Como convencer uma criança a comer melhor?

Segundo estudo científico, um pouco de "brincadeira" na hora das refeições estimula os pequenos a comer muito mais frutas e verduras. Descubra o poder da competição na mente infantil!

brincar com a comida crianca
[quote_right]”Usar incentivos é muito controverso. Mas devemos lembrar que pais usam incentivos o tempo todo para encorajar comportamentos corretos de seus filhos”[/quote_right]

Pouco tempo atrás, um famoso comercial de televisão sugeria aos pais dar um certo “tônico” aos filhos caso eles se recusassem a comer, o que devolveria uma “fome de leão” à criançada. Hoje em dia, o comercial sumiu, talvez porque comer muito não é mais problema (o que assusta os pais hoje em dia é, ao contrário, a obesidade infantil). O problema é comer bem. E, para isto, ainda não há biotônico nenhum que ajude os pais…

Mas talvez exista uma solução tão prática e simples quando dar um tônico para fazer a criançada comer mais frutas e legumes, garantindo, assim, uma saúde de ferro. Qual seria o segredo? Competição.

 

BRINCADEIRAS NA HORA DE COMER

Um estudo do governo inglês aponta que pais e escolas devem adotar estratégias competitivas para estimular as crianças a comer bem.

A conclusão veio após um trabalho de 6 semanas em escolas públicas inglesas. Na hora do almoço, as crianças recebiam 1 adesivo cada vez que comiam frutas ou vegetais. Se acumulassem 4 ou mais adesivos (= 1 semana comendo bem), ganhavam um presente melhor, como uma canetinha.

A brincadeira foi um sucesso. Apesar de não terem sido obrigadas a participar do estudo, as crianças passaram a comer muito mais frutas e verduras nas refeições. E mais: em escolas nas quais a prática de trocar 4 adesivos por 1 presente foi adotada, o índice de crianças comendo bem foi maior do que em escolas em que não havia esta troca.

competicao criancas
Uma competição saudável entre crianças é um estimulante e tanto – inclusive para se alimentar bem!

“É interessante notar que, diferente do que vemos em outros trabalhos, foram as meninas – mais do que os meninos – que responderam mais favoravelmente aos incentivos de competição”, analisou o dr. Patrick Nolen, da Universidade de Essex e um dos autores do estudo.

“Isto significa que garotas (as quais geralmente comem melhor do que meninos) aumentaram ainda mais o consumo de frutas e verduras quando havia o novo incentivo competitivo”.

A professora Michèle Belot, da Universidade de Edinburgh, sugere: “Usar incentivos, particularmente com crianças, é muito controverso. Mas devemos lembrar que pais usam incentivos o tempo todo para encorajar comportamentos corretos de seus filhos”.

“Nossa pesquisa mostra que certos incentivos funcionam mesmo, particularmente em grupos de crianças que costumam responder mal às outras intervenções educativas, como meninos e crianças mais pobres”, argumenta Michèle. Talvez o futuro da boa alimentação esteja ligado a novas práticas (baseadas em idéias bem antigas de competitividade!) de educação alimentar.

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