutido com o médico. O tratamento adequado do diabetes é fundamental para garantir que sua qualidade de vida seja mantida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Referências:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kirwan JP, Sacks J, Nieuwoudt S. </span><b>The essential role of exercise in the management of type 2 diabetes</b><span style="font-weight: 400;">. Cleve Clin J Med. 2017 Jul;84(7 Suppl 1):S15-S21. doi: 10.3949/ccjm.84.s1.03. PMID: 28708479; PMCID: PMC5846677.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sampath Kumar A, Maiya AG, Shastry BA, Vaishali K, Ravishankar N, Hazari A, Gundmi S, Jadhav R. </span><b>Exercise and insulin resistance in type 2 diabetes mellitus: A systematic review and meta-analysis</b><span style="font-weight: 400;">. Ann Phys Rehabil Med. 2019 Mar;62(2):98-103. doi: 10.1016/j.rehab.2018.11.001. Epub 2018 Dec 13. PMID: 30553010.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pan B, Ge L, Xun YQ, Chen YJ, Gao CY, Han X, Zuo LQ, Shan HQ, Yang KH, Ding GW, Tian JH. </span><b>Exercise training modalities in patients with type 2 diabetes mellitus: a systematic review and network meta-analysis.</b><span style="font-weight: 400;"> Int J Behav Nutr Phys Act. 2018 Jul 25;15(1):72. doi: 10.1186/s12966-018-0703-3. PMID: 30045740; PMCID: PMC6060544.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Yang Z, Scott CA, Mao C, Tang J, Farmer AJ. </span><b>Resistance exercise versus aerobic exercise for type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis</b><span style="font-weight: 400;">. Sports Med. 2014 Apr;44(4):487-99. doi: 10.1007/s40279-013-0128-8. PMID: 24297743.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n.jpg"><img loading="lazy" class="wp-image-2748 alignleft" src="http://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n-300x296.jpg" alt="" width="193" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n-300x296.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/11/76982813_1606122522862915_4045729295841099776_n.jpg 512w" sizes="(max-width: 193px) 100vw, 193px" /></a></p>
<p class="medium-title bv_h1" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;"><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Wesley Fernando Sales</span></strong></span></span><br />
<em>Graduando em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atua na área de Educação e Difusão do Conhecimento (EDC) do CEPID OCRC através do Programa de Bolsa Auxílio do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE).</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/diabetes-e-exercicio-fisico/">Diabetes e exercício físico</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/diabetes-e-exercicio-fisico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A carga dupla de má nutrição: um novo desafio nutricional</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/a-carga-dupla-de-ma-nutricao-um-novo-desafio-nutricional/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/a-carga-dupla-de-ma-nutricao-um-novo-desafio-nutricional/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Sep 2022 17:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[carga dupla de má nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[desnutrição]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2722</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ao longo das últimas décadas, o tema obesidade tem sido foco de diversos estudos científicos e ganhou bastante destaque na mídia em todo o mundo. Com o rápido desenvolvimento tecnológico e mudanças sociais, houve maior consumo de alimentos processados que, associado a redução da atividade física, levou ao aumento significativo do número de pessoas com [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/a-carga-dupla-de-ma-nutricao-um-novo-desafio-nutricional/">A carga dupla de má nutrição: um novo desafio nutricional</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ao longo das últimas décadas, o tema <strong>obesidade</strong> tem sido foco de diversos estudos científicos e ganhou bastante destaque na mídia em todo o mundo. Com o rápido desenvolvimento tecnológico e mudanças sociais, houve maior consumo de alimentos processados que, associado a redução da atividade física, levou ao aumento significativo do número de pessoas com sobrepeso e obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Organização Mundial de saúde (OMS): “Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo são obesas, dentre estas: 650 milhões são adultos, 340 milhões são adolescentes e 39 milhões são crianças. Ainda, estima-se que em 3 anos cerca de 167 milhões de pessoas adultos e crianças ficarão menos saudáveis ​​por estarem acima do peso ou obesas.”</p>
<p style="text-align: justify;">Este fato se dá porque o aumento de peso e desenvolvimento da obesidade pode levar ao surgimento de outros problemas de saúde, conhecidos como <strong>comorbidades</strong> associadas a obesidade. Dentre elas, podemos destacar o diabetes, doenças no coração, câncer, doenças renais, dentre outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de já se ter debatido bastante sobre o problema da obesidade, hoje os pesquisadores se confrontaram com um novo problema. <u>O aumento do número de adultos obesos não ocorreu apenas em países desenvolvidos, mas também em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos.</u></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Neste momento, podemos nos perguntar: Mas qual seria a diferença entre estes adultos obesos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente dos países desenvolvidos, os países em desenvolvimento/emergentes e <strong>principalmente</strong> os países considerados sub desenvolvidos enfrentam até hoje o problema da subnutrição infantil. Estima-se que cerca de 151 milhões de crianças com menos de 5 anos tem baixo peso, 47 milhões tem baixa estatura e 340 milhões apresentam deficiência de micronutrientes, com perspectiva de crescimento após a pandemia da COVID-19. Além disso, <strong>atualmente</strong> <strong>45% das mortes de crianças em todo o mundo são atribuídos à subnutrição. </strong><span style="text-decoration: line-through;">Portanto,</span> nestes países o crescimento do número de adultos obesos vem acontecendo mesmo que o problema da subnutrição infantil permaneça. Assim, foi criada uma nova definição relacionada <u>a coexistência entre subnutrição e sobrepeso/obesidade</u>, definida como <strong>dupla carga de má nutrição</strong> e considerada um novo desafio nutricional.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos relacionados ao número de indivíduos acometidos pela dupla carga de má nutrição ainda não mostram resultados conclusivos, porém, destaca-se que as regiões mais afetadas do mundo são: África Subsaariana, Ásia Meridional, Ásia Oriental e Pacífica e o país mais afetado, Indonésia.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a OMS, a carga dupla carga de má nutrição pode ser classificada de diversas formas:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><u>Nível individual</u></span>: Por exemplo, uma pessoa apresentando obesidade com deficiência de uma ou várias vitaminas e minerais <strong>ou</strong> excesso de peso em um adulto que teve atrofia durante a infância.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><u>Nível doméstico</u></span>: Por exemplo, quando a mãe apresenta sobrepeso ou anemia e uma criança ou avô está abaixo do peso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><u>Nível da população</u></span>: Por exemplo, onde há prevalência de subnutrição e excesso de peso na mesma comunidade, nação ou região.</p>
<figure id="attachment_2732" aria-describedby="caption-attachment-2732" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-tipos2.png"><img loading="lazy" class="wp-image-2732 " src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-tipos2-300x181.png" alt="" width="646" height="390" /></a><figcaption id="caption-attachment-2732" class="wp-caption-text">Fonte: World Health Organization (WHO)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos, os estudos científicos tem se concentrado em entender os aspectos políticos, sociais e econômicos da carga dupla de má nutrição. Mas em linhas claras, o que seria isto?</p>
<p style="text-align: justify;">Basicamente determinar o número de indivíduos afetados, quais efeitos econômicos aos países e quais estratégias podem ser utilizadas para reduzir o número de afetados e tratar os que sofrem com este tipo de alteração nutricional. No entanto, como sabemos que a obesidade leva a comorbidades, alguns estudos também tem se dedicado a <strong>entender se uma pessoa que passou pela subnutrição durante o desenvolvimento é mais propensa a desenvolver comorbidades quando se torna um adulto obeso, comparado a uma pessoa que não passou pela subnutrição. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em um estudo longitudinal recente, os autores mostraram que os adolescentes que vivenciaram a insegurança alimentar eram mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças durante a vida adulta. Entretanto, <strong>o porquê</strong> disto ainda permanece desconhecido.</p>
<p style="text-align: justify;">De forma a ajudar ao entendimento deste <strong>porquê</strong>, um grupo de pesquisa do <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ib.unicamp.br/endocrino/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Laboratório de Pâncreas Endócrino e Metabolismo</a></span> do <a href="https://www.ib.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Instituto de Biologia</span></a> da <a href="www.unicamp.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">UNICAMP</span></a> vem se dedicando a <u>entender quais alterações que diferenciam a carga dupla de má nutrição do modelo de obesidade sem subnutrição prévia</u>.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos realizados ao longo de mais de uma década, utilizando modelos experimentais, demonstraram que <strong>camundongos subnutridos durante a adolescência e obesos na fase adulta</strong> foram <strong>mais susceptíveis a obesidade</strong>, apresentando maior peso corporal, peso das gorduras e aumento do consumo de energia. Ainda, apresentam <strong>mais probabilidade no desenvolvimento do diabetes </strong>(uma comorbidade comum durante a obesidade), com falha na função das células do pâncreas responsáveis pela secreção de insulina, hormônio fundamental para controle da glicose sanguínea. Além disto, foi observado que roedores que passaram pela carga dupla de má nutrição <strong>são mais resistentes aos tratamentos para perda de peso e diabetes</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><u>Em suma, estes estudos demonstram que a dupla carga de má nutrição leva a alterações diferentes da obesidade sem subnutrição prévia, que pode tornar esta pessoa mais propensa a desenvolver doenças na fase adulta e ser mais resistente a tratamentos. </u></p>
<p style="text-align: justify;">Com isto, se destacou a importância de mais estudos em humanos para entender quais alterações são responsáveis por esta maior susceptibilidade e quais tratamentos podem ser melhor recomendados para estas pessoas. E ainda, ressalta o quão importante é estudar este novo desafio nutricional.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">Zemrani, M. Gehri, E. Masserey, C. Knob, R. Pellaton, A hidden side of the COVID-19 pandemic in children: the double burden of undernutrition and overnutrition, Int. J. Equity Health. 20 (2021) 1–4. https://doi.org/10.1186/s12939-021-01390-w</li>
<li style="text-align: justify;">Headey, R. Heidkamp, S. Osendarp, M. Ruel, N. Scott, R. Black, M. Shekar, H. Bouis, A. Flory, L. Haddad, N. Walker, Impacts of COVID-19 on childhood malnutrition and nutrition-related mortality, Lancet. 396 (2020) 519–521. <a href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(20)31647-0">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(20)31647-0</a>.</li>
<li style="text-align: justify;">J.C. Wells, A.L. Sawaya, R. Wibaek, M. Mwangome, M.S. Poullas, C.S. Yajnik, A. Demaio, The double burden of malnutrition: aetiological pathways and consequences for health, Lancet. (2020) 75–88. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(19)32472-9.</li>
<li style="text-align: justify;">Nikolaus Cassandra, H.E. Luciana, Z.-K. Anna, S.I. Ka, Risk of food insecurity in youg adulthood and logitudinal change in cardiometabolic Health: Evidence from the National Longitudinal Study of Adolescent to Adult Health, J. Nutr. (2022). https://doi.org/10.1093/jn/nxac0055.</li>
<li style="text-align: justify;">Barry M. Popkin, Camila Corvalan, Laurence M. Grummer-Strawn, Dynamics of the Double Burden of Malnutrition and the Changing Nutrition Reality, Lancet. (2020) 65–74.</li>
<li style="text-align: justify;">R. Araujo, C. Lubaczeuski, E. M. Carneiro, Effects of double burden malnutrition on energetic metabolism and glycemic homeostasis: A narrative review, Life Sci. (2022) 307:120883. doi: 10.1016/j.lfs.2022.120883.</li>
<li style="text-align: justify;">WHO, Double-duty actions for nutrition Policy Brief, Wh<span style="color: #000000;">o/Nmh/Nhd/17.2. (2017) 10. <a style="color: #000000;" href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-NMH-NHD-17.2">https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/255414/WHO-NMH-NHD-17.2- eng.pdf?ua=1</a>.</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">WHO, Obesity and overweight, World Heal. Organ. (2020). https://w</span>ww.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/698933/thiago-dos-reis-araujo"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2723" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem2THIAGO-279x300.png" alt="" width="186" height="200" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem2THIAGO-279x300.png 279w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem2THIAGO.png 294w" sizes="(max-width: 186px) 100vw, 186px" /></a></p>
<p class="medium-title bv_h1" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/698933/thiago-dos-reis-araujo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-size: 11pt;"><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;">Thiago dos Reis Araujo</span></strong></span></a></span><br />
<em>Biólogo, doutorando do Laboratório de Pâncreas Endócrino e Metabolismo (UNICAMP/Campinas), vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Sua linha de pesquisa tem enfoque em Fisiologia Endócrina, principalmente, envolvendo as alterações na secreção e ação da insulina e glucagon na desnutrição, obesidade e diabetes, assim como, na busca por alvos terapêuticos para o tratamento destas síndromes.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/a-carga-dupla-de-ma-nutricao-um-novo-desafio-nutricional/">A carga dupla de má nutrição: um novo desafio nutricional</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/a-carga-dupla-de-ma-nutricao-um-novo-desafio-nutricional/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Obesidade e Mudanças Climáticas – será que há uma relação?</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/obesidade-e-mudancas-climaticas-sera-que-ha-uma-relacao/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/obesidade-e-mudancas-climaticas-sera-que-ha-uma-relacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2022 18:35:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos ultraprocessados]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas alimentares sustentáveis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2712</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mundo vem presenciando a ocorrência, cada vez mais frequente, de eventos climáticos extremos, como tufões, aumentos no nível do mar, volumes impressionantes de chuvas em contraposição com períodos cada vez mais devastadores de seca. Essas são apenas algumas das consequências das tão faladas “Mudanças Climáticas”. O aumento na temperatura do planeta traz tantas consequências [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/obesidade-e-mudancas-climaticas-sera-que-ha-uma-relacao/">Obesidade e Mudanças Climáticas – será que há uma relação?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O mundo vem presenciando a ocorrência, cada vez mais frequente, de eventos climáticos extremos, como tufões, aumentos no nível do mar, volumes impressionantes de chuvas em contraposição com períodos cada vez mais devastadores de seca. Essas são apenas algumas das consequências das tão faladas “Mudanças Climáticas”.</p>
<p style="text-align: justify;">O aumento na temperatura do planeta traz tantas consequências para a saúde dos seres humanos que o fenômeno recebeu a denominação de pandemia pelos especialistas em saúde planetária. Segundo esses cientistas, o aquecimento global prejudica a produtividade agrícola e, portanto, coloca um número enorme de pessoas em risco de fome, além das oscilações na temperatura e umidade contribuírem para a maior incidência de intoxicações alimentares e doenças infecciosas, especialmente aquelas transmitidas por insetos, como a dengue e a malária.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os custos da pandemia de Mudanças Climáticas</strong> (somando os gastos com desastres ambientais, problemas de saúde e redução na emissão de gases de efeito estufa) contabilizam em torno de 5% a 10% do Produto Interno Bruto mundial, esse percentual equivale a um montante que <strong>gira em torno de 4 a 8 trilhões de dólares</strong>. Muito maior do que os 2 trilhões estimados para a pandemia de obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do altíssimo custo para a humanidade, a pandemia de obesidade e a de mudanças climáticas também tem em comum a inércia política. Em outras palavras, para ambas as pandemias, nenhum país obteve sucesso em revertê-las porque, segundo os especialistas, as causas econômicas e sociais que as perpetuam permanecem, em grande parte, intocadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é justamente ao contemplar <strong>os determinantes sociais e econômicos de ambas as pandemias que as semelhanças entre as duas fica ainda mais intrigante</strong>. Muitos determinantes são compartilhados.</p>
<p style="text-align: justify;">O modelo atual de produção agrícola é um excelente exemplo disso. <strong>A agropecuária é responsável pela ocupação de 40% das terras aráveis, 30% das emissões de gases de efeito estufa e 70% do consumo de água no mundo</strong>. Além disso, o modelo tradicional de monocultura e grandes latifúndios (cultivo de apenas uma espécie de planta em uma extensão territorial enorme) é um grande incentivo para o desmatamento, para a redução da biodiversidade natural e para a contaminação dos solos e recursos hídricos com o uso excessivo de fertilizantes e pesticidas. Todos esses impactos ambientais estão intimamente ligados com as mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align: justify;">É esse mesmo modelo de agropecuária que produz uma variedade menor de alimentos, deixando de abastecer a mesa dos cidadãos com hortifruti variados, focando principalmente na <strong>produção de matéria-prima para a ração animal e para a produção de alimentos ultraprocessados</strong>. O resultado é uma redução da diversidade alimentar e o incentivo ao consumo excessivo de carne vermelha e processada, e de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias, sal, açúcar de adição e gordura saturada e trans.</p>
<p style="text-align: justify;">E por falar em <strong>alimentos ultraprocessados</strong>, o consumo desses alimentos <strong>contribui não só para o aumento da prevalência da obesidade e suas comorbidades, mas para a geração de resíduos sólidos</strong>, já que esse tipo de produto alimentício é comercializado em embalagens plásticas que nem sempre são descartadas da maneira correta, podendo causar diversos impactos ambientais. Nesse caso, por tanto, o slogan “desembrulhe menos e descasque mais” é duplamente vantajoso: para a saúde da população e do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer um outro exemplo? O tão aclamado aleitamento materno não só é uma forma de proteger nossas crianças contra a obesidade e outras doenças no futuro, mas também é um alimento cuja produção é completamente isenta de impactos ambientais e cujo acesso não é tão afetado pelas desigualdades sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso sem falar no transporte desses alimentos. Em um mundo globalizado de grandes extensões de terra destinadas a apenas um produto alimentício, os alimentos são produzidos em um continente e exportados para outro e esse transporte de trajeto cada vez mais longo, aumenta a queima de combustíveis fósseis e exige produtos alimentícios com maior vida de prateleira, mais uma vez favorecendo o consumo de alimentos ultraprocessados que, muitas vezes, são menos perecíveis que os produtos in natura ou minimamente processados.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, investir em uma produção local e mais diversificada de alimentos faria com que alimentos in natura fossem disponibilizados mais frescos e maduros para a população e incentivaria a inclusão dos mesmos nas culturas alimentares locais, além, é claro, de reduzir a emissão de gases de efeito estufa no transporte dos alimentos da porta da fazenda até a mesa do consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, <strong>melhorias que tornem a cadeia de abastecimento de alimentos mais sustentável tem impacto tanto na pandemia de obesidade como nas mudanças climáticas</strong>, podendo poupar a humanidade de altos custos para a saúde e a economia. Reconhecer a importância de mobilizar recursos públicos e sociais para melhorar a maneira como o alimento é produzido, transportado, e propagandeado pode não só reduzir a prevalência da obesidade e suas comorbidades, como também, poupar o nosso planeta Terra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong><br />
Swinburn, B. A.; Kraak, V.I.; Allender, S.; Atkins, V.J.; Baker, P.I.; Bogard, J.R. et al. The Global Syndemic of Obesity, Undernutrition, and Climate Change: The Lancet Commission report. <strong>The Lancet</strong>, v.393, p.791-846, 2019.</p>
<p>Willett, W.; Rockström, J.; Loken, B.; Springmann, M.; Lang, T.; Vermeulen, S. Food in the Anthropocene: the EAT–Lancet Commission on healthy diets from sustainable food systems. <strong>The Lancet</strong>, v.393, p.447-492, 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Jaime, P.; Campello, T.; Monteiro, C.A.; Bortello, A.P.; Yamaoka, M.; Bomfim, M. <strong>Diálogo sobre Ultraprocessados: Soluções para sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis</strong>. Cátedra Josué de Castro, NUPENS: São Paulo, 2021.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/92638/marina-maintinguer-norde/"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2682" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg" alt="" width="189" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg 298w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-768x774.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto.jpg 828w" sizes="(max-width: 189px) 100vw, 189px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Marina Maintinguer Norde</strong><br />
<em>Nutricionista, mestra e doutora em Nutrição em Saúde Pública (FSP-USP), pesquisadora colaboradora do Laboratório de Investigação em Diabetes e Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, atuando em pesquisas epidemiológicas, estudando a qualidade da alimentação da população brasileira e seus reflexos na saúde.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/obesidade-e-mudancas-climaticas-sera-que-ha-uma-relacao/">Obesidade e Mudanças Climáticas – será que há uma relação?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/obesidade-e-mudancas-climaticas-sera-que-ha-uma-relacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Jejum intermitente: realmente uma boa estratégia para a perda de peso?</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/jejum-intermitente-realmente-uma-boa-estrategia-para-a-perda-de-peso/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/jejum-intermitente-realmente-uma-boa-estrategia-para-a-perda-de-peso/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 13:39:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecimento]]></category>
		<category><![CDATA[jejum intermitente]]></category>
		<category><![CDATA[perda de peso]]></category>
		<category><![CDATA[restrição de calorias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2705</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem nunca quis perder alguns quilinhos e buscou na internet a melhor dieta para esse fim que atire a primeira pedra! É muito comum nos depararmos com esse tipo de informação na web onde várias dietas já foram apontadas como a salvadora da pátria. Nos últimos anos, foi evidenciado pela mídia os diversos efeitos positivos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/jejum-intermitente-realmente-uma-boa-estrategia-para-a-perda-de-peso/">Jejum intermitente: realmente uma boa estratégia para a perda de peso?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem nunca quis perder alguns quilinhos e buscou na internet a melhor dieta para esse fim que atire a primeira pedra! É muito comum nos depararmos com esse tipo de informação na web onde várias dietas já foram apontadas como a salvadora da pátria. Nos últimos anos, foi evidenciado pela mídia os diversos efeitos positivos do jejum intermitente não só para o emagrecimento, mas também para melhora de alguns parâmetros metabólicos, como níveis de colesterol e pressão, por exemplo. Mas será que o jejum intermitente é mesmo melhor para perda de peso do que uma redução de calorias comum?</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mais nada é importante definir o jejum intermitente que consiste em um padrão de dieta no qual o indivíduo passa por períodos de jejum intercalados por momentos de ingestão alimentar normal. Existem alguns protocolos descritos na literatura, dentre eles os mais estudados são: jejum de dias alternados (0-500 kcal por dia de jejum alternando o próximo dia com alimentação normal), dieta 5:2 (2 dias de jejum e 5 dias de alimentação normal) e jejum com restrição de tempo (alimentação realizada dentro de um período de tempo específico durante o dia), os quais já foram relacionados com perda de peso e melhora da saúde metabólica com um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, estudos em animais e humanos mostraram que essa prática foi associada com redução no peso, alterações na composição corporal, melhora nos níveis de açúcar no sangue e dos marcadores de risco cardiovascular.  Mas qual seria o mecanismo por trás desses possíveis benefícios? Na verdade, a possível justificativa para isso é que <strong>durante o jejum para a manutenção das funções do nosso corpo ocorre a mudança da utilização de carboidrato para a utilização de cetonas e ácidos graxos como principal fonte de energia favorecendo uma adaptação metabólica que contribui para a melhora da composição corporal e dos parâmetros metabólicos citados acima.</strong>  No entanto, é importante ressaltar que os dados disponíveis com relação a prática do jejum intermitente até o momento são baseados em resultados obtidos <strong>em estudos realizados em modelo animal e ensaios clínicos com número reduzidos de participantes acompanhados por curto período de tempo, o que não nos permite conclusões com relação a sustentação do peso perdido bem como recomendar com segurança essa prática em seres humanos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, apesar dos diversos benefícios evidenciados pela mídia, alguns efeitos colaterais também já foram descritos, dentre eles, <strong>tontura</strong>, <strong>fraqueza,</strong> bem como <strong>hipoglicemia</strong>, principalmente nas pessoas com diabetes em uso de insulina ou medicamentos orais. É importante destacar também que o jejum prolongado pode levar a destruição de proteínas musculares para gerar glicose favorecendo a perda de massa magra, fator que pode ser minimizado com a realização de exercício de força; e que essa prática pode ser contraindicada nas seguintes situações: <strong>gestação, lactação, crianças, idosos, pessoas com deficiências do sistema imune e em risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares</strong>. Portanto, a realização desse tipo de dieta deve sempre ser supervisionada por um profissional de saúde capacitado, sendo que o nutricionista antes de indicar essa prática deve sempre avaliar o histórico de vida e alimentar do seu paciente para verificar se o jejum intermitente seria uma conduta nutricional adequada.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000; font-size: 14pt;">Jejum intermitente não é melhor para a perda de peso do que uma restrição de calorias tradicional</span></p>
<p style="text-align: justify;">Embora encontramos na internet diversas matérias evidenciando o efeito positivo desse tipo de dieta, as evidências científicas atuais apontam que o grau de perda de peso alcançado com o jejum intermitente <strong>não é superior àquele atingido com as abordagens tradicionais de dieta.</strong> Chamo atenção para o estudo publicado recentemente pelo prestigiado <em>New England Journal of Medicine, </em>onde foi comparado a restrição calórica comum com um regime de alimentação com a restrição de tempo (alimentação diária realizada das 08:00 às 16:00), onde não foi observado diferenças significativas na quantidade de peso perdido bem como na quantidade de gordura corporal, sugerindo que qualquer balanço energético negativo (quantidade de calorias consumida menos quantidade de calorias gasta) pode contribuir para perda de peso e melhora de parâmetros metabólicos, sendo a dieta mais eficaz aquela que pode ser seguida a longo prazo favorecendo a perda sustentada de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como mensagem final, é importante lembrar que precisamos olhar com cautela as informações de saúde disseminadas pela mídia. Até o momento, <strong>o melhor caminho para o emagrecimento saudável e sustentado continua sendo a construção de hábitos alimentares saudáveis em conjunto com a prática de atividade física regular que devem ser seguidos por toda a vida, dificilmente as dietas muito restritivas são sustentáveis a longo prazo</strong>. Com relação ao jejum intermitente, faltam estudos clínicos bem desenhados, com períodos de acompanhamento maiores e com protocolos bem definidos que comparem o jejum intermitente versus a restrição calórica comum e respondam questões referentes a eficácia dessa prática na saúde metabólica, seus efeitos adversos, bem como a manutenção do peso perdido. Antes desses estudos, <strong>não se pode recomendar com segurança a sua realização.</strong></p>
<p><strong>Referências:</strong><br />
Varady, K.A, Cienfuegos, S., Ezpeleta, M., Kelsey Gabel. Clinical applications of intermitente fasting for weight loss: progress and fu<span style="color: #000000;">ture directions. Nature Reviews Endocrinology, v.18, p. 309-321, 2022. DOI: <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1038/s41574-022-00638-x">10.1038/s41574-022-00638-x</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Deying, L. et al. Calorie Restriction with or without Time-Restricted Eating in weight Loss. The New England Jornal of Medicine 2022; 386: 1495-504. DOI: <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1056/nejmra1905136">10.1056/NEJMra1905136</a></span></p>
<p><span style="color: #000000;">ASBRAN. <strong>Parecer técnico 01/2019. </strong>Brasília: Associação Brasileira de Nutrição, 05</span> de fevereiro de 2019. Disponível em: https://www.asbran.org.br/storage/downloads/files/2019/08/parecer-jejum-intermitente-1567189454.pdf</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/690119/maria-eduarda-martelli/"><img loading="lazy" class="wp-image-2298 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300.jpg" alt="" width="182" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-288x300.jpg 288w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2-768x801.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Foto-Maria-Eduarda-2.jpg 952w" sizes="(max-width: 182px) 100vw, 182px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Eduarda Martelli</strong><br />
<em>Nutricionista e Mestra em Ciências da Nutrição do Esporte e metabolismo (FCA-UNICAMP), Doutoranda em Clínica Médica (FCM-UNICAMP) e aluna do Laboratório de Investigação do Metabolismo e Diabetes, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa clínica na área de obesidade e suas complicações metabólicas com foco no tecido adiposo marrom.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/jejum-intermitente-realmente-uma-boa-estrategia-para-a-perda-de-peso/">Jejum intermitente: realmente uma boa estratégia para a perda de peso?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/jejum-intermitente-realmente-uma-boa-estrategia-para-a-perda-de-peso/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Antipsicóticos: Uma faca de dois gumes</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/antipsicoticos-uma-faca-de-dois-gumes/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/antipsicoticos-uma-faca-de-dois-gumes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 12:42:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Medicação para Obesidade e Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[antipsicóticos]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[ganho de peso]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome metabólica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2696</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para quê são usados os antipsicóticos? O cérebro é um órgão complexo, capaz de pensar, processar, raciocinar, memorizar, relembrar e controlar o corpo e suas funções. Mas essa máquina biológica interligada precisa manter um equilíbrio constante para poder exercer suas funções, e esse equilíbrio é muito sensível. Por esse motivo, qualquer sutil mudança nos processos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/antipsicoticos-uma-faca-de-dois-gumes/">Antipsicóticos: Uma faca de dois gumes</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><span style="font-size: 14pt;">Para quê são usados os antipsicóticos?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">O cérebro é um órgão complexo, capaz de pensar, processar, raciocinar, memorizar, relembrar e controlar o corpo e suas funções. Mas essa máquina biológica interligada precisa manter um equilíbrio constante para poder exercer suas funções, e esse equilíbrio é muito sensível. Por esse motivo, <strong>qualquer sutil mudança nos processos biológicos no cérebro pode acarretar desregulações abrangentes, levando a distúrbios mentais</strong> como a esquizofrenia e o transtorno bipolar.</p>
<p style="text-align: justify;">A interligação dos diferentes tipos de células e das diferentes regiões no cérebro, além da abrangência dos fatores de risco dificultam o estudo das origens de um certo distúrbio. <strong>A primeira linha de tratamento medicamentoso da esquizofrenia é através dos antipsicóticos</strong>, que reduzem alguns dos sintomas e ajudam o paciente a separar o que é real e o que é imaginário. Existem diversos tipos de antipsicóticos, mas em geral, eles agem em um receptor na superfície das células no cérebro chamado receptor D2, reduzindo o sinal que esse receptor pode transmitir.</p>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">Como os antipsicóticos podem causar efeitos colaterais?</span></p>
<p style="text-align: justify;">Dentro de um cérebro saudável, várias moléculas são responsáveis por enviar sinais de uma célula a outras, chamadas neurotransmissores, que possuem efeitos tanto no sistema nervoso central quanto em outras regiões do corpo. No entanto, alguns destes neurotransmissores compartilham estruturas parecidas, e considerando que os antipsicóticos se ligam justamente aos receptores destas moléculas, um único antipsicótico pode ter um efeito sobre muitos receptores além do seu alvo terapêutico. <strong>É dessa falta de especificidade e da presença dos receptores-alvo pelo corpo inteiro que surgem os efeitos colaterais dos antipsicóticos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, quando os antipsicóticos, despropositadamente, ligam-se aos receptores de histamina, isso pode induzir sonolência; a ligação aos receptores de acetilcolina pode ressecar a boca e embaçar a visão; e a interação com os receptores de epinefrina pode dessensibilizar uma pessoa a insulina, aumentando o risco de desenvolver diabetes. Mas <strong>um dos efeitos colaterais mais desencorajadores aos pacientes é o ganho de peso, frequentemente levando os pacientes a pularem doses ou até desistirem do tratamento<sup>1</sup>.</strong></p>
<p><span style="color: #0000ff; font-size: 14pt;">Como os antipsicóticos causam ganho de peso?</span></p>
<p style="text-align: justify;">Esse ganho de peso é mais comumente visto em resposta aos antipsicóticos de segunda geração (que incluem clozapina e olanzapina), porém a maioria dos antipsicóticos podem induzir um ganho de peso em graus diferentes<sup>2</sup>. Por esse motivo, aproximadamente <strong>um terço dos pacientes com esquizofrenia apresentam sintomas da síndrome metabólica</strong>, incluindo um ganho de peso, a desregulação de glicose e distúrbios no metabolismo de lipídios<sup>3</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de várias pesquisas e muitos avanços, esse problema multifacetado ainda não tem solução. Já se sabe que o receptor de histamina H1 pode ser responsável por uma parte do ganho de peso<sup>4</sup>, mas a atividade dos antipsicóticos numa região do cérebro chamada hipotálamo<sup>5</sup> e desequilíbrios na quantidade de mitocôndrias nas células<sup>6</sup> também têm seus papéis.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora do cérebro, os antipsicóticos afetam outras funções no corpo, muitas indesejadas, mas inevitáveis. Por exemplo, quando tratados com um antipsicótico, um paciente pode exibir um aumento na produção de glicose no fígado<sup>7</sup> e um aumento na quantidade de insulina e de um hormônio que sinaliza fome chamado grelina<sup>8</sup>. Além disso, já foi confirmado que <strong>alguns antipsicóticos podem ativar vias de sinalização diretamente nos adipócitos, as células que armazenam gordura</strong>, promovendo o acúmulo de lipídios e a maturação das células<sup>9</sup> .</p>
<p><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso.png"><img loading="lazy" class=" wp-image-2700 aligncenter" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-300x210.png" alt="" width="673" height="471" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-300x210.png 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-1024x717.png 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-768x538.png 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-1536x1075.png 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-2048x1434.png 2048w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-100x70.png 100w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/SobrePeso-1068x748.png 1068w" sizes="(max-width: 673px) 100vw, 673px" /></a></p>
<p><span style="font-size: 14pt; color: #0000ff;">A importância de seguir com o tratamento</span></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso faz com que 1 em cada 5 pacientes com esquizofrenia seja obeso<sup>10</sup>; entretanto, mesmo frente aos indesejáveis efeitos colaterais, para o bem do tratamento, os pacientes devem continuar tomando os remédios. <strong>Os sintomas voltam em 95% dos pacientes que param de tomar a medicação<sup>11</sup>. Além disso, a não aderência ao tratamento piora a prognose de um paciente, dificultando futuras opções<sup>12</sup></strong>. Por esse motivo, é importante que o paciente e sua família sempre relatem dificuldades ao médico, já que várias opções existem para ajudar a atenuar os sintomas da esquizofrenia. Além das opções de antipsicóticos que possuem uma tendência menor de causar um certo efeito colateral, existem mudanças no estilo de vida que comprovadamente ajudam na redução do ganho de peso<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas futuras ainda vão revelar as causas exatas desses efeitos colaterais e proporão maneiras de reduzi-los. Por exemplo, existem vários estudos que estão investigando as melhores formas de diminuir os efeitos colaterais metabólicos oriundos dos remédios. Mais de 20 compostos químicos já estão sendo estudados para uso complementar aos antipsicóticos<sup>2</sup> . Com os avanços da medicina, tratamentos cada vez melhores virão, mas por enquanto é necessário manejar os efeitos colaterais juntamente com os benéficos efeitos terapêuticos dos antipsicóticos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong><br />
1. Weiden, P. J., Mackell, J. A. &amp;amp; McDonnell, D. D. Obesity as a risk factor for antipsychotic noncompliance. Schizophr Res 66, 51–57 (2004).</p>
<p style="text-align: justify;">2. Dayabandara, M. et al. Antipsychotic-associated weight gain: management strategies and impact on treatment adherence. Neuropsychiatr Dis Treat 13, 2231–2241 (2017).</p>
<p style="text-align: justify;">3. Vancampfort, D. et al. Risk of metabolic syndrome and its components in people with schizophrenia and related psychotic disorders, bipolar disorder and major depressive disorder: a systematic review and meta-analysis. World Psychiatry 14, 339–347 (2015).</p>
<p style="text-align: justify;">4. Kroeze, W. K. et al. H1-histamine receptor affinity predicts short-term weight gain for typical and atypical antipsychotic drugs. Neuropsychopharmacology 28, 519–526 (2003).</p>
<p style="text-align: justify;">5. Li, L. et al. The atypical antipsychotic risperidone targets hypothalamic melanocortin 4 receptors to cause weight gain. Journal of Experimental Medicine 218, e20202484 (2021).</p>
<p style="text-align: justify;">6. del Campo, A. et al. Metabolic Syndrome and Antipsychotics: The Role of Mitochondrial Fission/Fusion Imbalance. Frontiers in Endocrinology 9, (2018).</p>
<p style="text-align: justify;">7. Siafis, S., Tzachanis, D., Samara, M. &amp;amp; Papazisis, G. Antipsychotic Drugs: From Receptor-binding Profiles to Metabolic Side Effects. Curr Neuropharmacol 16, 1210–1223 (2018).</p>
<p style="text-align: justify;">8. Weston-Green, K., Huang, X.-F., Lian, J. &amp;amp; Deng, C. Effects of olanzapine on muscarinic M3 receptor binding density in the brain relates to weight gain, plasma insulin and metabolic hormone levels. Eur Neuropsychopharmacol 22, 364–373 (2012).</p>
<p style="text-align: justify;">9. Cottingham, C. M., Patrick, T., Richards, M. A. &amp;amp; Blackburn, K. D. Tricyclic antipsychotics promote adipogenic gene expression to potentiate preadipocyte differentiation in vitro. Hum Cell 33, 502–511 (2020).</p>
<p style="text-align: justify;">10. Mitchell, A. J., Vancampfort, D., De Herdt, A., Yu, W. &amp;amp; De Hert, M. Is the prevalence of metabolic syndrome and metabolic abnormalities increased in early schizophrenia? A comparative meta-analysis of first episode, untreated and treated patients. Schizophr Bull 39, 295–305 (2013).</p>
<p style="text-align: justify;">11. Zipursky, R. B., Menezes, N. M. &amp;amp; Streiner, D. L. Risk of symptom recurrence with medication discontinuation in first-episode psychosis: A systematic review. Schizophrenia Research 152, 408–414 (2014).</p>
<p style="text-align: justify;">12. Chesney, E., Goodwin, G. M. &amp;amp; Fazel, S. Risks of all-cause and suicide mortality in mental disorders: a meta-review. World Psychiatry 13, 153–160 (2014).</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/689234/bradley-joseph-smith/"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2698" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-300x300.jpg" alt="" width="190" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-300x300.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-768x768.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-1536x1536.jpg 1536w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-2048x2048.jpg 2048w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/06/20181005_201729-1068x1068.jpg 1068w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bradley J. Smith</strong><br />
<em>Bioquímico, doutorando em Bioinformática (IB/UNICAMP). Aluno do Laboratório de Neuroproteômica, vinculado ao programa de Genética e Biologia Molecular, estudando os efeitos proteômicos e epiproteômicos de antipsicóticos no cérebro e nos adipócitos através da espectrometria de massas.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/antipsicoticos-uma-faca-de-dois-gumes/">Antipsicóticos: Uma faca de dois gumes</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/antipsicoticos-uma-faca-de-dois-gumes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Colesterol bom: por que se preocupar se estiver baixo?</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/colesterol-bom-por-que-se-preocupar-se-estiver-baixo/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/colesterol-bom-por-que-se-preocupar-se-estiver-baixo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 17:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aterosclerose]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[colesterol bom]]></category>
		<category><![CDATA[doenças cardiovasculares]]></category>
		<category><![CDATA[HDL]]></category>
		<category><![CDATA[LDL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2687</guid>

					<description><![CDATA[<p>A partícula de HDL-c (High-Density Lipoprotein), popularmente conhecida como “colesterol bom”, foi descoberta em 1921 e ainda hoje intriga a ciência. Trata-se de uma partícula com capacidade de reduzir os processos de oxidação, inflamação e de formação de placas de gordura nos nossos vasos sanguíneos. Ela é composta principalmente pela Apolipoproteina A1 (ApoA1), que corresponde [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/colesterol-bom-por-que-se-preocupar-se-estiver-baixo/">Colesterol bom: por que se preocupar se estiver baixo?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A partícula de HDL-c (<em>High-Density Lipoprotein</em>), popularmente conhecida como “colesterol bom”, foi descoberta em 1921 e ainda hoje intriga a ciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de uma partícula com capacidade de reduzir os processos de oxidação, inflamação e de formação de placas de gordura nos nossos vasos sanguíneos. Ela é composta principalmente pela Apolipoproteina A1 (ApoA1), que corresponde a cerca de 70% da HDL; apresenta também diversas outras apolipoproteínas, como a PON-1, também com ações semelhantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estudos envolvendo seres humanos confirmaram que os níveis de HDL mais elevados, em geral, se relacionam a menor risco de doença cardiovascular</strong> (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral), diabetes tipo 2 e esteatose-hepática, a chamada “gordura no fígado”. Mais recentemente, também tem sido demonstrado que níveis mais altos de HDL se relacionam a menor chance de desenvolvimento de demência cerebral, doença de Parkinson e outras doenças cerebrais.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Se o meu HDL-c for baixo, há algum remédio para torná-lo mais alto? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sim. No entanto, todos as medicações até agora desenvolvidas para aumentar o HDL-colesterol ou trouxeram muito efeitos colaterais ou falharam em reduzir a incidência de doenças cardiovasculares e a mortalidade. Em outras palavras: apesar de ser possível aumentar farmacologicamente os níveis de HDL-c, não se obtém os mesmos resultados esperados.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Por que tornar o HDL-c mais alto, artificialmente, não traz a repercussão esperada? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como mencionado acima, a HDL é uma partícula extremamente complexa, capaz de realizar ação antioxidante, anti-inflamatória e redutora da formação de placas de gordura. No entanto, em condições como obesidade, diabetes e doença cardiovascular, o indivíduo apresenta um grau baixo de inflamação, que induz redução de tamanho e perda de função da HDL. Portanto, ainda que aumente a concentração sanguínea, artificialmente, a HDL não trará os benefícios desejados.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>E qual é o melhor modo de melhorar os níveis de HDL-c e ter os benefícios? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para se alcançar estes resultados, é necessário que haja redução da resistência à ação da insulina e dos níveis de triglicérides. <strong>Para tal, a melhor forma é a realização de atividade física e a perda de gordura corporal.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong>O que fazer se meus níveis de HDL-c forem baixos? </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sabendo que uma pessoa com níveis de HDL-c baixos tem maior risco de diabetes, doenças cardíacas e esteatose hepática, o indivíduo que sofre com esta condição deve estar atento ao seu peso, índice de massa corporal (IMC), bem como reduzir o risco destas mesmas patologias através da adequação da sua glicemia, LDL (“colesterol ruim”), pressão arterial e nível de atividade física.</p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, apesar da partícula de HDL-c ser essencial para a prevenção das principais doenças que afligem a humanidade, não há um modo farmacológico, medicamentoso, eficiente para aumentar seus níveis e ter bons resultados na saúde. Pessoas com baixos níveis de HDL-c devem atentar a outros fatores de risco cardiovasculares e atuar sobre eles para a melhora da sua saúde global.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>Hamer M, O&#8217;Donovan G, Stamatakis E. High-Density Lipoprotein Cholesterol and Mortality: Too Much of a Good Thing? Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2018 Mar;38(3):669-672. doi: 10.1161/ATVBAHA.117.310587. Epub 2018 Jan 11. PMID: 29326314.</p>
<p>Khanna S, Wilkins JT, Ning H, et al. Lipoprotein Levels in Early Adulthood and NAFLD in Midlife: The Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA) Study. J Nutr Metab. 2022 Apr 14;2022:1727711. doi: 10.1155/2022/1727711. PMID: 35462864; PMCID: PMC9023214.</p>
<p>Turri M, Marchi C, Adorni MP, et al. Emerging role of HDL in brain cholesterol metabolism and neurodegenerative disorders. Biochim Biophys Acta Mol Cell Biol Lipids. 2022 May;1867(5):159123. doi: 10.1016/j.bbalip.2022.159123. Epub 2022 Feb 11. PMID: 35151900.</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE O AUTOR:</strong></p>
<p><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-scaled.jpg"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2693" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-261x300.jpg" alt="" width="165" height="190" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-261x300.jpg 261w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-891x1024.jpg 891w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-768x883.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-1336x1536.jpg 1336w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-1782x2048.jpg 1782w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/05/ikaro3-1068x1228.jpg 1068w" sizes="(max-width: 165px) 100vw, 165px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ikaro Breder</strong><br />
<em>Médico clínico e endocrinologista, doutorando em Fisiopatologia Médica (FCM/UNICAMP), aluno do Laboratório de Biologia Vascular e Aterosclerose (FCM/UNICAMP), vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua em pesquisa clínica e assistência ambulatorial de pacientes com diabetes, obesidade, dislipidemia, hipertensão, osteoporose e doenças tireoidianas.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/colesterol-bom-por-que-se-preocupar-se-estiver-baixo/">Colesterol bom: por que se preocupar se estiver baixo?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/colesterol-bom-por-que-se-preocupar-se-estiver-baixo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A alimentação dos adolescentes que já não era boa, agora está pior</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/a-alimentacao-dos-adolescentes-que-ja-nao-era-boa-agora-esta-pior/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/a-alimentacao-dos-adolescentes-que-ja-nao-era-boa-agora-esta-pior/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 16:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[POF]]></category>
		<category><![CDATA[ultraprocessados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2680</guid>

					<description><![CDATA[<p>A adolescência é uma fase da vida em que mudanças importantes acontecem no organismo humano e na convivência social dos indivíduos. É na adolescência que o crescimento e a maturação de vários órgãos, inclusive os relacionados ao sistema reprodutor e imunológico, acontecem. Estima-se que, nesse período da vida, ganhamos, em média, 20% da nossa altura, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/a-alimentacao-dos-adolescentes-que-ja-nao-era-boa-agora-esta-pior/">A alimentação dos adolescentes que já não era boa, agora está pior</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A adolescência é uma fase da vida em que mudanças importantes acontecem no organismo humano e na convivência social dos indivíduos. É na adolescência que o crescimento e a maturação de vários órgãos, inclusive os relacionados ao sistema reprodutor e imunológico, acontecem. Estima-se que, nesse período da vida, ganhamos, em média, 20% da nossa altura, 50% de nosso peso corporal e 40% da massa óssea que sustenta nosso corpo. É também na adolescência que acontece a maturação de neuro circuitos e intenso remodelamento do cérebro, o que permite que adolescentes tenham alta capacidade de absorverem novos aprendizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa plasticidade do cérebro é, no entanto, uma faca de dois gumes: se por um lado é essencial para o desenvolvimento intelectual dos adolescentes, também favorece que deficiências nutricionais nessa fase sejam capazes de causar déficits permanentes de cognição e de memória, além de desordens emocionais. Por outro lado, a obesidade na adolescência pode causar modificações importantes no centro do cérebro responsável pela sensação de recompensa, o que já foi associado a redução da sensação de saciedade e a comportamentos impulsivos com relação à alimentação, o que, entre outras coisas, faz com que a obesidade na adolescência aumente em 8 vezes a probabilidade de perpetuar a obesidade na vida adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">São fatos como esses que fazem da adolescência uma fase da vida em que a má nutrição é bastante preocupante<strong>. <span style="color: #0000ff;">Então, afinal, como está a alimentação dos adolescentes brasileiros?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/24786-pesquisa-de-orcamentos-familiares-2.html?=&amp;t=o-que-e" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><span style="color: #000000;">Pesquisa de Orçamento Familiar (POF)</span></strong></a>, realizada pelo <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</strong></a></span>, é a principal fonte de informação sobre a alimentação dos brasileiros desde que incluiu no seu questionário uma sessão totalmente dedicada à coleta de dados sobre consumo alimentar, em sua edição de 2008-2009. Desde a primeira edição até a mais recente edição da POF, conduzida em 2017-2018, pesquisadores observaram modificações importantes no hábito alimentar dos brasileiros, especialmente dos adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se, em 2008, os adolescentes já tinham um consumo maior de alimentos ultraprocessados</strong> (refrigerante, biscoito, linguiça, salsicha, mortadela, sanduíches e salgados) <strong>e menor de feijão, saladas, verduras e frutas quando comparados a adultos e idosos, na edição da <span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/24786-pesquisa-de-orcamentos-familiares-2.html?=&amp;t=resultados" target="_blank" rel="noopener noreferrer">POF de 2017-2018</a></span>, essa diferença ficou ainda mais preocupante.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em um suplemento especial da <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.rsp.fsp.usp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><span style="color: #000000;">Revista de Saúde Pública</span></strong></a></span>, publicado em 2021, pesquisadores do núcleo de assessoria técnica do IBGE apresentaram a comparação entre as duas edições da POF evidenciando que houve redução generalizada no consumo de arroz e feijão, carne, frutas, leite e seus derivados, pão, carne processada e refrigerantes em paralelo a um <strong>aumento no consumo de sanduíches e salgados em todas as faixas etária</strong>, mostrando que a sociedade brasileira caminha para uma substituição do padrão alimentar tradicional por um padrão alimentar importado das grandes potências ocidentais, como os Estados Unidos da América, onde a prevalência de obesidade é assustadoramente alta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o resultado mais preocupante ainda está por vir. A redução no consumo de frutas foi maior nos adolescentes, enquanto a redução dos refrigerantes foi menor nesse mesmo grupo, fazendo com que a qualidade da alimentação dessa faixa etária se distancie ainda mais das demais – o que já não estava bom em 2008, tornou-se ainda pior em 2017.</p>
<p style="text-align: justify;">E, para mostrar a seriedade desse cenário, os pesquisadores traduziram os impactos dessas mudanças no padrão da alimentação dos adolescentes em mudanças na ingestão de micronutrientes importantíssimos para a saúde nessa fase da vida. Em ambos os sexos, o consumo de sódio aumentou. Nos adolescentes do sexo masculino, de 2008 a 2017, a ingestão de cálcio, que já estava baixa em 97,4% dos adolescentes, agora atinge 98,1% deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é nas meninas que o cenário é realmente crítico: a ingestão baixa de cálcio passou de 98% para 99%; a de magnésio aumentou de 58% para 65%; a de fósforo, de 64% aumentou para 71%; a de zinco, de 21% foi para 26%; a de vitamina A, de 69% aumentou para 79%; a de riboflavina (vitamina B2) foi de 27% para 40%; e a de piridoxina (vitamina B6), de 71% para 76%.</p>
<p style="text-align: justify;">Se expostos por tempo prolongado a essas deficiências, os adolescentes podem acabar com quase todos os processos de desenvolvimento do organismo comprometidos. A deficiência de cálcio, por exemplo, além do comprometimento para a formação da massa óssea, principal destino do cálcio no organismo, também compromete o crescimento, impedindo que o adolescente atinja o potencial de altura esperado para a vida adulta. Por sua vez, deficiências de vitamina A e piridoxina, às quais as meninas brasileiras parecem estar sujeitas, podem causar anemia – isso mesmo! Não é apenas a deficiência de ferro que pode causar a redução na quantidade de glóbulos vermelhos no sangue – e a anemia em adolescentes pode comprometer a função do sistema imunológico, o rendimento escolar (muitas vezes com prejuízos ao sucesso profissional desses indivíduos e para a sociedade), e promover alterações comportamentais e emocionais também bastante danosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, então, <span style="color: #0000ff;"><strong>como ajudar nossos adolescentes a aderirem a uma dieta mais saudável?</strong></span> Essa pergunta foi o que estimulou os cientistas a estudarem o comportamento alimentar dos adolescentes em busca de fatores que influenciam as escolhas alimentares nessa faixa etária, a fim de desenhar estratégias que possam utilizar esses fatores a favor de escolhas alimentares saudáveis e sustentáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Segundo um amplo levantamento publicado pela revista científica The Lancet, uma das mais importantes da área da saúde, o ambiente alimentar é o fator mais importante para moldar o padrão alimentar dos adolescentes ao redor do mundo</strong>. Isso porque é nessa fase também que o remodelamento cerebral combinado a altas taxas do hormônio testosterona no sangue favorecem a influência social nas decisões dos adolescentes, aumentando o desejo por independência e autonomia, bem como uma tendência a se arriscarem mais para ganharem aceitação e status entre seus colegas.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse contexto de elevada busca por aceitação social e identidade que, segundo o levantamento, <strong>os adolescentes se importam menos com a qualidade nutricional e com o sabor do que estão comendo e mais com o ato de comer com amigos e, em alguns contextos, com a família.</strong> O ato social de se alimentar, portanto, tem mais valor para o adolescente do que o papel biológico dos nutrientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O valor social da alimentação não seria um problema se esses adolescentes estivessem inseridos em um ambiente onde a alimentação tradicional, composta de alimentos locais e <em>in natura</em>, rica em significado e, também, em nutrientes fosse mais propagandeada do que o padrão alimentar importado de outros países e difundido pelas multinacionais produtoras de alimentos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o cenário no qual o adolescente brasileiro se insere é dominado pelo marketing agressivo das grandes marcas de alimentos ultraprocessados, quase onipresentes – na televisão, nos filmes, nos vídeos do YouTube, nos games, na disposição dos produtos nos supermercados, na venda casada, nas embalagens, no patrocínio de atletas e ídolos e, não menos importante, nas redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">O que aprendemos com esse cenário, então, é que <strong><span style="color: #0000ff;">a adolescência não só é um período crucial para o desenvolvimento humano, mas pode ser também uma janela de oportunidades para a educação nutricional e para modificações no ambiente alimentar.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Munir os adolescentes de argumentos para que façam suas escolhas menos influenciados pelo marketing de alimentos e mais influenciados por sua cultura, valorizando outros aspectos da alimentação tradicional, como, por exemplo, sua contribuição para a preservação do meio ambiente – já que é nessa fase que o engajamento em causas humanitárias e ambientais também aflora de forma mais intensa &#8211; pode ser um meio de direcioná-los a melhores decisões, sem, no entanto, privá-los da independência e da autonomia tão essenciais nessa fase da vida. E, por que não? Usar os recursos de mídias, especialmente as redes sociais a nosso favor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, o ambiente alimentar, como acabamos de aprender, é um fator muito mais influente nessa faixa etária do que o conhecimento e a educação sobre alimentação saudável. Logo, não veremos grandes mudanças sem um comprometimento de agentes públicos e privados que possam, por exemplo, mas não somente, modificar a oferta de alimentos das cantinas; controlar o marketing agressivo das grandes marcas; ou, ainda, melhorar o acesso financeiro e físico aos alimentos tradicionais de cada região do Brasil através de incentivos fiscais e políticas públicas.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li>Lynnette M Neufeld, Eduardo B Andrade, Ahna Ballonoff Suleiman, Mary Barker, Ty Beal, Lauren S Blum, Kathrin M Demmler, Surabhi Dogra, Polly Hardy-Johnson, Anwesha Lahiri, Nicole Larson, Christina A Roberto, Sonia Rodríguez-Ramírez, Vani Sethi, Teresa Shamah-Levy, Sofia Strömmer, Alison Tumilowicz, Susie Weller, Zhiyong Zou. Food choice in transition: adolescent autonomy, agency, and the food environment. The Lancet, Volume 399, Issue 10320, 2022, Pages 185-197, ISSN 0140<span style="color: #000000;">-6736. <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01687-1">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01687-1</a>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009 : análise do consumo alimentar pessoal no Brasil / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. &#8211; Rio de Janeiro : IBGE, 2011. 150 p.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Rodrigues RM, Souza; AM, Bezerra IN, Pereira RA, Yokoo; EM, Sichieri R. Most consumed foods in Brazil: evolution between 2008–2009 and 2017–2018. Rev Saude Publica. 2021;55 Supl 1:4s. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055003406.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Shane A Norris, Edward A Frongillo, Maureen M Black, Yanhui Dong, Caroline Fall, Michelle Lampl, Angela D Liese, Mariam Naguib, Ann Prentice, Tamsen Rochat, Charles B Stephensen, Chiwoneso B Tinago, Kate A Ward, Stephanie V Wrottesley, George C Patton. Nutrition in adolescent growth and development. The Lancet, Volume 399, Issue 10320, 2022, Pages 172-184, ISSN 0140-6736. <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01590-7">https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01590-7</a>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Verly-Jr E, Marchioni DM, Araujo MC, De Carli E, Oliveira DCRS, Yokoo EM, et al. Evolução da ingestão de energia e nutrientes no Brasil entre 2008–2009 e 2017–2018. Rev Saude Publica. 2021;55 Supl 1:5s. <a style="color: #000000;" href="https://doi.org/10.11606/s1518-%208787.2021055003343">https://doi.org/10.11606/s1518- 8787.2021055003343.</a></span></li>
</ol>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE A AUTORA:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/92638/marina-maintinguer-norde/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="wp-image-2682 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg" alt="" width="190" height="191" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-298x300.jpg 298w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-150x150.jpg 150w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto-768x774.jpg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Marina-Norde_Foto.jpg 828w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></strong><strong>Marina Maintinguer Norde</strong><br />
<em>Nutricionista, mestra e doutora em Nutrição em Saúde Pública (FSP-USP), pesquisadora colaboradora do Laboratório de Investigação em Diabetes e Metabolismo, vinculado ao         Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, atuando em pesquisas epidemiológicas, estudando a qualidade da alimentação da população brasileira e seus reflexos na saúde.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/a-alimentacao-dos-adolescentes-que-ja-nao-era-boa-agora-esta-pior/">A alimentação dos adolescentes que já não era boa, agora está pior</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/a-alimentacao-dos-adolescentes-que-ja-nao-era-boa-agora-esta-pior/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o suor excessivo durante a alimentação pode ser um problema?</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/quando-o-suor-excessivo-durante-a-alimentacao-pode-ser-um-problema/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/quando-o-suor-excessivo-durante-a-alimentacao-pode-ser-um-problema/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 19:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais & Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[HGD]]></category>
		<category><![CDATA[hiperidrose gustativa]]></category>
		<category><![CDATA[hiperidrose gustativa diabética]]></category>
		<category><![CDATA[suor excessivo]]></category>
		<category><![CDATA[transpiração na alimentação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2670</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma breve visão sobre a hiperidrose gustativa diabética Pessoas que transpiram em excesso e tiveram a oportunidade de buscar atendimento para um diagnóstico clínico, devem estar familiarizadas com o termo: hiperidrose. A hiperidrose é a denominação para suor excessivo, criada a partir da junção de hiper (excesso) + hidrose (transpiração). Em geral, há poucos estudos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/quando-o-suor-excessivo-durante-a-alimentacao-pode-ser-um-problema/">Quando o suor excessivo durante a alimentação pode ser um problema?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Uma breve visão sobre a hiperidrose gustativa diabética</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pessoas que transpiram em excesso e tiveram a oportunidade de buscar atendimento para um diagnóstico clínico, devem estar familiarizadas com o termo: <u>hiperidrose.</u> A hiperidrose é a denominação para suor excessivo, criada a partir da junção de hiper (excesso) + hidrose (transpiração).</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, há poucos estudos populacionais que apresentam informações precisas e atualizadas sobre a hiperidrose nos países. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a hiperidrose primária, a qual pode ser percebida em mãos, pés, axilas, cabeça ou rosto, afeta aproximadamente de 2 a 3% da população. Nos Estados Unidos da América, este índice pôde ser calculado a partir de um estudo com questionário enviado por correio, o qual estimou que 2,8% da população (7,8 milhões de indivíduos), compartilhavam da mesma percepção de transpirar de forma excessiva (1). Apesar da limitação metodológica para a notificação da hiperidrose neste estudo, pois exige uma verificação individualizada de um clínico, ainda assim, a prevalência deste distúrbio na população de ambos os países parece coincidir.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, existe um tipo de hiperidrose muito particular que sofre igualmente com problemas de notificação, mas que ocorre exclusivamente durante a ingestão de alimentos e bebidas, podendo até mesmo se manifestar através da simples percepção do cheiro destes, denominada: <strong>hiperidrose gustativa</strong>. Na hiperidrose gustativa, ocorre a transpiração excessiva, principalmente em regiões do couro cabeludo, face, pescoço e rubor facial, estes efeitos têm sido percebidos e estudados ao longo de 300 anos, de acordo com registros literários (2, 3). Mesmo sendo evidenciada há séculos, ainda há uma ausência de classificação internacional para hiperidrose gustativa para a distinção em relação a dois tipos de manifestação: a primeira, é dependente do tipo de alimentação ingerida, como no caso dos alimentos condimentados e picantes, induzindo a hiperidrose gustativa que pode ser nomeada como “fisiológica”; a segunda, é independente do tipo de alimentação ingerida, ou seja, ocorre <u>SEMPRE</u> quando se realiza a ingestão de alimentos sólidos ou líquidos e, que pode ser nomeada como hiperidrose gustativa “não fisiológica” (4). Mesmo não sendo uma classificação oficial, estes termos auxiliam na compreensão da influência que o tipo de alimento tem sobre a manifestação da hiperidrose.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto<strong>, poucos estudos demonstram a existência de uma associação da manifestação de hiperidrose gustativa “não fisiológica” em indivíduos com o diabetes mellitus do tipo 1 e 2</strong>. Esta correlação foi divulgada pela primeira vez por P. J Watkins no ano de 1973 (5),  quando foi publicado um estudo clínico com 6 pacientes voluntários com diabetes e, que expressavam a hiperidrose gustativa. Controversamente, mesmo com o avanço da capacidade investigativa da ciência atualmente, este distúrbio tem sido pouco estudado. A maior parte da literatura disponível sobre hiperidrose gustativa diabética (HGD) é composta por relatos de casos clínicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os apontamentos feitos Watkins no artig<em>o</em>:<em> “Facial sweating after food: a new sign of diabetic autonomic neuropathy” (tradução livre: Sudorese facial após comer: um novo sinal de neuropatia autonômica diabética)</em>, a correlação com a transpiração excessiva seria o resultado de um processo de degeneração dos nervos do sistema nervoso autônomo simpático provocado pelo diabetes. Com o intuito de avaliar esta hipótese, Watkins utilizou um protocolo experimental bastante simples, sugerindo aos pacientes voluntários com diabetes, previamente diagnosticado com hiperidrose gustativa que fizessem a ingestão de queijo e chocolate, seguida da administração intravenosa de atropina, um fármaco que age como bloqueador da atividade do sistema nervoso autônomo. Desta forma, foi possível verificar a ausência de transpiração enquanto os voluntários mastigavam, comprovando assim o papel do sistema nervoso autônomo na HGD (5).</p>
<p style="text-align: justify;">É importante notar que a <strong>hiperidrose gustativa pode manifestar de forma idiopática na população não diabética, bem como, em indivíduos com nefropatia ou aqueles que manifestem a chamada síndrome de Frey</strong> (lesão da glândula salivar) (6, 7). Entretanto, faltam trabalhos na literatura que comprovem a maior incidência e prevalência na população diabética quando comparado com a população não diabética. A maioria dos estudos são de casos clínicos, ou seja, estudos observacionais com pouco impacto para serem apreciados e subsidiarem diretrizes internacionais. Uma alternativa que tem sido viabilizada são estudos com questionários auto declaratórios com preenchimento “<em>on-line”</em>, sobre a percepção de transpiração excessiva na população diabética e não diabética. Muito embora, estes protocolos possuem um limite restrito de confiabilidade dos dados obtidos, devido ao alto grau de imprecisão do diagnóstico com ausência de um clínico experiente utilizando métodos de quantificação da transpiração considerados padrão ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de parecer inofensivo a HGD é um mal que pode causar grandes impactos na qualidade de vida. Este distúrbio pode se relacionar com constrangimentos sociais, psíquicos e físicos, podendo levar o indivíduo a interromper seus padrões normais de alimentação – prejudicando, em especial, aqueles com diabetes e que necessitam ter o controle da alimentação com periodicidade controlada (4, 5).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Medidas para atenuar a manifestação da HGD, podem ser consideradas paliativas,</strong> visto que, a causa está relacionada ao descontrole do metabolismo da glicose/insulina e, consequentemente a degeneração dos nervos autonômicos, como resultado de seus efeitos crônicos. É provável que exista um imenso vale de distanciamento entre nosso conhecimento sobre mecanismo intra e intercelulares e o que ocorre de fato na HGD. Portanto, o desenvolvimento de meios para atenuar os efeitos deste distúrbio, dependerá necessariamente dos avanços em pesquisas científicas nesta área. Entretanto, há uma classe de medicamentos chamada anticolinérgicos, a qual pode representar uma alternativa de tratamento, pois agem a partir do bloqueio do neurotransmissor acetilcolina, impedindo sua ligação aos receptores muscarínicos, desta forma, modificando a resposta do sistema nervoso autônomo (8). Alguns destes medicamentos, principalmente de uso oral podem causar muitos efeitos adversos, fazendo com que aqueles de uso tópico possam ter maior adesão ao tratamento (8).</p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de tratamento é através da aplicação da toxina botulínica do tipo A. Esta bloqueia a liberação da acetilcolina na fenda pré-sináptica, impedindo a ligação aos receptores, consequentemente, acarretando a diminuição da atividade do sistema nervoso autônomo e a produção excessiva de suor. Todavia, apesar de ser uma terapêutica que apresenta resultados satisfatórios e poucos efeitos adversos, a toxina botulínica do tipo A tem como principal desvantagem a reduzida durabilidade dos seus efeitos, apresentando uma média de 6 meses de efetividade, sendo necessário que o paciente faça novas aplicações após este período (6).</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>É importante ressaltar que independentemente do tratamento apresentado ao longo do texto, todos devem ser prescritos por médicos, essencialmente, aqueles especialistas em cuidados com pacientes com HGD.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, para além dos efeitos psicossomático e igualmente indesejáveis da HGD, a simples percepção do excesso de transpiração durante a alimentação pode ser um sinal facilmente perceptível do agravamento do quadro de neuropático. Portanto, a divulgação deste alerta se faz necessário, à medida que mais indivíduos possam ter consciência e recorrer ao acompanhamento médico para a avaliação da gravidade, bem como, para indicações de medidas de controle do diabetes.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ol>
<li>Strutton DR, Kowalski JW, Glaser DA, Stang PE. US prevalence of hyperhidrosis and impact on individuals with axillary hyperhidrosis: results from a national survey. J Am Acad Dermatol. 2004;51(2):241-8.</li>
<li>van der Linden J, Sinnige HA, van den Dorpel MA. Gustatory sweating and diabetes. The Netherlands journal of medicine. 2000;56(4):159-62.</li>
<li>Dunbar EM, Singer TW, Singer K, Knight H, Lanska D, Okun MS. Understanding gustatory sweating. What have we learned from Lucja Frey and her predecessors? Clin Auton Res. 2002;12(3):179-84.</li>
<li>Klarskov CK, von Rohden E, Thorsteinsson B, Tarnow L, Lommer Kristensen P. Gustatory sweating in people with type 1 and type 2 diabetes mellitus: Prevalence and risk factors. Endocrinol Diabetes Metab. 2021;4(4):e00290.</li>
<li>Watkins PJ. Facial sweating after food: a new sign of diabetic autonomic neuropathy. British medical journal. 1973;1(5853):583-7.</li>
<li>Restivo DA, Lanza S, Patti F, Giuffrida S, Marchese-Ragona R, Bramanti P, et al. Improvement of diabetic autonomic gustatory sweating by botulinum toxin type A. Neurology. 2002;59(12):1971-3.</li>
<li>Santos RC, Chagas JF, Bezerra TF, Baptistella JE, Pagani MA, Melo AR. Frey syndrome prevalence after partial parotidectomy. Brazilian journal of otorhinolaryngology. 2006;72(1):112-5.</li>
<li>Shaw JE, Abbott CA, Tindle K, Hollis S, Boulton AJ. A randomised controlled trial of topical glycopyrrolate, the first specific treatment for diabetic gustatory sweating. Diabetologia. 1997;40(3):299-301.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE OS AUTORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="wp-image-2675 alignleft" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1-300x291.jpg" alt="" width="190" height="184" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1-300x291.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Larissa-Para-Artigo-UNICAMP-1.jpg 547w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a></strong><strong>Larissa Ketlen De Oliveira Barbosa</strong><em><br />
Graduanda em Biomedicina pela Universidade São Francisco (USF-CAMPINAS). Estagiária no Laboratório de Aterosclerose e Biologia Vascular, AteroLab (UNICAMP) &#8211; CEPID OCRC.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/0887170861657109"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2674" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Helison-300x281.jpg" alt="" width="190" height="178" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Helison-300x281.jpg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Foto-Helison.jpg 499w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong>Helison Rafael Pereira do Carmo</strong><br />
<em>Farmacêutico-bioquímico. Doutor em Ciências pela Faculdade de Ciências Médicas (UNICAMP), com período no Hatter Cardiovascular Institute – UCL (Londres). Atua na área de pesquisa cardiovascular, pós-doutoramento no Laboratório de Aterosclerose e Biologia Vascular, AteroLab (UNICAMP) &#8211; CEPID OCRC.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/quando-o-suor-excessivo-durante-a-alimentacao-pode-ser-um-problema/">Quando o suor excessivo durante a alimentação pode ser um problema?</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/quando-o-suor-excessivo-durante-a-alimentacao-pode-ser-um-problema/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>5</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alimentação e doenças relacionadas ao sistema imune</title>
		<link>https://www.sobrepeso.com.br/alimentacao-e-doencas-relacionadas-ao-sistema-imune/</link>
					<comments>https://www.sobrepeso.com.br/alimentacao-e-doencas-relacionadas-ao-sistema-imune/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[CEPID OCRC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2021 14:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[doenças cardiovasculares]]></category>
		<category><![CDATA[sistema imune]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sobrepeso.com.br/?p=2473</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em relação à alimentação como base para saúde, muitos pacientes acometidos por este conjunto heterogêneo de doenças buscam por alternativas na sua dieta como uma forma de diminuir o processo inflamatório que se mantém ou até mesmo para diminuir o risco de complicações. Porém, ainda é precoce e inconclusivo estabelecer recomendações de exclusão ou restrição [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/alimentacao-e-doencas-relacionadas-ao-sistema-imune/">Alimentação e doenças relacionadas ao sistema imune</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em relação à alimentação como base para saúde, muitos pacientes acometidos por este conjunto heterogêneo de doenças <strong>buscam por alternativas na sua dieta como uma forma de diminuir o processo inflamatório que se mantém ou até mesmo para diminuir o risco de complicações</strong>. Porém, ainda é precoce e inconclusivo estabelecer recomendações de exclusão ou restrição de dietas específicas e padronizadas com a finalidade de tratar ou evitar o agravamento dessas doenças. Porém, a falta de associações mais claras dessas doenças com a nutrição não anula a necessidade de boas escolhas alimentares associadas com práticas de atividade física, garantindo uma qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pacientes com doenças relacionadas ao sistema imune possuem um risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares aumentado</strong> comparado com a população geral, isso é um fato que deve ser considerado essencial para adoção de hábitos saudáveis pelos pacientes. É importante reiterar os pontos muito bem retratados no “Guia Alimentar para população brasileira”, que uma alimentação balanceada deve ser baseada no consumo de alimentos <em>in natura</em> e minimamente processados (frutas, hortaliças, cereais, tubérculos, leguminosas, legumes, carnes, ovos) e com consumo limitado de alimentos ultraprocessados (alimentos industrializados que, de maneira geral, são desbalanceados nutricionalmente, ricos em sódio, gorduras de má qualidade, açúcares simples e aditivos alimentares). Já é bem estabelecido que <strong>a “dieta ocidental”</strong> &#8211; com alto consumo de ultraprocessados, sódio, açúcares, gordura e proteína animal &#8211; <strong>está associada com uma influência negativa em células do sistema imune</strong>, que são fundamentais para o controle das respostas inflamatórias e modulação do sistema imune. Além disso, algumas vitaminas (A, B6, B12, folato, C, D e E) e oligoelementos (zinco, cobre, selênio, ferro) são indispensáveis para um bom desempenho da função imune.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo feito pela Universidade de São Paulo, já evidenciou <strong>um aumento do risco cardiometabólico em pacientes que possuem artrite reumatóide, caracterizados por um consumo maior de alimentos ultraprocessados</strong>. Enquanto os pacientes que também eram acometidos pela doença, mas consumiam mais alimentos in natura, ou seja, tinham uma alimentação mais natural, possuíam um risco menor. Além disso, já foi demonstrado previamente pelo nosso grupo de estudos que pacientes com doença de Crohn apresentaram uma alta prevalência de sobrepeso e obesidade, levando a um aumento do risco principalmente para doenças cardiovasculares, além de estarem mais suscetíveis à doença ativa e a hospitalização. Também foi observado inadequação dos níveis séricos de nutrientes importantes entre esses pacientes, como ferro e zinco. Nossa pesquisa também demonstrou que pacientes na fase ativa da doença e aqueles que apresentavam um maior número de sintomas, consumiam com maior frequência alimentos pertencentes ao grupo de ultraprocessados, como o suco industrializado e refrigerante. Esses dados nos mostram a necessidade de um aconselhamento nutricional adequado, a fim de melhorar a terapia dietética e a qualidade de vida desses pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/imagem-do-texto.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-2478 aligncenter" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/imagem-do-texto-300x206.jpg" alt="" width="540" height="371" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Diante do atual cenário da pandemia do novo CORONAVÍRUS, as informações relacionadas à alimentação e nutrição têm se propagado de forma muito rápida, inclusive no contexto das doenças relacionadas ao sistema imune. Com o intuito de melhorar a imunidade e reduzir os efeitos causados pela infecção do vírus, o uso de suplementos alimentares tem sido discutido e até mesmo divulgado por meios não oficiais e sem respaldo científico. Porém, é importante destacar que, até o momento, <strong>não há evidências científicas demonstrando que a suplementação possa exercer um papel protetor ou terapêutico em relação à infecção da COVID-19</strong>, nem mesmo que um superalimento ou fórmula nutricional possa alcançar esse objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, a orientação para esses pacientes é que sigam um padrão de alimentação que forneça todos os nutrientes importantes para manter um bom funcionamento do sistema imune, evitando componentes alimentares capazes de estimular o sistema imunológico, como aqueles presentes em produtos processados e ultraprocessados, que podem levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, especialmente a obesidade. Além disso, o consumo deliberado desses alimentos pode aumentar o risco de deficiências nutricionais. Vale ressaltar que as orientações devem ser individualizadas levando-se em consideração todas as dimensões biopsicossocioculturais envolvidas nas escolhas alimentares, como estilo de vida, crenças, intolerâncias, acesso aos alimentos e outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências:</strong><br />
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção<br />
Básica. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da saúde, Secretaria de<br />
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">CALDER, P. C. Nutrition, immunity and COVID-19. BMJ Nutrition, Prevention &amp; Health, v.<br />
3, n. 1, p. 74–92, jun. 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">CFN. Conselho Federal de Nutricionistas. Nota Oficial: Orientações à população e<br />
para os nutricionistas sobre o novo coronavírus. 2020. Disponível em<br />
&lt;https://www.cfn.org.br/index.php/destaques/19913/&gt; Acesso em 08/02/2021.</p>
<p style="text-align: justify;">DE CASTRO, M. M. et al. Impaired nutritional status in outpatients in remission or with active Crohn’s disease – classified by objective endoscopic and imaging assessments. Clinical Nutrition ESPEN, v. 33, p. 60–65, out. 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">DE CASTRO, M. M. et al. Dietary Patterns Associated to Clinical Aspects in Crohn’s Disease<br />
Patients. Scientific Reports, v. 10, n. 1, p. 7033, 27 dez. 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">MANZEL, A. et al. Role of “Western Diet” in Inflammatory Autoimmune Diseases. Current<br />
Allergy and Asthma Reports, v. 14, n. 1, p. 404, 15 jan. 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">SMAIRA, F. I. et al. Ultra-processed food consumption associates with higher cardiovascular risk in rheumatoid arthritis. Clinical Rheumatology, v. 39, n. 5, p. 1423–1428, 4 maio 2020.</p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 100%;"><strong>SOBRE OS AUTORES:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://lattes.cnpq.br/3257867262445133" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2532" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor-279x300.jpg" alt="" width="190" height="205" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor-279x300.jpg 279w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Vitor.jpg 287w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a>Vitor Nascimento dos Santos</strong><br />
<em>Estudante de Nutrição (FCA/UNICAMP), atualmente estudante de mobilidade internacional no curso de Nutrição Humana e Dietética da Universidade de Zaragoza (Espanha). Além disso, fez parte do programa de Iniciação Científica trabalhando com Doenças Inflamatórias Intestinais e o desenvolvimento de deficiências nutricionais e risco cardiovascular nesses pacientes, especialmente na doença de Crohn.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa.jpeg"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2475" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-300x276.jpeg" alt="" width="190" height="175" srcset="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-300x276.jpeg 300w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa-768x706.jpeg 768w, https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Maysa.jpeg 960w" sizes="(max-width: 190px) 100vw, 190px" /></a><strong>Maysa Santos</strong><br />
<em>Estudante de Nutrição (FCA/UNICAMP), atualmente é aluna de Iniciação Científica do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo, vinculado ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades, e desenvolve uma pesquisa sobre Doenças Inflamatórias Intestinais e consumo alimentar, em especial o consumo de fibras e FODMAPs e a sua relação com os sintomas em pacientes com doença de Crohn.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://lattes.cnpq.br/2498062740788230" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-2531" src="https://www.sobrepeso.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Marina.jpg" alt="" width="190" height="226" /></a><strong>Marina Moreira de Castro</strong><br />
<em>Nutricionista (UNIMEP &#8211; Piracicaba), atualmente é aluna de doutorado do Laboratório de Distúrbios do Metabolismo (FCA/UNICAMP), e do Laboratório de Investigação em Doenças Inflamatórias Intestinais (FCM/UNICAMP) vinculados ao Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. Atua principalmente na área de pesquisa com Doenças Inflamatórias Intestinais, estudando a microbiota intestinal, o estado nutricional e o consumo alimentar, bem como o desenvolvimento de potenciais biomarcadores fecais na doença de Crohn.</em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table><p>The post <a href="https://www.sobrepeso.com.br/alimentacao-e-doencas-relacionadas-ao-sistema-imune/">Alimentação e doenças relacionadas ao sistema imune</a> first appeared on <a href="https://www.sobrepeso.com.br">Sobre Peso</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.sobrepeso.com.br/alimentacao-e-doencas-relacionadas-ao-sistema-imune/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
